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PMDB de Fafá convive com decadência e futuro incerto

A passagem do ministro Henrique Alves (PMDB) e senador Garibaldi Filho (PMDB) por Mossoró nessa última sexta-feira (veja AQUI), para começar a rearrumar o partido às eleições do próximo ano, não poderia ser mais frustrante. A sigla continua como dantes: desarrumada, sucateada, esvaziada, dividida. Seu futuro é incerto no segundo maior colégio eleitoral do estado.

Fafá, Henrique e Leonardo na campanha de 2014: PMDB fragilizado. Derrotas humilhantes (Foto: campanha)

Em entrevistas e discursos, claro que não. Tudo parece diferente. É o melhor dos mundos.

O comando partidário nas mãos da ex-prefeita Fafá Rosado (ex-DEM), desde final de junho do ano passado, até aqui não propiciou qualquer fortalecimento ao PMDB. Sua própria chegada em 2013, quase nada acrescentou, haja vista que prometeu filiação em massa e de nomes representativos, mas isso não aconteceu.

Para se ter uma dimensão desse quadro, os três vereadores do PMDB na Câmara Municipal não seguem a postura de oposição do comando partidário estadual. Alex Moacir, Izabel Montenegro e Claudionor dos Santos são da base do prefeito adversário Francisco José Júnior (PSD).

Inércia

O PMDB de Mossoró ficou cerca de 20 anos nas mãos do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB). Depois, o próprio Henrique e Garibaldi decidiram evitar novo controle partidário fora do alcance de ambos. Esteve entregue à Izabel Montenegro, que terminou catapultada da presidência.

Pressões políticas do esquema de Fafá no ano passado, às vésperas da campanha em que Henrique foi candidato a governador, fizeram-no capitular. Aboletou Fafá na presidência (veja AQUI).  De lá para cá, entretanto, o partido praticamente não saiu da inércia. E Henrique teve duas derrotas acachapantes em Mossoró.

Em pouco mais de um ano de comando do PMDB mossoroense, Fafá não fez sequer uma reunião com filiados, não abriu nenhum diálogo com novas forças políticas ou de outras legendas. Não estabeleceu metas mínimas de reestruturação. É, sem ser. Nem parece que é presidente do PMDB. Não é vista ou notada.

Para piorar o cenário, chegou ao ponto de indicar como membros de Comissão Provisória do PMDB, duas pessoas de sua família que sequer eram filiadas ao partido, seu sobrinho Arturo Rosado e o filho Jerônimo Rosado. Os dois foram oficializados assim mesmo.

Veja AQUI a postagem do dia 3 de julho de 2014, sob o título “Fafá ‘ocupa’ PMDB’ com familiares que sequer são filiados”.

É ainda mais surreal e inconsistente a tese de que a ex-prefeita é “pré-candidata” a prefeito. Quem vende esse projeto é gente de seu absoluto círculo familiar, como o marido e ex-deputado estadual Leonardo Nogueira (veja AQUI). Isso, sob a tese de suposto “clamor popular” à sua volta.

Falso “apelo”

Esse hipotético “apelo” do povo não sobrevive a uma volta em torno da Praça Bento Praxedes, a chamada “Praça do Codó”, onde Fafá morou toda sua infância e adolescência.

A ex-prefeita não conseguiu sequer se eleger deputada federal o ano passado. Seu marido não se reelegeu como deputado estadual. Só tem o vereador Francisco Carlos (PV) como nome de proa e com mandato na atualidade.

Em oito anos de mandato como prefeita, ela não conseguiu firmar-se como liderança ou formatar um grupo. Era conhecida como “Prefeita de direito”. De fato mesmo era seu irmão menor, agitador cultural Gustavo Rosado (PV).

Os três vereadores do partido não a ouvem, não a seguem. Atuam de forma independente e para onde o nariz aponta, ou seja, a direção do Palácio da Resistência (sede da Prefeitura).

“Hub” partidário

Hoje, Fafá Rosado saracoteia para ser ungida candidata pelas mãos da ex-governadora Rosalba Ciarlini (sem partido). Para isso, se for o caso, vai se filiar ao partido que a ex-governadora escolher. O PMDB é uma conexão, espécie de “Hub” partidário, se for o caso.

A expectativa de Fafá Rosado, é que Rosalba não escape de julgamento final no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e torne-a candidata à Prefeitura de Mossoró em 2016. Até o momento, a ex-governadora continua inelegível por oito anos.

O PMDB segue definhando onde foi protagonista durante décadas, primeiramente sob a sigla “MDB” (Movimento Democrático Brasileiro), no período do regime militar.

Continua como penduricalho de Fafá e seu esquema. “Arrendado” até quando for útil. Só isso.

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Fafá “ocupa” PMDB com familiares que sequer são filiados

O desembarque de parte do esquema político da ex-prefeita mossoroense Fafá Rosado (PMDB) é marcado por mais uma polêmica.  Pelo menos dois dos membros da Comissão Provisória escolhida por ela, sequer são filiados ao partido.

Fafá aposta em "seleção" familiar

O Blog fez consulta ao sistema da Justiça Eleitoral e obteve informações oficiais, que atestam essa situação esquisita.

Arturo Rosado, seu sobrinho; Jerônimo Rosado (como tesoureiro), filho, integram a comissão desde a semana passada. Além deles, o vereador Alex Moacir, casado com uma sobrinha sua. Também constam o vereador Claudionor dos Santos (PMDB) e Rose Cantídio como membros.

A própria Fafá figura como presidente, uma exigência a mais que fez para apoiar o presidente estadual da sigla e candidato a governador, deputado federal Henrique Alves.

Certifico que, de acordo com os assentamentos do Sistema de Filiação Partidária e com o que dispõe a Res.-TSE nº 23.117/2009, o eleitor abaixo qualificado NÃO ESTÁ FILIADO A PARTIDO POLÍTICO.

  • Nome do Eleitor: ARTURO ROSADO DE MIRANDA
  • Inscrição: 017942541635

Certifico que, de acordo com os assentamentos do Sistema de Filiação Partidária e com o que dispõe a Res.-TSE nº 23.117/2009, o eleitor abaixo qualificado NÃO ESTÁ FILIADO A PARTIDO POLÍTICO.

  • Nome do Eleitor: JERONIMO LEONARDO ROSADO NOGUEIRA
  • Inscrição: 017542651600

Certidão emitida às 19:42:47 de 01/07/2014

A “anomalia” é mais um embaraço causado pela ex-prefeito e seu esquema. Mais do que assumir o PMDB, promove uma “ocupação” antipática do partido.

Ele chegou à sigla no ano passado, depois de sair da prefeitura. Já exigira a presidência e pleno controle do partido. Henrique não concordou, ponderando que a vereadora Izabel Montenegro continuaria sendo sua pessoa de confiança no comando.

Há poucas semanas houve reviravolta.

Autonomia

Fafá tinha garantido apoio à postulação ao Governo do Estado do vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD). Estava tudo “certo”.

A mudança veio com a negociação impositiva para Henrique, que terminou capitulando. Ele afastou Izabel e deixou Fafá com autonomia para ter o partido em mãos.

Mas o PMDB está em frangalhos. O esquema de Fafá fica com a sigla, mas não tem a simpatia da maioria da sigla, revoltada com a forma abrupta com que ocorreu a passagem de comando.

Essa situação de filiar prioritariamente parentes, quando podia prestigiar outros nomes, causa muito descontentamento.

Todos os demais peemedebistas, de verdade, foram transformados em rebotalho. Puro refugo.

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