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Mulheres em fúria causam várias brigas em pleno “Pingo da Mei Dia”

Prints dos vídeos mostram brigas ferozes, com mulheres em fúria e em degradação espantosa (Edição do BCS)
Prints dos vídeos mostram brigas ferozes, com mulheres metidas numa degradação espantosa (Edição do BCS)

A festa de abertura do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2025, no sábado (07), com o maior bloco junino do país – o “Pingo da Mei Dia” – bateu recorde de público (veja AQUI). Além disso, não teve registro de qualquer incidente grave, ensejou ingresso de milhões de reais na economia local e de novo reforçou a consolidação do evento como um sucesso intermunicipal e interestadual.

Mas, também, repetiu o que tem sido uma constante nos últimos anos: a predominância de brigas físicas envolvendo mulheres. Os casos não tiveram maior gravidade, porque houve controle severo na proibição de garrafas e outros objetos cortantes, além de grande reforço policial à área e uso de tecnologias como videomonitoramento.

Vídeos registrados em redes sociais e até por câmeras de televisões e portais que cobriam o Pingo, nessa versão 2025, evidenciaram cenas constrangedoras de violência e degradação feminina.

Nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) e seis pontos de apoio (veja AQUI) colocados pela Prefeitura de Mossoró para atendimento de saúde, multiplicaram-se os casos de mulheres feridas e entorpecidas por álcool.

Nota do Blog – Lamentável demais esse comportamento crescente em festas populares públicas e também privadas. Um fenômeno que não testemunhávamos em outras épocas.

Nesta postagem, evitamos colocar qualquer vídeo (são vários que dispomos) com enfoque nesses casos. Preferimos fazer prints, protegendo ainda o rosto de pessoas que tentavam apaziguar os ânimos.

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Mais Zen

Zen, equilíbrio, meditaçãoVoltei à meditação.

Por anos, depois de intensa imersão, parei ou fui parando aos poucos até imaginar que não precisasse mais.

Impreciso, não vi que era preciso seguir.

O que me içou da depressão e, alcoolismo, fazia-me falta.

Voltei para ficar ainda mais zen.

Bem!

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Liga alerta para incidência do câncer de cabeça e pescoço

O mês de julho é marcado pela campanha denominada ‘Julho Verde’. A expressão é uma alusão ao mês que deve ser de conscientização, alerta para o diagnóstico precoce e combate ao câncer de cabeça e pescoço. O Dia Mundial de Conscientização e Combate a esse tipo de câncer é lembrado no dia 27 deste mês.

“Estamos no mês que visa conscientizar as pessoas a saberem que existe o câncer nessa região. Geralmente ele se inicia com alguns sintomas, como a rouquidão prolongada, uma ferida na boca que não cicatriza ou um caroço no pescoço”, explica Geison Freire, Diretor Médico da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC).

De acordo com o Registro Hospitalar de Câncer (RHC) da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), no período de janeiro a dezembro de 2019, realizaram cirurgias referentes a algum tipo de câncer de cabeça e pescoço 161 pacientes.

Após os 50

A doença geralmente surge após os 50 anos de idade, tendo como principal fator o tabagismo que, aliado ao alcoolismo, faz com seja até seis vezes maior a incidência da doença. Entre os anos de 2014 e 2019, mais de 800 pacientes foram diagnosticados e tratados deste tipo de câncer na Liga Mossoroense. Destes, 401 eram tabagistas e etilistas, 72 apenas tabagistas e 22 apenas etilistas.

“Anteriormente esse câncer atingia mais idosos, porém, hoje em dia, outros fatores também estão sendo determinantes para que ela chegue a pessoas mais jovens, abaixo dos 40 anos de idade. Exemplos disso são o tabagismo, o alcoolismo e o Papiloma Vírus Humano (HPV), que é transmitido por meio do sexo oral”, ressalta Geison.

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Minhas mãos alcoólatras

Por François Silvestre

Elas são tudo, mas sempre relegadas ao secundário imerecido. Pois é da condição do polegar opositor aos outros dedos que o ancestral nosso diferenciou-se dos seus primos macacos para evoluírem até onde chegamos. Sem esse polegar tocando a ponta dos outros dedos nós não existiríamos. Nem a tecnologia.

