Leodécio foi candidato a prefeito em 1976 (Foto: Ricardo Lopes/Arquivo)
Com tantos números ainda a serem vistos, tantas histórias de vitórias e insucessos a serem contadas sobre o pleito 2022, sou levado ao distante ano de 1976.
Fim das apurações das eleições à Prefeitura de Mossoró, o médico aluizista Leodécio Néo parece desolado com o resultado, diante da mesa escrutinadora.
Candidato à municipalidade pelo MDB, uma das quatro chapas disputantes, ele ficou em segundo lugar.
O eleito foi João Newton da Escóssia (pela Arena), cunhado do deputado federal Vingt Rosado (Arena).
Na cobertura dos acontecimentos, um repórter de rádio aborda Leodécio e faz-lhe uma pergunta incisiva:
– O que faltou para o senhor vencer as eleições?
Sem delongas, ele dispara uma resposta lapidar com seu vozeirão:
– Faltou voto, faltou voto.
O grande Leodécio continua atualíssimo e insuperável na definição de um resultado negativo nas urnas.
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Faleceu neste domingo (26) em Natal, o ex-prefeito natalense e ex-deputado federal Marcos César Formiga Ramos, 78. Segundo informações de sua família, o óbito advém de problemas respiratórios.
O velório começará às 7 horas dessa segunda-feira (27) no Cemitério Morada da Paz em Emaús (Parnamirim).
Às 16 horas acontecerá missa de corpo presente e em seguida o sepultamento por volta de 17h, no mesmo local.
Trajetória
Formado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 1965 com pós-graduação em Economia pelo ISVE em Roma e Nápoles em 1968, além de pós-graduação em Planejamento Econômico pela CEPAL em Santiago (Chile) no mesmo ano.
Filiado à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), foi Secretário de Planejamento do Rio Grande do Norte durante os governos de Cortez Pereira e Tarcísio Maia (1971-1979). Também foi nomeado diretor da Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU) em 1980.
Nomeado prefeito de Natal dentre os quadros do PDS pelo governador José Agripino Maia (1983-1986), ele foi o último prefeito indireto do Natal, do período do regime militar.
Ficou na suplência da Câmara Federal nas eleições de 1986, pelo PFL, sendo efetivado após a eleição de Wilma de Faria para a Prefeitura de Natal em 1988.
Nas eleições municipais de 1988, disputou o comando da Prefeitura de Natal pelo PL, tendo o jornalista Felinto Rodrigues Neto, do PTB, como candidato a vice-prefeito, entretanto obtiveram o quarto lugar, perdendo a disputa para Wilma Maia(PDT), Henrique Eduardo Alves(PMDB) e Waldson Pinheiro(PDT).
Ainda figurou de novo como suplente pelo PL em 1990, exercendo o mandato no período em que Aluizio Alves foi Ministro da Integração Regional no governo Itamar Franco.
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O pleito municipal de 1968 em Mossoró foi emblemático. Lá se vão quase 51 anos. Quem viveu essa disputa testemunhou (participou) da mais renhida campanha municipal mossoroense de todos os tempos.
Foi vencida pelo ex-prefeito Antônio Rodrigues de Carvalho, com apoio decisivo do ex-governador Aluízio Alves. Maioria de apenas 98 votos sobre o adversário.
A vitória de “Toinho do Capim” (Antônio Rodrigues) foi comandada nas últimas 72 horas pelo ex-governador Aluízio Alves, que fez mais de 170 comícios-relâmpagos, com vitória tida até então como improvável sobre “O Touro” (Vingt-un Rosado), irmão do deputado federal Vingt Rosado.
“As senadoras”
O líder aluizista enfrentou e contrariou grupo de aliados locais na escolha de Toinho, que tinha sido eleito prefeito pela primeira vez em 5 de janeiro de 1958, com legenda do PTB. Ala influente conhecida como “as senadoras” desejava que o médico Cid Duarte, filho do senador Duarte Filho, fosse o nome oposicionista à prefeitura na sucessão do prefeito rosadista Raimundo Soares de Souza.
– O candidato vai ser Toinho – sentenciou Alves, enfrentando também a contrariedade de Duarte Filho. Ignorava o passado rosadista do seu preferido.
