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Almeida Castro deve ser local para o Hospital Municipal, diz vereador

Ao comentar a mensagem anual do Executivo, lida ontem (terça-feira, 14) pelo prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), o vereador Professor Francisco Carlos (Avante) apoiou a proposta de instalação de Hospital Municipal em Mossoró. Ele abordou o tema, em pronunciamento na Câmara Municipal de Mossoró, nesta quarta-feira (15).

UTI Neonatal do HMAC é um símbolo da vida numa cidade que se acostumou em ignorá-la (Foto: arquivo)
UTI Neonatal do HMAC é um dos equipamentos de ponta de unidade hospitalar (Foto: arquivo)

“É chegada hora de Mossoró ter hospital municipal. Já tínhamos chamado atenção para isso. É uma providência importante para fechar lacuna gigantesca na estrutura de saúde da cidade”, disse o parlamentar, ao reforçar uma proposta sua nesse sentido.

Segundo ele, o funcionamento do Hospital da Mulher, inaugurado no final do ano passado (veja AQUI), sugere tornar desnecessário o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – Complexo Apamim – com a finalidade que cumpre há décadas.

“Vamos discutir o aproveitamento pela Prefeitura, no projeto do Hospital Municipal, a estrutura lá já instalada e mantida pela Apamim. Vamos fomentar esse debate na Câmara Municipal, que é de interesse do povo de Mossoró”, disse.

A Apamim está sob intervenção federal desde 2014 e ainda teve esticada em mais dois anos essa situação, digamos, “excepcional”.

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Anestesiologistas poderão parar atividades sexta-feira

Os anestesiologistas de Mossoró, que atendem nas unidades municipais de saúde, podem paralisar os procedimentos a partir do próximo dia 15. A informação é do Drº Ronaldo Fixina, diretor Administrativo e Técnico da Clínica de Anestesia de Mossoró, com a qual a prefeitura tinha um contrato firmado para a manutenção deste serviço.

De acordo com o médico a insatisfação tem dois motivos principais, grandes atrasos nos pagamentos e o fim do contrato com a prefeitura, desde meados de julho, sem renovação ou qualquer apontamento de interesse por parte da prefeitura.

“Atraso grande”

“Estamos com atraso grande no pagamento da produção (AIH) de março a julho deste ano, os plantões da Casa de Saúde Dix Sept Rosado estão atrasados de fevereiro a julho, com exceção do mês de abril quando o pagamento foi realizado”.

Mesmo com o contrato encerrado os médicos continuaram realizando as anestesias com a esperança de receber todas as parcelas da dívida referente ao ano passado, que deveria ser paga em 5 vezes, no entanto este acordo também não foi cumprido até o fim pela prefeitura.

Com informações do Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN)

 

Decisão judicial impede fechamento de Casa de Saúde

Está a pleno vapor operação para salvar a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR, sistema Apamim) da implosão ou explosão, dependendo do ângulo que se observe o caso. Algumas providências, que se encadeiam, arrimam o funcionamento dessa estratégica unidade de saúde da região de Mossoró

No sábado (7), o juiz trabalhista José Dario de Aguiar Filho emitiu despacho com concessão de liminar, que abortou uso de servidores da instituição como “massa de manobra”. Sua decisão ensejou a garantia de que pelo menos 30% dos empregados da CSDR continuassem trabalhando, em meio à greve deflagrada, contra atraso salarial.

Também assinalou, no mesmo despacho, que haveria sanção pecuniária de R$ 5 mil/dia contra o Sindicato dos Trabalhadores em Laboratórios de Pesquisa e Análises Clínicas, Casas e Cooperativas de Saúde, Hospitais Particulares e dos Técnicos em Radiologia de Mossoró/RN (SINTRAHPAM), além de implicações cíveis e penais contra seus dirigentes, em caso de desobediência à determinação.

