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Agricultura irrigada na terra da Expofruit

Por Josivan Barbosa

A Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2018 é mais uma edição da nossa feira de frutas que iniciou-se em 1993 com o nome de Fenafruit, num projeto audacioso coordenado pelo professor Luiz Soares da Silva, que na ocasião exercia o cargo de presidente da Profrutas.

Nos tópicos abaixo contamos um pouco da história da agricultura irrigada na terra da Expofruit.

O plantio de melão na nossa região começou no final da década de 70 pelas mãos do engenheiro agrônomo Roberto Kikuti e do espanhol Manolo, contratados pela Mossoró Agroindustrial S/A (MAISA) para serem os responsáveis pela logística do caju in natura destinado ao mercado do Sudeste. O Espanhol Manolo plantou algumas sementes de melão trazidas de São Paulo no quintal da sua casa na Vila da Maisa (Agrovila Ângelo Calmon de Sá). O resultado foi um melão de excelente sabor.

Produto se tornou uma marca de exportação e negócio próspero, apesar de muitas dificuldades (Foto: Web)

Devido ao sucesso na qualidade do melão, os dois técnicos levaram uma proposta de plantar melão ao empresário Geraldo Rola, o qual aceitou de imediato. A região da Maisa concentra um grande número de pequenos, médios e grandes produtores de melão e melancia. Muitos dos produtores trabalharam como engenheiros agrônomos na antiga Maisa.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit II

A história da nossa agricultura irrigada passa, também, pelos municípios de Governador Dix-Sept Rosado e Caraúbas. Em meados da década de 90 alguns produtores da região experimentaram a cultura do melão em Governador Dix-Sept Rosado. O insucesso do melão em Governador Dix-Sept Rosado foi atribuído aos solos rasos e a alta salinidade da água no segundo semestre do ano.

Nesta mesma época a Fazenda São João experimentou plantar melão no município de Caraúbas. A água naquela microrregião era proveniente do arenito-açu, com poços a uma profundidade de cerca de 500 m. O insucesso da cultura do município de Caraúbas é atribuído a fatores externos à produção. Naquela época o município passava por uma onda de violência, oriunda de sucessivos crimes entre famílias tradicionais da região do Médio Oeste.

Nos últimos anos o melão retornou a ser plantado nesses municípios, agora sob a responsabilidade das empresas WG e Vita Mais.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit III

Alguns produtores de melão do Agropólo Mossoró-Açu (como era denominada região) e circunvizinhos tentaram produzir melão na microrregião de Upanema a partir do início dos anos 90. As agroindústrias mais tradicionais que plantaram melão no município de Upanema foram a Fruitland Ltda e a Ferrari Produção e Distribuição de Frutas ltda. O melão produzido em Upanema era de excelente qualidade. Plantava-se o melão tipo amarelo, Pele de Sapo, Orange Flesh e os tipos nobres (Cantaloupe e Gália).

A água daquela microrregião é de excelente qualidade e os poços são de baixa profundidade (80 a 150 m). A vazão dos poços é baixa e os solos são arenosos, com manchas pouco permeáveis, o que dificultava o cultivo em épocas de chuva. O principal problema da cultura do melão no município foi atribuído a insucessos administrativos das empresas ali instaladas. Durante o último período de seca na região (2011-2017) algumas empresas passaram a adquirir áreas em Upanema e a tendência é que o município volte a ser um importante produtor de melão.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit IV

A agricultura irrigada na região do Vale do Açu teve início nos primeiros anos da década de 80 quando o engenheiro Agrônomo Dr. Davi Americano implantou as primeiras áreas irrigadas com tomate, melão, manga, cebola e mamão. Dr. Davi implantou no Vale do Açu a agroindústria Agro Know que foi desativada no início da década de 90. Outra grande empresa que se instalou na região do Vale do Açu foi a agroindústria Frunorte Ltda, que passou de seis hectares de melão cultivados no ano de 1986 para 1200 hectares em 1992.

