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Morre em Fortaleza o “Professor Coelho”, nome importante para a Uern

Professor Coelho ao lado da irmã Ruth Foto: arquivo de família)
Professor Coelho ao lado da irmã e médica Ruth, em Fortaleza (Foto: arquivo de família)

A família Coelho-Figueiredo perdeu um de seus membros. Da prole de 12 filhos do casal Luiz Nicomedes de Figueiredo e Nayde Coelho de Figueiredo, quem faleceu nessa sexta-feira (02), em Fortaleza-CE, aos 92 anos, foi o economista e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará (UFC), Francisco Coelho de Figueiredo.

Seu velório ocorre na capital cearense até às 15 horas deste sábado (03), na Funerária Ternura (R. Padre Valdevino, 2255 – Aldeota), sala Gratidão. No local haverá missa de corpo presente. O sepultamento acontecerá no Cemitério São João Batista, na mesma cidade, às 16h30.

O professor Coelho foi bastante ligado a Mossoró por laços familiares e por missões importantes que cumpriu no campo acadêmico. Recebeu o título de “Doutor Honoris Causa” da Universidade do Estado do RN (UERN), em 2002, por papel importante no reconhecimento do curso de Geografia. À época, ele integrava colegiado imprescindível no processo, o Conselho Federal de Educação (CFE). A Uern tinha o professor Walter Fonseca na reitoria.

Coelho também é irmão do empresário Rútilo Coelho, cearense de Milagres, como ele, mas radicado em Mossoró desde os anos 70. Outros irmãos migraram para o solo mossoroense, numa leva de Coelhos-Figueiredos, casos ainda de Rinaldo, Rubens, Ary, Graça e Fátima.

Nota do Blog – Que o Professor Coelho descanse em paz. A minha solidariedade a seus familiares e amigos.

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História da nossa agricultura irrigada

Por Josivan Barbosa

Muitos técnicos e muitas pessoas de outros setores produtivos nos perguntam quais as razões do sucesso da Agricultura Irrigada no Polo de Agricultura Irrigada RN-CE (Touros – RN a Limoeiro do Norte – CE).

Não conhecemos a história na íntegra, mas quando eu era aluno de Agronomia, no início dos anos 80, não havia, com exceção da Mossoró Agroindustrial S/A (MAISA) que cultivava caju, agroindústria de sucesso na fruticultura.

No Vale do Rio Açu as experiências com a fruticultura estavam apenas iniciando, pois a região tinha sérias limitações com água, o que melhorou a partir da construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves no anos 80. No Vale do Jaguaribe também não havia experiências de êxito ligadas à atividade de produção de frutas irrigadas.

Não queremos atribuir o sucesso unicamente aos esforços da então Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje Universidade Federal do Semiárido (UFERSA), mas obrigatoriamente, esta instituição teve importância ímpar no processo.

História da nossa agricultura irrigada II

Em 1979 a Direção desta IFE conseguiu aprovar, juntamente com mais cinco universidades do Nordeste (UFC, UFPI, UFRPE e UFPB) um importante projeto de desenvolvimento tecnológico dentro do PDCT (Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Nordeste). A Esam, foi contemplada com recursos da ordem de 45 milhões de dólares por um período de cerca de seis anos.

Os recursos eram provenientes do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do Governo Brasileiro, através do CNPq na proporção de 1:1. Foi o maior projeto da história dessa instituição de ensino superior. Os principais benefícios do projeto para o desenvolvimento da nossa IFE foram:

  • Contratação de 110 profissionais de nível médio e superior (laboratoristas, engenheiros agrônomos, trabalhadores de campo, motoristas, técnicos de informática e técnicos agrícolas)
  • Construção do Laboratório de Água e Solos
  • Construção da Biblioteca Central Orlando Teixeira
  • Aquisição de inúmeros equipamentos científicos de apoio à pesquisa
  • Ampliação do Laboratório de Sementes
  • Ampliação dos Laboratórios de Alimentos
  • Aquisição de inúmeros veículos de apoio à pesquisa
  • Instalação de módulos demonstrativos de irrigação nos municípios de Touros, João Câmara, Mossoró, Baraúna, Gov. Dix-Sept Rosado, Pau dos Ferros, São Miguel, Zé da Penha e Rafael Fernandes. Os módulos eram instalados em áreas particulares, após rígido trabalho de seleção dos beneficiados feito pelos pesquisadores.

