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Caminhada Histórica de Mossoró acontecerá nesse sábado

A história de Mossoró será contada de uma maneira diferente neste sábado, 03 de dezembro, com a realização da Caminhada Histórica de Mossoró.

Praça da Redenção e Biblioteca Ney Pontes Duarte (Foto: divulgação)
Praça da Redenção e Biblioteca Ney Pontes Duarte (Foto: divulgação)

Com os pés no presente, através do passeio por diferentes locais, suas praças, prédios e monumentos, a história e os feitos do passado dos mossoroenses serão contados e destacados de um jeito lúdico, divertido e marcante. O percurso tem paradas em locais como a Praça da Redenção, Biblioteca Ney Pontes Duarte, Museu Lauro da Escóssia, Loja Maçônica 24 de Junho, Catedral de Santa Luzia, Estação das Artes e mais dez pontos históricos.

“Nesse percurso de caminhada os participantes poderão se surpreender com histórias já conhecidas e também por outras bem curiosas, que as pesquisas realizadas na literatura histórica revelaram. A pé os monumentos deixam de ser velhos pois com a História eles são mais presentes do que se imagina. É um passeio imperdível para toda a família”, ressalta Alexandre Rocha, historiador que elaborou o percurso desta caminhada.

Para participar dessa caminhada basta agir com solidariedade e doar 2kg de alimentos  não perecíveis na loja na DCell (centro) em troca do voucher para retirar o kit da caminhada a partir das 14h, no ponto de troca que será instalado no dia 03, nas proximidades da Catedral de Santa Luzia. A organização recomenda ao participante chegar cedo para fazer a retirada do seu kit com tranquilidade.

A realização da Caminhada Histórica de Mossoró é uma iniciativa da Viva Promoções com patrocínio do Governo do Estado do RN através da Lei Câmara Cascudo, apoio da Prefeitura de Mossoró, Tchê Restaurante e incentivado por empresas como SolarBR Coca-Cola, Água Crystal, Sadio Condimentos e Riograndense Distribuidora.

Caminhada Histórica

Quando – Dia 03 de dezembro, sábado à partir das 16h

Ponto de partida: Catedral e Praça Vigário Antônio Joaquim

Participação aberta ao público – Para ter acesso ao kit da caminhada composto de camiseta e guia histórico, é só doar 2kg de alimentos não perecíveis

Percurso 

1 – Catedral de Santa Luzia

2 – Estátua Dix-Sept Rosado

3 – Praça Vigário Antônio Joaquim

4 – Biblioteca Municipal Ney Pontes

5 – Praça da Redenção

6 – Estátua da Liberdade

7 – Loja Maçônica “24 de Junho”

8 – Museu Lauro da Escóssia

9 – Câmara Municipal de Mossoró

10 – Estação das Artes Eliseu Ventania

11 – Igreja de São Vicente

12 – Palácio da Resistência

13 – Residência do Industrial Antonio Floriano de Almeida

14 – Corredor Cultural

15 – Memorial da Resistência

16 – Teatro Municipal Dix-huit Rosado

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Biblioteca é aberta após dez meses fechada ao público

Após dez meses com as portas fechadas ao público, a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte voltou a funcionar. De início, o prédio vai funcionar em horário especial, de segunda à sexta-feira, das 8h às 14h. A partir da próxima segunda-feira, 01, o horário será estendido, funcionando das 8h às 18h, também de segunda à sexta-feira.

São observados os protocolos de segurança sanitária como distanciamento social, uso de máscara, além da disponibilização de álcool em gel nos departamentos que integram a estrutura do equipamento.

Biblioteca tem acerto com mais de 56 mil livros em prédio histórico (Foto: Wilson Moreno)
Biblioteca tem acerto com mais de 56 mil livros em prédio histórico (Foto: Wilson Moreno)

O prédio que abriga um vasto e rico acervo bibliográfico recebe desde a semana passada usuários interessados nos serviços de empréstimos de livros, salas para estudos e leituras, além de uso de internet gratuita.

Segundo Francisca Maria Araújo da Costa, coordenadora pedagógica do acervo infantil, com o passar dos dias a demanda vem aumentando.

A Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte possui um acervo de aproximadamente 56.000 exemplares e conta com um público diversificado, abrangendo usuários de várias faixas etárias. Estudantes dos mais diversos níveis de ensino, inclusive, pessoas já formadas que vem até o espaço estudar para provas de concursos públicos e até mesmo o ENEM.

Nota do Blog – Excelente notícia. Esse imóvel histórico e seu conteúdo são preciosidades que precisamos conservar e investir mais e mais. Saudades de lançamentos de livros, reuniões de academias culturais e outros eventos nesse lugar.

