Arquivo da tag: Ariel Parente

Lewandowski alivia situação de José Agripino

O Antagonista

O ministro Ricardo Lewandowski atendeu a um pedido de Rodrigo Janot e determinou o arquivamento de uma investigação contra o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), aberta a partir da delação de executivos da Odebrecht, informa O Globo.

O inquérito segue no STF, mas investigando apenas o filho de Agripino, deputado federal Felipe Maia (DEM-RN).

De acordo com Ariel Parente, ex-diretor da Odebrecht, o senador recebeu R$ 100 mil, via caixa dois, em sua campanha em 2010.

Felipe Maia teria recebido R$ 50 mil.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Procurador nega envolvimento com propinas da Odebrecht

Carlos Santa Rosa D’Albuquerque Castim, Procurador-Geral do Município De Natal, emitiu nota à imprensa, dando posicionamento pessoal sobre o envolvimento de seu nome (veja AQUI) em delação premiada na Operação Lava Jato. Ele nega qualquer envolvimento em intermediação de propina com a Construtora Norberto Odebrecht. Leia abaixo:

NOTA À IMPRENSA

Na manhã deste sábado (15) fui totalmente pego de surpresa pela notícia de que meu nome havia sido citado em um depoimento de um ex-diretor da construtora Norberto Odebrecht, envolvendo suposto pagamento de colaboração financeira para campanha ao Governo Wilma de Faria.

Sobre tal fato, é preciso, em respeito à verdade, aos meus colegas de profissão e de secretariado, bem como à população natalense a quem sirvo, prestar os seguintes esclarecimentos:

1          –           Ouvindo cuidadosamente o depoimento do Senhor Arial Parente, ex-diretor da Construtora Norberto Odebrecht, destaca-se que: EM MOMENTO ALGUM DE SEU DEPOIMENTO, o depoente diz ter intermediado ou tratado COMIGO, a respeito de qualquer pagamento ao Governo Wilma de Faria;

2          –           A ÚNICA VEZ em que meu nome é mencionado, se refere a um contexto de pessoas que TALVEZ, tivessem sido INFORMADAS sobre as senhas para liberação do suposto pagamento autorizado pela empresa. Adiante, o mesmo depoente afirma não saber quem recebeu o valor;

3          –           Para melhor esclarecimento e para que nenhuma dúvida paire a respeito do que foi falado pelo depoente envolvendo o meu nome, é importante reproduzir fielmente, abaixo, a parte que se refere ao meu nome. Assim, diz o depoente:

“ As senhas e as datas de pagamento eram informadas, POSSIVELMENTE à Carlos Faria ou TALVEZ à Carlos Castim, então secretário adjunto, ou TALVEZ a outras pessoas que não me recordo.”;

04       –           Ainda com relação à data em que esse suposto pagamento ou comunicação sobre a liberação das senhas e respectivo pagamento teria ocorrido, o ex-diretor afirma literalmente o seguinte:

“           Isso foi 2008. Tem 8 (OITO) anos. Nessa época eu estava com várias obras tocando simultaneamente, com muitos problemas; falta de dinheiro, obras paralisadas e… Então o Pacífico (diretor da Odebrecht) autorizou esse pagamento com a finalidade de não faltar recursos para obra…”;

05       –           DOIS PONTOS desse depoimento merecem ser destacados: O primeiro é a palavra TALVEZ (ADVÉRBIO DE DÚVIDA) empregada pelo ex-diretor ao se referir à minha pessoa, assim como quando se dirige “… TALVEZ a várias outras pessoas que não me recordo”. O segundo ponto é que em 2008, eu já não era mais Secretário Adjunto da Casa Civil do Governo do Estado, função que desempenhei até janeiro de 2007;

06       –           Acredito, com toda a tranquilidade de minha consciência, que a citação ao meu nome no depoimento do ex-diretor da Odebrecht, se deve, única e exclusivamente, ao fato de ter, no período de 2003 até janeiro de 2007, ocupado o cargo de Secretário Adjunto do Gabinete Civil, sendo responsável pelo acompanhamento dos problemas administrativos internos do GAC e demais Secretarias e órgãos da Administração Direta e Indireta do Governo do Estado. Assim sendo, afirmo que JAMAIS tratei de qualquer assunto de natureza política e/ou empresarial, porquanto não era da minha alçada.

Natal, em 15 de abril de 2017.