“Atraso de pagamento não é cessação de atividade empresarial”, ponderou José Dario em depoimento ao Blog, deixando clara sua disposição de agir com rigor, na defesa da empregabilidade de 330 servidores, mas também sem asfixiar a direção da CSDR, visto que existe uma solução de curtíssimo prazo sendo agilizada, à solução do impasse.

Nos próximos dias, conforme negociação em andamento, a CSDR deverá ter a disponibilização de soma da ordem de R$ 10 milhões – via Caixa Econômica Federal (CEF) – para cobrir passivos trabalhista e de outras origens, como o fornecimento de energia elétrica. Mesmo assim, apesar de esclarecidos sobre essa operação – acompanhada pelo próprio juiz José Dario e outros segmentos legais, os trabalhadores foram “empurrados” à paralisação.

Nota do Blog – Por trás dessa crise na CSDR não existe apenas uma histórica precariedade de gestão e aparelhamento eleitoreiro da instituição. Temos uma recente articulação politiqueira indecorosa, que usa os trabalhadores como “inocentes úteis”.

A aspiração de determinados agentes públicos é fechá-la, com intenção de produzir um fato político, sem que tenham compaixão do mal contra os mais carentes de Mossoró e região. Ignoram que essa unidade hospitalar oportuniza o nascimento de cerca de 600 bebês/mês.

Há uma crise, sem dúvidas. Entretanto, ela é suplementada por um banditismo “chapa branca”, em tonalidade azul-turquesa, que fabrica a bancarrota sem piedade. É ‘o jeito infame’ de usar a coisa pública sem escrúpulos.

Pobre Mossoró!

 

Anestesistas voltam ao trabalho, mas com exigências

Os anestesistas com atuação na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) resolveram retornar às suas atividades. Mesmo assim, fazendo algumas imposições.

A promessa é de retomada de trabalho ainda na manhã de hoje.

Em reunião ao final da noite de ontem, criticaram a precariedade da CSDR, onde ocorrem cerca de 700 partos/mês, adiantando que não farão cirurgias eletivas (aquelas marcadas previamente).

Deixaram claro que “só voltam a fazer cirurgia eletiva quandoa Gerência da Saúde da Prefeitura de Mossoró oficialmente reativar contrato para esse fim, com a categoria”.

Os médicos servem ao sistema Sus. Prefeitura e Estado vêm há tempos numa gincana, promovendo guerra de informação e contra-informação e deixando milhares de pessoas no meio dessa odioso desrespeito à vida.

Grávidas são novo drama da saúde; até polícia é acionada

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que é a única maternidade para partos de alto risco em todo o Oeste do Rio Grande do Norte), registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Plantão de Mossoró nesse dia 1º de janeiro. Teve o endosso de obstetras que atuam em suas instalações.

Atestou a ausência de anestesistas para a realização de partos programados e outros que eventualmente pudessem ser necessários, neste início de ano.

Os anestesistas foram informados que a Prefeitura de Mossoró não mais pagaria compromissos com eles. Depois do “terrorismo”, a própria prefeitura anunciou que voltaria atrás. Ficaria tudo como dantes e efetuaria pagamentos dentro dos prazos legais, o que não estaria ocorrendo.

Só que na prática, os anestesistas não tiveram nenhum sinal, oficial, do cumprimento da palavra pelos gestores municipais. Antes já existira impasse pelo não-pagamento de um plus aos médicos, superado – teoricamente – com a garantia do Governo do Estado que repassaria recursos suficientes para o atendimento a esse pleito.

Os médicos já afirmaram textualmente, inclusive utilizando espaço neste Blog, de que não confiam em “promessa de boca”.

Ontem, era o Samu que entrava em cena, articulando o transporte emergencial de parturiense que necessitasse de procedimento imediato. Ou seja, a “Metrópole do Futuro” tendo que exportar “buchudinhas” em agonia para Natal ou outro município, por não ter meios de fazê-lo.