Mas, como tudo que parece fácil e simples, as mãos raramente ocupam lugar de destaque na preocupação médica. Elas pegam as coisas, sustentam a arrumação, tocam punheta. Tudo muito natural. Tão natural que são esquecidas. As unhas, que são os cascos dos dedos, as mulheres enfeitam, os homens cortam e os exóticos exibem.

Mas isso é outra história. Vou tratar das minhas mãos. Sou um dependente de bebida alcoólica. Não vivo sem o álcool. Melhor dizendo, sem cerveja. Bebo quando quero, mas quero todo dia. Não abro mão da cerveja da tarde.

Quando preciso não beber por qualquer motivo, tiro de letra a abstinência. Para tratamento médico ou cirurgia, que já fiz duas de catarata. E cumpro sem problema. Ou como dizia Aluzio Alves, nas campanhas que fizemos, do mesmo lado ou de lados opostos, “você é um bebo manso”. E sou.

Até agora reclamavam da bebida o fígado, o pâncreas, o pulmão, o intestino, o esôfago, o reto, os rins e até o fiofó. Hemorroidas que o digam.

As mãos? Só pra levantar os copos. Excluindo suas atividades eróticas. Mas em matéria de farra alcoólica, foram sempre secundárias. Chegou a vez delas. banhadas de álcool constantemente. Rindo dos órgãos de dentro.

E as vejo alegremente limpas pedindo mais…

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Drogas, mitos e ciência na era dos absurdos

Por Roncalli Guimarães

Proponho-me a prestar alguns esclarecimentos à população em geral sobre a dependência química, assunto esse muito propagado nos últimos dias em nossa cidade pela mídia e redes sociais, de forma distorcida. Infelizmente, essa polêmica acabou sendo produzida por um colega psiquiatra.

Antes de tudo há uma diferença entre usuário de droga e dependente químico. Droga não é prática ou problema da sociedade atual. Praticamente todas as civilizações tiveram uso de alguma droga, seja ópio ou maconha – desde a antiguidade.

No início, o uso de drogas tinha um motivo místico, religioso e servia inclusive como um dos motivos de organização social. As pessoas acreditam que a alteração da consciência era um presente dos deuses.Com o final da Idade Média e o início da Idade Moderna, as sociedades foram se organizando e começaram a migrar do campo à formação de cidades; surgiram as grandes navegações e com ela a destilação de álcool em alta escala. Ou alguém poderia imaginar que aventureiros desbravassem os oceanos, enfrentando medos e tempestades de cara limpa?

Com a Revolução Industrial, a divisão de classes ficou mais nítida, com os trabalhadores imprensados em guetos sub-humanos. Daí, passaram a enfrentar esse enorme nível de estresse e sofrimento com o uso de drogas de forma recreativa e também pelos motivos sociais e psicológicos.

Evoluindo mais adiante veio a contracultura na década de 60 e com ela a explosão do uso de drogas em todas as camadas sociais, sem citar os períodos de guerra, como a do Vietnã, onde houve uma disseminação do uso de heroína.

Relatei esses fatos para neutralizar a hipocrisia quando se fala de drogas.

Cientificamente o uso, abuso e males provocados por substância foram investigados e hoje à luz dos conhecimentos atuais foram descobertos fatores genéticos e psicossociais. No caso da diferença química, critérios clínicos bem fundamentados definem a doença que acomete um percentual  dos usuários das mais diversas substâncias. Portanto há uma tendência atual de descriminalização, de políticas de redução de danos e prevenção do uso em algumas populações como adolescentes portadores de deficiência mental e grávidas.

Quero enfatizar com isso a minha preocupação com possível retrocesso quanto a políticas sobre drogas, já que um médico psiquiatra e presidente de partido divulga informações delicadas, culpando drogas como pano de fundo para a desestruturação do ensino público, que para mim caminha paralelamente com a absurda tentativa desde governo de acabar o ensino de filosofia e sociologia.

Não podemos formar advogados, juristas, sem que eles saibam filosofia clássica. Não podemos formar engenheiros sem que conheçam a geometria analítica descoberta por René Descartes, que era um filósofo. Não podemos formar psiquiatras que desconheçam as ciências sociais ou os conceitos filosóficos de fenomenologia que até hoje pautam os critérios diagnósticos de psiquiatria.

Se a forma de pensar dos representantes desse governo continuar com esse posicionamento, iremos regredir. Excluir a ciência é voltarmos a acreditar nos mitos, se é que me entendem.

Roncalli Guimarães é médico Psiquiatra do Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas CAPS AD II – Mossoró