A Polícia Federal está realizando nesta quinta-feira a Operação Appius para investigar o pagamento de propina a agentes públicos por parte de uma empreiteira com o objetivo de anular a Operação Castelo de Areia. De acordo com o “G1”, o escritório do ex-presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha, é um dos alvos da operação. O inquérito foi iniciado a partir de informações obtidas na delação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.
Asfor: Palocci apontou dinheiro de propina (Foto: STJ)
São cumpridos 4 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Fortaleza, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A operação da PF ocorre em conjunto com o Ministério Público Federal.
A Operação Castelo de Areia foi deflagrada em 2009 e apurava os crimes de fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro, praticados por representantes da mesma empreiteira e agentes políticos, para obtenção de contratos públicos.
Operação barrada
Cezar Asfor Rocha foi o ministro que decidiu pela suspensão dos processos criminais e das investigações reveladas pela Castelo de Areia. A operação é considerada por investigadores como uma espécie de precursora da Lava-Jato, mas que terminou barrada na Justiça.
A ação penal decorrente desta operação foi suspensa por um habeas corpus concedido em 2010 pelo STJ. Em 2011, a Castelo de Areia foi anulada pelo mesmo tribunal.
Fatos investigados na Operação Castelo de Areia vieram à tona com a deflagração da Operação Lava Jato, como as irregularidades na construção da refinaria Abreu e Lima em Pernambuco.
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Ex-ministro Antônio Palocci tem fortuna visível bloqueada, entretanto é avaliada em mais de R$ 85 milhões (Foto: Veja)
Da coluna Painel (Folha de São Paulo)
Pague duas vezes
A defesa do ex-ministro Antonio Palocci se prepara para questionar o pedido feito pelos procuradores da Lava Jato para que ele volte à cadeia se não pagar multa de US$ 20 milhões. O valor representa o dobro da penalidade definida por Sergio Moro ao condená-lo, em 2017.
Em análise
A petição dos procuradores ainda será analisada pelo juiz Danilo Pereira Junior, que na quinta (29) autorizou a soltura de Palocci para cumprimento de pena em regime domiciliar. O ex-ministro conquistou o benefício após fechar acordo de delação premiada com a Polícia Federal.
Ponta do lápis
Palocci aceitou pagar R$ 37,5 milhões para deixar a cadeia, mas a Justiça vetou esse item do acordo. A multa sugerida pela Procuradoria equivale a R$ 66 milhões. Estima-se que o patrimônio do ex-ministro, incluindo investimentos e imóveis, ultrapasse R$ 85 milhões. Está tudo bloqueado pela Justiça.
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O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), homologou nesta sexta-feira (22) a delação do ex-ministro Antônio Palocci, fechada com a Polícia Federal.
O conteúdo da colaboração segue em sigilo. Na delação, o ex-ministro entregou pessoas sem foro privilegiado.
A PF poderá agora usar os depoimentos para aprofundar investigações que envolvem fatos delatados por ele e que podem motivar novas operações.
Palocci está preso desde setembro de 2016. Ele é réu acusado de participar de um esquema de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht e contratos de sondas com a Petrobras.
Nesse processo, foi condenado a 12 anos de prisão. Ele está detido na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o juiz Sergio Moro ficaram cara a cara novamente nesta quarta-feira (13) na Justiça Federal em Curitiba-PR. Lula foi sabatinado pelo magistrado e procuradores federais por duas horas e 10 minutos.
Na pauta, está a ação penal em que Lula é acusado de ter recebido propina da Odebrecht para a compra de um terreno que seria destinado à construção da sede do Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao que o ex-presidente reside em São Bernardo do Campo (SP).
Abaixo estão vídeos – na íntegra – relativos ao depoimento do ex-presidente, em que ele especialmente ataca seu ex-ministro Antônio Palocci, que há poucos os dias o delatou por suposto recebimento de propina e comando de organização político-partidária criminosa.
Depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro (1ª Parte)
Depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro (2ª Parte)
Depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro (3ª Parte)
Depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro (4ª Parte)
Depoimento de Lula ao Juiz Sérgio Moro (5ª Parte)
No depoimento, Lula traçou um perfil psicológico marginal para o seu ex-ministro:
“Eu estou lhe contando isso porque o senhor fala muito em contexto e eu quero contar o meu contexto. Eu vi atentamente o depoimento do Palocci. Uma coisa quase cinematográfica, quase que feita por roteirista da Globo, sabe? Você vai dizer tal coisa, os lides são esses, prepararam alguns lides para ele dizer, e ele foi dizendo, lendo alguma coisa, falando, sabe? Conheço o Palocci bem. O Palocci, se não fosse um ser humano, seria um simulador. Ele é tão esperto que é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade. O Palocci é médico, é calculista, é frio.”
Saiba mais detalhes sobre o depoimento clicando AQUI, com os principais trechos.
Leia também: Palocci afirma que Lula acertou propina de R$ 300 milhões AQUI.
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O vice-presidente nacional do PDT e pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes afirmou nesta terça-feira (12) que o ex-ministro Antonio Palocci (PT) jogou por terra a “narrativa” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre sua inocência.
Ciro: defesa de Lula é inconsistente (Foto: João Godinho/ O Estadão)
Para Ciro, “a relação de Palocci com Lula derruba a narrativa de inimigo externo ao PT, promovendo via judicial uma injustiça contra o ex-presidente da República”.
“Na medida em que o braço direito do Lula, como eu sei que o Palocci era, faz isso [a acusação] que fez, fica muito difícil sustentar essa narrativa. Pelo menos, [fica difícil] atribuir isso a um inimigo”, afirmou o pedetista, rechaçando ainda os argumentos lançados pelo ex-presidente para desqualificar as acusações do ex-ministro.
Ladroagem vulgar
“A tentativa de dizer que Palocci estaria mentindo para ter o benefício da delação premiada é chocante.”
Ciro também defendeu que Lula “tem responsabilidade política muito grande. Foi quem nomeou Palocci toda a vida, para todos os cargos que ocupou. Vamos supor que o Lula seja inocente: dói muito no meu coração um homem que prestou tantos serviços ao país ser condenado por ladroagem vulgar”, disse.
Nota do Blog – Já imaginou se Henrique Alves (PMDB) e Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) fazem o mesmo em relação a Michel Temer?
Devemos acreditar numa delação ou considerar que tudo não passa de uma tentativa de se livrar do xilindró, difamando o parceiro, colega e antigo companheiro-confidente etc.?
Infâmia por mentir ou traição por debulhar a verdade?
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Leia também: ‘Palocci compromete ex-presidente Lula, mas há que ter cautela’ AQUI.
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O escritor Frei Betto, 73 anos, conheceu seu amigo Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 1980, em João Monlevade, Minas Gerais, durante a posse de um dirigente sindical. Vinte e três anos depois, virou assessor especial de Lula na Presidência da República e coordenador do programa Fome Zero. Nessa época, conviveu com Antônio Palocci, ministro da Fazenda de 2003 a 2006.
"É no mínimo estranho que o PT tenha abandonado a bandeira da ética na política e não punido, até agora, seus militantes comprovadamente envolvidos em falcatruas", diz Frei Betto, um dos fundadores do partido, ao jornal El Pais(Foto: José Cruz)
Frei Betto assistiu ao depoimento de Palocci contra Lula na Operação Lava Jato e defende investigações das “graves acusações” contra o ex-presidente, mas com “cautela”.
Na quarta-feira, Palocci detalhou o que chamou de “pacto de sangue” entre Lula e a Odebrecht, e confirmou os fatos narrados na denúncia do Ministério Público contra ambos.
“O que Palocci declarou, motivado pela ânsia de minorar sua reclusão carcerária, é muito grave e compromete a credibilidade de Lula. Contudo, há que ter cautela”, afirma Frei Betto, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), em entrevista ao EL PAÍS.
Apesar de reconhecer a gravidade das acusações contra o ex-presidente, o escritor exige a “expulsão sumária” de Palocci do partido. E também cobra uma “autocrítica” do PT após as comprovadas “falcatruas” em que se envolveram seus militantes.
Pergunta – Considerando o que o senhor conhece de Palocci e o que o senhor conhece de Lula, como diferenciar a credibilidade de cada um neste momento?