História da nossa agricultura irrigada III

A instituição instalou experimentos de pesquisa em várias microrregiões do Estado. Cada módulo demonstrativo era composto de uma área irrigada (2 a 4 hectares de fruteiras – banana, mamão,  goiaba, graviola e maracujá), apicultura, sequeiro (capim buffel) e caprinos (10 matrizes e um reprodutor). Após três anos de instalação dos módulos, eram feitas avaliações. A área de sequeiro mostrou-se ineficiente. A única área de sequeiro que mostrou bom rendimento para o produtor foi o plantio de abacaxi na região de Touros. O abacaxi foi testado na área do Sr. José Joventino. Até hoje aquele produtor ainda cultiva o abacaxi com sucesso. Na região de Touros já havia uma experiência de um produtor oriundo da região de Sapé – PB.

Na época a região plantava apenas 180 hectares de abacaxi, bem diferente de hoje, cuja área, incluindo os municípios de Ielmo Marinho, Pureza e Touros, já se aproxima de 3000 hectares. Nas áreas de sequeiro com capim buffel e algaroba não houve registro de nenhum caso de sucesso. A apicultura foi regular e o destaque ficou por conta das áreas irrigadas, nas quais o produtor conseguia excelentes rendimentos. Um destes exemplos de sucesso foi o plantio de bananeira em consórcio com tomate. Uma das culturas que, também, mostrou excelente rendimento foi mamão formosa. A cultura que se mostrou mais rentável para o produtor foi a banana, seguida de goiaba, graviola, mamão e maracujá. O sistema de irrigação utilizado era o xique-xique (mangueira de polietileno com furos e vazão de 45 – 50 litros/hora).

História da nossa agricultura irrigada IV

O sucesso obtido nos experimentos da nossa universidade com a cultura do mamão, é, em parte, responsável pelo incremento no cultivo desta fruta nos últimos anos no Estado do RN e regiões circunvizinhas. Somente na região da Chapada do Apodi (Baraúna, Quixeré e Limoeiro do Norte), local onde havia um experimento montado pela universidade, já são cultivados, cerca de, 1600 hectares de mamão formosa. Um dos principais produtores do mamão nesta região é o engenheiro agrônomo formado pela nossa universidade e que na época era o técnico executor das pesquisas nos módulos instalados Wilson Galdino de Andrade.

Além disso, na região Agreste já se instalou, nos últimos cinco anos, três conceituadas empresas produtoras de mamão papaia (Caliman, Gaia e Batia) cuja produção de mamão é predominantemente exportada pelo Porto de Natal para a Europa e Estados Unidos. A agroindústria Caliman já está instalada, também, na região de Baraúna, com infra-estrutura para exportar mamão formosa para a Europa, com boas perspectivas de atingir o mercado americano em curto prazo. O mamão formosa produzido na região de Baraúna possui qualidade superior.

No caso da banana, os Agropólos Mossoró-Açu e Chapada do Apodi (Baraúna, Quixeré e Limoeiro do Norte) possuem uma área instalada acima de 5000 hectares, sendo que no Baixo-Açu predomina o cultivo de banana para o mercado externo (Mercosul e Europa) e na Chapada do Apodi o cultivo da banana é direcionado para o mercado interno. Somente numa agroindústria (Frutacor) instalada naquela  micro-região eram produzidos antes do período de seca 1200 hectares e mais 600 hectares oriundos de pequenos produtores agregados.

História da nossa agricultura irrigada V

As outras fruteiras (goiaba e maracujá), como demonstrado nas pesquisas feitas pela universidade, ainda não possuem significado econômico no Estado do Rio Grande do Norte. A agroindústria (Fazenda Frota) instalada em Quixeré na década passada cultivava uma pequena área com goiaba. A partir dessa experiência, outras empresas instalaram pomares de goiaba.  Esse fruto é muito tradicional na região de Petrolina, mas os pomares instalados naquela região têm sido dizimados por nematóides.

