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Prefeitura tenta explicar falta de pagamentos e é desmentida

A Prefeitura Municipal de Mossoró, gestão Rosalba Ciarlini (PP), emitiu Nota sobre bloqueio de contas e atraso no pagamento a cooperativas médicas, através do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). Mas a própria Junta de Intervenção do HMAC reagiu de pronto, desmentindo-a ponto a ponto.

Rosalba teve todas as informações desmentidas por Larizza (Fotos: Web)

Veja abaixo as duas notas divulgadas entre final da tarde início da noite de hoje (sexta-feira, 09):

Nota da PMM

A Prefeitura de Mossoró informa que está providenciando os repasses às cooperativas prestadoras de serviço da Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância de Mossoró (APAMIM).

Em 2018, o Município já pagou o montante de R$ 2 milhões.

O Município ressalta que os repasses SUS, encaminhados pelo Governo Federal em favor da unidade, estão regularizados.

A produção do mês de setembro foi enviada pelo hospital na última segunda-feira (05) à Secretaria de Saúde e segue todos os trâmites legais para liberação financeira.

É importante ressaltar que o valor pago pela Prefeitura é superior a tabela SUS. Mesmo com as dificuldades financeiras, a Prefeitura vem se esforçando desde o início desta gestão para honrar o pagamento de todos os contratos firmados.

Nota de Esclarecimento (Junta Interventora do HMAC)

A Junta de Intervenção Judicial que administra a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) esclarece:

Em 2018, não houve nenhum pagamento da Prefeitura de Mossoró às cooperativas médicas que prestam serviços ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) por via administrativa. Todos os valores devidos pelos serviços prestados foram pagos mediantes bloqueios judiciais, diferente do que informa a Nota divulgada pela Assessoria da Prefeitura de Mossoró-RN.

Ao contrário do que informa a Nota da Prefeitura, os valores fixos enviados pelo SUS para o Hospital Maternidade Almeida Castro, em outubro, ainda não foram repassados, assim como não foram repassados os recursos referentes à produção de setembro de 2018.

Também não é verdade que a Prefeitura de Mossoró está repassando valores superiores a Tabela SUS (Sistema Único de Saúde) à Maternidade Almeida Castro.

“Tudo é preconizado pela tabela SUS”, ressalta a coordenadora da intervenção Larizza Queiroz.

Apesar dos bloqueios contínuos (15 em 2017 e 8 em 2018), a Prefeitura de Mossoró negligencia até o acordo com as cooperativas firmado no inicio de 2017 na Justiça Federal.

Neste caso, a Prefeitura parcelou em 15 meses o valor devido e não está pagando. Mesmo diante do fato da Prefeitura de Mossoró não efetuar o pagamento via administrativa, os médicos não paralisaram os serviços nas unidades de UTI Neonatal, Acolhimento, Alojamento Conjunto e Centro de Obstetrícia do Hospital Maternidade Almeida Castro, por acreditarem no compromisso firmado com a Justiça Federal de Mossoró-RN.

Leia também: Justiça volta a bloquear contas para pagamento de médicos;

Leia tambémJuiz pode tomar decisão excepcional para pagamento de médicos.

Leia tambémPediatras estão sem pagamento há quatro meses.

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Do caos à vida, a nova realidade do Hospital Almeida Castro

“Ah, isso aqui é minha vida!” A exclamação é feita ao Blog pela enfermeira Raíssa Lorena Gê Mitre, à porta de um dos apartamentos da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru, no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). Ela espelha na frase e no rosto de sorriso incontido, o sentimento de quem trabalha diariamente com vida. Com mães e bebês que precisam de cuidados especiais.

Durante quase três horas percorremos corredores, UTI´s, salas, apartamentos, enfermarias e outros compartimentos do HMAC. Conhecemos seu funcionamento, levantamos informações com componentes de sua Junta Interventora, ex-funcionários, pacientes, funcionários etc. Fuçamos documentos no âmbito da Justiça, suplementando dados.

