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Oposição segue junta em seus propósitos e mediocridade partilhada

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Fatos e mais fatos seguem vindo à tona, com demonstração de que o colaboracionismo mútuo e a junção de forças entre petistas e bolsonaristas, em Mossoró, seguem firme e forte. O modelo até foi exportado para o plano estadual, com ingresso de novos corsários cibernéticos, alugados à promoção de insultos e à propagação de julgamentos à sua semelhança.

Esse quasímodo político em algum momento vai ser abortado, até por necessidades conflitantes e excludentes dos dois lados dessa oposição municipal tosca, onde brilham afinidades de pouco substrato moral. E não faltam exemplares com Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN) – distúrbio de saúde mental caracterizado por um padrão persistente de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia.

O bolsopetismo, engendrado na pré-campanha municipal de 2024, fortaleceu-se na própria disputa (veja AQUI) – até com candidatas a vice-prefeita das duas chapas ‘adversárias’ tendo agenda conjunta (veja AQUI). Essa aliança é na verdade uma demonstração de fraqueza mútua, mediocridade partilhada e da inexistência de lideranças de verdade. Sobre ideia, nem podemos falar. Inexiste onde abunda ódio.

É a oposição sem rosto e sem votos, como o próprio resultado das urnas demonstrou (veja AQUI). Sem cérebro, lógico. Recalcada, indócil, e que faz do submundo a sua casa e causa, seu ambiente natural, onde patinha com destreza de catitos de esgoto.

Bate saudades do verde contra o encarnado, do Rosado x Rosado. Carecemos demais de uma oposição inteligente e diligente. Até para o governo de agora, inquilino do Palácio da Resistência, ter esse tipo de duelista é muito ruim. Pode causar comodismo e autossuficiência.

Todos somos afetados, inclusive nas relações sociais/pessoais, onde muitas amizades não resistem à tanta pequenez. Eu perdi umas poucas, porque acreditam que insultar e espalhar leviandades são uma forma de se valorizar perante seus pares e amos. Calo-me, não para lhes ofertar com o silêncio uma razão que tanto procuram. Poupo-os e poupo-me, para não lhes ferir e também me magoar com o próprio verbo.

Prefiro que alimentem a veleidade de voltar.

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“Bolsopetismo” agora tenta tirar mandato de Allyson na Justiça

Genivan foi o terceiro colocado e Lawrence o segundo, com números bem modestos (Fotomontagem BSV)
Genivan topou em 11.019 votos e Lawrence ainda conseguiu 16.115 votos (Fotomontagem BSV)

Estava escrito. Depois de vexame comum nas urnas, os ‘parceiros’ de campanha municipal em Mossoró, PL e PT, entram com ações judiciais que buscam implodir a reeleição nas urnas do prefeito mossoroense Allyson Bezerra (União Brasil). O “bolsopetismo” da luta pelo voto não era apenas um ‘namoro colorido’, coisa passageira. Pelo visto… virou caso sério, mesmo após o choque de realidade da votação de cada um.

As duas forças políticas que apoiaram as candidaturas a prefeito de Lawrence Amorim (PSDB) e Genivan Vale (PL) protocolaram no mesmo dia (24.10) ações idênticas. Nas petições, querem que a Justiça Eleitoral casse o mandato e torne inelegíveis o prefeito reeleito com 78,02% dos votos válidos da eleição, Allyson Bezerra, e seu vice, Marcos Medeiros (PSD).

Lawrence e Genivan alegam que a Prefeitura de Mossoró gastou com publicidade institucional no primeiro semestre de 2024 mais do que a média dos três anos anteriores (2021, 2022 e 2023). A partir daí, cobram a quebra de sigilo bancário das agências de publicidade contratadas pelo poder público, através de licitações.

A juíza da 34ª Zona Eleitoral, Chinthia Cibele, indeferiu o pedido liminar dos candidatos derrotados na eleição de 2024, destacando que as alegações careceriam de “argumentação de coesão lógica.” Simplificando: são sem pé nem cabeça, verdadeiros quasímodos jurídicos.

