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Porcellanati novamente fica sem pagar ex-empregados

Mais de 100 funcionários demitidos recentemente da TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A – TBNE (ex-Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda.), sediada no Distrito Industrial de Mossoró, não sabem quando vão receber seus direitos trabalhistas. Eles se juntam a cerca de 250 ex-empregados que estão em igual situação desde 2014, quando fábrica fechou a primeira vez.calote

O Ministério Público do Trabalho (MPT) foi cientificado mais de uma vez (veja AQUI) sobre problemas nesse grupo originário de Tubarão, em Santa Catarina, que entrou em recuperação judicial há quase seis anos. Porém, até hoje, não cobriu seus multimilionários compromissos.

No último dia 14 de dezembro, comunicado da empresa informava o seguinte: “Tanto os valores rescisórios quanto o décimo-terceiro salário será pago com recursos provenientes da venda de um equipamento da TBNE que não será utilizado no arrendamento (Atomizador)”.

Azimult

Desde o último dia 20 de janeiro que a Azimult Cerâmica Ltda., originária da cidade de Cabo de Santo Agostinho-PE, tem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no local (veja AQUI). E nada de pagamento aos ex-empregados.

A Prefeitura de Mossoró decretou reversão (devolução) do imóvel doado ao grupo catarinense (veja AQUI), no dia 5 de novembro de 2021. Porém, nos escaninhos da Justiça, seus dirigentes conseguiram barrar o processo. Reativaram a produção de forma tímida até fecharem de vez ano passado.

A Porcellanati/TB Nordeste do grupo Itagrês entrou em processo de recuperação judicial – número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC – em 2017. Porém, até hoje, não fechou seus compromissos com diversos credores públicos, privados e pessoal.

Nota do Canal BCS – Pelo visto, não há força humana, legal, intergaláctica ou paranormal que consiga frear essa patota catarinense. Seguem debochando da Justiça e de centenas de famílias de ex-trabalhadores. Passam “melada” ainda em bancos, fornecedores, prestadores de serviço privados e públicos. No rol de credores, também, fazendas nacional, estaduais e municipais.

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Trabalhadores tratam governo de Fátima como “caloteiro”

A paciência dos servidores da Saúde do Estado do RN parece no limite. Aliados históricos e afinados ideologicamente com a governadora Fátima Bezerra (PT), eles agora se colocam em contraposição à ela e seu governo.

Divulgação associa governadora ao ex-governador Robinson Faria, seu antecessor (Foto: reprodução)

Convocação para nova paralisação no atual governo a trata por “caloteira”, expondo como ilustração uma foto recortada dela ao lado do antecessor, ex-governador Robinson Faria (PSD).

A movimentação é articulada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Saúde do RN (SINDSAÚDE/RN).

Há poucos dias, decisão do governo de pendurar dívida de mais de R$ 2,4 bilhões herdada da gestão passada com prestadores de serviço e fornecedores, logo levou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN) a definir a medida como “calote” (veja AQUI).

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Governo cria colegiado para “acalmar” empresariado

Está no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (29), o decreto que institui o Comitê de Relacionamento com Fornecedores (COREF) de bens ou serviços ao Poder Executivo.

“O Comitê possui caráter consultivo, tendo como objetivo a orientação de políticas públicas que visem garantir a valorização das empresas potiguares, notadamente quanto ao gerenciamento das relações contratuais entre o Governo do Estado e seus fornecedores de bens ou serviços e das ações e medidas adotadas pelo Poder Executivo que os afetem diretamente”, justifica a governadora Fátima Bezerra (PT).

Formado por representantes do setor produtivo e governo, o Coref é uma tentativa da governadora aplainar os ânimos com o empresariado, depois que anunciou há poucas semanas (veja AQUI) que deixaria débitos de mais de R$ 2,4 bilhões com fornecedores e prestadores de serviço, como contas a serem vistas ao deus-dará, sem prazo algum para pagamento.

Seria um “calote”, assim classificou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), através de nota oficial. A propósito, a entidade integra o Coref.

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Fátima ‘pendura’ dívida bilionária para não atrasar sua folha

Acendeu o sinal amarelo no Governo Fátima Bezerra (PT)? Mais, mais do que isso.

A decisão governista de pendurar suas contas com fornecedores e prestadores de serviço oriundas da gestão passada (veja AQUI), sem tempo para pagar (se pagar), é a prova de que as economias de ponta de lenço que foram feitas até aqui não tiveram maior efeito.

Previsível, claro.