Raíssa: "Ah, isso aqui é minha vida!" (Foto: Blog Carlos Santos)

Existem dois HMAC. Um, antes da interventoria determinadas pelas justiças do Trabalho, Federal e Estadual, provocada pelo Ministério Público do Trabalho, Federal e do Estado do RN. Outro, depois da instalação dessa condição excepcional em setembro de 2014, que visa restabelecer a ordem no hospital, que vinha sendo gerido desde 1949 pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Os números e os resultados do novo HMAC impressionam. Qualquer dúvida, é só confrontá-los com o caos de antes, que levou o Judiciário a impor o afastamento de seus ex-dirigentes, desencadeando paralelamente uma série de demandas judiciais para saneamento de débitos nos campos fiscal, trabalhista, de custeio e cível.

“A cada dez dias apresentamos relatório de nossas atividades à Justiça e mensalmente temos reuniões para discussões dos mais variados pontos. A intervenção é acompanhada passo a passo pelos promotores e juízes”, relata a coordenadora da Junta Interventora, Larizza de Sousa Queiroz Lopes.

UTI Neonatal

Uma das alas mais cativantes e importantes no sistema de saúde dirigido em especial a parturientes e recém-nascidos, advindos de cerca de 68 municípios (incluindo alguns do Ceará), é a UTI Neonatal. Só em 2016, ela recebeu 207 bebês que nasceram com baixo peso e/ou alguma patologia.

A expectativa para 2017 é a internação chegue a 350. Há poucos dias aumentou seu total de leitos, possibilitando receber até 20 bebês simultaneamente. Sem esses equipamentos, todas essas crianças estariam praticamente condenadas à morte, como acontecia no passado e muitos pais acreditavam ser “o destino”, a “vontade de Deus”.

UTI Neonatal é um diferencial definitivo entre a vida e a morte de incontáveis bebês (Foto: cedida)

Na Unidade de UTI Intermediária Neonatal Convencional, em 2016 foram 352 bebês que passaram por ela, com possibilidade de ultrapassar a casa dos 450 este ano. Eram seis leitos e há pouco tempo saltou para 12.

Neonatal Canguru

Em relação à Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru, com 18 leitos, foram 495 bebês recebidos em 2016. É um setor em que as crianças chegam com baixo peso ou alguma patologia, porém, não têm necessidade de algo mais delicado como a UTI Neonatal. Nela, a mãe fica com o filho entre os seios, numa relação próxima, carnal, que ajuda em sua recuperação.

Há poucos dias houve inauguração de um compartimento denominado de “Casa da Mãe Coruja Edilene Torquato”, com 20 leitos.  Nesse espaço confortável, mães oriundas de outros municípios e que não têm ponto de apoio, em Mossoró, podem ter estadia diária enquanto acompanha o filho na UTI. “Mães com gravidez de risco também podem estar nessa ala, com acompanhamento médico regular”, relata Larizza Queiroz.

Larizza: investimentos importantes (Foto: Blog Carlos Santos)

Dos 911 bebês que nasceram prematuros e com baixo peso em 2016, algo em torno de 35% (cerca de 390 bebês), só tiveram chances de viver graças às instalações de UTI Neonatal, Berçário e Canguru que hoje o HMAC disponibiliza.

‘Mossoroenses’ de outros municípios

A Maternidade Almeida Castro realizou 4.491 partos em 2016. Desse total, 45% foram de Mossoró e o restante de outras localidades do Rio Grande do Norte e do Ceará. São ‘mossoroenses’ de dezenas de outros municípios.

O HMAC faz média de 420 partos/mês. Partos de baixo, médio e alto risco compõem seu trabalho diário. Em 2016 realizou 3.098 partos cesáreos e 1.348 normais.

Pelo menos 18 bebês nasceram com microcefalia.

Chama a atenção, ainda, que ano passado nasceram  2.215 bebês de mães residentes em Mossoró. Mas 2.231 tinham origem em outros municípios do Rio Grande do Norte e Ceará.

Dessas 4.491 crianças, 501 nasceram prematuras e precisaram dos serviços neonatal. Outros 410 bebês tinham baixo peso, exigindo também cuidados especiais menos delicados.

UTI Adulto

A UTI Adulto do HMAC está com oito leitos. Desses, dois são reservados para a maternidade e 6 são destinados ao atendimento de pacientes através do Sistema Único de Saúde advindos do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), a partir de uma triagem prévia. Em 2016, chegou a receber 379 pacientes.

