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Os contos

Por Marcelo Alves

Ilustração do Adobe Stock
Ilustração do Adobe Stock

Sob o ponto de vista da extensão do texto, numa ordem decrescente, a ficção em prosa é classificada em romance, novela e conto. Longe de ser arbitrária, essa classificação tem sua razão de ser, pois, entre outras coisas, os recursos imaginativos do escritor e a própria formatação da narrativa dependem muito do estilo/subgênero em que se deseja escrever.

Como explica Alan Wall, em “Writing Fiction” (Collins, 2007), “a mais óbvia diferença entre o romance e o conto é a extensão/tamanho. O romance é algo muito mais longo, e todas as outras diferenças decorrem desse fato. A maior extensão permite uma variedade de vozes, retratos detalhados de diferentes vidas; ela permite uma ambientação variada, com a descrição dos locais e de suas populações. A narrativa pode acelerar ou diminuir de velocidade, pode ter longas seções meditativas, em que nada acontece com exceção da descrição das inúmeras reflexões. Por isso o romance é talvez a mais flexível forma literária já inventada”.

A novela, basicamente, fica no meio do caminho, no que toca a tamanho e características, entre o romance e o conto.

Quanto ao conto, os especialistas ensinam o que dá forma e conteúdo a um texto de excelência: partir de um fragmento da vida ou de uma história; daí retornar a um tema universal; apresentar uma mínima biografia das personagens; sugerir mais do que contar; ter um narrador irreal, num monólogo, ou ter um diálogo, com duas visões de mundo; ter um mistério a ser decifrado; apresentar um caso sobrenatural com a exploração do suspense ou do terror; sugerir uma estória de amor, em regra não realizado; e, ao final, ter uma epifania. Edgar Alan Poe, Guy de Maupassant, Anton Tchecov, Ernest Hemingway, Flannery O’Connor, Jorge Luis Borges e o nosso Machado de Assis, entre outros gigantes, foram os “craques do jogo”.

Embora o romance ainda seja o subgênero narrativo ficcional mais glamouroso, o conto é um meio de expressão narrativa sobremaneira ajustado ao mundo “líquido” atual, certamente bem mais fragmentado do que o mundo/vida de outrora. O já citado Alan Wall lembra mesmo que “as estórias da modernidade são frequentemente fragmentadas: isso porque a própria modernidade é fragmentada. A vida moderna, ela mesma, não se nos apresenta num todo contínuo. Ela é comumente uma montagem de fragmentos desconectados”.

Na roda-viva de hoje, a ficção em forma de conto é uma dádiva tanto para o escritor como para o leitor. A duração de sua leitura, bem menor que a de um romance, é o suficiente para gostarmos da estória sem cansarmos. É um mundo em miniatura para se viver, com começo, meio e fim.

É nesse contexto agitado que me caiu em mãos o livro “Contos do Tirol” (Sarau das Letras, 2024), do prolífico escritor mossoroense David de Medeiros Leite, que é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e Mestre e Doutor em Direito pela Universidade de Salamanca (USAL) – Espanha. Li-o de uma tirada. Adorei. E desejo recomendá-lo por aqui.

As estórias de “Aurora”, “Tatuagem”, “Húmus de minhoca”, “Medo de dedo”, “Dahora”, “Unhas roídas”, “Fim do mundo”, “Reencontro”, “O colecionador de guarda-chuvas”, que compõem os “Contos do Tirol”, seja na voz de um narrador imaginário ou nos seus diálogos, retornando a temas universais, têm amores não realizados, um tico de pornografia, psicologia, suspense e, claro, várias epifanias. Identifiquei-me, inclusive, com algumas dessas estórias.

Sophie King, em “How to Write Short Stories” (How To Books, 2010), ensina que “escrever contos é tanto uma ciência como uma arte”. Pois David de Medeiros Leite, professor doutor e fino escritor, em “Contos do Tirol”, misturou muito bem essas duas sabenças.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Em 2024, escolha viver

Por Odemirton Filho 

Foto da página Pindorama Org
Foto da página Pindorama Org

Mais um ano se foi. E o que fizemos?

Erramos mais do que acertamos? Não importa. Recomecemos. A vida é isso: eterno recomeço. Apesar de tudo, não podemos desistir. “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Aprume a vela do barco de sua vida; mude a rota. Que tenhamos saúde para enfrentar a batalha; que tenhamos coragem para vencer as inúmeras adversidades.

Busquemos a felicidade, apesar….

Nada de desistir de nossos sonhos, é certo. Porém, não deixemos de aproveitar a vida com o que já conquistamos. Principalmente, aquelas conquistas imateriais, que não se podem mensurar. Sonhar e viver; viver e sonhar. “Viver é melhor que sonhar.

