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Refúgio

Por Bruno Ernesto

Imagem obtida via internet no perfil do instagram @avenicamag
Imagem obtida via internet no perfil do instagram @avenicamag

Ter uma cobertura remonta à ideia de que há sucesso financeiro e emprega um ar de sofisticação. O estrangeirismo ganha força com o “Rooftop”; além do “Frontstage” e o ”Backstage”. Nada contra.

Lá se vão 55 anos da famosa apresentação que os Beatles fizeram na cobertura da Apple Records, em 30 de janeiro de 1969. A última apresentação pública da banda que revolucionou o mundo culturalmente.

Foi uma despedida bem original. Certamente, uma ótima surpresa para quem passava pela rua. Até a polícia subiu para tentar manter o sossego sonoro dos sisudos britânicos.

Entretanto, os policiais mais assistiram à apresentação do que tentaram interrompê-la. Afinal, quem não gostaria de ver os Beatles tocando ao vivo, ali, na sua frente?  Vale a pena assistir. (Clique no link para assistir ao vídeo da apresentação na íntegra no YouTube //www.youtube.com/playlist?list=PL4fJeg9CXdTdxSzDzGPD22YVI1oqdFxtD )

Ter um cantinho para se refugiar, mais que nunca, é muito interessante. Diria, extremamente necessário. E esse cantinho reservado, necessariamente, não significa ser uma luxuosa cobertura. A simplicidade, talvez, seja mais acolhedora.

Até pouco tempo, podíamos desfrutar de um bom quintal nas nossas casas. Quem pôde crescer com um quintal em casa, sabe muito bem como ele podia se transformar num mundo à parte para uma criança com uma boa imaginação.

Lembro do livro Canto de Muro, de Câmara Cascudo, que narra o micromundo das criaturas que habitam o quintal. Ele descreve, brilhantemente, a vida de sapos, escorpiões, baratas, passarinhos, lagartixas, etc.  É uma outra face do mestre Câmara Cascudo, o romancista.

Se você se atentar, um espaço reservado é muito significante e restaurador. Tanto física quanto mentalmente. Nem precisa ir para muito longe para ficar no seu refúgio. Se isolar, ainda que momentaneamente; nem que seja para tomar um café, ler um livro, acender um incenso, tirar um cochilo, ficar com seu animal de estimação ou apenas ficar sozinho.

Quando estiver andando por aí, preste atenção ao seu redor. Olhe para as varandas e sacadas dos prédios. Veja aquele quintal com uma mesinha, cadeira e uma rede balançando. Olhe para o gato que observa tudo lá de cima e o cachorrinho desafiando quem passa.

Veja alguém gesticulando ao telefone, lendo um livro ou arrumando seu pequeno jardim suspenso. Vai ter gente olhando pra rua ou para o vizinho. Enfim, vai ter muita gente aproveitando seu refúgio.

Sou contrário à infinidade de leis que vigem no Brasil. Digo viger, pois é diferente de ter eficácia; o famoso ditado de que “a lei não pegou”. Todo mundo deveria ter garantido o direito de ter a sua varanda, quintal ou terraço. E vou além: todo quintal, varanda e terraço deveria ter, no mínimo, benefício tributário, tipo isenção do IPTU, IOF e imposto de renda.

Deveria ser política pública garantir esse santo espaço para as horas de descanso e refúgio. Afinal, não é obrigação do Estado e direito de todo cidadão, lhe ser garantido o direito à saúde? Inclusive a saúde mental?

Desculpem-me os tributaristas, economistas, tabeliães, oficiais de registro de imóveis e gestores públicos; mas é uma questão de saúde pública.

Permitam-me, ainda, fazer um paralelo: até bem pouco tempo, os carros não saiam de fábrica com freios ABS e airbag duplo – Olhe aí o estrangeirismo que mencionei no início desse texto -, como itens de segurança obrigatórios. Hoje não sai um carro de fábrica sem eles. É uma política pública de segurança. Salva vidas e economiza os recursos da saúde.

Dessa forma, caro leitor, não seria um absurdo, nem má ideia. Quem sabe, até poderia essa isenção tributária se estender a tudo que fosse destinado a essas áreas de descanso. Certamente fomentaria a economia.

As lojinhas de placas decorativas já poderiam acrescentar em seus estoques uma plaquinha informando que aquele local é isento de tributos por se tratar de uma varanda, quintal ou terraço e, sem dúvida, combinaria com todas as outras que já vemos no mercado.

Pequeno, grande, luxuoso, simples, varanda, terraço ou quintal. Tudo vira refúgio quando se quer apenas descansar, repor as energias, organizar ou reorganizar os pensamentos.

Bruno Ernesto é professor, advogado e escritor

Em busca de um tesouro perdido em meio a LP’s dos Beatles

Karlo, mulher e filhas numa foto de família, lembranças que precisam de uma carta (Reprodução Canal BCS)
Karlo, mulher e filhas numa foto de família, lembranças que precisam de uma carta (Reprodução Canal BCS)

Por Bolívar Torres, do jornal O Globo

Beatlemaníaco 100%, Karlo Schneider gostava, como na canção de Paul McCartney, de imaginar como seria seu futuro. Quando sua filha nasceu, o potiguar escreveu uma carta para que ela pudesse ler no dia 4 de março de 2022, quando completasse 15 anos. Mas, antes disso acontecer, veio a pandemia. Schneider faleceu em março vítima de covid-19. Ele tinha 40 anos e sua filha Barbara, 14.