Resposta. Considero precipitado qualquer julgamento e fico à espera das investigações da Justiça. O que Palocci declarou, motivado pela ânsia de minorar sua reclusão carcerária, é muito grave e compromete a credibilidade de Lula. Contudo, há que ter cautela. O ex-senador petista Delcídio Amaral também fez graves acusações a Lula e, depois, a Justiça apurou que ele mentiu, o que resultou na recente absolvição de Lula quanto aos supostos crimes imputados a ele. De qualquer modo, Palocci maculou profundamente a imagem do fundador do PT e o partido deveria, no mínimo, promover o quanto antes a sua expulsão sumária.
P – Palocci se beneficia de uma confissão com redução de pena mesmo sem delação premiada. O depoimento dele traz credibilidade?
R.Palocci se encontra em situação de profundo sofrimento como encarcerado. Estive preso quatro anos e sei que não é fácil para uma pessoa que, como ele, gozava do respeito e da amizade de banqueiros, desfrutava uma vida de luxos e mordomias, suportar a reclusão carcerária. Portanto, ele está disposto a tudo para ver a sua pena reduzida e obter prisão domiciliar. Isso compromete a credibilidade do que declara. Vi muitos companheiros de prisão que, sob tortura física ou psicológica, declararem o que os nossos algozes queriam ouvir. Portanto, repito, é preciso aguardar as investigações da Justiça e as provas que Palocci deverá apresentar para fundamentar o que disse.
P – Como avalia a confissão de crimes de Palocci e a contextualização de crimes que ele entende que Lula cometeu?
R. O fato de uma empresa comprar um terreno e doá-lo a Lula ou ao PT não implica nenhum crime, bem como financiar um apartamento. A gravidade é se o dinheiro dessas transações foi obtido mediante propinas de serviços prestados ao governo federal. Cabe à Justiça apurar se Palocci fala a verdade quando diz que sim, que o dinheiro resultou de licitações ilegais e favorecimentos escusos.
R. O PT nega qualquer ato ilícito. O ônus da prova cabe a quem acusa. Porém, é no mínimo estranho que o PT tenha abandonado a bandeira da ética na política e não punido, até agora, seus militantes comprovadamente envolvidos em falcatruas. O PT deveria fazer autocrítica.
Sua atual presidente declarou que o partido não fará autocrítica “para não dar munição à direita”. Ora, quem não deve não teme. E não adianta tapar o sol com a peneira. É preciso calçar as sandálias da humildade e ousar separar o joio do trigo, caso contrário fica comprovada a cumplicidade do partido com militantes que comprovadamente se envolveram em corrupção, como Palocci, que se autodenuncia.
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O ex-ministro Antonio Palocci (fazenda/Casa Civil – Governos Lula e Dilma) incriminou o ex-presidente Lula em ação sobre propinas da Odebrecht. Palocci prestou depoimento nesta quarta-feira, 6, perante o juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, base da Operação Lava Jato.
Ex-presidente Lula é o centro dos relatos de Palocci, homem de peso do PT em seu governo (Foto: Gabriela Biló/Estadão)
Palocci confessou ter praticados crimes na Petrobrás. Ouvido como réu em um processo criminal da Operação Lava Jato, o petista citou R$ 300 milhões da Odebrecht para o esquema do partido.
Nesta ação, Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro sobre contratos entre a Odebrecht e a Petrobrás.
“No jantar ocorrido no apartamento do presidente Lula, em que participaram todas essas pessoas, o ex-ministro Palocci os convenceu e os dissuadiu no sentido de que essa operação era escandalosa e que poderia expor demais essa situação. Ficou clara toda a participação do ex-presidente Lula”, afirmou o advogado Adriano Bretas, que defende Palocci.
Palocci, que seria o responsável pela conta do PT e de Lula com a Odebrecht, confessou o esquema e citou reuniões com o ex-presidente.
Identificado como “Italiano” na planilha do setor de propinas da Odebrecht, Palocci confessou pela primeira vez seus crimes diante do juiz da Lava Jato. A conta do PT teria alcançado R$ 300 milhões.
Lula, que era identificado como “Amigo”, teve a reserva de R$ 40 milhões.
