Arquivo da tag: variante ômicron

Pneumologista mostra características da Ômicron e faz alertas

Numa exposição bem clara, sem qualquer tecnicismo ou linguagem mais rebuscada, o pneumologista Felipe Marinho, com especialização pela Universidade de São Paulo (USP), consultor da Unimed Natal, disserta sobre a variante Ômicron, que provoca nova onda da Covid-19 no Brasil.

Nesse vídeo, ele mostra aspectos clínicos e epidemiológicos desse vírus que surgiu na África do Sul no fim do ano passado. “Seu contágio é altíssimo”, diz.

“Explico um pouco sobre o momento atual da pandemia e trago as informações que você precisa saber sobre essa infecção. Isso porque, provavelmente você também pegará (ou já pegou!)”, afirma categoricamente.

Para ele, é uma “doença muito leve” em todo o mundo, num comparativo com as ondas anteriores. Contudo, há risco de colapso do sistema de saúde no pico da moléstia, além de causar problemas (afastamento laboral) em vários setores da sociedade.

Essa terceira onda da Covid-19 tende a “ser muito estreita, mas bastante intensa”.

Ele alerta ainda que “pacientes que não receberam vacina têm apresentado um quadro mais grave” e várias comorbidades também preocupam, merecendo cuidados especiais.

Vale a pena ver.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.

Pesquisa mostra por que variante Ômicron mata menos

Oito antivirais são eficientes contra Ômicron (Reprodução)
Oito antivirais são eficientes contra Ômicron (Reprodução)

Do Metrópoles

Uma equipe de investigação formada por pesquisadores alemães descobriu a razão pela qual a variante Ômicron do coronavírus causa menos óbitos e casos graves, ainda que consiga escapar mais facilmente da proteção do corpo. De acordo com os cientistas, a cepa é mais facilmente inibida pela resposta de interferon, uma proteção imunológica presente em todas células do corpo que desencadeia a produção de anticorpos.

O estudo, realizado por profissionais das universidades alemãs de Kent e de Frankfurt e publicado nesta segunda (24/1), indica que esta é a primeira razão para a menor ocorrência de quadros graves em infectados com a Ômicron.

Além disso, as descobertas mostram que a variante é vulnerável a oito medicamentos antivirais que estão sendo testados no tratamento contra a Covid-19.

“O nosso estudo fornece pela primeira vez uma explicação sobre por que as infecções por Ômicron são menos responsáveis por causar doenças graves. Isto deve-se ao fato de a Ômicron, ao contrário da Delta, não inibir de forma eficaz a resposta imune de interferon nas células hospedeiras”, afirma Martin Michaelis, autor da pesquisa, para o site da Universidade de Kent.

Saiba mais AQUI.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.

A pandemia está próxima do fim?

Ômicron incomoda Estados Unidos que toma cuidados ainda maiores agora (Foto: Marco Bello/Reuters/29/07/2020)
Ômicron incomoda Estados Unidos que toma cuidados ainda maiores agora (Foto: Marco Bello/Reuters/29/07/2020)

Por Ney Lopes

Continua a dúvida se a pandemia está próxima do fim, ou não. Embora inexista fundamento cientifico para garantir o final, as perspectivas são animadoras.

A ômicron se mostrou avassaladora na sua origem: dois dias após a sua detecção na África do Sul e em Botsuana, ela já foi classificada como uma variante de preocupação pela OMS, em 26 de novembro. Os cientistas ficaram alarmados com a quantidade e a variedade de mutações, que ela apresentava.

A boa notícia foi de que essa nova variante estaria por trás de quadros mais leves e uma menor taxa de hospitalizações e mortes, especialmente entre vacinados com três doses, o que trouxe um pouco de alívio. Mesmo assim, não foi feliz o presidente Bolsonaro ao afirmar que a “variante é bem vinda”.

A orientação correta é a população manter rígidos os cuidados com a utilização correta de máscara, o distanciamento social e a higienização adequada das mãos.

Médicos e virologistas pedem muita cautela, diante do fato da variante ser extremamente transmissível, como nos mostram os aumentos expressivos nos casos de Covid.

A ômicron é de duas a três vezes mais transmissível que a delta.

Pesquisa realizada no Imperial College do Reino Unido trouxe informação otimista: após uma terceira dose, o nível de proteção volta a subir consideravelmente.

O reforço vacinal eleva a proteção para 55 a 80% nesses indivíduos. A Universidade de Cambridge, na Inglaterra, mostra em estudo que, caso o indivíduo seja infectado com a ômicron, o risco de hospitalização é 81% menor se ele tiver tomado as três doses do imunizante.