Fátima Bezerra espera ter pelo menos condições para manter pagamento da folha de servidores dentro do mês, mesmo sem obedecer a cronologia dos débitos. Essa é mais uma tentativa. Ou seja, tira de credores do setor produtivo para manter o funcionalismo menos indócil. Uma ciranda que não vai durar para sempre. Essa conta vai ser cobrada.

A moratória de surpresa, ou o “calote”, como assim definiu nota da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN) – veja AQUI, é a primeira medida austera de expressão que o governo toma em pouco mais de cinco meses, na esperança de equilibrar as contas públicas. Com um detalhe: ela não reduz o déficit do erário em um centavo.

O débito com fornecedores e prestadores de serviço passaria de R$ 2,4 bilhões. O restante a pagar de folha de pessoal superaria R$ 1 bilhão.

Aos poucos, o clima de euforia e otimismo no Governo Fátima Bezerra (PT) dar lugar à razão e à obviedade: tudo é muito pior do que era esperado e quase nada foi feito até aqui para enfrentá-lo de modo eficiente.

LEVANDO O PROBLEMA COM A BARRIGA, no lero-lero e na esperança de que o Governo Jair Bolsonaro (PSL) resolva abrir os cofres combalidos da União, Fátima Bezerra (PT) perdeu muito tempo. Compreensível politicamente. Agiu para não contrariar o corporativismo sindical, evitar se desgastar com a opinião pública e não ferir seu próprio discurso.

No dia 17 de maio (veja AQUI) em Encontro Nacional da Avante  (sua tendência política no PT), a governadora chegou a antecipar que logo anunciará calendário mensal de pagamento. Mas o otimismo deu voz ao bom senso também. Sem dinheiro extra e em grande volume, nada feito:

– Brevemente vou anunciar calendário até dezembro (…) Já falei e repito que com as receitas que dispomos não temos como quitar os atrasados, mas se chegarem os recursos que estamos esperando é possível pagar tudo até o final do ano.

A governadora entra num ciclo decisivo de sua gestão sob a ótica gerencial e política. Porém segue dependente do extraordinário. De milagres (veja AQUI). Começou a contrariar, adotar remédio amargo.

Contudo o RN segue em estado terminal. Seu governo, não. Mas está febril, muito febril. Requer cuidados especiais e urgentes.

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Prefeitura dá calote em terceirizados e gera enormes problemas

A Prefeitura de Areia Branca está prestes a completar cinco meses sem pagar a empresa Marcont Assessoria, de Fortaleza-CE. Dia 30, segunda-feira, atingirá essa marca.

A Marcont fornece pessoal terceirizado à municipalidade e atua nos mercados cearense e potiguar há vários anos.

O “bolo” é de cerca de R$ 1,2 milhão. Sem esses recursos, é absolutamente impossível cobrir os compromissos com os trabalhadores.

A situação é crítica para 200 empregados terceirizados, todos originários da própria cidade, que vivem em situação de penúria.

O agravante, é o “efeito dominó” desse calote à própria economia do município, atingindo muito mais gente de forma indireta.

O problema, que por enquanto é da empresa e dos seus funcionários, tem sido empurrado com a ‘barriga’ pelo governo municipal. Entretanto a questão pode mudar de direção e tamanho.

Há informação de que a empresa vai partir pro ataque. A prefeita Luana Bruno (PMDB) tende a conviver com sérios problemas nos próximos dias.

Depois trarei mais detalhes, minuciosos, sobre o caso.

Aguarde.

Calote de prefeitura afeta quadrilhas (juninas)

A Prefeitura de Mossoró segue sem pagar a premiação do concurso de quadrilhas juninas. O “prego” vem desde da polêmica Mossoró Cidade Junina deste ano, no mês de junho.

– Quando ligamos para Secretaria de Cultura eles não sabem de nada e fingem que vão te pagar – denuncia um participante prejudicado, que tem seu nome preservado para não sofrer eventuais represálias.

“Já marcaram cinco datas para esse pagamento e nada – completa a mesma fonte.

Nota do Blog – O espaço está aberto para o contraditório.

Como sempre.

“Dar tromba” ganha status para justificativa a calote

Uma altíssima autoridade do Governo Francisco José Júnior (PSD) adotou em seus apontamentos sobre a mesa de trabalho, na rubrica “contas a pagar”, uma expressão chula que faz questão de grifar.

À frente da discriminação de valores devidos e nome do credor, é assinalado: “tromba“.

Com o verbo “dar” o antecedendo, seu significado é literalmente “enganar”.

Resumindo: não pagar. Ou seja, “dar tromba”.

A lista tem sido fartamente reforçada após o Mossoró Cidade Junina, com nomes vistos como “adversários”.

Dar tromba passa então a ser uma espécie de justificativa para o calote.

Uma vindita.

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