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Marqueteiro com atuação em Mossoró morre em Fortaleza

Recebi um e-mail com conteúdo muito triste. Comunicado de morte de um publicitário atuante no marketing eleitoral, sobretudo na região Nordeste.

Trata-se de Xyco Theophilo, que fez trabalhos em várias campanhas em Mossoró, a partir de 1988.

Xyco: grande perda

Quem me passa a triste notícia é Wandenberg Santiago, sócio do Instituto Gama de Pesquisa de Mercado, que também já realizou incontáveis sondagens político-eleitorais em Mossoró e no Rio Grande do Norte.

Leia abaixo:

Atenção, Carlos Santos:

Quero informar sobre o falecimento do publicitário e profissional de marketing eleitoral de Fortaleza-CE, Xyco Theophilo,  que teve vários trabalhos realizados também no Rio Grande do Norte.

Xyco tinha uma grande admiração pelo seu trabalho, Carlos Santos.

Perde-se um grande amigo e um excelente profissional.

Wandenberg Pinto Santiago

Nota do Blog – Que descanse em paz.

Veja o que publicou o jornalista Lauriberto Carneiro, em seu Blog, editado a partir de Foretaleza, sobre esse acontecimento fatídico:

Xyco Theophilo faleceu hoje à tarde (sábado, 19), aos 67 anos, no Hospital São José, vítima de choque séptico. Era considerado um dos ícones da publicidade cearense.

Dono da agência Terraço, Xyco deixa um legado de trabalhos ao mundo da propaganda nacional.

Xyco tinha quatro filhos e quatro netos. Cadeirante, era um grande defensor dos direitos das pessoas com deficiência. Foi um dos fundadores da Onedef (Organização Nacional de Entidades de Deficientes Físicos). Seu último trabalho foi como Coordenador de Relações Institucionais da Secopa Fortaleza.

Esse mico não pago

Por Xyco Theophilo

Leio seu Blog sempre, e me deparo em meio a um tiroteio que nem um deficiente  sensorial cego, numa dramaturgia primária, inverossímil, onde as questões em torno das quais gravitam os personagens, são necessariamente rasteiras.

O seu webleitor pode não se dar conta disso porque o universo dramático é inteiramente preenchido por essas situações e esses personagens que usam o nome da gente intencionalmente para gerar um fato no pinga-fogo da disputa.

Na vida, contudo, esse universo não se esgota nos créditos de encerramento. Atuo na publicidade e no marketing político e eleitoral brasileiro desde 68, enveredando pela criação, planejamento estratégico e sempre com um conceito utilitário, fazer uma coisa que nem mais a igreja faz: juntar todos na mesma pátria.

Faço isso ai, no Ceará, Piauí, Maranhão, Roraima, Amapá com 138 campanhas majoritárias e outro tanto de proporcionais.

O picadeiro em que se transformou o cenário político dessas eleições de 2012 em Mossoró me jogou na cena como um novo fato político mal elaborado, precipitado, simplesmente porque fui levado para dar sinergia a uma, das duas admiráveis mulheres, que disputam a eleição aí.

Vença quem vença a prefeitura continua de saia.  Viva as mulheres…

Depararei-me  numa cena onde não sou protagonista, em meio a comentários e torpedos das duas correntes que se antagonizam. Eleição é isso mesmo, ninguém conte os ânimos  do que se passa a cada dia nesse cenário; conviver com a rotina dos boateiros  e a desfaçatez de seus personagens.

Mas esses personagens foram todos colocados na arena pelo voto do povo. Conclui-se que ou é isso o que o povo de fato deseja, ou o povo não sabe no que está apostando. Não existe terceira opção e nem dois turnos. É agora ou só daqui a quatro anos, ou dois se o caminho for outro.

Autor, ator, Diretor, Professor, trabalhador nunca trabalham de graça, pois já dizia o poetinha Vinicius que trabalhar de graça é uma desgraça.

Na suposição de que não é isso o que a sociedade quer, resta a constatação de que a sociedade no viés da vez está escolhendo seus representantes como  personagens. Estes personagens são mudados e  criados por ficcionistas ousados, vorazes, algumas vezes brilhantes, outras nem tanto;  que seguem as regras da construção de imagem pessoal como se fora um  espetáculo televisivo, onde é necessário envolver milhares de  pessoas, de categorias sociais tão distintas, em emoções comuns a todas elas.

São emoções banais, primárias. E a verdade é que esse espetáculo é pobre, ruim.

Programas políticos diluem o que há de pior na estética voltada para a massificação dos valores, a pasteurização das emoções e o emburrecimento sistemático do espectador que tudo vê e tudo lê. Profissional não é um aplicativo, de onde se tira vantagem de suas integrações com o dispositivo eleição: acelerômetro, bússola, novidades, intrigas, futricas, disse-me-disse, agenda recheada  dentre outros.

Cobrimos apenas  as necessidades de pesquisa e aprofundamento de informação. Ou seja, as duas opções precisam coexistir até a boquinha da urna. Daí se dizer que somos estrategistas nexalistas intérpretes da realidade, apenas.

Repare essas considerações de um admirador seu, Carlos Santos.

Já tive o prazer de expressar isso a você pela mão de um amigo querido, o Roberto Miranda, quando nos encontramos “pela aí”.

Um forte e fraternal do seu leitor e admirador Xyco Theophilo – jornalista por formação, publicitário por vocação, empresário por descuido.

Não estou. Não estive. Fui sondado, jogado na vitrine, celebrado, honorários acertados e descartado por algum anônimo de bastidor mais forte pelo visto, de quem me convocou.

Nota do Blog – Meu Caro Xyco, devemo-nos um encontro longo, sem horas para o assombro do adeus, nessas veredas do sertão ou no beiço desse mar que Cabral singrou com suas caravelas lusitanas, mas que sempre foi pátria de Netuno.

Sou um modesto tabaréu, repórter provinciano – que se diga, que aprecia a inteligência alheia e a cultura de outrem, com o incenso litúrgico da admiração. Estás, sublinho, no sacrário que reservo a poucos.

A campanha de Cláudia Regina (DEM) tem muito a perder com sua ausência, depois de tudo “acertado”. As “forças ocultas”, comuns nessas plagas, detestam a concorrência do talento, mesmo que coloquem em risco seus próprios interesses maiores: o poder e o cheiro forte do azinhavre saído do erário.

Faz parte. Ligue não. Eles passam.