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“Coleção Mossoroense” retrata face real da “Capital da Cultura”

Por Caio César Muniz

Conheci a Fundação Vingt-un Rosado um ano após a sua criação. Fui levado por Cid Augusto para iniciar o processo de publicação do meu primeiro livro. Naquele ano também surgiriam para a nossa literatura os poetas Marcos Ferreira e Genildo Costa, Cid Augusto já estava na seara, já era gente grande.

Em 1999 fui procurado por Vingt-un Rosado para digitar UM livro, depois, sem uma conversa prévia, digitei dois, três, mil livros… Me tornei um auxiliar próximo de Vingt-un. Que sorte a minha! Não pelo emprego, mas pela oportunidade da convivência. De 1999 a 2005 tive um aprendizado sem igual.

Acervo da "Coleção Mossoroense", um trabalho de muitas décadas, virou amontoado de papel e caixas (Foto: Caio César Muniz)

O dinheiro da Fundação vinha de pequeno convênio quase permanente com a Prefeitura Municipal de Mossoró. Nos tempos de Vingt-un ele comprava de papel, de insumos gráficos, depois, com a necessidade de sairmos do ambiente familiar da casa de Vingt-un e ocuparmos um espaço mais neutro, este pequeno convênio servia para pagar o custeio da Fundação: (aluguel, água, luz, telefone, funcionários).

Nunca foi pago em dia, mas saía. Firmamos convênios paralelos, mas específicos para fins de publicação, não podiam ser aplicado e outros fins.

Desde o final do último mandato da prefeita Fafá Rosado (PMDB) a coisa começou a ganhar conotações catastróficas. Os atrasos se tornaram muito grandes e as renovações não aconteceram. Também foram ignorados por Cláudia Regina (DEM) e por Francisco José Júnior (PSD).

Com isto, há cerca de quatro anos, a coisa se tornou insustentável. Era preciso Reduzir custos ao máximo e a Fundação deixou uma sede ampla e acolhedora para ganhar rumos incertos.

Uma organização do acervo, realizado por professores e alunos do curso de História da UERN, foi por água abaixo. Três ano de trabalho e recursos jogados fora.

Aquela mudança dividiu o acervo: uma parte para o Museu do Sertão, na comunidade de Alagoinha, mal acondicionado, empilhado, exposto à umidade e poeira. Outra parte foi para uma residência em um bairro de Mossoró.

Nestas mudanças, sem pessoas qualificadas para tal, só Deus sabe o quanto foi perdido de obras raras da biblioteca particular de Vingt-un, de documentos, de obras da Coleção.

No final do mandato de Francisco José Júnior, para dar uma resposta, mesmo que rasa e paliativa, os acervos foram novamente transferidos de ambiente, agora para o piso superior do Museu Lauro da Escóssia.

Empilhado, empoeirado, sem acesso ao público. Novamente imagine-se no quanto se perdeu do acervo pela má condução.

Nós, os funcionários, fomos dispensados, não havia mais como arcar com a bola de neve que estava se tornando o atraso de salários. A gráfica foi desativada.

Há de se ressaltar aqui o empenho do diretor-executivo Dix-sept Rosado Sobrinho. Somos testemunha do seu esforço, até aqui em vão para erguer a Fundação.

Retirou do seu próprio bolso, comprometendo inclusive seu patrimônio pessoal, recursos consideráveis até aqui.

Agora o acervo faz a sua quarta mudança de local. Vai para a Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte. Confio na inteligência e experiência de pessoas como Eriberto Monteiro e Maurílio Carneiro, além de Raniele Costa,que continua realizando o seu trabalho junto à Fundação.

Acho que, enquanto a Fundação Vingt-un Rosado não tiver uma sede própria, ela não estará segura. Assim, mesmo sem apoios financeiros, ela estará guardada em definitivo em local apropriado.

Aos chefes da política e da da cultura de Mossoró, só um pedido: não deixem este patrimônio se perder (mais ainda), tenham sensibilidade para com o nosso passado para que tenhamos um futuro mais digno.

PS: Hoje (06 de abril) a Fundação Vingt-un Rosado completa 22 anos. Em sua história, nada, nunca foi fácil, mas agora está muito, mas muito pior.

Nota do Blog – Em Mossoró, há a disseminação errônea de que vivemos numa “Capital da Cultura”. O epiteto não lhe cabe. É outra falácia, outra mentira deslavada que faz parte da construção de um imaginário de poder, carregado de personalismo politiqueiro.

Na verdade, Mossoró é cemitério da cultura. Os casos se multiplicam, com destruição do seu corredor cultural arquitetônico – também por muitos Rosado, que se apresentam em propaganda como seus guardiões.

E tudo pode ficar ainda pior, pois a prioridade é a “política de eventos”, para parecer que se faz cultura e continuar mitificando gente que entende e gosta de cultura, tanto quanto eu de física nuclear.

Pobre Mossoró!

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