Palocci narrou a Moro que houve um acerto entre Odebrecht e o governo Lula, para prática de atos de ofício que beneficiassem a empresa, em troca de propinas. O ex-minsitro narra dois encontros que incriminam Lula. Um deles com o empresário Emílio Odebrecht, em que foi acertado um “pacote de vantagens indevidas”, tanto de negócios para empresa como valores para o partido, segundo relatou outro advogado do ex-ministro Tracy Reinaldet.
Um encontro foi durante a troca de governo, com a eleição da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, havia preocupação da Odebrecht de que a nova presidente não trata-se o grupo com os mesmos privilégios.
“Para comprar a boa vontade do novo governo, sobretudo a partir da influência do ex-presidente Lula na presidente Dilma, a empresa Odebrecht por intermédio de Emílio Odebrecht, propõe ao presidente Lula um pacote de vantagens indevidas: composto pela compra do terreno do Instituto Lula, pela compra do sítio em Atibaia e pela disponibilização de R$ 300 milhões de vantagens indevidas para utilização em campanhas ou para fins partidários ou pessoais. Para manter essa relação fluida entre a empresa Odebrecht e o governo do PT.”
A defesa de Lula
O advogado Cristiano Zanin Martins, defensor do ex-presidente Lula, declarou em nota:
Palocci muda depoimento em busca de delação. O depoimento de Palocci é contraditório com outros depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e com as provas apresentadas.
Preso e sob pressão, Palocci negocia com o MP acordo de delação que exige que se justifiquem acusações falsas e sem provas contra Lula.
Como Léo Pinheiro e Delcídio, Palocci repete papel de validar, sem provas, as acusações do MP para obter redução de pena.
Palocci compareceu ato pronto para emitir frases e expressões de efeito, como “pacto de sangue”, esta última anotada em papéis por ele usados na audiência.
Após cumprirem este papel, delações informais de Delcídio e Léo Pinheiro foram desacreditadas, inclusive pelo MP.
O projeto de lei que dispõe sob a reforma trabalhista, recentemente aprovado na Câmara de Deputados, sinaliza um grande avanço no caminho do desenvolvimento e do crescimento econômico do país. É claro que isso não agrada aos sindicatos – que sempre foram corporativos grupos de pressão junto ao Estado, motivados pela generosa arrecadação da Contribuição Sindical “obrigatória”.
A nova proposta irá permitir acordos negociados, com benefícios positivos para os dois lados (patrões e empregados) de forma autônoma.
Veja pequeno resumo da enxurrada de dinheiro em 2016 que desembarcou em entidades sindicais
Trará mais flexibilidade às relações de trabalho e minimizará o cerco burocrático, que tanto degrada o ambiente de negócio. Retirará a trava que impede o progresso, trazendo para a realidade atual, as ultrapassadas normas da CLT, que estão em vigor há mais de 70 anos.
Com a terceirização e a reforma trabalhista, o setor produtivo terá a oportunidade de buscar novas alternativas e soluções que irão gerar enormes ganhos de competitividade, garantindo a empregabilidade de grande parte dos mais de 14 milhões de desempregados atualmente no Brasil.
É evidente que outros percalços ainda precisam ser retirados do caminho da prosperidade, como a urgente necessidade de uma reforma tributária, fiscal e ambiental, além de se rever a excessiva regulação dos direitos dos consumidores.
SECOS & MOLHADOS
Eike – O ministro do STF Gilmar Mendes manda tirar da cadeia Eike Batista, que agora vai ficar em prisão domiciliar. O que corre nos bastidores é que o falido empresário é cliente do escritório de advocacia em que a esposa (Guiomar) do ministro trabalha ou é sócia. Se essa acusação for procedente, o STF se iguala ao Congresso em termos de imoralidade. Como o jornalista Carlos Santos costuma asseverar, “o STH tem de tudo, menos o direito”.
Desemprego – Várias projeções de especialistas apontam que no ritmo de desemprego que se encontra o Brasil (atualmente com mais de 14 milhões de desempregados), ao final deste ano, poderá contabilizar cerca de 18 milhões. Muito preocupante mesmo.