Beije, abrace, faça um carinho. Se prefere viajar, e a grana permite, viaje. Se prefere ficar em casa escutando músicas, tomando um vinho ou uma cachaça, fique. Se prefere ir à igreja, vá. Faça o que bem entender, mas tente levar a vida de forma leve, faz um bem danado a alma.

A vida não é só trabalhar para construir patrimônio e pagar boletos. É mais, bem mais. Em 2024, escolha viver, pois a vida passa depressa, não esqueça.

Fiquemos ao lado de quem amamos; vamos brincar, sorrir e chorar de emoção; viver intensamente cada momento, porque não sabemos se será o último de nossas vidas.

Lembre-se que milhões de pessoas mundo afora lutam para ter, pelo menos, um prato de comida. Muitos estão doentes, padecendo em cima de uma cama ou num leito de um hospital. Por isso, agradeçamos pelo pão nosso de cada dia e por nossa saúde.

O que devemos escolher para o ano novo?

“Escolha paz, na sua casa, nas suas palavras, na sua voz. Escolha a bondade, nos seus sonhos, nas suas relações, nas suas causas. Escolha o amor, no seu caminho, na sua história, na sua memória. Escolha a humildade, na sua postura, na sua bravura, na sua coragem. Escolha a justiça, nas suas decisões, na sua influência, na sua essência. Escolha Deus, na sua fidelidade, na sua vida”.  

Enfim, escolha viver.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Festa de Santa Luzia prossegue com ampla programação

Parte religiosa acontece na Catedral de Santa Luzia e sua parte externa (Foto: Glauber Soares)
Parte religiosa acontece na Catedral de Santa Luzia e sua parte externa (Foto: Glauber Soares)

Iniciada no dia 1º de dezembro, a Festa de Santa Luzia 2023 segue com ampla programação nesta semana.

Missas na Catedral, confissões, adoração ao santíssimo, novenas, oratório, jogos, lojinha e palco com músicas religiosas, além de shows diários com artistas da terra, integram essa programação.

“Tivemos uma abertura muito bonita, com um público recorde de fieis. Todo esse primeiro final de semana do festejo foi marcado pela fé, espiritualidade e devoção à Santa Luzia. Durante a semana, a programação tem sequência, iniciando todos os dias às 6h e concluindo após o Palco Cultural, que começa depois do oratório”, explica o padre Flávio Augusto Forte Melo, coordenador da festa.

A Festa de Santa Luzia segue até o próximo dia 13, com o tema “Luz na Missão”.

Confira a programação desta semana.

DIA 04.12 – SEGUNDA-FEIRA – 3° DIA DO NOVENÁRIO

TEMA: “Levanta-te e come ! Ainda tens um caminho longo a percorrer (1Rs 19, 7)

NOITEIROS: Área Pastoral São João Paulo II, Liga Mossoroense de Estudo e Combate ao Câncer – LMECC, Rede Feminina de Combate ao Câncer Mossoró e Região – RFCCMR, Associação Apoio ao Portador de Câncer Mossoró e Região – AAPCMR, Movimento Cursilhos de Cristandade – MCC, Mosteiro São Bento, Grupo Maria na Praça, CEBI – Centro de Estudos Bíblicos, Rotary Club

06h – Missa na Catedral de Santa Luzia

07h às 10h – Confissões na Catedral de Santa Luzia

07h às 11h – Adoração ao Santíssimo na Catedral de Santa Luzia

11h30 – Missa na Catedral de Santa Luzia

16h – Novena

Pregador- José Roberto

17h30 – Palco Luz – Música religiosa

19h30 – Novena

Pregador- Pe Francisco Danilo- Paróquia São Paulo

-Cirandinha

– Oratório de Santa Luzia
21h – Palco Eventos Culturais – Música ao vivo

DIA 05.12 – TERÇA-FEIRA – 4° DIA DO NOVENÁRIO

TEMA: Irás a todos à quem eu te enviar e dirás tudo o que eu te mandar dizer (Jr, 1,7)

NOITEIROS: Paróquia de São José, Projeto Esperança Pe. Guido Tonelotto, Movimento Apostólico Mãe Rainha de Schöenstatt, Terço dos Homens

Abrigo Amantino Câmara, Consagração a São José, Comunidade Obra Nova

06h – Missa na Catedral de Santa Luzia

07h às 10h – Confissões na Catedral de Santa Luzia

07h às 11h – Adoração ao Santíssimo na Catedral de Santa Luzia

11h30 – Missa na Catedral de Santa Luzia

16h – Novena

Pregador- Seminarista Anderson

17h30 – Palco Luz – Música religiosa

19h30 – Novena

Pregador- Dom João Santos- Arcebispo de Natal

– Cirandinha

– Oratório de Santa Luzia
21h – Palco Eventos Culturais – Música ao vivo

DIA 06.12 – QUARTA-FEIRA – 5° DIA DO NOVENÁRIO

TEMA: Concede-me a vida, pela qual suplico, e a vida do meu povo, pelo qual te peço (Est 7, 3)