O maracujazeiro amarelo foi plantado em grande escala, no final da década de 80 pela MAISA, mas devido à alta incidência de pragas, principalmente fusariose, a empresa foi obrigada a erradicar a cultura. No Estado do Rio Grande do Norte o maracujá está sendo cultivado em pequena escala na região de Ceará Mirim e em algumas micro-regiões serranas. O maracujá consumido no Estado é oriundo do Espírito Santo e do Ceará (Serra de Tianguá).

Mais recentemente a empresa de capital externo (austríaco e italiano) Meri Pobo Agropecuária, instalada em Jaguaruana – CE, iniciou um audacioso projeto de cultivo de maracujá orgânico. A empresa tem como meta produzir 500 ha de maracujá no Polo de Agricultura Irrigada RN-CE.

A graviola ainda é pouco cultivada na região. Há poucos plantios na micro-região de Baraúna e Quixeré. O cultivo é direcionado para a produção de polpa para atender o mercado regional.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Sem holofotes, Gleison Tibau faz história no UFC

Por Carta Capital

Um brasileiro fará história neste domingo no UFC. Gleison Tibau não é um dos astros mais conhecidos da organização, como Anderson Silva ou Rodrigo Minotauro, mas tem escrito seu nome na história do evento.

Tibau e seu adversário: luta feroz (Foto: reprodução)

Tibau é hoje o lutador em atividade com mais lutas no UFC, e segue ampliando seu recorde: fará seu 24º combate na organização, marca que o iguala ao ex-campeão Randy Couture, e o deixa atrás apenas dos ex-campeões Matt Hughes (que fez 25 confrontos) e Tito Ortiz (27). E, considerando seus números recentes, Tibau tem tudo para liderar esse ranking em breve.

Tibau, que neste fim de semana vai enfrentar o irlandês Norman Parke em Boston, nos EUA, começou a carreira no MMA com 16 anos de idade, em um evento em sua cidade natal, Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Aos 23, fez sua primeira luta no UFC, onde permanece até hoje, aos 31 anos. Considerando que suas 24 lutas na organização se realizaram ao longo de oito anos, se Tibau mantiver a média, pode ultrapassar Ortiz em breve.

O brasileiro já ganhou de bons lutadores, como Rafael dos Anjos – que disputará o cinturão dos leves de Anthony Pettis em março –, mas nunca chegou a desafiar um título. Mesmo assim, é ambicioso: em outubro do ano passado, revelou que sua meta era lutar por um cinturão em 2016.

Um episódio no fim do ano passado pode motivar ainda mais Tibau a conseguir sua terceira vitória seguida, que certamente o ajudaria na campanha para uma futura disputa de cinturão. O lutador teve sua casa furtada. “Foi um choque muito grande. Saí para treinar e, quando voltei, a porta de vidro na frente da minha casa estava quebrada”, relatou ao site do UFC.

Os ladrões já foram presos, e Tibau avisou que o caso o deixou determinado a vencer. “O bom é que quem fez essa maldade comigo já está preso. Não consegui recuperar nada, mas fiquei ainda mais motivado para a luta contra o Parke”, garantiu.

Apesar da dedicação, a tarefa de Tibau não será fácil: seu adversário, Norman Parke, é um lutador bastante completo, já venceu uma das edições do reality show The Ultimate Fighter (TUF) e tem apenas duas derrotas na carreira, além de 20 vitórias.

Já Tibau, três anos mais velho do que Parke, tem bem mais experiência, com quase o dobro de combates na carreira – 32 vitórias e dez derrotas. E não é à toa que já lutou 24 vezes: topa sempre o que o UFC lhe oferece e é descrito muitas vezes como um operário da organização.

Tanto entrou na luta contra Parke para substituir o lesionado Jorge Masvidal, e teve só um mês e meio para se preparar para o combate. Independentemente do resultado deste domingo, seu nome já estará na história do UFC e em alta conta com a organização.

Veja reportagem original AQUI.

P.S – “O brasileiro Gleison Tibau levou a terceira luta seguida na catergoria – em sua 24 participação no UFC. Ele venceu o norte-irlandês Norman Parke por decisão dos juízes. Com a vitória, ele se torna o terceiro maior vencedor da história do Ultimate, com dezesseis conquistas, atrás apenas de Matt Hughes (18) e Georges St-Pierre.”

Site UFC