Estrago – Nos últimos dois anos, o PIB brasileiro teve uma queda de 8%. Para recuperar esse estrago, o cenário mais otimista aponta que serão necessários de oito a dez anos. É o resultado da política econômica desastrada e irresponsável do PT de Dilma e Lula.
Homicídios – Dados atualizados do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), ontem, sábado (28) apontam que em 118 dias, deste ano, o numero de homicídios no RN chegou a 801. A cada dia, 6,8 pessoas são assassinadas no estado, cuja bandeira principal de campanha do governador Robinson Faria era a Segurança Pública. O quantitativo é 30,67% maior do que igual período do ano passado e 51,14% maior do que igual período de 2015. Isso equivale a 22,84 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. No mesmo período, Mossoró contabiliza 87 assassinatos (e um recorde neste mês – AQUI, apesar das “grandes virtudes” do programa “Ronda Cidadã”, enfatizado na propaganda do Governo do Estado.
Transposição – Em entrevista à Tribuna do Norte, o engenheiro Rômulo Macedo, que foi coordenador potiguar da transposição do rio São Francisco, faz uma revelação surpreendente. Diz que “a água que virá para os rios potiguares não terá utilidade para o RN. E o pior: todos os cidadãos irão pagar por ela, usando-a ou não”. Faltam obras complementares e não há investimentos em perímetros irrigados para produção agrícola. Pobre RN!
Protestos – Os sindicatos, partidos políticos e entidades que convocaram a manifestação da greve geral, na última sexta-feira (28), vão ser responsabilizados pelos atos de vandalismo ao patrimônio público, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Motoristas que interditaram o trânsito receberam multa de R$ 5.800,00 por infração, considerada gravíssima, além de sete pontos na carteira e da suspensão de poder dirigir. O ato de manifestação é um direito de todos, mas não com vandalismo. Mossoró deu um bom exemplo de civilidade com manifestações pacíficas.
Palocci – O ex-ministro Antônio Palocci contratou uma banca de advogados especialistas em delação. Já sinalizou que o alvo vai ser Lula e ainda com grandes respingos em Dilma, mega empresários, ministros, deputados, governadores, marqueteiros, fundações… . Não quer mofar sozinho na cadeia. Mas, autoconfiante, Lula acha que Palocci vai entregar todo mundo, menos ele.
Contrária – A vereadora e presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB) se posiciona contrária às reformas trabalhista e previdenciária, da forma como estão propostas. Segundo ela, a classe empresarial tem que abrir mão de parte do percentual de seus lucros. “Essas reformas não podem ser feitas sem passarem por uma grande e ampla discussão com a sociedade”, diz através de seu perfil no Facebook.
Belchior – Faleceu na manhã deste domingo (30), na cidade de Santa Cruz (RS), aos 70 anos, o cantor e compositor Belchior. A notícia saiu no Jornal do Povo, de Fortaleza. Mais uma noticia triste para o cenário artístico musical brasileiro. Belchior era natural de Sobral (CE), onde será sepultado.
Não dá para acreditar nas promessas feitas pelo Gerente de Reestruturação do grupo Itagrês (veja AQUI), a qual pertence a Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda.
Vários créditos de confiança já foram dados a esse grupo empresarial, que sempre teve o apoio de políticos e gestores públicos locais e do Estado. Contabilizam-se inúmeros incentivos fiscais concedidos e de dezenas de milhões de reais tomados em empréstimos, com carências e juros baixos, mas o grupo empresarial nunca conseguiu mostrar a real viabilidade de seu projeto.
A Porcellanati veio para Mossoró atraída, em 2002, pela então prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP). Seu governo tratava a chegada da unidade fabril como a panaceia do desenvolvimento econômico de Mossoró e, todos os esforços foram concentrados nesse sentido, expurgando-se qualquer outro projeto de empreendimento local, por mais bem concebido que pudesse parecer.
À época, a mídia oficial do governo “Adoro Mossoró” explorou bastante esse feito, enfatizando a promessa de geração de milhares de empregos, renda e arrecadação.
O tempo mostrou que tudo não passou de má-fé, incompetência e utopia.