UTI Adulto também serve ao HRTM (Foto: Cedida)

A interventoria tem o papel de gerir a ‘herança maldita’ não apenas para cobrir passivos, mas também para fazer o HMAC funcionar plenamente, sem se descuidar de restaurações e ampliações físico-materiais, reparos e aquisição de novos equipamentos.

Os interventores Bendito Viana de Lira, Maria Ivanise Feitosa de Vasconcelos e Larizza de Sousa Queiroz Lopes comandam reforma e ampliação do Centro Obstétrico. Paralelamente, o mesmo é feito em relação aos setores que são conhecidos como “Partos PPP” (Pré-parto, Parto e Pós-parto), recomendado pelo Ministério da Saúde (MS).

Veja AQUI a primeira reportagem dessa série especial: Força-tarefa avança na salvação do Hospital Almeida Castro.

Veja AQUI a crônica Por Valentina, Arthur, Maria Eduarda e Ana Lívia

* Veja a terceira parte dessa reportagem especial amanhã (terça-feira, 31).

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Por Valentina, Arthur, Maria Eduarda, Ana Lívia…

Passei algumas horas hoje no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) em Mossoró.

Tempo para muitas observações, conversas, questionamentos. Perguntas, perguntas, perguntas. Planilhas, números. Sobe e desce de escadas; entra e sai em salas, alas, corredores. Elevador para cima, para baixo.

UTI Neonatal do HMAC dá uma chance excepcional à vida de incontáveis crianças (Foto: montagem)
UTI Neonatal do HMAC dá uma chance excepcional à vida de incontáveis crianças (Foto: montagem)

Em seus escaninhos…novos, reformados, antigos, bem antigos, a tranquilidade que contrasta com o que eu vira no passado.

Ouvi, escutei: dirigentes, servidores, mães…

Captei o choro de bebês, vozes balbuciando palavras ininteligíveis.

Vai e vem de gente.

Em boa parcela desse tempo, optei por conhecer sua UTI Neonatal.

Sabia que ia me emocionar. Assim foi.

Fez-me bem.

Testemunhei bebês minúsculos, frágeis, brigando pela vida.

Nenhuma daquelas crianças era minha, nem devo conhecer seus pais; talvez nunca as veja – engatinhando, andando ou correndo por aí.

Mas é impossível não imaginá-las engatinhando, andando, correndo por aí.

Torço por cada uma, como se minha fosse.

Valentina, Arthur, Maria Eduarda, Ana Lívia…

Amém!

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Defensoria vê conflito envolvendo o Hospital da Mulher

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte acionou a Justiça na Vara da Infância e Juventude em Mossoró, para se pronunciar sobre o que considera ser um “conflito” existente no campo do Judiciário. Envolveria uma decisão judicial e um acordo que envolve o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

A decisão judicial proferida no último dia 17 de agosto, na Ação Civil Pública nº 0105142-75.2016.8.20.0106, que determinou a manutenção do funcionamento dos leitos de UTI Neonatal e dos serviços de obstetrícia, e o acordo firmado nos autos da Ação Civil Pública nº 0800637-65.2014.8.4.05.8401, que tramita na Justiça Federal e diz respeito à intervenção na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM), não incluindo o Hospital da Mulher.

Hospital da Mulher é objeto de conflito (foto Carlos Costa)

O Governo do Estado começou transferência de equipamento e pessoal do Hospital da Mulher para a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) – veja AQUI – que é da alçada da Apamim.

Veja a nota abaixo:

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte comunica à população que, diante do fechamento do Hospital da Mulher de Mossoró, solicitou ao juiz da Vara da Infância e Juventude da Comarca daquele município que se manifeste sobre o conflito existente entre a decisão judicial proferida no último dia 17 de agosto, na Ação Civil Pública nº 0105142-75.2016.8.20.0106, que determinou a manutenção do funcionamento dos leitos de UTI Neonatal e dos serviços de obstetrícia, e o acordo firmado nos autos da Ação Civil Pública nº 0800637-65.2014.8.4.05.8401, que tramita na Justiça Federal e diz respeito à intervenção na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM), não incluindo o Hospital da Mulher.