Mossoró formaliza seleção de quem vai morrer ou viver

A decisão da Prefeitura de Mossoró de suspender a complementação da tabela SUS (Sistema Único de Saúde) para o pagamento dos médicos é séria. Foi tomada ontem, em plena atmosfera natalina. Presente de Natal.

É uma tomada de posição radical, sem dúvidas. Diria, que parcialmente correta, pois tenta forçar que dezenas de prefeituras de municípios do interior do Rio Grande do Norte, Ceará e até da Paraíba passem a contribuir diretamente com o custo de pacientes que “despejam” em unidades de saúde pública de Mossoró.

Também é, indiretamente, uma “prensa” no Governo Rosalba Ciarlini (DEM). Em relação à Prefeitura do Natal, o Estado faz suplementação de tabela do Sus, o que não acontece em relação à Prefeitura de Mossoró.

A prática da “ambulancioterapia” virou uma indústria eleitoreira em diversos municípios. Prefeituras, vereadores e pré-candidatos a cargos eletivos investem em ambulâncias e promovem uma falsa sensação de zelo pelo cidadão, mas o transformando num produto para mercadejar votos. Ao mesmo tempo, se livram do problema diretamente.

Decreto de Herodes

Na prática essa decisão significa que o Município de Mossoró só vai pagar pelos pacientes que forem de Mossoró. Ou seja, o médico que aceitar um paciente de outra cidade já vai sabendo que não deverá receber por esse atendimento.

A patir dessa posição, por exemplo, é que médicos lotados na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (complexo Apamim) dediciram que não fazem mais qualquer parto a partir de janeiro. Eles não estão recebendo remuneração repassada pela Prefeitura de Mossoró e tendem a literalmente trabalhar de graça.

Por lá, pelo menos 600 bebês de dezenas de municípios ganham chance de vida mensalmente. Agora, estamos diante de um “decreto de Herodes”, que pune a expectativa de vida com a premente hipótese da morte.

A  Prefeitura de Mossoró tem suas razões, mesmo que o método adotado seja até cruel: é um processo seletivo de quem deverá viver ou morrer, ser atendido ou não, com base na origem do topônimo (nome do município) e não da gravidade ou necessidade de atendimento.

Rosalba

O Município de Mossoró – conforme informa o gerente da Saúde, Benjamim Bento – estava pagando um “plus” de 100% aos médicos do Sus, para compensar tabela defasada do sistema. Outros municípios que mandam seus doentes para Mossoró, ficam com os recursos desses atendimentos, sem praticamente oferecer qualquer serviço.

O secretário estima um rombo de aproximadamente R$ 5 milhões nos cofres da Prefeitura de Mossoró, nos últimos 3 anos, com essa camaradagem.

Vale ressaltar que boa parte desse buraco poderia ser tamponado, se o Governo do Estado criasse uma Câmara de Compensação, para garantir o fluxo de recursos do Sus para o município que realmente prestasse o serviço.

Tem outro detalhe discriminatório e paradoxal: O Governo Rosalba Ciarlini garante pagamento do “plus” dos médicos ligados à Prefeitura do Natal, mas não oferece igual tratamento a Mossoró. E olha que ela foi prefeita três vezes do município, é mossoroense, médica, apoia a atua prefeita e sucessora Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, e obteve votação consagradora para se eleger ao governo.

Em síntese, a cidade que se jacta de ser a “Metrópole do Futuro” prova que é incapaz de oferecer o básico para sua gente, adotando uma versão nordestina da “solução final” do regime nazista. Define friamente quem deve viver ou morrer.

Pobre Mossoró!

Veja acima, um vídeo com reportagem sobre o assunto, veiculado ontem na TV Cabo Mossoró.

Médicos suspendem serviço ao Sus por falta de pagamento

Ginecologistas e pediatras que atuam na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (Complexo Apamim), em Mossoró, acabam de decidir que não trabalham mais a partir de janeiro.

Reclamam da falta de pagamento, por decisão da Prefeitura de Mossoró de não repassar recursos referentes ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A prefeitura tem suas razões para justificar o não-repasse.

