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Uma convivência pacífica e mais equilibrada – para nosso bem

Por Carlos Santos

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Participo de um experimento banal, mas que tem sido libertador. É fruto de escolha autônoma e particular. Veio a partir da percepção de que precisava cuidar mais de mim, para saborear melhor o privilégio de ser parte desse mundão. É saúde mental, é relaxamento físico. É paz.

A opção por viver e não apenas sobreviver tangido, é a essência da mudança. Livre para desfrutar do simples, pois quero ter um monte de coisas para não fazer.

Os primeiros resultados são empolgantes.

Há pelo menos seis meses comecei a combater uma rotina doentia. O indivíduo plugado, conectado, cibernético, mantido vivo por “aparelhos”, ingressou em novo ritmo: a ordem e a marcha são de desaceleração e continuada distância do celular. Um passo para trás, para poder seguir em frente.

O costume de acordar e ter como segundo movimento físico, depois de abrir os olhos, o braço esticado para pegá-lo sobre o criado-mudo ou debaixo da rede, tem sido o primeiro combate diário. Sem pressa, sem ansiedade alguma, deixo essa maravilha tecnológica ‘descansar’ bem mais do que eu. Estou no comando, não o inverso.

Meu domínio sobre um dos maiores vícios da modernidade resgata-me para o controle da própria vida. Avanço, mas não é uma vitória suprema e irreversível. Cada dia é um dia de batalha árdua. E tudo me faz lembrar o hábito da bebida, período em que consumia a “víbora” em escala industrial; ciclo vencido com dores, renúncias e perdas.

Poder passar horas e horas com a leveza de outras escolhas, da leitura de um livro físico ao bate-papo de corpo presente, sem checar tela por dezenas de vezes, é uma conquista. Uh-huuu! Mas, desconfio sempre de mim mesmo. Não baixo a guarda. Posso fraquejar.

Digo-lhe: essa não é uma relação que abomino e tento exorcizar. Muito pelo contrário. Não é um caso de ingratidão ou repulsa gratuita. O celular e a Internet revolucionaram minhas apostas profissionais e relação com o mundo.

Mesmo agora quando mais preciso, é imprescindível estabelecer limites. Proponho-me a recuperar o máximo de senso de controle em meio ao caos.

Para nosso bem, é melhor assim.

Com licença… modo avião. ✈️

Carlos Santos é criador e editor do Blog Carlos Santos – BCS

Blog Carlos Santos chega a 50.000 matérias publicadas

O Blog Carlos Santos chegou a uma marca inimaginável àquele começo no dia 3 de maio de 2007 (veja AQUI), há mais de 13 anos e dois meses, o equivalente a 4.830  dias.Atingimos a publicação de 50.000 matérias veiculadas.

A postagem As mil e uma faces e fases de Ricardo Lopes “Aos Vivos” nessa quinta-feira (23), às 20h30, atingiu esse feito emblemático.

É um banco de informação expressivo, que tem sido utilizado não apenas por nós, mas por incontáveis internautas, estudantes, pesquisadores, blogueiros, jornalistas etc., no país e no mundo.

Só tenho que agradecer aos céus e a cada um de vocês, aos nossos colaboradores, anunciantes, família, amigos e admiradores anônimos, por tanta força para chegarmos a essa marca.

É uma incrível viagem de paixão e muito aprendizado, incontáveis vitórias e derrotas pedagógicas.

Não sou mártir, herói ou vítima das dores sentidas, das perdas e ausências colecionadas, mas um aprendiz diário, nesse ambiente virtual, telemático e online.

Se der, o próximo patamar será de 100 mil.

Gládio à mão; à luta!

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O Novo Blog Carlos Santos

Por Carlos Santos

O novo Blog Carlos Santos em breve chegará à sua terceira fase, terceiro layout, mas com identidade bem clara, tanto do ponto de vista editorial quanto ao seu aspecto visual e operacional.

Nessa etapa evolutiva, a gente mudará para continuar o mesmo.

O público-alvo foi amplificado ao longo de mais de 11 anos, deixando de ser matéria-prima apenas dos chamados “formadores de opinião”, manancial humano que hoje precisa ser melhor entendido, inclusive pelas ciências sociais.

O formador de opinião não é mais aquele indivíduo descrito nos estudos científicos e na academia, que nos passa a imagem de um sujeito engravatado e capaz de influir em tudo a sua volta por seu status, poder social, político ou econômico.

Ele é também o adolescente que diante do seu tablet, PC, Note/netbook ou com um Smartphone à mão, consegue encher uma boate com sua influência, marcar encontro com a galera ou viralizar um vídeo planetariamente.

Popularizamo-nos, sem que ficássemos chulos e apelativos. Não precisamos descer, para que pudéssemos subir.

Em nossa ótica, é imprescindível sermos mais interativos, colaborativos, partilhadores e ágeis nas relações interpessoais que se manifestam nesse ambiente cibernético.

O virtual, necessariamente, não precisa nem deve ser impessoal e frio.

A conexão com as novas e consolidadas redes sociais precisa ser potencializada. Nesse sentido, começamos há poucos meses um trabalho experimental ousado, com resultados exponenciais e que devem ser expandidos sobremodo nesse novo estágio do Blog.

Faz parte desse projeto, a convergência com outras plataformas e o enraizamento de um conceito multimídia, sem abrir mão do esmero no tratamento do nosso conteúdo textualizado.

