
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desde uma viagem aos Estados Unidos, há mais de dois anos, que berra e garante ter como provar a existência de fraudes em eleições.
Assegurou, ainda lá, que ao voltar ao país mostraria por A mais B o que tinha afirmado nos “isteites”. O assunto depois entrou em esquecimento (dele mesmo), para ser resgatado nos últimos meses (por ele mesmo).
Ontem (quinta-feira, 29), após anunciar previamente que teria provas de que urnas eletrônicas eram vulneráveis, fez uma “live” e declarou:
– “Não tem como comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas, são indícios” (veja AQUI e AQUI).
Bom lembrarmos: Bolsonaro venceu as eleições em 2018 e aconteceu a maior mudança no Congresso Nacional em todos os tempos. Dos 567 empossados dia 1º de fevereiro do 2019, 118 deputados e 10 senadores jamais ocuparam cargo eletivo (veja AQUI).
Nunca tantos partidos conquistaram cadeiras na Câmara Federal (30) e no Senado (21). O PSL, pelo qual Jair Bolsonaro chegou à vitória, foi o segundo com mais parlamentares eleitos à Câmara Federal, 52, contra 56 do PT.
A representação feminina alcançou o recorde de 77 eleitas na Câmara. Entre elas, a primeira deputada federal a receber mais de 1 milhão de votos, a jornalista Joice Hasselmann (PSL-SP).
A chamada bancada da bala, que prega o armamento e o endurecimento das leis penais e passou a ocupar aproximadamente 100 assentos, três vezes mais que na legislatura anterior.
Na corrida presidencial, no primeiro turno, por exemplo, Bolsonaro venceu em 17 estados, Fernando Haddad (PT) em 9 (sendo oito no Nordeste) e Ciro Gomes (PDT) no Ceará, seu berço político.
No ritmo que vai o presidente logo vai pedir a anulação de sua própria vitória.
Ô vexame.
Mais um!
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