A Porcellanati nunca produziu o que prometeu, não gerou os milhares de empregos projetados e jamais promoveu arrecadação ou teve qualquer impacto na renda e/ou na balança comercial do município. Ao contrário, aumentou sua dívida contraindo novos contratos de empréstimos, deu calote nos fornecedores e prestadores de serviços e não pagou os direitos trabalhistas de seus funcionários, deixando diversas famílias desamparadas e com sonhos frustrados.
Agora, o governo da prefeita Rosalba Ciarlini ocupa outra posição nessa história, mas vai na mesma direção utópica. Não tem qualquer participação na atual fase de entendimentos. Porém pega carona num movimento iniciado por grupo de ex-empregados da empresa, que tem pressionado a Justiça do Trabalho para recebimento de direitos trabalhistas e suposta reabertura dela em Mossoró.
Se os trabalhadores receberem esses direitos e a empresa for reaberta, veremos nova onda de propaganda irreal, atribuindo ao governo municipal esses novos “feitos”. Se der tudo errado, a culpa é transferida. Mas temos aí as redes sociais vigilantes.
O Blog Carlos Santos é um dos raros órgãos de imprensa da cidade e do estado que tem coberto esse enredo, dando a sua real situação.
SECOS & MOLHADOS
Reforma – O parecer do relator da Reforma Trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB), altera, entre outros pontos, a concessão de férias dos trabalhadores – que poderão gozar férias em até três períodos diferentes; a contribuição sindical – que ficará restrita aos trabalhadores e empregadores sindicalizados; e a prestação de serviços – que poderá ser de forma descontinua, cabendo ao empregador o pagamento pelas horas efetivamente trabalhadas.
Boff – O teólogo Leonardo Boff, antes ferrenho defensor de Lula, abre os olhos dos míopes e dos que preferem distorcer a realidade dos fatos a qualquer custo, fugindo da realidade do lamaçal da corrupção brasileira. Veja o que ele escreve em sua página na Net:
“Formou-se entre nós, praticamente, uma sociedade de ladrões e de bandidos que assaltaram o país, deixando milhões de vítimas, gente humilde de povo, sem saúde, sem escola, sem casa, sem trabalho e sem espaços de encontro e lazer. E o pior, sem esperança de que esse rumo possa facilmente ser mudado. Mas tem que mudar e vai mudar. É crime demasiado. Nenhuma sociedade minimamente humana e honesta pode sobreviver com semelhante câncer que vai corroendo as forças vitais de uma nação”. Leia restante do texto e artigo que ele avaliza, da jornalista espanhola Carla Jiménez (El Pais), clicando AQUI.
Placar – De acordo com um levantamento do jornal “O Estado de São Paulo”, até a última sexta-feira (21/04), o número de parlamentares contrários à Reforma da Previdência subiu para 186, enquanto o número de parlamentares que se posicionaram a favor subiu para 70. Ainda 43 estão indecisos e 89 não quiseram responder. Os demais não foram encontrados.
Pesar – Mossoró perde uma das figuras humanas mais decentes que este articulador já conheceu. Perde um grande homem. Que Deus conforte toda a família do Dr. Milton Marques.
Ranking – Um levantamento atualizado do Instituto Igarapé, divulgado pela revista The Economist, aponta Mossoró como a 18º cidade mais violenta do mundo (veja AQUI). O que está ruim vai ficar ainda pior, se o governo da “segurança”, Robinson Faria, insistir nas práticas ineficazes e medidas paliativas de combate à violência pública. Já foram contabilizados 81 homicídios (até o último dia 22). Nesse ritmo, infelizmente, daqui a alguns meses, poderemos disputar a liderança do ranking da violência com a cidade de San Salvador – campeã de violência em todo o mundo.
Palocci – A disposição do ex-ministro Antônio Palocci em fazer um acordo de delação premiada com a Operação Lava-Jato aumenta o temor de muita gente envolvida no esquema. Palocci foi captador de recursos das campanhas dos ex-presidentes Lula e Dilma. Como titular das pastas da Fazenda e Casa Civil, ele editou várias medidas de governo que podem ter beneficiado empresas, em troca apoio partidário. Também foi consultor de bancos e empresas importantes do País. Se realmente abrir o bico, não deixará pedra sobre pedra.