Fundamentou a magistrada:

-“A carência de coesão lógica com o dispositivo invocado pela parte autora se revela mais uma vez no pedido de afastamento do sigilo bancário relativamente aos três anos anteriores ao período eleitoral, ao passo que para a investigação da irregularidade do art. 73, VII da Lei nº 9.504/97 se demandaria tão somente o debate quanto aos valores empenhados no corrente exercício.”

Durante a campanha municipal, os dois candidatos e suas respectivas coligações trabalharam de forma integrada, dividindo pautas de denúncias e ataques ao adversário. Nos debates, o sincronismo era de seleção olímpica de vôlei: um levantava e o outro cortava (veja AQUI).

Até mesmo a vice de cada um, Carmém Júlia (MDB) e Nayara Gadelha (PL), respectivamente companheiras de chapa de Lawrence Amorim e de Genivan Vale, cumpriram agendas eleitorais juntas (veja AQUI). Isso mesmo. Pasme!

Os números eleitorais dos dois candidatos foram vexatórios. Allyson Bezerra teve 113.121 votos (78,02%), impondo maioria de 97.007 sobre Lawrence Amorim e de 102.102 votos sobre o terceiro colocado Genivan Vale.

A soma da votação dos seus quatro adversários – Lawrence, Genivan, Victor Hugo (UP) e Irmã Ceição (PRTB) – chegou a 31.869 votos – num universo de 144.990 votos válidos.

Isso representa um total menor do que o cumulativo de abstenções, votos nulos e votos em branco – 39.666.

Lawrence Amorim empalmou 16.115 votos (11,11%) e Genivan topou em 11.019 votos (7,60%).

Outras ações vão ser protocoladas, conforme os dois grupos têm conversado e trabalhado. É aguardar.

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Afinidades de campanha entre PT e PL caminham à Câmara Municipal

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL) que andaram compartilhando pautas, dividindo agendas (veja AQUI) e obedientes a um pacto de não agressão (veja AQUI), na campanha 2024, poderão estar juntos novamente.

Na Câmara Municipal de Mossoró o “Bolsopetismo” tem tudo para trocar figurinhas na oposição.

O adversário comum é o prefeito reeleito Allyson Bezerra (UB), o mesmo que combateram conjuntamente na campanha recém-encerrada.

Afinidades não faltam.

Portanto…

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“Bolsopetismo” de Mossoró é mistura estranha, mas com objetivo claro

Por William Robson

Arte ilustrativa da Origensbio
Arte ilustrativa da Origensbio

É possível pensar o bolsonarismo e o petismo juntos? Não falando exatamente da coligação que ocorre em 85 cidades brasileiras, onde o PT e o PL são aliados. Trata-se de cooperação de dois campos políticos antagônicos, quando a água e o óleo se misturam na pior das hipóteses. Em Mossoró, bolsonaristas e petistas andam de mãos dadas em situações políticas extremamente complexas.

Na cidade, a aliança é denominada de “bolsopetismo” e se manifesta de várias formas. A primeira delas deu-se quando o PT abriu mão de sua candidatura (mesmo com o suporte dos governos federal e estadual) para apoiar um candidato que foi da linha de frente da campanha do arquirrival. O presidente da Câmara, Lawrence Amorim (PSDB), pediu votos para Bolsonaro em 2022, não se identifica com o PT e até afirmou à época:

“Fui prefeito durante seis anos do governo do PT e sei que os municípios tinham muita dificuldade”, relatou em vídeo nas redes sociais, apagado após o acordo. “Os prefeitos estavam de pires na mão em Brasília. Hoje [com Bolsonaro], a realidade é outra, nenhum município tem salários em atraso, porque existe hoje mais Brasil e menos Brasília”.

Quando a governadora Fátima Bezerra (PT) e a deputada estadual Isolda Dantas (PT) apertaram a mão de Lawrence, em junho, selando o enlace, o vídeo desapareceu de suas redes. Outros, no mesmo diapasão, também.

