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Ex-empregados da Porcellanati tentam frear desmanche judicialmente

Representação de ex-empregados da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês) aguarda um despacho da 1ª Vara da Justiça do Trabalho, em Mossoró, que possa frear a remoção de equipamentos, máquinas e estrutura física dessa fábrica instalada na cidade.

Fábrica vai-se tornando um deserto mantendo fila de credores sem esperança (Foto: cedida)
Fábrica vai-se tornando um deserto mantendo fila de credores sem esperança (Foto: cedida)

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Cerâmica do Estado do RN fez a petição.

Cerca de 250 ex-empregados aguardam desde o fechamento da empresa pela primeira vez, em 2014, o recebimento de seus direitos trabalhistas. Processo de recuperação judicial deflagrado na sede do grupo, em Tubarão-SC, não ensejou agilidade ao cumprimento dessa obrigação.

A Porcellanati chegou a ser reaberta precariamente e fechou de novo, em 2022, com mais de 100 novos empregados no calote. Produziu em escala de 2009 a 2014.

O quadro se agrava, entendem os trabalhadores, com o desmanche físico da indústria em Mossoró, localizada na BR-304, saída para Fortaleza-CE.

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Porcellanati admite que poderá reativar sua fábrica em Mossoró

Representantes do grupo controlador da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. anunciou que tem planos para reativar sua fábrica em Mossoró.  A intenção é que isso aconteça até Janeiro de 2018, assegurando a todos os ex funcionários a recontratação imediata.

Pelo menos isso foi manifestado em audiência de conciliação promovida pela 1ª Vara da Justiça do Trabalho, em Mossoró, nessa sexta-feira (10), que reuniu as partes litigantes, Ministério Público do Trabalho (MPT) e representantes sindicais.

Porcellanati foi um sonho industrial que aos poucos virou um tormento em Mossoró e região (Foto: Tribuna do Norte)

Foi presidida pelo juiz Higor Marcelino Sanches.

O grupo controlador da Porcellanati entrou com pedido de “Recuperação Judicial”, envolvendo as duas unidades que possui em Santa Catarina, na cidade de Tubarão. A conceituada empresa Innovare (administradora em recuperação e falência) é a responsável por essa gestão (conheça AQUI).

Visita agendada

Ficaram acertados alguns pontos ao final da audiência.

Haverá visita à fábrica em Mossoró, com o objetivo de levantar  todo o patrimônio instalado, como garantia de um futuro leilão para quitação dos débitos, caso a empresa não consiga sair da situação de dificuldades que revelar ter, com o processo de Recuperação Judicial.

Foi agendada para o dia 28 de março às 14h, e contará com os seguintes envolvidos: Comissão representando os empregados, representantes sindicais e representantes da empresa.

Paralelamente, os ex-funcionários que lutam na justiça à obtenção de seus direitos trabalhistas, articulam formalização de uma associação capaz de ampliar e organizar sua luta. Numa hipótese da Porcellanati realmente ser reativada, vão cobrar a retomada dos empregos.

Admite-se até mesmo intervenção judicial que viabilize reabertura da fábrica, oportunizando que a associação assuma a produção da Unidade de Mossoró.

História

A Porcellanati começou a funcionar, a partir de dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes.

A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

Em abril de 2014, quando produzia a metade da produção estimada, teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento dos serviços, quando empregava cerca de 400 funcionários.

Saiba mais sobre a Porcellanati em Mossoró clicando AQUI.

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