A esposa de Schneider, Alcione, foi atrás das cartas escritas no passado para consolar a filha. Mas elas tinham sumido. Além de apaixonado pelos Beatles, Schneider também sabia apreciar as caças ao tesouro, escondendo a missiva em um de seus LPs do quarteto britânico. Só que muitos deles foram vendidos no ano passado, quando a família passava por dificuldades financeiras. Agora, a família tenta reaver a carta que sumiu junto com os discos.

Desde então, a história dramática vem correndo o mundo dos fãs de Beatles e as redes sociais. Nas páginas dos beatlemaníacos nacionais, onde Schneider tinha muitos amigos,  não se fala em outra coisa. O canal The Beatles School gravou um vídeo fazendo um apelo para os seus 35 mil seguidores — afinal, não é impossível que um deles tenha adquirido o álbum “premiado”.

Família

— Esse é o maior presente que a minha família poderia receber agora — diz Alcione. — É o presente que ele está entregando para a sua filha, mesmo sem estar aqui fisicamente.

A família toda é beatlemaníaca. Barbara deve seu nome a Barbara Bach, ex-namorada de John Lennon. A outra filha mais nova, Laya, foi batizada em homenagem Patti Boyd, ex de George Harrison. Schneider trabalhava no setor hoteleiro e realizava eventos com temáticas dos Beatles.

— Eu lembrei que a carta poderia estar em um LP porque meu esposo sempre gostou de caça ao tesouro — conta. — Na Páscoa, ele fazia mapinhas para os filhos acharem os presentes. A ideia era fazer a mesma coisa no aniversário da Barbara. Que ela buscasse a carta escondida em algum lugar da casa.

Além da carta principal, escrita pelo pai, há outras. Quando Alcione engravidou, Schneider também pediu para que amigos escrevessem para a Barbara do futuro. Elas também foram escondidas nos LPs e podem estar em posse de algum comprador. Nenhuma missiva ainda foi encontrada.

— Para nós, a carta mais importante é a do Schneider, claro — diz Alcione. — Mas também gostaríamos de reaver as outras.

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Mobydick mostrará clássicos do rock em “live” no sábado

Reinvenção, coragem e ousadia. Essas são as características que marcaram as gravações em homenagem ao Dia Mundial do Rock (8 de julho), que a banda Mobydick preparou especialmente para comemorar a data.

A live especial vai ao ar no canal do Youtube Mobydick.natal , no próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h.  Inscrevam-se e ativem o sino para não esquecer.

Mobydick é uma banda natalense que toca clássicos do rock com enorme talento (Foto: divulgação)

No repertório estarão mais de vinte músicas contempladas de grandes nomes do rock nacional e internacional, como Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo, Beatles e Rolling Stones.

A produção contou com o apoio de toda uma equipe técnica para auxiliar, como decoradores, direção de filmagem e iluminação especial, sempre de forma controlada e seguindo às orientações sanitárias. Também houve a participação especial de músicos locais.

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Letra e Música – 196

Uma empresa de telefonia móvel inglesa – T Mobili – promoveu uma mobilização na Trafalgar Square, em Londres (Inglaterra), reunindo mais de 13 mil pessoas.

A empresa simplesmente mandou um convite pelo celular:

“Esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário”. E nada mais foi dito. Era uma surpresa. O dia? 30 de abril de 2009.

Ninguém poderia imaginar que terminaria participando de um momento de arrepiar, sendo parte de uma peça de propaganda impactante.

Na hora foram distribuídos milhares de microfones sem fio. Diante da multidão, um telão começou a mostrar caracteres com a letra da música “Hey, Jude” dos Beatles. Enfim, eram parte de um karaokê gigante, de surpresa!!!

E todo mundo que estava na praça, quem estava passando, quem nem sabia do convite, cantou junto.

É de arrepiar.

Veja e ouça o vídeo. Vida é para partilhar.

Comente. Desembarque também em Trafalgar Square.

Em abril, se Deus quiser, estaremos novamente diante de ‘sir” Paul McCartney, lenda vida e encantadora dos quatro fantásticos de Liverpool. Ele deverá fazer show em Fortaleza-CE.

Nota do Blog – Março começa tão promissor, que o Blog resolveu antecipar a seção “Letra e Música”, que vez por outra é postada aos domingos, para esta sexta-feira. Um presente não apenas para quem ama os Beatles e os Rolling Stones, mas ama a vida.

Aproveite.

“(…) Ei, Jude, não fique mal
Escolha uma música triste e a faça melhor
Lembre-se de deixá-la entrar em seu coração
Então você pode começar a melhorar as coisas.

Veja a letra traduzida, na íntegra, AQUI.

Uma história de “Seu Mané”, os Beatles e… “o resto”

“Seu Mané”, radialista que morreu ontem em Mossoró, com cerca de 50 anos dedicados à comunicação, é repleto de histórias e muito folclore.

Adianto-lhe uma que bem dimensiona sua verve e inteligência, o dom de se comunicar.

Ao microfone da Rádio Rural, ele anuncia um grande sucesso da época da Jovem Guarda, com o grupo “Os incríveis”.

Sem melhor manejo da língua dos “esteites”, nosso ídolo improvisa com pura genialidade para anunciar “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones”:

– Agora vamos ouvir ‘Era um garoto que como eu amava os Beatles e o resto vocês já sabem…’

Impagável.

Grande “Seu Mané!