Por Daniel Lopes
Eu vi!
Neste dia 22 de junho de 2013 eu vi pessoas sedentas por um retorno ao passado. Por uma volta ao tempo em que vivíamos em PAZ, com outras preocupações e sem medo de mortes matadas, ou de perdermos um filho para as drogas, ou de passar uma vida inteira trabalhando para ter que entregar tudo a um malfeitor.
Vi policiais com as mãos pintadas e com flores nas mãos;

Vi os comandantes dos Batalhões de Polícia da cidade e da Guarda Municipal dando total apoio ao evento, eles também têm interesse na redução da violência, claro.
Vi Promotores, Oficiais de Justiça, Advogados e muitos que lidam diretamente com crimes de todos os tipos. Eles também estão indignados.
Vi comerciantes, comerciários, transeuntes, vendedores de rua, donas de casa, estudantes e muitas outras pessoas com os olhos marejados, emocionados em ver uma manifestação tão calma e tão linda.
Vi o comércio fechado em apoio; Vi os empresários que abriram mão de algumas horas de faturamento por um bem comum.
Vi jovens, adultos, idosos, crianças e bebês, vi famílias inteiras.
Vi todos eles cantando o Hino Nacional lindamente, todos unidos em uma só voz.
Emocionante (!)
Quem não foi e quis de alguma forma boicotar o evento, eu respeito, porém perdeu uma grande oportunidade de gritar por uma mudança, sem partido, sem cor. De verdade.
Até Deus nos ajudou com uma temperatura mais amena, com um céu nublado e um vento relativamente frio.
Lembro-me como se fosse neste momento, quando vinha na Rua Benjamim Constant, por volta de meio-dia, e vi uma grande movimentação e desespero de algumas pessoas.
Parei, perguntei e descobri que o amigo “Leivinha” havia sido baleado em seu ambiente de trabalho quase naquele instante.
Tão logo soube, liguei para Ricardo Lopes (fotógrafo), meu tio, que é seu grande amigo. Falamos rapidamente, o informei e desligamos mais ou menos com essa frase: “Ninguém aguenta mais”.
Quando cheguei em casa já havia sido criado o grupo Chegaaaaa!
Nada é por acaso.
Os comerciantes precisam voltar a abrir os seus comércios sem medo, sem necessidade de seguranças armados, e com o risco de prejuízos apenas por motivos de mercado.
As famílias precisam ir aos seus passeios com a certeza de que voltarão em segurança. Os jovens precisam ir às festas com a tranquilidade de que dormirão em suas camas.
Precisamos ter de volta o direito de bater um papo em nossas calçadas. De chegar na casa de um amigo e desembarcar eembarcar no carro sem correr com medo de alguém nos surpreender.
Quantos passaram por isso?
Quantos passarão?
Meu respeito aos que não irão concordar, e mais ainda aos que estiveram juntos conosco, hoje.
Paz e bem!
Sou Daniel Grospim Lopes, do partido da PAZ e da EDUCAÇÃO.
Daniel Lopes – Webleitor e empresário.
* Foto de Ebelardo Freitas