É importante ressaltar que a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) tinha ciência da decisão prolatada em 17 de agosto pela Justiça Estadual, de forma que, ao participar de audiência perante a Justiça Federal, deveria ter comunicado a existência da Ação Civil Pública proposta por esta Defensoria Pública, bem como a existência de decisão judicial determinando o funcionamento regular do Hospital da Mulher, especialmente porque o Estado não recorreu da decisão proferida pela Justiça Estadual.

Ainda diante do acordo firmado, precisamos salientar que os processos que foram reunidos para julgamento em cooperação técnica pela Justiça Estadual, Federal e do Trabalho, não se referiam ao Hospital da Mulher de Mossoró, vez que em todos se discutia, única e exclusivamente, a gestão e situação da APAMIM.

A Defensoria Pública do Estado entende, sem adentrar no mérito do acordo firmado durante a audiência cooperação técnica, que a decisão sobre a transferência integral de serviços do Hospital da Mulher para o Hospital Maternidade Almeida Castro (administrado pela APAMIM), ou para qualquer outro hospital, deveria ser precedida de estudo técnico comprovando a demanda real e efetiva das unidades, a estrutura física para instalação de equipamentos oriundos do Hospital da Mulher e o número de servidores para atendimento humanitário e adequado à população, sem redução dos serviços prestados por qualquer desses Hospitais.

Em nota divulgada no sábado (8), a SESAP informa que, com a transferência da UTI Neonatal do Hospital da Mulher para a APAMIM, “os leitos de UTI Neonatal passarão dos atuais dez para 17 leitos equipados adequadamente e assistidos por profissionais em número suficiente e altamente qualificado”. Todavia, é importante esclarecer que na APAMIM já funcionam 10 leitos e que no Hospital da Mulher funcionavam 08 leitos e 02 estavam inativos apenas porque o Estado não providenciou o conserto dos equipamentos, o que foi, inclusive, solicitado na Ação Civil Pública proposta pela Defensoria Pública, de forma que não haverá ampliação do número de leitos, mas sim redução, uma vez que, ao invés da população contar com 20 leitos de UTI Neonatal, contará com 17.

Outro fato a ser considerado é que os dez leitos existentes no Almeida Castro são de UTI Pediátrica, conforme afirmou, em matérias veiculadas na imprensa, a coordenadora da Junta Interventora da unidade, Larizza Queiroz. Sendo assim, a UTI Pediátrica terá que ser transformada em UTI Neonatal e Mossoró perderá os leitos pediátricos que já existiam na unidade, deixando toda a região desassistida, tendo em vista que, a partir da mudança, os únicos leitos de UTI Pediátrica da rede pública de saúde (11 ao todo) estarão concentrados em hospitais de Natal.

Por tais razões, a Defensoria Pública do Estado solicitou ao Juízo de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Mossoró que adote as providências cabíveis, comunicando ao Juízo de Direito da Seção Judiciária Federal de Mossoró sobre a existência da Ação Civil Pública proposta em proposta no último mês de agosto e com decisão judicial em vigor determinando a manutenção dos serviços no Hospital da Mulher de Mossoró.

Renata Alves Maia

Defensora Pública Geral do Estado

Suyane Iasnaya Bezerra de Góis Saldanha

Coordenadora do Núcleo da Defensoria Pública em Mossoró

Cláudia Carvalho Queiroz

Coordenadora do Núcleo de Tutelas Coletivas

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Casa de Saúde Dix-sept Rosado recebe 9 leitos de UTI

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) recebeu nove leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. A chegada dos novos equipamentos foi anunciada na tarde dessa segunda-feira (2) pela diretoria do hospital.

O prefeito Francisco José Júnior e a secretária municipal de Saúde, Leodise Cruz, foram convidados pela diretoria para conhecer as novas estruturas. É que a gestão municipal é uma das principais parceiras do hospital, segundo declarou a diretora-geral do hospital, Larizza Queiroz.

Benefício deverá ser ampliado com outros serviços, diz a PMM (Foto: Raul Pereira)

Os leitos foram custeados pela própria instituição. Já o Município arca com as despesas de escala médica. “O município é hoje o principal parceiro dessa instituição no que se refere a adquirir medicamentos e a tornar viável a escala de médicos para o hospital”, declarou Larizza Queiroz.