Graças ao sucesso do melão a Frunorte implantou outras culturas nos municípios de Assu e Carnaubais. Além da manga, que chegou a uma área implantada de 460 hectares, a empresa implantou ainda áreas com acerola, pupunha e melancia. Entre outros aspectos inerentes ao setor da agricultura irrigada, o insucesso da Agro Know é atribuído a empréstimos desordenados que o cultivo irrigado não pagava. O insucesso da Frunorte é atribuído a desvalorização cambial que chegou em 1994, quando com um real se comprava 0,88 dólar e a empréstimos desordenados.

A Frunorte era uma empresa inovadora e não media esforços na importação de técnicos e administradores. Possuía um grande escritório na cidade de Assu com 55 funcionários, cuja remuneração dos chefes e chefiados superava em muito a média da cidade. A empresa importava técnicos e tecnologia de Israel e apresentava alta rotatividade dos administradores (chefes de recursos humanos, diretor técnico, diretor administrativo, entre outros) e de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas. Durante o período da grande seca (2011-2017) algumas empresas produtoras de melão e melancia se instalaram no Vale do Açu e nas regiões circunvizinhas de Afonso Bezerra, Jandaíra e Pedro Avelino.

Área de produção da marca "Melão Mossoró" potencializa produto que tem história no semiárido

Agricultura irrigada na terra da Expofruit V

Atualmente a região da Grande Maisa possui a maior concentração de empresas da agricultura irrigada do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE. Tudo começou com o empresário Francisco Camargo que capitaneou a instalação nas microrregiões de Pau Branco e Mata Fresca de várias agroindústrias de melão nas décadas de 80 e 90, entre elas a Viva Agroindustrial, Transeuropa, Brasil Tropical e Alba Agrícola. Outros exemplos nessa microrregião são as agroindústrias Ariza (capitaneada pelo empresário Nóbrega) e Rafitex. A primeira atingiu o auge na produção de melão no ano de 1992 chegando a 300 hectares da cultura na safra.

O insucesso da Ariza é atribuído ao uso de água escassa oriunda de uma lagoa susceptível a concentração de sais no segundo semestre e a proximidade do litoral (ventos fortes com movimentos de areia prejudicavam a cultura). O insucesso da Rafitex, além dos problemas administrativos (não possuía quadro técnico capacitado e experiente) é atribuído a problemas na captação de água de um poço profundo ocasionado por defeitos numa bomba importada dos EUA. A empresa chegou até a contratar, sem sucesso, o serviço de um técnico americano para consertar a bomba.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit VI

Nos vizinhos municípios de Grossos e Areia Branca também já experimentou-se a cultura do melão. Em Areia Branca (Ponta do Mel) a empresária Mônica Rosemberg implantou, no início da década de 90, a agroindústria Duna, a qual teve vida útil muito curta, ficando no mercado por apenas três anos. No Município de Grossos, no início dos anos 2000, a agroindústria Fruitland testou, na época da chuvas, o plantio de melão na comunidade rural de Areias Alvas.

Zona azul

O município de Mossoró precisa resolver de uma vez por todas essa polêmica do projeto da Zona Azul. Uma forma simples, moderna e eficiente seria copiar o que está sendo feito em Fortaleza. O Sistema de Zona Azul digital de Fortaleza será mais cômodo aos condutores. A ideia é que faça uma carteira digital no celular.

A medida que o condutor parar na vaga, a obrigação é acionar o aplicativo. Se o usuário ativar o serviço de geolocalização, automaticamente ele nem se preocupa. Caso contrário, ele ativa o aplicativo e usa o crédito no tempo de interesse.

Se o condutor encontrar-se ocupado e o tempo estiver próximo de acabar, ele será notificado pelo sistema e poderá ativar mais tempo.

Quanto às pessoas que não usam celular, haverá pontos fixos de venda digital.

Ao digitar e não constar o pagamento do serviço, o veículo será multado por estacionamento indevido. Não se tem a obrigação de dizer a localização, mas sim de pagar aquele valor pela vaga. A Prefeitura realizou um estudo de tempo de uso de vaga em cada região da cidade. Haverá regiões onde o tempo será maior devido às atividades existentes, como em uma área de instituições de ensino e regiões de grande fluxo de comércio, como no Centro da Cidade.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Estacionamento rotativo tem aprovação em pesquisa

A aprovação de projeto do Executivo, que institui o “estacionamento rotativo” – conhecido como Zona Azul – em Mossoró, tem apoio da população de Mossoró. A matéria foi aprovada nessa terça-feira (30) na Câmara Municipal.