O “bolsopetismo” celebrado irritou parte do petismo mais puro, a exemplo da secretária de Juventude do PT Mossoró, Ana Flávia, demonstrando total contrariedade (veja AQUI). Foi voto vencido. Até mesmo a vereadora Marleide Cunha (PT), feroz lutadora antibolsonarista, encarregou-se de dar um tapa no visual de Lawrence, suavizando suas convicções, a ponto de tentar dobrá-lo delas:

“Essa mentira será desconstruída, porque Lawrence é do time de Lula”, referiu-se em comício, há poucos dias, sem fazer qualquer alusão às recentes posturas do agora aliado.

Bolsonarismo e petismo se unem por conveniência e por fins que fazem ambos se tornarem palatáveis entre si. A rigor, o ex-presidente Bolsonaro tem seu candidato em Mossoró. É o empresário e ex-vereador Genivan Vale (PL). Lula, por sua vez, emerge no horário eleitoral pedindo votos para Lawrence. Parecem candidaturas adversas até perceber-se a patente união.

É o caso das vices de ambos os candidatos, que cumpriram agendas juntas e até recorreram ao “collab”, ferramenta do Instagram que permite a mesma publicação em contas diferentes. A bolsonarista-raiz Nayara Gadelha (PL), vice de Genivan, e a vereadora Carmem Júlia (MDB), vice de Lawrence, são “oponentes” que fazem campanhas unidas (veja AQUI). Ou seja, falam a mesma língua e expõem o projeto bolsopetista em que há apenas um inimigo.

Neste núcleo complexo, o inimigo é o prefeito Allyson Bezerra (UB). A expressão “inimigo” pode ser pesada, porém foi aplicada pelo agrupamento para classificar o gestor atual.

Por outro lado, o campo progressista, do qual o PT mossoroense abriu mão, segue ocupado pelo candidato Victor Hugo (UP). Ele foi o maior destaque do debate da TCM, a ponto de relacionar os candidatos bolsopetistas aos acordos mais distintos: com grupos antagônicos, oligarquias e até mesmo de integrar a gestão que agora criticam por quase sua totalidade.

“Todos aqui são farinha do mesmo saco e se passam por oposição”, afirmou ele.

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Victor lembrou que Genivan é apoiado pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), e que Lawrence “faz parte de uma família que manda no Alto Oeste há quase 60 anos (…) e querem (sic) também mandar aqui”. Assim, não poderiam propor algo novo.

Por fim, a aliança bolsopetista agora ameniza as falas bolsonaristas de Genivan — antes considerado radical, negacionista e antivacina. E, na mesma trincheira, Lawrence virou a “esperança” lulista. Deu para entender?

Leia também: Qual o peso de Lula e Bolsonaro nas eleições de Mossoró?

William Robson é jornalista e professor. Doutor em Jornalismo (UFSC) e mestre em Estudos da Mídia (UFRN)

*Texto originalmente publicado no jornal/portal Agora RN de Natal.

Empatado com Irmã Ceição e Victor, Lawrence flerta com um vexame

Irmã Ceição cola em Lawrence e Victor pode estar em ameaçador crescimento Fotomontagem: Diário Político)
Irmã Ceição cola em Lawrence e Victor pode estar em ameaçador crescimento (Fotomontagem: Diário Político)

A mais recente pesquisa eleitoral com foco em Mossoró que o Blog do BG veiculou nessa terça-feira (10), com trabalho do Instituto Seta, de Natal, não trouxe maiores novidades. Repetiu quadro de fixação do prefeito Allyson Bezerra (UB) no topo, muito distanciado dos demais concorrentes (veja AQUI). Porém…

Um detalhe chamou a atenção ou passou despercebido da maioria: o candidato Lawrence Amorim (PSDB) está empatado tecnicamente com Irmã Ceição (PRTB) e Victor Hugo (UP) – últimos colocados.

Tem um agravante: sua rejeição é maior dos que a de seus adversários diretos, Irmã Ceição e Victor Hugo. É o campeão de repulsa popular com 18%, enquanto a candidata do PRTB soma 15,2% e Victor Hugo tem apenas  4,5%, o menor índice entre todos os candidatos.

