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Estradas deficientes afetam a economia da Costa Branca

Por Josivan Barbosa

Na última sexta-feira precisamos nos deslocar de Tibau até o município de São Miguel do Gostoso. Inicialmente, pensamos em usar a BR 304 e antes de Riachuelo deixar a 304 e ir até João Câmara, Touros e São Miguel do Gostoso.  Mas, de última hora, resolvemos passar a balsa no Porto Franco (Grossos – Areia Branca) e se deslocar pela Costa Branca.

Areia Branca-Porto do Mangue é a RN-404, com problemas de dunas e buracos na pista (Foto: arquivo)

O primeiro desafio foi passar pela estrada relativamente nova que liga Ponta do Mel a Porto do Mangue. A estrada está completamente destruída.

Qualquer cidadão percebe, que mesmo sem ser usada por veículos pesados, a estrada foi construída sem o zelo adequado e sem os critérios técnicos necessários. É mais uma via da Costa Branca que precisa urgentemente ser recuperada.

Estrada Porto do Mangue – Carnaubais

O acesso para a famosa Estrada do Óleo poderia ter sido feito pela Estrada do Camarão, via o município de Pendências. Nem o lendário Jeep Discovery consegue passar por ela.

Assim, fomos obrigados a usar a Estrada da Petrobras que aumenta o percurso em mais de 60 km. Apenas estes três trechos, Tibau – Areia Branca, Areia Branca-Porto do Mangue e Porto do Mangue Estrada do Óleo consumiram mais de quatro horas.

Isto mostra a falta que faz as pontes Grossos – Areia Branca e Porto do Mangue – Macau. Sem estas ligações jamais poderemos dizer que temos uma Costa Branca.

Os trechos da Estrada do Óleo (rodovia estadual) e da BR 406 estão em ótimas condições de tráfego. Resolvemos deixar a BR 406 e deslocamos para São Miguel do Gostoso via Parazinho. O acesso (30 km) só pode ser feito por via carroçável que, pela importância turística de São Miguel do Gostoso já deveria ter sido pavimentado.

Os trechos discutidos aqui representam apenas uma pequena parcela dos desafios que o próximo governante tem com a logística turística se desejar aproveitar a integração do nosso “RN Sem Sorte” com o vizinho Ceará. Nem de longe dá para comparar a qualidade e a fluidez das rodovias do litoral norte do Ceará (Fortaleza – Jeri – Camucim) com a do nosso litoral norte (Natal – Macau – Areia Branca – Tibau).

CLC

Egídio Serpa (Colunista do Diário do Nordeste) enfatizou e elogiou a CLC, a construtora da vizinha Upanema que aos poucos está ganhando espaço de Minas Gerais ao Maranhão. “Foi a Construtora Luiz Costa (CLC), do Rio Grande do Norte, a ganhadora da licitação para a duplicação dos 7,5 km finais da CE-025, que leva ao Porto das Dunas. As obras começarão nos próximos dias. A empresa potiguar tem bom conceito.”

Oportunidade de novos empregos no RN e CE

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou que vai leiloar concessões para construção, operação e manutenção de 543 km de linhas de transmissão no Ceará e no Rio Grande do Norte que vão gerar 2726 empregos diretos nos dois Estados.

Os trechos de linha de transmissão que serão leiloados e que inclui o Rio Grande do Norte são: Jaguaruana – Açu (114 km), Jaguaruana – Mossoró (2 trechos de 54,5 km), Caraúbas – Açu (2 trechos de 65 km) e Caraúbas II (2 lotes de 100 MVA).

Fruticultura

Conversamos durante a semana com alguns produtores e exportadores de frutas do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE. Neste mês de maio estão concentrando os esforços para negociar contratos com os importadores, empresas de transporte marítimo e com as multinacionais fornecedoras de insumos (sementes, adubos, defensivos e similares).

A desvalorização do real e a intensidade de chuvas em torno da média são fatores que somam para um ano com boas perspectivas de negócio.

Sistema partidário brasileiro

O Brasil tem o sistema partidário mais fragmentado do mundo e, no entanto, não facilita a vida de candidatos outsiders, como um Joaquim Barbosa, um Luciano Huck ou um Bernardinho, três forasteiros que declinaram das pretensões eleitorais à Presidência da República ou ao governo do Rio. Mas o que pode parecer, novamente, um paradoxo é o ponto de equilíbrio de um modelo que sabe até onde é possível esticar a corda.

