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Números da abstenção em 2018 são um sinalizador para 2022

Do Blog Tio Colorau

Em 2018, o número de abstenções no Rio Grande do Norte aumentou pouco mais de 1% entre o primeiro e segundo turno, de 17,11% para 18,14%.

Neste ano, a abstenção no primeiro turno foi de 18,17%.

Vale lembrar que os faltosos no 1ª turno podem votar no dia 30.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Só um detalhe, meu caro “Txio”: em 2018 houve segundo turno no RN, mantendo aceso o interesse eleitoral da capital ao interior. Agora, em 2022, não. Podemos ter abstenção maior.

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Feriadão em Mossoró é fator de risco para disputantes de voto

Pré-candidatos que focam no segundo colégio eleitoral do RN – Mossoró – às eleições deste ano, não devem se descuidar de um detalhe que pode alterar, em muito, expectativas de votação. Em especial, os que lutam por cargos proporcionais – deputados estadual e federal.abstenção

Haverá um feriadão de quatro dias no município. Sexta-feira (30 de setembro), data magna do município, além do sábado (1º de outubro), domingo (2, dia das eleições) e o feriado estadual da segunda-feira (3), dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu.

Mossoró tem 183.285 eleitores cadastrados.

O último pleito em que houve essa coincidência de feriados municipal e estadual aconteceu em 2016, numa disputa municipal.

História

Até hoje, alguns candidatos a vereador que não obtiveram êxito, à época, queixam-se de evasão de eleitores. Mesmo assim, 2016 esteve longe de ser um recorde de abstenção. Somou 22.683 (13,59%) eleitores, dentro da média de eleições paroquiais.

Município tinha o registro de 167.120 votantes em 2016.

Nas eleições de 15 de novembro de 2020, eleições municipais, houve registro de 30.181 (17,15%) abstenções, num contingente de 164.940 eleitores com direito ao voto.

Números superiores ocorreram no pleito suplementar municipal de 2014 (sem feriadão), com 30.429 (18,45%).  Mossoró tinha 164.940 eleitores aptos ao voto, além do recorde de 1982, com 15.435 (23,02%), de um total de 67.041 votantes.

Eleições de 1982

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Abstenção – 15.435 (23,02%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

Em 1982 também aconteceram eleições para Governo do Estado, deputado estadual, deputado federal, além de uma vaga ao Senado e Câmara Municipal. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964.

O mandato dos prefeitos/vereadores foi de 6 anos em vez de 4, como temos desde o pleito de 1988. À municipalidade foram eleitos Dix-huit Rosado (prefeito) e Sílvio Mendes (vice).

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A força do não voto e o decisivo papel da catequese eleitoral

Banido da Presidência da República após comandar um longo regime de exceção denominado de Estado Novo”, Getúlio Vargas mantinha postura de equidistância das eleições presidenciais de 1945. Contudo acabou sendo cabo eleitoral decisivo de um candidato na reta final da campanha: seu ex-ministro da Guerra – general Eurico Gaspar Dutra (PSD).

No dia 27 de novembro de 1945, cinco dias antes do pleito, ele pronunciou-se e defendeu o voto útil em favor de Dutra: “A abstenção é um erro. Não se vence sem luta, nem se participa da vitória ficando neutro”, resumiu em pronunciamento que contribuiu à vitória contra o principal adversário, o brigadeiro Eduardo Gomes (UDN).Noutro momento e num espaço geopolítico completamente diferente, a lição de Vargas segue valendo. Pode ser capaz de decidir os rumos das eleições sucessórias municipais em Mossoró, no próximo ano.

O não voto (abstenção/branco/nulo) é um contingente capaz de promover a vitória de um e a derrota de outro candidato, em face do tamanho de sua representatividade. Caso seja convertido para o modo ativo (voto válido), é uma massa poderosíssima.

Numa observação mesmo superficial e até simplista dos números das últimas eleições municipais (2016), em que houve vitória de Rosalba Ciarlini (PP), logo se contata que o não voto (ou alienação eleitoral) foi indiretamente importante à conquista dela. Bom número de eleitores não se identificou com ninguém e o capital próprio que a candidata possuía foi suficiente para fazê-la ganhar.

Dos 167.120 mil votantes habilitados, 131.988 tiveram votos validados. O não voto somou 35.073, sendo 22.683 (13,59%) de abstenções, 2.974 (2,06%) de votos em branco e 9.416 (6,54%) de votos anulados.