Mas antes, uma pesquisa de opinião pública em 2014 mostrou que a grande maioria da população defendia o serviço e via no estacionamento um dos grandes entraves para compras no comércio de rua. O Blog mostrou isso à época: //blogcarlossantos.com.br/pesquisa-mostra-questoes-de-estacionamento-e-zona-azul/

Fecomércio e Sindivarejo fizeram pesquisa ano passado (Foto: Jornal de Fato)
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO) apresentou na sede do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO), relatório de pesquisa que visou dois objetivos. Esse trabalho foi feito ano passado, dia 9 de setembro, a pedido da diretoria do Sindivarejo e executada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), órgão da Fecomércio.

Seus desdobramentos podem ser importantes à economia local.

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 15 de agosto. Ouviu 650 pessoas (consumidores). Procurou saber “as dificuldades e os problemas encontrados pelas pessoas que frequentam o centro da cidade, por falta de estacionamento.

Ao mesmo tempo, aferiu impressões sobre implantação do sistema conhecido como “Zona Azul” (Estacionamento Rotativo Tarifário).

Algumas das constatações da pesquisa:

– A falta de vagas de estacionamento está no topo da lista dos problemas de trânsito no centro de Mossoró. Segundo foi apurado, 96,2% dos ouvidos afirmam que essa situação causa enorme prejuízo;
– Criação de novas vagas, estacionamento rotativo, aliado a planejamento, organização, sinalização e fiscalização, são os caminhos para melhoria da rotatividade de estacionamento;
– Praticamente todas as ruas do centro da cidade foram citadas para implantação do projeto de Zona Azul;
– A maior parte dos entrevistados estaria disposta a pagar até R$ 2,00 (Dois Reais), por hora, pelo estacionamento rotativo;
– Visando a comodidade, mais da metade dos entrevistados aceitaria a compra via cartão de crédito.

Câmara aprova projetos polêmicos em cinco sessões seguidas

A Câmara Municipal de Mossoró realizou nesta terça-feira, 30, uma das mais longas atividades de sua história. Teve sessões ordinária e quatro extraordinárias em sequência das 9h às 19h15. Nesse ínterim, aprovou o Projeto de Lei do Executivo que dispões sobre as Diretrizes Orçamentárias para Exercício Financeiro de 2016 e outras matérias polêmicas.

Atividade foi exaustiva, com término agora à noite após cinco sessões (Foto: Walmir Alves)

Inicialmente aconteceu a leitura e apreciação da decisão da Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade acerca das emendas e 1ª votação do projeto de lei do executivo nº 1163/2015, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2016.

Na sequência foram discutidos e aprovados projetos de lei da autoria do Executivo. Entre eles, o Projeto de Lei que institui o sistema de estacionamento rotativo eletrônico nas vias e logradouros públicos do município de Mossoró (Zona Azul); e o que dispõe sobre a implantação do sistema de bilhetagem eletrônica no transporte coletivo municipal de passageiros de Mossoró.

Na oportunidade, por iniciativa do Poder Legislativo, também foi apresentada e aprovada a criação da Fundação Aldenor Nogueira, de autoria da mesa diretora da casa.

A 3ª Sessão Extraordinária votou pareceres das Comissões. E, a 4ª Reunião Extraordinária da 3ª Sessão Legislativa da 17ª Legislatura, realizou a segunda votação do Projeto de Lei do Executivo que dispões sobre as Diretrizes Orçamentárias para Exercício Financeiro de 2016.

Dirigente empresarial será entrevistado por Cenário Político

O programa “Cenário Político” entrevista hoje, a partir das 18h45, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO) e integrante da diretoria da Federação do Comércio do RN (FECOMÈRCIO), Michelson Frota. É pelo Canal 10 da TV Cabo Mossoró (TCM).

Michelson vai ser interpelado sobre recente pesquisa (veja AQUI) obtida com apoio do Fecomércio, sobre estacionamento e implantação de estacionamento rotativo em Mossoró.