Através do Twitter, o vereador Genivan Vale (PR), presente ao encontro, passa mais detalhes:

– Infelizmente encontro-me novamente na CSDR (APAMIM) participando de coletiva com os ginecologistas e pediatras que acabam de comunicar a paralisação dos atendimentos pelo SUS.

E continua: “Atenção: Médicos acabam de comunicar que 600 partos em média deixarão de ser feitos por falta de pagamento por parte da Prefeitura de Mossoró. Dr. Manoel Nobre, Dra. Gisélia e Dra. Elizabeth se mostram indignados com tal situação. “

O jornalista Cézar Alves acrescenta mais informações sobre o assunto nauseante: AQUI.

Saúde vira boletim em Delegacia de Polícia

O tempo fechou hoje pela manhã na Casa de Saúde Dix-sept Rosado, que faz parte do complexo Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância (APAMIM), em Mossoró.

O diretor-geral André Néo conduzia reunião com servidores, repassando informações sobre condições financeiras e formas de pagamento de compromissos salariais, quando surgiu delicado incidente.

O sindicalista Luís Avelino teria assacado palavras de baixo calão contra Néo e lhe feito ameaças de violência física.

O caso, que era administrativo, no ambiente de saúde, virou boletim de ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia Civil, bairro Nova Betânia. O registro foi feito às 10h30 de hoje, relatando em seu conteúdo que o quiproquó fora por volta de 9h30

Nota do Blog – Na verdade, há muito que a saúde em Mossoró virou assunto para a editoria policial.

O sindicato da categoria prega greve e, até o momento, a posição tomada pelos trabalhadores é de se manter negociação com a diretoria, dentro do mínimo de civilidade.

Pobre Mossoró!

Promotora pede audiência à governadora Rosalba Ciarlini

Promotora da Saúde, em Mossoró, Ana Ximenes assinala que não ensarrilha as armas. Segue sua cruzada, para garantia de funcionamento a contento de estruturas de saúde no município.

– Vamos ser a metrópole das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde)? – indaga ela.

– E existe metrópole sem hospital de urgência e emergência, sem maternidade? – insiste.

Ela adianta que “hoje pedi audiência à governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Estou aguardando a resposta.”

Nota do Blog – O funcionamento da Casa de Saúde Dix-sept Rosado e do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) estão na pauta de trabalho da promotora.

“Senhores da morte” rumo ao quinto dos infernos

Olhando o amontoado de informações desencontradas e conflitantes sobre três leitos de UTI Neonatal da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que há meses esperam credenciamento à garantir chance mínima de existência a bebês, fico ainda mais chocado com o nível da politica local.

Como o cidadão comum, o zé-ninguém, o indivíduo anônimo e dependente do braço público está entregue à própria sorte. A escumalha periférica é triturada impiedosamente.

Bebês indefesos têm a vida decidida pelos "senhores da morte"

Duas bandas de uma mesma família estão se digladiando, num emaranhado de versões sobre o porquê do não-credenciamento desses leitos. Ao mesmo tempo, dezenas, centenas e milhares de crianças estão condenadas à morte.

Crianças de famílias abastadas, da classe média alta e clãs influentes de Mossoró, nascem em Fortaleza ou Natal, com o máximo de condições de sobrevivência. Por isso é fácil entender essa gincana abjeta e tétrica.

Com quem está a razão? Juro que não sei. Nem quero emitir juízo de valor sem elementos mínimos de segurança quanto ao embasamento à opinião pessoal.

A própria imprensa convencional e setores da mídia alternativa, que cobrem o assunto, lançam pouca luz sobre o caso. Usam – com raras exceções – a máxima de Chacrinha: “Em vim pra confundir e não para explicar”.

Se existem culpados, espero que paguem por seus atos imundos, nem que seja no quinto dos infernos. Até porque a lei formal, positivada, não lhes alcança. Estão imunes a ela.

Pobre Mossoró!

Essa terra  ainda vai cumprir seu ideal.