O sistema político brasileiro é permissivo e aberto a ponto de abrigar 35 legendas, mas impõe seus limites. Barbosa refugou da corrida presidencial por suas razões pessoais (seja ganhar mais dinheiro ou não ter a vida devassada e a reputação manchada numa campanha virulenta), pela evidente falta de socialização na política (indisposição a aprender e se subordinar aos protocolos e códigos do meio) e por fatores institucionais que desestimulam o novo.

Aqui, a classe política vive sob condições de grandes incertezas para manter o cargo sob um conjunto de regras e características que geram alta competitividade: o sistema eleitoral é proporcional – ou seja, favorece a pulverização de partidos -; a escolha dos candidatos é franqueada ao eleitor (a lista não é fechada); e o número de cadeiras legislativas em disputa em cada distrito (magnitude) é elevado. Além disso, o modelo federativo cria 27 subsistemas partidários estaduais e 5.570 municipais.

Vaquinha virtual

Os candidatos às eleições de 2018 já estão autorizados a arrecadar doações via internet, no sistema conhecido como “crowdfunding” ou “vaquinha virtual”. Os partidos, entretanto, consideram baixo o limite diário de R$ 1.064 por doador estipulado para as doações feitas via cartão de crédito, meio que, espera-se, será o mais utilizado tanto na pré-campanha, que vai até 15 de agosto, quanto na campanha.

Pela legislação atual, contribuições acima desse valor só podem ser feitas por meio de transferência bancária, desde que respeitado o limite de doações estipulado pela lei eleitoral – ou 10% dos rendimentos brutos auferidos por ele no ano anterior à eleição.

FIES

A bonança do Fies está chegando ao fim. Apesar de o programa de financiamento estudantil do governo ter encolhido drasticamente nos últimos quatro anos, os grupos de ensino superior privado ainda contavam com mensalidades de cerca de 1,3 milhão de alunos que contrataram o financiamento entre 2013 e 2014, ápice do programa. Este ano, no entanto, grande parte desse contingente vai se formar. Com isso, a receita proveniente do Fies para essas instituições, que já vinha caindo, vai ficar bem menor. No acumulado de 2011 a 2016, o governo federal desembolsou quase R$ 62 bilhões para arcar com os 2,4 milhões de financiamentos estudantis vigentes. Considerando um orçamento anual de R$ 200 milhões para uma universidade federal, os recursos destinados ao FIES daria para manter cerca de 50 IFES em funcionamento. Lembremos que não estamos ainda computando os recursos da desoneração fiscal do PROUNI.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Complexo Viário aguarda visita de ministro e políticos

O ministro dos Transportes (Paulo Sérgio Passos) e um amontoado de políticos potiguares, bem que poderiam fazer visita à interminável obra do Complexo Viário da Abolição, em Mossoró. O monstrengo à céu aberto se arrasta desde 2009.

Tinha previsão de ser concluído em meados de 2013.  Mas até hoje não foi entregue e apresentou problemas diversos, sem que a sociedade tenha sido devidamente informada sobre detalhes desse caos que  já consumiu mais de R$ 72 milhões.

Obra se arrasta repleta de falhas grotescas e, aparentemente, sem fiscalização (Foto: Secretaria da Infraestrutura do RN)

O empreendimento faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sob gestão do Estado como “obra delegada”. Orçada inicialmente em R$ 52 milhões, seu projeto original previa cinco viadutos, uma ponte e duplicação da BR-304 em extensão da ordem de 17 quilômetros em área predominantemente urbana, na chamada “Avenida do Contorno”.

A ordem de serviço deriva da gestão Wilma de Faria (PSB) e presidente Lula da Silva (PT). De lá para cá, já tivemos a eleição da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e passamos pro segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).

Vencedora da licitação, a empresa EIT entrou em regime de recuperação judicial (insolvência), com a obra caindo no “colo” da CLC. Nesse período de tempo, o que se testemunha é a edificação de um escândalo continuado, sem que ninguém seja punido.