Estimulada

Allyson Bezerra (UB) – 75,7%

Genivan Vale (PL) – 7%

Lawrence Amorim (PSDB) – 3%

Irmã Ceiçao (PRTB) – 1%

Victor Hugo (UP) – 0,5%

Não respondeu – 9,8%

Branco ou nulo – 3%

Margem de erro – 4%

Se esses ingredientes da pesquisa já são perturbadores, o pior ainda pode acontecer. Victor Hugo foi o grande destaque (veja AQUI e AQUI) do debate TCM Telecom, dia 05 passado, período não alcançado pelas entrevistas da pesquisa – realizada entre os dias 1º e 2 de setembro.

Se for mantida oscilação para cima em favor de Victor Hugo, as próximas pesquisas medirão, ele pode ser uma dor de cabeça a mais para o candidato do PSDB. Seu alinhamento meia-boca com o petismo não colou e tem gerado cristianização de sua candidatura por boa parte do petismo, que pode votar em Victor Hugo ou em branco.

Amorim precisará fazer mudança radical no seu modelo de campanha. Até aqui é um fracasso. O acordão com o amigo bolsonarista e ‘adversário’ Genivan Vale (PL), na bizarra aliança que denominamos de “bolsopetismo,” tem sido boa para o parceiro. Ele virou força-auxiliar.

Com expectativa inicial de marcar posição para 2026, com sonho de ser deputado estadual, Lawrence Amorim flerta com o vexame. A ideia de conseguir pelo menos 25 mil votos em 2024, já se foi. Tem descoberto que apagar em suas redes sociais centenas de fotos e vídeos ligados ao prefeito Allyson Bezerra (UB), a quem apoiou até abril deste ano, além de fazer o mesmo com quem votou em 2022, o bolsonarismo (veja postagem AQUI e vídeo abaixo), não imaculou sua imagem. Petista/esquerdista ele não o é.

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Leia tambémVeja detalhes de todas as 13 pesquisas eleitorais de Mossoró este ano

Campanhas de Lawrence e Genivan fazem agenda juntas

Nayara e Carmem, 'adversárias' juntas na mesma causa (Reprodução do BCS)
Nayara e Carmem, ‘adversárias’ juntas na mesma causa (Reprodução do BCS)

Deixou de ser camuflada a comunhão das campanhas a prefeito dos ‘concorrentes’ oposicionistas Lawrence Amorim (PSDB) e Genivan Vale (PL). As alardeadas diferenças ideológicas deram lugar ao esforço conjunto das duas coligações para derrota do oponente comum: prefeito Allyson Bezerra (UB).

A partilha de tarefas, divisão de missões, seleção de pautas e convergência de foco deles ficaram indisfarçáveis nos últimos dias. Primeiro, no debate da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10 (veja AQUI). Depois, num episódio político inusitado, as candidatas a vice-prefeito Carmem Júlia (MDB) e Nayara Gadelha (PL), respectivamente das chapas de Lawrence e de Genivan, cumpriram agenda unidas – um dia após o debate. Tudo como se fossem de uma mesma aliança política, algo incomum em décadas na política de Mossoró.

Em vídeo nas redes sociais, as duas apareceram criticando o governo municipal em frente a um equipamento público. Ou seja, partilhando tarefa, dividindo missão, na seleção da mesma pauta e focadas contra o adversário governista.

No período de pré-campanha, houve tentativa de união de postulações, numa chapa à prefeitura que acomodaria o petismo (que apoia Lawrence Amorim) e o bolsonarismo (onde Genivan Vale se instalou). Não vingou, digamos, por excesso de escrúpulos. Na campanha, às favas os escrúpulos. Está sacramentado o “bolsopetismo”, associação dos inimigos políticos naacionais. Eles não se atritam nem concorrem entre si. São parceiros da mesma empreitada.

Desespero em 2020

Esse consórcio entre concorrentes faz lembrar a luta eleitoral passada em 2020, que teve caso parecido, mas características diferentes e também bizarras. Fim de disputa pelo voto, a então prefeita e candidata à reeleição, Rosalba Ciarlini (PP), chegou a pedir votos em favor das ‘adversárias’ Isolda Dantas (PT) e Cláudia Regina (DEM, hoje no PP). Quem não votasse nela, propôs, deveria votar em uma das duas. Jamais em Allyson Bezerra.