Dilma e Lula aparecem em relevo em depoimento (Foto: arquivo)
O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira Odebrecht, afirmou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de março que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia da “dimensão” das doações por meio de caixa 2 feitas pela empresa à campanha da petista à reeleição.
A informação foi divulgada pelo site “O Antagonista” e confirmada posteriormente pela TV Globo.
O executivo falou ao TSE como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014.
Em nota, a ex-presidente Dilma negou as informações, chamou a declaração de “leviana” e pediu que o empresário comprove o que disse ao tribunal.
“O que Dilma sabia era que a gente fazia, tinha uma contribuição grande – a dimensão da nossa contribuição era grande, ela sabia disso – e ela sabia que a gente era responsável por muitos pagamentos para o João Santana. Ela nunca me disse que sabia que era caixa 2, mas é natural, é só fazer uma… ela sabia que toda aquela dimensão de pagamentos não estava na prestação do partido”, disse o empresário.
Na planilha que está no TSE, pelo menos três codinomes estavam vinculados à conta governista: “Itália”, Antonio Palocci; “Amigo”, ex-presidente Lula; e “Pós Itália”, Guido Mantega. Sobre os valores, os dados apresentados sobre o saldo seria R$ 71 milhões em 22 de outubro de 2013 e R$ 66 milhões em 31 de março de 2014.
Dinheiro em troca de medida provisória
O PT tinha uma “conta corrente” na empreiteira, para alimentar a corrupção. Também não faltou farto dinheiro para o “Instituto Lula”.
“Nós tínhamos uma relação intensa com o governo. Essa relação intensa, ela gerava também a expectativa de que a gente fosse um grande doador. Então, eu, para não ser pego de calças curtas, eu sempre tentava negociar com meus empresários um valor que, na hora que viesse essa demanda do governo, eu tivesse, da parte deles, uma segurança de que esse recurso haveria”, disse Odebrecht.
Dos R$ 150 milhões que a Odebrecht alimentou a corrupção governista, R$ 50 milhões seriam pela aprovação, em 2009, da medida provisória 470/2009, editada pelo governo Lula e que beneficiava empresas do setor.
O ex-ministro Antonio Palocci foi preso na 35ª fase da Operação Lava Jato, que foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta segunda-feira (26), em São Paulo.
Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
Antônio Palocci foi ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ministro da Fazenda no governo Lula. A ação foi batizada de “Omertà”.
A prisão do ex-ministro foi um pedido da PF, acatado pela Justiça. Os policiais também cumprem mandados na casa e no escritório do ex-ministro.
Suspeitas
Os outros dois presos são: o ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio Dourado e Branislav Kontic, que atuou como assessor na campanha de Palocci em 2006.
As suspeitas sobre Palocci na Lava Jato surgiram na delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Ele disse que, em 2010, Alberto Youssef, que está preso na PF em Curitiba, lhe pediu R$ 2 milhões da cota de propinas do PP para a campanha presidencial da ex-presidenteDilma Rousseff. O pedido teria sido feito por encomenda de Palocci.
Investigações
Segundo a PF, há indícios de uma relação criminosa entre o ex-ministro e a Odebrecht. O investigado teria atuado diretamente como intermediário do Partido dos Trabalhadores perante o grupo Odebrecht.
“Há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial nas mais diversas áreas de contratação com o poder público, tendo sido ele próprio e personagens de seu grupo político beneficiados com vultosos valores ilícitos”, diz a PF.
As investigações apontam ainda que entre as negociações estão tratativas entre o grupo Odebrecht e o ex-ministro para a tentativa de aprovação do projeto de lei de conversão da MP 460/2009, que resultaria em imensos benefícios fiscais, aumento da linha de crédito junto ao BNDES para país africano com a qual a empresa tinha relações comerciais, além de interferência em licitações da Petrobras para aquisição de 21 navios sonda para exploração da camada pré-sal.
Ainda conforme a PF, outro núcleo da investigação apura pagamentos efetuados pelo chamado “setor de operações estruturadas” da Odebrecht para diversos beneficiários que estão sendo alvo de medidas de busca e condução coercitiva.