Além dos novos leitos, a Casa de Saúde também passou a realizar serviços de laboratório. Segundo a diretoria, os equipamentos já funcionavam, porém em fase experimental. Tanto as UTIs quanto os serviços laboratorias já começaram a funcionar desde esta segunda-feira.

Avanços

Ainda durante a visita, o prefeito Francisco José Júnior destacou os avanços no funcionamento da instituição. “Em apenas cinco meses, o hospital já conta com 83 leitos, serviços laboratoriais gratuitos, raios-X, ultrassonografia e diversos atendimentos às gestantes e crianças não só de Mossoró como também de outras cidades. Vale salientar que hoje o hospital é 100% SUS. Ou seja, todos os seus serviços são oferecidos gratuitamente à população”, disse o prefeito.

A secretária municipal de Saúde, Leodise Cruz, ressaltou que a Prefeitura está disposta a realizar parcerias em prol da população e falou das expectativas para adquirir mais recursos. “Temos que fazer uma repactuação em nível de estado. Já estamos nos articulando para fazer com que Mossoró passe a receber recursos de outros municípios, já que é aqui que muitas pessoas de outras regiões realizam seus procedimentos de saúde”, explicou.

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado vem sendo administrada por uma junta interventora, designada pelo Ministério Público do RN, há cerca de cinco meses. A expectativa é de que o hospital filantrópico salte dos atuais 83 para 100 leitos e que, todos os meses, um novo serviço seja aberto à população.

Com informações da PMM.

Boas notícias da Casa de Saúde Dix-sept Rosado

Uma notícia muito da boa, excelente mesmo, para essa quinta-feira (27).

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que está sob intervenção judicial, vai reativar oito leitos de sua UTI Neonatal em dezembro.

A notícia foi dada hoje em coletiva pela equipe interventora.

Em 60 dias de intervenção, há retomada gradual de atendimentos na obstetrícia e saneamento de dívidas, além de reestruturação física.

A entidade convive com um “rombo” da ordem de R$ 12 milhões, débitos que vão de energia elétrica a compromissos trabalhistas.

O processo na Justiça Federal tramita sob o nº 0800637-65.2014.4.05.8401 e é de autoria do Conselho Regional de Medicina (CRM).

A intervenção judicial foi determinada na ação civil pública 1141-20.2014.5.21.0013, em trâmite na Justiça do Trabalho.

Durante décadas, a CSDR foi uma célula político-eleitoral, mas também de inestimável serviço de saúde.

A CSDR sofreu intervenção que alijou do seu comando o grupo político liderado pela deputada federal Sandra Rosado (PSB).

Funcionava através da administração da Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Médico expõe tragédia que afeta crianças do RN

O médico anestesiologista Madson Vidal, ativista digital contumaz em defesa da saúde pública, utilizando principalmente o microblog Twitter, foi entrevistado hoje pelo Bom Dia RN (InterTV Cabugi/Rede Globo de Televisão).

Reiterou o combate que faz através da internet, em constantes denúncias e apelos à mudança no sistema de saúde no Brasil e Rio Grande do Norte.

Seu enfoque é sobretudo em relação ao atendimento às crianças.

Segundo Vidal, há poucas semanas uma criança agonizou por 23 dias até morrer, por falta de vaga em UTI. “Como pai e como médico a gente sente muito isso”, lamentou.

Atestou que os governos têm dado atenção menor a esse direito humano e constitucional. Não é um pecado da atual gestora Rosalba Ciarlini (DEM) tão somente, mas desleixo continuado de gestão para gestão.

– Nosso estado tem uma deficiência de mais de 100 leitos de UTI Pediátrico e Neonatal. Isto tem provocado sofrimento e mortes – asseverou.

– Diariamente, em média, quatro bebês no nosso estado, que precisam de UTI Neonatal, ficam alojados, improvisados, nos centros cirúrgicos – emendou.

Em sua ótica, o caos começa na deficiência da atenção básica e deságua nos hospitais.

Nota do Blog – A dor de perder um filho deve ser algo tão dilacerante, que não existe uma denominação específica para a perda. Se alguém perde a esposa (o), fica viúvo (a). Se um filho pai (ou mãe), vira um órfão.

E o pai (mãe) que perde um filho, como o denominamos? Em nossa língua não existe um vocábulo para tamanha dor.