Dados recentes dos EUA revelam que pessoas não vacinadas têm um risco 17 vezes maior de hospitalização e um risco 20 vezes maior de morrer por Covid, em comparação com quem foi vacinado. Isso significa que as vacinas disponíveis estão funcionando.

O objetivo delas nunca foi barrar quadros leves de infecção, mas proteger contra a morte.

A crença de que se aproxima o final da pandemia vem de investigações em países como África do Sul e Reino Unido, onde a infecção pela ômicron foi veloz, mas tende a cair e se estabilizar mais rapidamente.

Na Califórnia, nos Estados Unidos, uma comparação entre 52 mil pacientes infectados com a ômicron e 16 mil com a variante delta revelou que o primeiro grupo (de acometidos pela ômicron) apresentou risco reduzido de complicações e, mesmo entre aqueles que precisaram ser internados, o número de dias no hospital foi menor.

A conclusão é que o quadro de covid provocado pela ômicron ainda é preocupante, mas surge luz no final do túnel.
A própria OMS alertou que encarar agora essa variante como algo de menor importância representa uma armadilha.
Mesmo com um percentual baixo de complicações, o vírus pode representar um número alto de novos pacientes graves, o que sobrecarrega os serviços de saúde.

Cabe, portanto, seguir a orientação médica e manter os cuidados, já do conhecimento público. Certamente, a pandemia está próxima de terminar. Mas, ainda não terminou.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

Governo do RN renova estado de calamidade pública

Decretos - pandemiaO Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte (DOE) traz nesta quarta-feira (12) a renovação do estado de calamidade pública, em razão da crise de saúde decorrente da pandemia da Covid-19 e suas repercussões financeiras no estado. A medida se soma à nova fase da vacinação, que será aberta ainda em janeiro a crianças entre 5 e 11 anos de idade.

O primeiro decreto estadual de calamidade na pandemia é de 20 de março de 2020, Nº 29.534. Diante do aumento do número de casos de Covid-19, com a chegada da variante ômicron, além da epidemia de influenza, o decreto Nº 31.264, de 11 de janeiro de 2022, autoriza os gestores a tomarem providências excepcionais necessárias para combater a disseminação do novo coronavírus em todo o território potiguar pelo prazo de 180 dias.

Também garante às autoridades competentes a possibilidade de edição de atos normativos necessários à regulamentação e à execução dos atos administrativos em razão do estado de calamidade pública.

O decreto começa a valer a partir da publicação, mas será também encaminhado à Assembleia Legislativa para reconhecimento. Confira a publicação.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI e Youtube AQUI.

Proteção contra Covid-19 beira 100% com 3ªa dose de vacina

Do UOL

Um estudo realizado com 1.310 colaboradores do Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que após a terceira dose do imunizante contra a Covid-19 a produção de anticorpos sobe para 99,7%, muito perto da totalidade.

O trabalho teve o apoio do Instituto Todos pela Saúde, do Itaú.

Para aumentar a proteção contra a Covid-19, o intervalo para a terceira dose caiu de cinco para quatro meses (Fotos: Ronny Santos)
Para aumentar a proteção contra a Covid-19, o intervalo para a terceira dose caiu de cinco para quatro meses (Fotos: Ronny Santos)

Para ampliar a proteção contra a variante ômicron, no sábado (18), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a redução do intervalo de aplicação da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 de cinco para quatro meses.

Os participantes da pesquisa estavam em acompanhamento desde o início da pandemia e receberam as duas primeiras doses da Coronavac e o reforço da Pfizer.

A dosagem de anticorpos é uma das formas de medir a proteção de uma vacina.

Para a infectologista do Hospital das Clínicas e responsável pelo estudo, Silvia Figueiredo Costa, provavelmente, se as duas primeiras doses tivessem sido de outro imunizante, a resposta seria semelhante, o que ressalta a importância do reforço. Porém, não é possível confirmar essa hipótese no momento, uma vez que estudos sobre a dose de reforço começaram a sair recentemente.

“O que nos deixa mais tranquilos, como parte da população brasileira, do Chile e de outros países receberam a primeira e a segunda dose da Coronavac, após o reforço com a vacina de outro fabricante houve essa pontuação bem elevada de produção de anticorpos”, avalia Costa.

O reforço não impede as formas leves da doença, mas protege da hospitalização. “Nós não tivemos nenhum caso [no Hospital das Clínicas] com a terceira dose que tenha sido internado”, afirma.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.