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Há um tempo para cada coisa debaixo do sol de Mossoró

Sombras, passado, espectroQuem será o vice?

Em Mossoró, o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) não tem qualquer definição nem deu sinais mínimos sobre a escolha para compor sua chapa à disputa eleitoral.

Pressa mesmo ele não tem. E não há razão alguma para açodamento.

A própria oposição sequer apresentou um simples pré-candidato à municipalidade a pouco mais de oito meses das eleições (veja AQUI).

Prioridade agora é gestão. No campo político-eleitoral, o prefeito cuida pessoalmente da formação de nominatas à vereança e o arco multipartidário de apoio à chapa majoritária que encabeçará.

São muitos os interessados na ocupação desse lugar. Bem diferente de 2020, quando ninguém queria, muitos abordados se esquivaram e outros tantos até faziam chacota de sua postulação à prefeitura.

Um representante do segmento produtivo, um membro de sua equipe, um advogado, um vereador, um jornalista, uma professora (o), uma referência da cultura local, uma liderança sindical, um engenheiro, um político de longo curso, um dirigente partidário, alguém atraído do próprio ventre oposicionista…

Quem será o vice do prefeito Allyson Bezerra?

Há um tempo para cada coisa debaixo do sol de Mossoró.

Inclusive, para escolha do vice. Esse tempo não chegou nem parece próximo.

Leia também: A busca do encaixe perfeito na escolha do vice.

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Os desafios de Álvaro Dias para se consagrar em Natal

Álvaro não tem "gordura" suficiente para enfrentar com segurança a disputa municipal (Foto: autor não identificado)

Os números da recente pesquisa apresentada pelo jornal Tribuna do Norte (veja AQUI e AQUI), que revelaram o pensamento do natalense sobre gestão municipal e sucessão em Natal, deixam patente a enorme dificuldade que o atual prefeito Álvaro Dias (MDB) terá pela frente: sua reeleição.

Em todos os cenários de simulação de disputa ele está com vantagem sobre supostos adversários, mas sem maior folga ou “gordura” exponencial.

Precisará trabalhar de forma hercúlea, além de torcer para que fatores alheios à sua intervenção e vontade não o atrapalhem nessa marcha.

Sim, é cedo, muito cedo para afirmações definitivas e irremovíveis, sobretudo num tempo em que a política é tão sujeita a acontecimentos instantâneos, fatos novos e mudança de humor do eleitor.

Tudo parece online, cibernético, efervescente e vesuviano para o bem ou para o mal de qualquer personagem.

Entretanto, apesar de todas as suas peculiaridades nos dias atuais, a política segue regida por muitos elementos da política de ontem e de sempre.

Alianças, conteúdo administrativo, perfil do candidato e de adversários, apoios e o marketing continuarão tendo seu peso. Enfim, muitos e muitos fatores agindo para consagrar ou destronar o atual prefeito de origem caicoense.

A pesquisa não diz exatamente isso. Mas Álvaro sabe bem disso.

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Alianças deverão ser contrariadas em pleito suplementar

A configuração de alianças que se formam para a campanha estadual deste ano, no Rio Grande do Norte, obrigatoriamente deverá influir nas eleições suplementares de Mossoró.

O pleito para prefeito e vice está definido para o dia 4 de maio.

Daí, compreensível, que partidos incrustados no Governo do prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD) venham a ser chamados à nova posição, na curta campanha municipal complementar.

PMDB, PROS, Solidariedade, PV e PDT, PR e PSB devem fazer parte da mesma coalizão na campanha estadual, ao lado de outras siglas menores.

No pleito municipal, é previsível que aconteçam consideráveis rebeliões e deserções, devido as peculiaridades da disputa, dos nomes envolvidos e de enormes interesses em jogo para o futuro de esquemas políticos locais. No “andar de baixo”, será cada um por si…

Como não haverá concorrência à Câmara Municipal, somente a prefeito e vice, a tendência é que tenhamos uma militância política desgarrada dos partidos e de lideranças, atuando em faixa própria, conforme suas aspirações mais pessoais.

Não será fácil, a partir desse quadro, o garroteamento de filiados, militantes e detentores de mandato na Câmara Municipal, conforme princípios da fidelidade partidária e lealdade às “lideranças”.

Enfim, um cenário novo, mas não incomum.

É outra demonstração clara de como tem-se complicado o comando de grupos políticos, diante de crescente autonomia das bases.

Foi-se o tempo em que tudo era decidido lá em cima, com todos embaixo apenas cumprindo ordens. Vereadores, cabos eleitorais e a militância remunerada não podem ser muito acuados, pois são um perigo sob pressão. Bombas itinerantes, que se diga.

As eleições suplementares a prefeito e vice de Mossoró deverão deixar muito clara essa situação. Partidos vão se associar legalmente perante a Justiça Eleitoral, para efeito de tempo de rádio e TV e outras exigências legais, mas não terão força alguma para manietar e tanger militantes.

Vai ser bom de ver.

Aliado de hoje, adversário de amanhã…

No caso de Mossoró experimentar uma eleição suplementar para prefeito, em 2014, o município poderá servir de laboratório para política de alianças para as eleições estaduais do mesmo ano.

É provável, que as composições de 2012 terminem sendo revistas em nova realidade.

DEM e PMDB, que marcharam juntos nas eleições do ano passado, podem estar em palanques distintos noutra contenda.

Nada garante, também, que PSB e PT repitam a fórmula da aliança de 2012.

O aliado de hoje, pode ser o adversário de amanhã.

Enfim, tudo pode fazer valer uma máxima antiga do meio: “A política é dinâmica!”

Ô!

 

A certeza da incerteza na política potiguar

Mal terminamos o primeiro turno das eleições e aparece uma enxurrada de especulações, previsões e “certezas” para 2014.

Calma, gente!

Ainda temos a eleição de Natal para ser fechada.

Porém a maior dificuldade de análise para qualquer cronista político do pindorama potiguar, é mesmo o emaranhado de interesses em jogo e nenhum pudor para se mudar de lado, discurso e siglas/nomes.

Estamos num mercado persa.

O adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã e vice-versa.

Qualquer dúvida, é só acompanhar as composições das últimas três ou quatro disputas ao Governo do Estado.

A única certeza é a incerteza.

Visão reducionista inibe alianças no PT

O PT de Mossoró, pelo menos algumas de suas alas mais dogmáticas, não quer nem ouvir falar em aliança na proporcional.

A campanha de 2012, é ainda, um desafio para fazer número na Câmara Municipal.

Partindo dessa visão reducionista, que enxerga o espaço eleitoral com reserva de “mercado”, o partido inibe o próprio fortalecimento da chapa majoritária a ser formada.

Por essa e por outras atitudes fechadas, é que o partido encolheu drasticamente nas últimas eleições em Mossoró.

Nota do Blog – Senhores, botem na cabeça um pequeno detalhe óbvio: se o eventual candidato Josivan Barboza crescer na campanha municipal, a tendência é içar a chapa proporcional.