Eleições 2016

– Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
– Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
– Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
– Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
– Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
– Branco – 2.974 (2,06%)
– Nulo – 9.416 (6,54%)
– Abstenção – 22.683 (13,59%)
– Válidos – 131.988
– Eleitores Aptos – 167.120
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

A maioria de Rosalba Ciarlini sobre seu principal adversário, Tião Couto (PSDB à época), foi de 15.486 votos (11,73%). Mas quando se somam os votos de todos os seus quatro adversários (um deles desistente, o então prefeito Francisco José Júnior-PSD), sua vantagem cai para apenas 2.362 votos (1,74%).

Tião Couto, Gutemberg Dias (PCdoB), Josué Moreira (PSDC) e Francisco José Júnior totalizaram 65.114 votos (49,38%), contra 67.476 (51,12%) de Rosalba.

Caminho pro vencedor

Da pré-campanha à campanha do próximo ano, as forças políticas envolvidas na disputa mossoroense não podem desconsiderar esses números e ignorar o poder decisivo do não voto. Identificar o porquê do alheamento e convencer parte dessa multidão a refletir sobre seu papel, deixando de ser um peso “neutro”, como identificou Getúlio Vargas, é uma missão arrojada que pode abrir caminho pro vencedor.

Há alguns meses, mesmo de forma tímida e desarticulada, algumas vozes oposicionistas passaram a defender a realização de uma campanha de esclarecimento para convencer milhares de eleitores que residem em Mossoró, mas que votam noutros municípios, a formalizarem domicílio eleitoral no município.

Eleitores aptos em Mossoró (10 Eleições Municipais)

2016 – 167.120

2014 – 164.940 (pleito suplementar)

2012 – 164.975

2008 – 153.027

2004 – 143.235

2000 – 127.894

1996 – 114.218

1992 – 99.623.

1988 – 80.397

1982 – 67.041

A esperança é de que possam provocar realização de um segundo turno, com alcance de 200 mil eleitores já no próximo ano. Trata-se de  um atalho complexo, baseado em desconhecimento mínimo dessa situação. Nas eleições estaduais do ano passado, o eleitorado em Mossoró foi de 174.189.

Poucas variações

Em relação ao pleito municipal de 2016, o aumento foi de 7.069 novos eleitores. Mas daí a saltar para 200 mil em tão  poucos meses, é puro delírio. Há uma estrada mais curta, apesar de acidentada, para se aproximar de um sucesso eleitoral.

Se há insatisfação, se existe indignação com o que se testemunha, não existe outra saída. O caminho não é sair da cidade ou se homiziar em casa. O remédio é ir às urnas. A classe política que se vire para ser convincente na catequese, até porque o não voto é um comportamento historicamente minoritário, com poucas variações de eleição para eleição, mas de suma importância na soma final.

Basta lembrar de Vargas.

Leia também: Conheça resultados e história de quase 50 anos de eleições municipais.

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Feriadão poderá causar debandada expressiva de eleitores

Os candidatos a prefeito/vice e vereador em Mossoró devem se preparar para uma iminente debandada de eleitores no dia 2 de outubro, data do pleito municipal. Há boa possibilidade de termos grande percentual de abstenção de votos.

Por que essa previsão?

Mossoró vivenciará o maior feriadão do ano, com quatro dias corridos, a partir da sexta-feira (30) de setembro, completado com o dia 3 de outubro (segunda-feira após as eleições do dia 2).

O feriado do dia 30 é a data magna da cidade, Libertação dos Escravos. Já o dia 2, é data de feriado estadual, dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Portanto – sexta, sábado, domingo e segunda-feira livres para o ócio.

Quatro dias corridos que devem instigar principalmente as classe média e alta a se distanciarem das urnas, justificando o voto longe da cidade.

Isso poderá concorrer muito para queda do quociente eleitoral, por exemplo, que em 2012 foi de 6.545 votos e este ano tende a recuar. Um decréscimo de até mil votos não seria de estranharmos ou até mais

EM 2012 Mossoró teve 137.463 votos válidos à Câmara Municipal, entre votos diretos aos candidatos (283 ao todo) e os votos de legenda.

Mossoró tinha 164.975 eleitores aptos ao voto, mas ocorreu abstenção de 12,80% do eleitorado – 21.122. Foram computados 134.973 (93,70%) votos válidos a prefeito, mas 6.737 (4,68%) nulos e 2.323 (1,61%) em branco.

Em resumo, na soma de abstenções, branco e nulo os candidatos a prefeito nas eleições de 2012 perderam 30.182 votos.

Em relação aos 283 concorrentes a 21 vagas na Câmara Municipal, o estrago foi um pouquinho menor: 27.512 votos.