Carlos Santa Rosa D’Albuquerque Castim – Procurador-Geral do Município De Natal.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Delator detalha ‘apoio’ a Garibaldi Filho, Wilma e Iberê

Por Dinarte Assunção (Blog ID)

Em depoimento a procuradores da República no Rio Grande do Norte, em dezembro passado, o ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente, relatou que, das tratativas de que ele participou, os repasses para o senador Garibaldi Filho  foram considerados um investimento da construtora, pois sua influência poderia ser útil no futuro.

“João Pacífico (chefe da Odebrecht para o Nordeste) veio a Natal e tivemos reunião na casa de Garibaldi. Lá, pacífico relatou que iríamos contribuir com R$ 200 mil, que foram pagos em duas parcelas”, explicou Parente.

“O senador agradeceu, indicou um interlocutor para operacionalizar, que eu não recordo o nome. Alguém com nome de Leopoldo ou Lindolfo, alguma coisa assim… Era um nome parecido com esse.”

Segundo o delator, o interlocutor do senador foi informado sobre as datas de pagamento. “Não me recordo se o recebimento foi em casa de câmbio em Recife ou São Paulo”.

Nas planilhas, o senador tinha o codinome de “Lento”.

Wilma de Faria (“Cobra”) e Iberê Ferreira (“Hospital”) também receberam propina, diz delator

O ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente afirmou em delação premiada que pagou propina no valor de R$ 1.145.000,00 para a ex-governadora Wilma de Faria e o ex-governador Iberê Ferreira de Souza. O valor foi desviado, contou o delator, das contrapartidas do Governo do Estado para a obra da Estação de Tratamento de Esgoto do Baldo, inaugurada em 2010.

De acordo com Ariel, o pleito teria sido feito pelo irmão da ex-governadora Carlos Faria, secretário-chefe do Gabinete Civil do governo Wilma.

Nas planilhas, Wilma está relacionada ao codinome “Cobra”; Iberê, “Hospital”, referência à sua saúde, já que, em 2010, ele enfrentava um câncer, cujas complicações lhe levariam à morte posteriormente.

Ainda de acordo com o relato de Parente, Iberê, quando assumiu o governo em março de 2010, o procurou solicitando dinheiro para a campanha. Ele afirmou que não poderia contribuir já queo Estado estava devendo à Odebrecht.

“Ele prometeu que nos pagaria e eu destinei parte dos últimos pagamentos que estão no sistema para Iberê”, explicou o delator.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Políticos do RN teriam sacado propina em casas de câmbio

Por Dinarte Assunção

O ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente, ao revelar como teria desviado recursos para agentes públicos do Rio Grande do Norte, explicou que os pagamentos foram feitos em casas de câmbio.

Na Folha de hoje, há um gráfico explicando que o Setor de Operação Estruturadas da Odebrecht, ou setor de propinas, tinha dois sistemas paralelos de acesso restrito. Para a requisição, processamento, pagamento e controle de todas as operações era usado do MyWebDay “B”.

Mônaco Câmbio e Turismo em Recife foi alvo de uma das edições da Operação Lava Jato (Foto: reprodução)

Já para comunicação, troca de emails, arquivo e solicitações com pessoas fora da Odebrecht, era usado o Drousys.

Após acertarem os repasses, os executivos criavam codinomes e iniciavam um “programa” no Setor de Operações Estruturadas. Os executivos, então, solicitavam os pagamentos e tinham aprovação para realização do “programa”, que ganhava uma senha.

Secretárias do setor preparavam as ordens de pagamentos e começava o fluxo de dinheiro por contas bancárias para obter o valor. A programação do pagamento ia para o gerente do setor logo em seguida. Ele gerava, então, as ordens de pagamento.

Saques em Recife e São Paulo

Então erá só acionar, via Drousys, um doleiro ou operador para realizar o pagamento no exterior ou entregar o dinheiro em local combinado no Brasil.

De posse da senhas, as pessoas iam às casas de câmbio e retiravam os recursos.

Uma das casas de câmbio citadas no esquema para abastecer contas potiguares foi a Mônaco Câmbio e Turismo, em Recife.

O local foi alvo de busca e apreensão na 26ª fase da Lava Jato, batizada de Xepa, e que levou o marqueteiro João Santana para a cadeia.

Segundo Ariel Parente, em 2010, o volume de recursos para vários políticos era tamanho que o estabelecimento não dava conta. Assim, alguns saques foram feitos em São Paulo.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.