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Voto nulo

Por François Silvestre

Demóstenes Torres, mosqueteiro de capa da Veja, ganhou elegibilidade.

Cassado por corrupção, processado por corrupção, condenado por corrupção, o sacripanta que vendia ética e recebia dinheiro de Carlinhos Cachoeira, que ele chamava de “professor”, vai ser candidato.

Membro do Ministério Público, continuou exercendo o cargo e recendo salários, todos os auxílios e todas as mungangas.

Agora fará o que sempre fez.

Nos palanques e tribunas, se eleito, conduzirá cruzadas morais na teoria e regará hortas de imoralidade pública na prática. E ainda querem defender o “voto válido”.

No Brasil de hoje todo voto é nulo.

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‘Corsários’ do RN transformam poderes num “bolódromo”

O escândalo do Detran-RN, decorrente da chamada “Operação Sinal Fechado”, que eclodiu ainda no início do ano passado, mostra o nível dos poderes constitucionais no Rio Grande do Norte e o lamaçal em que está mergulhada parte de nossa elite política.

Quando pipocou a Operação Sinal Fechado, com os ex-governadores Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB) em evidência, a claque virtual do DEM e derivados fez barulho nas redes sociais, como Twitter e blogs. Na imprensa convencional, logo passaram a satanizá-los, sem melhor dimensionamento da profundidade desse caso.

Eu avisei em postagens neste Blog e em nosso endereço no Twitter, que era melhor essa claque baixar o fogo. O escândalo iria pegar cabeça de uns e rabo de outros: governistas e oposição estariam juntos no pântano. Com o passar do tempo, o que estamos vendo é exatamente isso.

Como é tola a briga dessas claques virtuais. Não passa de ‘massa cibernética de manobra’, modelo digital do que testemunhamos nas ruas. Até mesmo gente dita esclarecida embarca nesse tipo de peleja sem uma avaliação sequer superfial dos fatos, conjuntura e uso de bom senso.

Quando fazem a defesa do “seu” político, é comparando com outro que supostamente é corrupto ou mais delinquente. A defesa é o ataque ao adversário/inimigo. Ouvi sempre – desde criança – que devemos ter os bons/melhores como parâmetros e não o supostamente mais ruim.

O caso Sinal Fechado-Detran mostra que o Rio Grande do Norte virou um grande “bolódromo”. É bola para todos os lados. Pelo visto, o “Estádio das Dunas” será útil.

Temos que partir, como sociedade, para uma reinvenção do Estado. O Estado uno, do Rio Grande do Norte, é uno na pirataria da coisa pública nos três poderes. Temos quadrilhas que agem em separado ou consorciadas, numa espécie de “joint venture” do crime.

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Esses corsários são impiedosos e cínicos. Adoram o luxo, o esnobismo, os holofotes e o esbanjamento com o dinheiro que não lhes pertence, fruto de pilhagem continuada do erário. O banditismo engravatado, sempre arrogante, ampara-se na certeza da impunidade para continuar esse infindável butim.

Queixamo-nos da precariedade da Saúde, execramos a Segurança Pública e choramingamos devido a Educação pífia. Falta emprego, infra-estrutura é precária; a desigualdade social continua gritante.

Sobra dinheiro, abundam larápios. As contas nunca batem porque temos que passar, involuntariamente, uma parte do dinheiro público para esses bandidos de colarinho branco e sua malta de dependentes preguiçosos e incapazes.

O modelo de democracia representativa que temos está distorcido. A política como princípio do bem-estar social é desvirtuada e particularizada. Bem-estar é sempre para os seus. É uma autarquia que não produz nada, mas consegue ter alta renda própria, sugando do cofre estatal.

Na blogosfera e outras redes sociais utilizadas no Rio Grande do Norte, há superdimensionamento do personagem Carlinhos “Cachoeira”. Normalmente, com visão político-partidária e não um foco cívico e por zelo à coisa pública. Parece mais “seguro” tratar desse assunto do que sobre o fato local.

Escândalo como do Detran revela que nomes como George Olimpo e Gilmar da Montana, guardada as proporções, não deixam nada a dever a Carlinhos Cachoeira.

Executivo, Judiciário e Legislativo do Rio Grande do Norte devem explicações à sociedade por tamanho nível de degradação moral, desrespeito à lei e insulto ao cidadão. Precisam passar por depuração. Estão sem legitimidade como poder. Essa filtragem deve ser logo. Faz-se urgente uma ação endógena, de auto-purificação, para que os bons não sejam contaminados pela espécimen daninha.