NOITEIROS: Paróquia da Sagrada Família, Infância e Adolescência Missionária – IAM, Ministros da Sagrada Comunhão – MESC, Comissão das Campanhas, Apostolado da Oração, COMIDI, Juventude Missionária

06h – Missa na Catedral de Santa Luzia

07h às 10h – Confissões na Catedral de Santa Luzia

07h às 11h – Adoração ao Santíssimo na Catedral de Santa Luzia

11h30 – Missa na Catedral de Santa Luzia

16h – Novena

Pregador- Edson Danilo

17h30 – Palco Luz – Música religiosa

19h30 – Novena

Pregador- Dom Antonio Carlos- Bispo da Caicó

– Cirandinha

– Oratório de Santa Luzia
21h – Palco Eventos Culturais – Música ao vivo

DIA 07.12 – QUINTA-FEIRA – 6° DIA DO NOVENÁRIO

TEMA: Ele percorreu toda a região do Jordão, proclamando um batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados (Lc, 3,3)

NOITEIROS: Paróquia São João Batista, Pastoral da Pessoa Idosa, Hora da Graça, Pastoral Catequética, Mãos Ensanguentadas de Jesus, Terço da Redenção, Pastoral Familiar, Comunidade Shalom, Pastoral dos Surdos

06h – Missa na Catedral de Santa Luzia

07h às 10h – Confissões na Catedral de Santa Luzia

07h às 11h – Adoração na Catedral de Santa Luzia

11h30 – Missa na Catedral de Santa Luzia

16h – Novena

Pregador- Veridiana Medeiros de Holanda

17h30 – Palco Luz – Música religiosa

19h30 – Novena

Pregador- Padre Francisco Crisanto- Seminário Santa Teresinha

– Cirandinha

– Oratório de Santa Luzia
21h – Palco Eventos Culturais – Música ao vivo

DIA 08.12 – SEXTA-FEIRA – 7° DIA DO NOVENÁRIO

TEMA: Conceberás e darás à luz um menino e lhe porás o nome de Jesus (Lc 1,31)

NOITEIROS: Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Legião de Maria Mossoró, Colégio Sagrado Coração de Maria, Ordem Franciscana Secular – OFS, Sociedade São Vicente de Paulo, Comunidade Obra de Maria

06h – Missa na Catedral de Santa Luzia

07h às 10h – Confissões na Catedral de Santa Luzia

07h às 11h – Adoração na Catedral de Santa Luzia

11h30 – Missa na Catedral de Santa Luzia

16h – Novena

Pregador- Frei Allerardon Brito- Paróquia da Imaculada Conceição

17h30 – Palco Luz – Música religiosa

18h30 – PROCISSÃO MARIANA

Saída: Igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, com procissão até a Catedral de Santa Luzia

19h30 – Novena

Pregador- Frei Francisco Robério

– Cirandinha

– Oratório de Santa Luzia
21h – Palco Eventos Culturais – Música ao vivo

LOJINHA DE SANTA LUZIA

Local: Largo Monsenhor Huberto (lateral da Catedral)

01.12 a 13.12 – 07h as 22h

CENTRO DIOCESANO DE MEMÓRIAS – C.D.M

02 a 12 de dezembro.

De Segunda a Sexta-feira: 7h30 às 11h30.

Sábado e Domingo:

•7h30/11h30 e 15h às 18h

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Sem saída, rosadismo e rosalbismo sonham com a sombra do PT

Ilustração mptendas
Ilustração mptendas

Depois que ‘se uniram’ em 2016 (veja AQUI), após 28 anos de confrontos eleitorais municipais, os grupos Rosado e Rosalbista estão fadados à mesma sombra em 2024. Isso, apesar de não se afinarem mais desde o fim das eleições locais passadas – 2020, quando se distanciaram um do outro.

O palanque do PT terá tenda curta, mas ainda assim o bastante para acomodá-los como apoiadores do nome à Prefeitura de Mossoró pela legenda da governadora Fátima Bezerra. Ou o PT não terá candidato a prefeito?

Terá.

Sem um único mandato eletivo na atualidade, ou meios à disputa majoritária, esses sistemas políticos – vindo de uma mesma raiz familiar – não têm saída.

É pegar ou se largar por aí em alguma aventura.

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