As candidatas Isolda e Cláudia, em troca, cerraram discursos e programas eleitorais contra o mesmo adversário, retribuindo a camaradagem da prefeita e ‘contendora.’ O objetivo delas deixou de ser a vitória pessoal, superando Rosalba e os Rosados, para priorizar a derrota de outro oposicionista. O apelo desesperado e a campanha conjunta das três não surtiram efeito. Perderam Rosalba, Isolda e Cláudia para Allyson Bezerra.

Essa história foi narrada pelo BCS na postagem A visão “banana” da força-auxiliar de Rosalba Ciarlini. Leia.

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Aliança “Bolsopetista” é desmanchada por esquerda de Victor Hugo

Victor Hugo (o primeiro da direita para a esquerda) teve destaque tentando acabar com monotema (Foto: TCM)
Victor Hugo (o primeiro da direita para a esquerda) teve destaque tentando acabar com monotema (Foto: TCM)

Pergunta de praxe após qualquer debate político: “Quem venceu?” Em relação ao promovido pelo Grupo TCM à noite dessa quinta-feira (05), com quatro dos cinco candidatos à Prefeitura de Mossoró, quem soube aproveitar melhor foi um franco-atirador: o jovem Victor Hugo Sousa (UP).

Ele distribuiu estocadas desconcertantes para os principais concorrentes no estúdio – Genivan Vale (PL) e Lawrence Amorim (PSDB) -, que na ausência do prefeito Allyson Bezerra (PL) evitaram confronto entre si. Protegeram-se e tabelaram perguntas e respostas que atacavam o ex-líder político de ambos até março-abril deste ano.

A dupla evidenciou, no debate, aliança não oficializada na Justiça Eleitoral, mas que empreende na campanha de rua, campo judicial, redes sociais e rádio-televisão. É o “Bolsopetismo,” cruzamento camarada de bolsonaristas com petistas.

Já Irmã Ceição (PRTB), quase não foi notada, mesmo em sua leveza e bom humor. Apenas em dado momento, constatou que Lawrence Amorim ficou com o prefeito quase quatro anos “e só agora está enxergando os problemas.”

Candidato da governadora Fátima Bezerra (PT), Lawrence Amorim tentou evitar associação à sua imagem e definiu o prefeito Allyson Bezerra como “covarde,” entre outros termos. Genivan Vale, nome do bolsonarismo, foi na mesma toada, além de desfiar denúncias.

Victor entra em cena

Para salvar o debate da monotonia e do foco monotemático (Allyson Bezerra), Victor Hugo entrou em cena. Indócil, arredio, sem nada a perder, disse estranhar Lawrence e Genivan unidos contra o prefeito, agora com outro discurso, de oposição, quando passaram anos o elogiando. “Todos são farinha do mesmo saco,” definiu. Lawrence, Genivan e Allyson, deixou claro.

Lembrou que os dois “se passam aqui (no debate) de oposição”, mas até bem pouco tempo participavam do governo Allyson Bezerra. Segundo o candidato de esquerda, a oligarquia é uma marca comum a ambos. Genivan é apoiado pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), da mesma forma que Lawrence tem o reforço de outra banda dos Rosados, “e ainda faz parte de uma família que manda no Alto Oeste há quase 60 anos (…) e querem (sic) também mandar aqui.”

Produção e audiência

O programa, com moderação equilibrada do jornalista Moisés Albuquerque e boa produção do Grupo TCM, completou série de debates com candidatos da região. Em termos de visualização no YouTube, por exemplo, ficou bem abaixo de outros da série.

O de Assú na terça-feira (3) passou de 31 mil, o de Apodi na quarta-feira (04) superou o total de 21. O confronto entre os adversários do prefeito “fujão” e “covarde”, como vocalizado por Genivan e Lawrence, até o momento totaliza pouco acima de 12 mil visualizações.

Veja abaixo a íntegra do debate:

Leia tambémGrupo TCM faz debate a prefeito de Mossoró; Allyson faltará

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