O que pode concorrer para redução dessa hipótese de debandada em massa de eleitores, é um eventual acirramento entre disputantes à Prefeitura. Mas é bom lembrarmos que mesmo num cenário desses, em 2012 houve esse quadro de dispersão alta do eleitor, como os números mostram acima.

Recorde em 1982

A luta renhida entre as candidaturas de Cláudia Regina (DEM) e Larissa Rosado (PSB) mexeu com o eleitorado até o dia do pleito, mesmo assim houve essa alta abstenção.

Em 2008, os números dessa evasão não foram muito menores. A abstenção fechou na casa dos 12%, com 18.701 eleitores deixando de votar, uma multidão capaz de decidir uma eleição.

Existiam 153.027 eleitores em condições de voto.

Mas o recorde de abstenções levantado pelo Blog está mesmo no distante ano de 1982, com 15.435 (23,02%). O pleito marcou a retomada nas urnas do processo de redemocratização do país, com eleições diretas e conjuntas de governador a vereador. Veja em boxe abaixo, quadro eleitoral para prefeito àquele ano:

Eleições de 1982 (Fonte: Blog CS):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Abstenção – 15.435 (23,02%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto em 1982 era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores.

Recentemente, na eleição suplementar de 2014, a abstenção teve seu segundo maior percentual em 42 anos (desde 1968), com 30.429 (18,45%) votos. Foram apurados 134.511 votos.

A Justiça Eleitoral tinha o registro de 514 urnas eletrônicas distribuídas pelos 72 locais de votação durante o pleito, com um total de 164.940 eleitores aptos a votar, utilizando pela primeira vez o sistema biométrico de identificação. Foi eleito o então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) e o vice Luiz Carlos Martins (PT).

Em 2016, Mossoró terá eleições com 167.120 eleitores. Em relação ao pleito de 2012, o aumento foi de 2.145.

As duas zonas eleitorais do município, 33a e 34a, têm como titulares os juízes Cláudio Mendes e Breno Valério, respectivamente.

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Previsões numérias podem sofrer baixas em apuração

O número de abstenções, bem como votos nulo e branco, pode mexer com muitas previsões numéricas em termos de eleições suplementares em Mossoró.

Deve ser lembrado, que o eleitorado de Mossoró deu considerável baixa em relação a 2012.

Portanto, é extremamente difícil que votações de 2012 sejam alcançadas/repetidas.

Quantos votos serão considerados válidos?

Em 2012, existiam 164.975 eleitores aptos.

Desse volume, 134.793 (93,70%) foram considerados válidos.

Abstenções

As abstenções chegaram a 21.122 (12,80%).

Brancos atingiram 2.323 (1,61%) e Nulos foram 6.737 (4,68%).

Para o pleito de hoje, os eleitores aptos são 143.409 mil.

Talvez cheguemos a 115 a 120 mil votos válidos.

Porém o recuo pode ser bem maior.

Aguardemos.

Um em cada quatro eleitores não votou em ninguém

Um em cada quatro eleitores decidiu não escolher nenhum dos cem candidatos que concorreram às prefeituras no segundo turno das eleições municipais de 2012. Somados os votos brancos e nulos com a abstenção de domingo (28), o índice de rejeição aos candidatos chegou a 26,58%, maior percentual registrado desde as eleições municipais de 2000.

Com base em dados registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas últimas quatro eleições municipais, o Congresso em Foco chegou à conclusão de que nunca houve antes tanto desinteresse por uma disputa eleitoral. Seja por não se sentir representado pelos concorrentes, seja por vontade de não participar do processo. Os números considerados em ambos os turnos foram os dados aos candidatos a prefeito.

O primeiro dado que impressiona é o número de eleitores que sequer compareceu às zonas eleitorais para escolher seu prefeito.

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Do total de 31 milhões de eleitores que estavam em condições de votar, aproximadamente 6 milhões não foram até as cabinas de votação.

Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, os motivos são os mais variados. Desde alienação com o processo eleitoral até viagens e doenças são razões para não ir às urnas.

Mas a esses ausentes, somam-se aqueles que, à frente das urnas, preferiram não escolher nenhum dos nomes disponíveis na disputa.

Foram registrados 837 mil votos em brancos e 1,5 milhão de nulos, o que chega a um total de 8.433.727 pessoas que, de alguma maneira, não se sentiram representadas pelos políticos na disputa.

Das dez cidades com os maiores índices, cinco são do Rio de Janeiro, três de São Paulo, uma de Santa Catarina e outra do Rio Grande do Norte.

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