Também deverá ser sabatinado sobre  almoço a ser promovido pela classe empresarial de Mossoró, na próxima semana, com os principais candidatos a governador do Rio Grande do Norte (veja AQUI).

A programação ao vivo da emissora pode ser acompanhada pela Internet, clicando AQUI.

Pesquisa mostra caos do estacionamento e “Zona Azul”

A Federação do Comércio do RN (FECOMÉRCIO) apresentou formalmente hoje, pela manhã, na sede do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO), relatório de pesquisa que visou dois objetivos. Seus desdobramentos podem ser importantes à economia local.

O material foi apresentado por Marcus Guedes e Tiago Chacon, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), órgão da Fecomércio.

A pesquisa realizada entre os dias 12 e 15 de agosto. Ouviu 650 pessoas (consumidores). Procurou saber “as dificuldades e os problemas encontrados pelas pessoas que frequentam o centro da cidade, por falta de estacionamento.

Ao mesmo tempo, aferiu impressões sobre implantação do sistema conhecido como “Zona Azul” (Estacionamento Rotativo Tarifário).

Zona Azul

Algumas das constatações da pesquisa:

– A falta de vagas de estacionamento está no topo da lista dos problemas de trânsito no centro de Mossoró. Segundo foi apurado, 96,2% dos ouvidos afirmam que essa situação causa enorme prejuízo;

– Criação de novas vagas, estacionamento rotativo, aliado a planejamento, organização, sinalização e fiscalização, são os caminhos para melhoria da rotatividade de estacionamento;

– Praticamente todas as ruas do centro da cidade foram citadas para implantação do projeto de Zona Azul;

– A maior parte dos entrevistados estaria disposta a pagar até R$ 2,00 (Dois Reais), por hora, pelo estacionamento rotativo;

– Visando a comodidade, mais da metade dos entrevistados aceitaria a compra via cartão de crédito.

Base técnica

Participaram da reunião o secretário da Mobilidade Urbana de Mossoró, Charlejandro Marcelino Pontes; presidente do Sindivarejo, Michelson Frota; presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL), Antônio Alexandrino e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Nilson Brasil, consultor de Turismo Oberi Penha e outras pessoas.

A pesquisa foi um pleito do presidente do Sindivarejo à Fecomércio.

“Mostramos que precisaríamos de suporte técnico-científico para discutirmos questões delicadas para o setor produtivo de Mossoró. A pesquisa é um norte, vai ajudar a gente e o poder público”, justificou Michelson.

Projeto de Estacionamento Rotativo será apresentado hoje

Entidades empresariais reúnem-se hoje no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL), para discussão de um tema de suma importância para o setor comercial e mobilidade urbana: a implantação da “Zona Azul”, ou Estacionamento Rotativo Eletrônico.

Michelson mostra vantagens

A reunião anterior foi realizada dia 02 de abril, quando ficou acordado que Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), CDL e Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO) fariam novo encontro, para tratar do assunto, nesta quinta-feira (24), às 18h30, na CDL.

Democratizar e racionalizar o uso de vagas em vias públicas, estimulando a rotatividade: “onde todos estacionam pouco, todos podem estacionar”. Essa é a essência desse projeto que o segmento empresarial discute, para tornar menos conturbado o centro urbano da cidade, com seu amontoado de carros, motos, veículos alternativos, ônibus etc.

Flanelinhas

Mossoró possui uma frota rodante de mais de 120 mil veículos entre carros e motos. Além deles, uma circulação de automotivos flutuantes (de outras cidades e estados), que é difícil calcular, pois não existe um estudo sobre o assunto.

O Estacionamento Rotativo Eletrônico é uma proposta que vai inibir o comércio ilegal do espaço público por flanelinhas, aumentar o tráfego de forma ordenada de consumidores, reduzir nível de estresse no trânsito e potencializar vendas no comércio central e arrabaldes. Também concorre para ampliação de segurança patrimonial, pois veículos tem placas cadastradas.

– Os estudos e funcionamento em outras cidades do país mostram a eficiência dessa iniciativa, que será melhor apresentada e explicada aos participantes dessa reunião – comenta o presidente do Sindivarejo, Michelson Frota.