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O bufão bufa de novo

Por François Silvestre

E há explicações pra isso. Tem nada a ver com decisões do Supremo e muito menos com a defesa dos seus vassalos. Nada a ver.

rosnando-o-homem-com-dentes-maus-104193097Tem a ver com as pesquisas eleitorais. Ele perde em todas, inclusive naquelas de institutos claramente vinculados ao sistema oficial. Exemplo da Paraná Pesquisa. Que aproxima aqui, empata ali, mas quando chega no segundo turno, rende-se à realidade. E até no primeiro dá vitória de Lula. Apertada, mas dá.

Os outros institutos mostram quadro quase irreversível da derrota de Bolsonaro. Essa é uma das causas do seu destrambelhamento, com o ramerrão da chantagem, usando o fato de ser “chefe das forças armadas”. Formas Armadas que ele não cansa de humilhar. Ranço antigo. Perdeu totalmente o senso do ridículo.

Outra causa é o descontrole da economia. O desemprego, a inflação, a desvalorização do Real. Agora, com a tentativa de enfiar a mão no bolso dos Estados.

Pra completar, esse sumiço de um jornalista inglês na Amazônia. Que, mesmo sem haver culpa direta, atrai os olhares e interesses internacionais para aquela região. E o governo sabe muito bem qual a sua fama sobre meio ambiente e direitos humanos.

Essas são as razões reais. A agressão ao Supremo e ao sistema eleitoral é apenas uma cortina de fumaça. Fumaça de estopa.

Veja AQUIBolsonaro avisa que não vai respeitar o STF.

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Covid fake?

Por François Silvestre

É possível.

Bolsonaro e sua trupe promoveram em Nova York um festival grotesco, burlesco de fazer inveja à bufonaria francesa do Monsieur Pujol. Aquele que lotava os teatros para exercer o talento de executar instrumentos pelo controle da flatulência. Do ânus saiam os sons que ele queria.

Foi um festival de mentiras e presepadas. Destaque para o ministraço da “saúde” (veja AQUI). Estirar o dedo foi o de menos. Esse seu dedo está estirado há muito tempo para o povo do Brasil. O mesmo dedo de Pazuello.

O mais grave? A suspeita de que ele não contraiu Covid. Isso mesmo. Tudo uma armação para uma quarentena conveniente, que o livrará da CPI, no momento em que naquele palco do Senado os pujóis do governo estão sem vento suficiente para o exercício da bufonaria.

No circo de Bolsonaro a rede é dispensável, posto que o trapézio é de mentira e os trapezistas apenas bufões.

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A verdade não tem dono…

verdade-mentiraPor François Silvestre

...mas a mentira tem sócio.

Bolsonaro, o energúmeno, disse uma verdade. Qual? “Ninguém é dono da verdade”. Descobriu a areia, a praia e o mar. Ninguém sabia disso. Depois, continuou: “eu não sou dono da verdade”. Isso é verdade ou é mentira? Depende. No fato, é verdade. Ele não tem nem promessa falsa de compra da verdade. Mas, dito por ele, é mentira.

Ele se acha dono da verdade. Mentiu sobre o que realmente acha, mesmo falando a verdade sobre o fato.

Bolsonaro não só não é dono da verdade, como é sócio majoritário da mentira. Mente diariamente. Sua mente pensante, se é que pensa, é um advérbio do disfarce. Mente meritoriamente, mente diariamente, mente usualmente, mente seriamente, com a fisionomia que desmente a casca séria da sua mentira.

Mente, como se diz nos rincões do sertão profundo, que nem o fiofó sente. É um bufão, cercado de acólitos tão mentirosos quanto. Generais que não respeitam nem o kaol que lustra suas estrelas de latão. Se gritar pega ladrão; num tem kaol, meu irmão.

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A ameaça do bufão

Por François Silvestre

Essa ameaça de Bolsonaro sobre “chegou no limite” e “quase houve uma crise institucional” é tudo bufa. No sentido flatulente do termo. Merda nenhuma. Só bufa.

Tanto é que recuou, do verbo reculare latino, que significa marchar da direção do fiofó, e não repetiu a nomeação do seu amigo “in pectoris”. Também do latim.E aí pôs um amigo do amigo rejeitado, de menor quilate, mas que também late. Com ou sem quilo. Ou como diria Jânio, “fi-lo, qui-lo, mas caí-lo”.

Tem porra nenhuma de crise institucional. Tem crise de caráter. Nenhum país do Mundo ousa brincar de politicagem numa hora dessas. Nenhum. Só o Brasil, porque não tem governo.

Não fez nada, nem na economia nem da segurança nem no combate à corrupção. Nada. As reformas, também de mentira, foram obras do Congresso. Que será cobrado pelas duas grandes farsas. Tanto na da Previdência quanto na Trabalhista. Duas roletas que giram sem saída.

Bolsonaro é um bufão cercado de cagões. Agora mesmo, ele desesperado corre em busca da fatia suja do Congresso. Da qual ele sempre fez parte, e a traiu para ganhar a eleição. Com a colaboração ostensiva do petismo, que não teve a grandeza de entender-se rejeitado. E colaborou com o resultado.

Mas, essa conversa de golpe com apoio das Forças Armadas é uma chantagem cujos chantageados não existem. E se não existe chantageado com rabo preso, não há eficácia na chantagem. Nem medo. Medo de quem, desse bosta? Sostô, como diz o matuto.

Povo na rua? Povo de carros importados e camionetes de luxo? O povo, se é que somos, na sua parcela digna, honesta, patriota, sensata, lúcida, não fanatizada nem imbecilizada, está em casa. E só sairá de casa quando a ciência decidir. E aí sairá, inclusive pra tapar o bueiro da fossa. Onde os idiotas bufam.

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O Código de Mussolini

Por François Silvestre

Todos os que viveram, nas épocas do Direito como referência da segurança jurídica, lembram do Código de Napoleão. Não que fosse obra intelectiva de Napoleão Bonaparte, mas por ter estabelecido as regras da vida civil, no Código Civil francês, exatamente no período napoleônico.

Há uma afirmação do general corso de que fora esse código sua única obra imortal. Mesmo sem prova concreta dessa afirmação, ela guarda uma verdade histórica. E não está posta no Arco do Triunfo, onde se expõem os feitos heroicos de Napoleão.

Qual código rege hoje o orgulho jurídico do Brasil? Escrito, código nenhum.

Mas há um Código Atual Brasileiro, não escrito, que paira sobre todos os códigos escritos. Sobre e acima da Constituição da cidadania avacalhada.

Constituição nascida no frevo da demagogia e mãe generosa das castas empanzinadas de privilégios. E no esgoto do privilégio escorreu e escorre a corrupção.

Até os seus combatentes precisam dela, corrupção, para justificar seus privilégios.

Estamos sob a égide do Código de Mussolini. Esse bufão não codificou a vida civil do seu país, mas fez escola na mais memorável desgraça da condição humana.

É esse o nosso Código vigente.

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