A Web é uma highway com ponto de partida, mas sem chegada e sem limites.

É imperioso continuarmos facilitando a leitura, o acesso à informação e fomentando o debate etc.. Precisamos podar atalhos em demasia e desnecessários.

Ao mesmo tempo, temos que atentar para o fenômeno da comunicação mobile (móvel) através dos tablets e smartphones, por exemplo. Esse é o “pulo do gato”, ou do Blog.

Como se expandir na mão, no bolso, na mochila e na pasta executiva de jovens a empresários, de donas-de-casa a profissionais liberais que não têm tempo a perder?

Como sermos mais atraentes comercialmente?

Tudo isso tem sido pensado, estudado, debatido, no sentido de produzirmos uma página com arejamento estético, melhor conteúdo e facilidade de interação-acesso, num ambiente de grande concorrência, mas também na era do “fake news”.

Mais do que “o furo de reportagem”, continuamos focado em qualidade, em diferenciais analítico-opinativos; naquela abordagem ignorada pela maioria, na segurança da informação, na pluralidade de pensamento e na necessária dialética.

Nosso Blog continuará fazendo “jornalismo com opinião” divergente, retroalimentadora. Inquietante. Questionadora.

Nessa engrenagem, o webleitor é imprescindível. Ele é artesão de uma obra em permanente lapidação. Colabora nos corrigindo, orientando, avalizando, contestando. Escreve conosco um acervo de mais de 42 mil postagens até aqui, mais de 10 mil comentários.

Teimamos em nos afastar da mediocridade, conscientes de que estamos longe da excelência. Mas não custa tentar.

Aguarde mais um pouco. Em breve começaremos essa nova viagem.

Obrigado por tudo.

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Prefeita cassada procura sobreviver e mobiliza ex-auxiliares

A prefeita cassada e afastada de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), reuniu seu grupo e militantes mais próximos. Quer continua “viva”.

Mas praticamente admitiu que um retorno à prefeitura, mesmo episódico, ficou praticamente impossível com recente decisão no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – veja AQUI.

Hora de se virar.

A seara escolhida para esse fim é a Internet, através das redes sociais (Internet e Facebook), com os cabos eleitorais cibernéticos – a grande maioria formada por ex-auxiliares da municipalidade.

Mãos à obra.

Homens-bomba e a guerrilha cibernética contra o poder

A informação no universo cibernético é uma novidade e um desafio para todos nós, que de alguma forma convivemos de forma profissional com a tarefa de comunicar. É um aprendizado diário, uma esfinge longe de ser decifrada por inteiro.

Alguns dogmas, clichês e verdades absolutas com as quais o jornalismo prosperou até aqui, começam a ser questionados ou simplesmente desmoronam como castelo de cartas.

Exemplo fácil de marcar essas observações a gente pode ver na política do Rio Grande do Norte atual.

O desgastado Governo Rosalba Ciarlini (DEM) praticamente não tem oposição formal na Assembleia Legislativa e convive com vozes desarticuladas nos aglomerados partidários. Seus problemas maiores, nesse campo, também não estão fincados em jornais, rádios ou TV´s.

De forma viral, sua má fama tem sido construída na Internet. De modo articulado, ou não.

Há poucos dias, do nada, utilizando câmera de um celular, o médico Jeancarlo Cavalcante ganhou notoriedade por filmar procedimento médico numa sala de cirurgia do Hospital Walfredo Gurgel, em que remendava paciente sem uso de um necessário fio de aço.

“Bombou”, como se diz no meio virtual. Ganhou manchete em toda a imprensa do país, desmoralizando mais ainda o governo.

Jeancarlo não é jornalista, não é dono de cadeia de comunicação ou muito menos político. Teve seus 15 minutos de fama, que talvez sequer planejara. Fez mais estrago do que toda a oposição política reunida.

Virótico, seu vídeo é uma entre tantas outras manifestações que pipocam na Internet através de redes sociais, sem que o governo consiga controlar ou encontre meio simples ou sofisticado de fazer frente. Perde feio essa guerra.

Sátira e Lilliput

Qualquer um pode alvejar o governo. A qualquer momento. E de forma mortal.

Antes mesmo do médico Jeancarlo, outros “guerrilheiros” ocuparam a rede de microblogs Twitter para denúncias diárias quanto às péssimas condições de trabalho nas unidades de saúde pública. Alguns são médicos também.

Postam comentários, fotos e vídeos estarrecedores também no Facebook e blogs.

Bem antes, Natal testemunhou uma mobilização com dezenas e centenas de manifestantes contra a então prefeita Micarla de Sousa (PV).

Muitos anônimos derrubaram ditaduras no Oriente Médio e abalaram o poder em outras partes do mundo.

O Rio Grande do Norte não está descontextualizado do mundo. Não estamos em Lilliput (ilha fictícia do romance “As viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift), mas parece que somos minúsculos cidadãos num reino de absurdos. Somos uma sátira de nós mesmos.

Apesar disso, temos muitos políticos, marqueteiros e comunicólogos de diversos matizes que continuam com a mentalidade e aplicação de técnicas de sobrevivência fincadas lá no passado. Estão longes da realidade.

Nem os milhões destinados à propaganda têm sido capazes de estancar essa epidemia. O vírus dessa militância continua a se espalhar e outros homens-bomba como Jeancarlos estão à solta por aí.

Até o momento, o governo perde feio essa guerra digital.