O agravante é que boa parte dessas mortes poderiam ser evitadas.

Temos, informalmente, um decreto de morte, quase no modelo de Herodes. A infância está condenada a morrer.

 

Novos leitos de UTI Neonatal serão credenciados

A Prefeitura de Mossoró (PMM) finalmente aprovou documentos que credenciam mais três leitos da UTI Neonatal da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), do sistema Associação de Apoio e Proteção à Infância e à Maternidade (APAMIM).

A documentação já tem endosso da Secretaria do Estado da Saúde Pública (SESAP)

Em seguida, haverá encaminhamento para o Ministério da Saúde proceder a publicação no Diário Oficial.

Nota do Blog – Os bastidores desse credenciamento é um dos enredos mais nauseantes que conheço.

É algo recheado de  pequenez humana, frieza, falta de espírito público, sordidez, canalhice e desumanidade.

Há mais de seis meses que esse lengalenga se arrasta. Graças à promotora Ana Ximenes, que praticamente partiu pro confronto, é que a prefeitura recuou do seu “zelo” com a coisa pública.

Agora, Mossoró passará a ter seis leitos na UTI Neonatal, que é ainda insuficiente à demanda.

Engraçado, é que há alguns anos, quando algumas figuras se beneficiavam do sistema Apamim, faziam fortuna, não encontravam defeitos nele.

Brigados politicamente, arengando no campo pessoal, com nomes ligados à CSDR/Apamim, passaram a identificar todos os males do mundo no grupo.

Quanta desfaçatez, cinismo e canalhice. Horda de marginais

Sem um pingo de  respeito pela vida de milhares e milhares de crianças, não pensam na dimensão do mal que promovem.

Herodes voltou! Herodes voltou! Cuidado com seus bebês

Mossoró, “a metrópole do futuro”, chega ao paroxismo da contradição.

Temos uma versão “moderna” do Herodes bíblico que inibe o nascimento do próprio futuro.

Os donos do poder não param de criar dificuldades para funcionamento de pelo menos mais 3 leitos de UTI Neonatal, que garantam a vida de crianças, em sua maioria de origem pobre. Hoje, só existem 3 na Casa de Saúde Dix-sept Rosado, onde nascem cerca de 600 crianças/mês.

Hoje pela manhã, via Twitter, a promotora pública Ana Ximenes e o secretário todo-poderoso da Cidadania do município, Chico Carlos (PV), pré-candidato a prefeito, batiam boca devido emperramento de processo para credenciamento dos leitos.

Ela questionando que após atendimento de todas as exigências documentais, o Município continuava suplementando embargos, postergando decisão.

Pobre Mossoró!

“Senhores da morte” rumo ao quinto dos infernos

Olhando o amontoado de informações desencontradas e conflitantes sobre três leitos de UTI Neonatal da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que há meses esperam credenciamento à garantir chance mínima de existência a bebês, fico ainda mais chocado com o nível da politica local.

Como o cidadão comum, o zé-ninguém, o indivíduo anônimo e dependente do braço público está entregue à própria sorte. A escumalha periférica é triturada impiedosamente.

Bebês indefesos têm a vida decidida pelos "senhores da morte"

Duas bandas de uma mesma família estão se digladiando, num emaranhado de versões sobre o porquê do não-credenciamento desses leitos. Ao mesmo tempo, dezenas, centenas e milhares de crianças estão condenadas à morte.

Crianças de famílias abastadas, da classe média alta e clãs influentes de Mossoró, nascem em Fortaleza ou Natal, com o máximo de condições de sobrevivência. Por isso é fácil entender essa gincana abjeta e tétrica.

Com quem está a razão? Juro que não sei. Nem quero emitir juízo de valor sem elementos mínimos de segurança quanto ao embasamento à opinião pessoal.

A própria imprensa convencional e setores da mídia alternativa, que cobrem o assunto, lançam pouca luz sobre o caso. Usam – com raras exceções – a máxima de Chacrinha: “Em vim pra confundir e não para explicar”.

Se existem culpados, espero que paguem por seus atos imundos, nem que seja no quinto dos infernos. Até porque a lei formal, positivada, não lhes alcança. Estão imunes a ela.

Pobre Mossoró!

Essa terra  ainda vai cumprir seu ideal.