O povo merece respeito.

Mas, a realidade do Rio Grande do Norte é que muitos chegam pobres ao rico poder e muitos saem ricos do pobre poder.

Pobre Rio Grande do Norte!

Henrique garante apoio à CPI do “Carlinhos Cachoeira”

O PMDB não se furtará a endossar formação da CPI no Congresso Nacional, para apurar as peripécias do empresário e bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o “Carlinhos Cachoeira”.

É o que adianta através de seu endereço no Twitter, o deputado federal e líder da bancada peemedebista, Henrique Alves:

– Somente hoje o PMDB começa a coletar assinaturas para a CPI. Como os demais Partidos. Todos assinarão, sem dúvida. Nenhuma novidade nisso.

“Cachoeira” será transferido de Mossoró para Brasília

O empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, obteve uma liminar judicial na noite desta segunda-feira (16) para deixar o presídio de segurança máxima de Mossoró (RN). Ele deve ser transferido para Brasília nas próximas horas.

No presídio de Mossoró, Carlinhos Cachoeira fica 22 horas trancado em uma sela sozinho sem ver ninguém. Tem direito a apenas duas horas de sol por dia e conversa com as visitas por meio de um interfone sem ter contato físico.

De acordo com familiares, Carlinhos Cachoeira emagreceu 16 kg, teve o cabelo raspado e está deprimido. Chegou a passar mal e precisou ser atendido por médicos.

A mãe de Cachoeira, Maria José, conhecida em Anápólis (GO) como “dona Zezé”, morreu na madrugada desta segunda-feira, aos 79 anos. Mãe de 14 filhos –12 deles vivos–, ela faleceu, segundo familiares, de falência múltipla de órgãos.

Saiba mais AQUI.

Demóstenes anuncia saída antes de expulsão

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) formalizou sua desfiliação do DEM. O comunicado oficial aconteceu hoje, em meio a uma série de denúncias que atentam contra o mandato e à sua honra, envolvido com o bicheiro “Carlinhos Cachoeira”, conforme apurações feitas e reveladas pela imprensa até o momento.

Veja abaixo o teor de sua correspondência:

Senhor Presidente,

Sirvo-me do presente para acusar o recebimento do expediente a mim enviado por Vossa Excelência na noite de ontem (02/04/2012), dando-me conta de ter o Democratas decidido em relação a minha conduta que:

“Houve desvio reiterado do Programa Partidário, principalmente no que diz respeito à ética, na medida em que exsurge, do que veiculado, estreita relação de Vossa Excelência com o citado contraventor… É inevitável a instauração do pertinente processo ético disciplinar para o fim de promover a aplicação da sanção prevista no Estatuto, qual seja a expulsão do Partido”.

Assim, embora discordando frontalmente da afirmação de que eu tenha me desviado reiteradamente do Programa Partidário, mas diante do pré-julgamento público que o Partido faz, comunico minha desfiliação do Democratas, nos termos traçados pelo artigo 1º, 1º, inciso III, última figura, da Resolução nº 22.610, de 25 de outubro de 2007.

Atenciosamente,
Senador DEMÓSTENES TORRES

Demóstenes sai de liderança do DEM; Agripino assume

O senador José Agripino (Democratas-RN) leu em plenário, na tarde desta terça-feira (27), o comunicado emitido pelo senador Demóstenes Torres (DEM) à presidência nacional do partido anunciando seu afastamento da liderança do DEM no Senado.

No documento, o parlamentar de Goiás argumenta a saída do cargo de líder: “A fim de que eu possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados nos últimos dias, comunico a Vossa Excelência o meu afastamento da liderança do Democratas no Senado Federal”.

O senador José Agripino é o novo líder do Democratas. O parlamentar, que também é presidente nacional da legenda, assume o cargo deixado pelo senador Demóstenes Torres (GO), que preferiu se afastar da Liderança e se colocou à disposição para responder, no tempo devido, a todas as denúncias de sua relação com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

Segundo o novo líder do Democratas, Demóstenes Torres dará explicações à tribuna do Senado assim que tiver ciência do que está sendo acusado. “A situação é incômoda, mas é preciso esclarecer os fatos, aplicar legitimidade na denúncia. É isso que o senador Demóstenes e o partido querem. Ele precisa conhecer os elementos que a PGR (Procuradoria Geral da República) tem para exercer seu direito de defesa. Se efetivadas as denúncias, ele irá à tribuna para se explicar e o partido tomará decisões em consenso”, garantiu Agripino.