Entre correligionários algumas vozes retrucaram, mesmo assim, lançando um presságio a fim de dissuadi-lo da decisão.
– “Ele vai nos trair depois” – pregavam.
“Eu não gosto de perder, mesmo que seja para Toinho nos trair no dia seguinte”, afirmou Aluízio Alves em uma das tensas reuniões à escolha do candidato.
Em artigo assinado no dia 26 de abril de 1999, no jornal Tribuna do Norte, Aluízio denominou a jornada para fazer Toinho do Capim prefeito, como “A mais bela campanha” de que participara. Uma plaquete foi publicada pela Coleção Mossoroense com esse texto, sob edição do próprio derrotado à época – professor Vingt-un Rosado.
De fato, Toinho venceu. Com a cassação de Aluízio Alves pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5) no dia 7 de fevereiro de 1969, o prefeito eleito passou a se esquivar do líder de sua campanha vitoriosa.
Antônio Rodrigues faleceu em 3 de dezembro de 2009, em Natal, em face de complicações cardíacas e renais. Aluízio em 6 de maio de 2006, de isquemia cerebral, aos 85 anos, também em Natal.
Vitória apertada em 1968
– Antônio Rodrigues (MDB) – 11.132 votos;
– Vingt-un Rosado (Arena) – 11.034 votos;
– Maioria – 98 votos a favor de Antônio Rodrigues.
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Em convenção nacional ocorrida dia passado em Brasília, os convencionais do PMDB aprovaram mudança de nome da legenda. Deixará de ser PMDB para ser apenas MDB – Movimento Democrático Brasileiro.
“Não é volta para o passado. É um passo gigantesco para o futuro”, afirmou o senado Romero Jucá, seu presidente.
O MDB foi criado em 1966, para fazer oposição à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido que dava sustentação à ditadura militar. O fim do bipartidarismo em 1979, levou à reorganização do quadro partidário e fez o MDB virar PMDB.
Imerso em denso lamaçal de corrupção, estando entre os partidos mais envolvidos em falcatruas e desvios diversos de recursos públicos, o partido pretende repaginar sua imagem.
Vai procurar focar também em segmentos evangélico e socioambientais.
Nota do Blog – Enfim, os “emedebistas” vestirão uma roupa velha, que era de grife, para aparecerem melhor na “fotografia”, apesar do corpo continuar sujo e insalubre.
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Campanha municipal mossoroense de 1972 em andamento, o desportista Olismar Lima é candidato a vereador pela Arena.
Médico atuante há pouco tempo, mas já muito benquisto na cidade, Anchieta Fernandes discursa e pede voto para o amigo. Um reforço de peso, que se diga.
– Vote em Olismar Lima, número 2103 – propaga Fernandes.
Aflito, o candidato sopra a seu ouvido imediatamente:
– Anchieta, meu número é 2117. Esse 2013 é de Lobato, homem!
Noutro comício, novo lapso. O mesmo:
– Vote em Olismar Lima, número 2103.
De novo, o candidato alerta o amigo do equívoco, quando ele então justifica candidamente:
– Lobato também é meu amigo; mas é aquela ‘musiquinha’ que me atrapalha…
E emenda: “Vinte e um zero três, vote em Lobato outra vez…”
Francisco Lobato (também da Arena) foi eleito; Olismar, não!
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Caríssimo webleitor, alguns comentários estão sendo reprovados nos últimos dias, numa frequência nunca antes testemunhada pelo editor-criador desta página.
Motivo?
Exasperação de linguagem entre debatedores.
Alguns de nós têm deixado o campo das ideias e das opiniões, para um salto à arena da agressão verbal e pura provocação.
Em face disso, certos comentários foram e continuarão sendo vetados.
Peço a todos um pouco mais de calma, bom senso e serenidade.
Esta é uma página que tem sido enriquecida pela discussão sadia e confronto elevado, nunca pela arenga. Tratar a outro comentarista de imbecil etc. não acrescenta nada.
Divergir é humano, sem dúvidas. Contudo o entrechoque nesse nível não é e não será estimulado pelo Blog do Carlos Santos.