Marketing político

Todos os viadutos apresentaram problemas.

Tudo é tão sinistro e suspeito, que até fica difícil se localizar uma placa com informações sobre a obra ao longo da construção. Pelo visto, ninguém quer ser lembrado ou associado ao trambolho milionário.

Na prática, o que se testemunha, é a formatação de um projeto obtuso e que nasce obsoleto, aparentemente sem qualquer fiscalização séria.

Durante alguns anos, a obra foi visitada por diversos políticos como peça de propaganda político-eleitoral. Viadutos chegaram a ser “inaugurados” individualmente pela governadora Rosalba.

Contudo há vários meses que o “marketing” de inaugurações e visitas foi abandonado. Nem mesmo na campanha eleitoral deste ano, qualquer político quis se expor ao antimarketing, visitando o monstrengo.

Mossoró, enfim, segue sendo punida pelo descaso, irresponsabilidade e ganância, num consórcio que envolve alguns patifes conhecidos e outros ocultos.

O Complexo Viário da Abolição é caso de polícia e não apenas de engenharia.

O Ministério Público Federal (MPF) que o diga.

O crime compensa.

Duplicação será retomada na próxima segunda-feira

A obra de duplicação da RN-013 deverá retomar ritmo acelerado a partir de segunda-feira (4). A informação é do engenheiro Nilton Rêgo, engenheiro residente do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), sediado em Mossoró.

Ele estima que até o final do ano os 10 quilômetros restantes (total de 28 quilômetros) deverão estar liberados para tráfego. “Vão ficar faltando os detalhes, acabamentos”, estima.

Nilton Rêgo adianta que esse trecho de 10km “já tem seis quilômetros de base lançada”, o que garante maior agilidade à continuidade da obra.

A duplicação começou em julho do ano passado, com previsão de 12 meses para ser concluída, informa o engenheiro. Ela tem 22 metros de largura, incluindo o canteiro central.

O principal impasse à conclusão foi de ordem financeira. O Governo do Estado finalmente assegurou repasse da ordem de R$ 24 milhões, pendência existente com a CLC Construtora, que venceu licitação.

O Governo do Estado iria investir pouco mais de R$ 38 milhões no empreendimento viário. Mas houve aditivo de cerca de R$ 6 milhões, que se conecta a outras vias rodoviárias estratégicas para a região, como a Grossos-Tibau e a Estrada do Melão, que liga a RN-013 (em Tibau) à BR-304.

Obra se arrasta com alto débito e tensão

Governo do Estado pressiona construtora responsável pela obra de duplicação da estrada Mossoró-Tibau, mesmo sem pagá-la.

Débito é superior a R$ 12 milhões. Por enquanto.

Mas serviços se arrastam, num ritmo aquém do início e da época da campanha eleitoral do ano passado.

Os bastidores dessa relação entre a CLC (construtora) e o Governo são bastante tensos.

Nem tudo pode ser publicado, mas existe uma relação indireta desse empreendimento com a duplicação da Avenida do Contorno em Mossoró, denominada de Complexo Viário da Abolição.

Ponte será interditada; tráfego terá alterações

A CLC Construtora informa que a ponte sobre o Rio Mossoró, conhecida como a ponte da Barragem de Genésio, localizada no km 43 da BR 304, será interditada durante os dois próximos finais de semana.

Haverá necessidade de içamento das vigas do vão principal da duplicação da ponte, que faz parte das obras do Complexo Viário da Abolição.

A interdição começa às 5 horas da amanhã do próximo sábado, 06, sendo o trânsito liberado às 19 horas.

No domingo, 07, os mesmo horários se repetem, assim como no final de semana seguinte.

O tráfego será desviado para o seguinte percurso: Avenida Alberto Maranhão, Avenida Coelho Neto e Complexo Viário Vingt Rosado.

 

Empresa avisa interdição de importante via

A CLC Construtora informa que o cruzamento da Rua João da Escóssia com a BR-304 (Mossoró) será interditado na próxima quinta-feira (06), para o início da construção do Viaduto III do Complexo Viário da Abolição. “Garantia” de mais transtornos, inevitáveis.

Para dar fluidez ao trânsito, dois retornos vão servir para a passagem entre um lado e o outro da BR, um implantado nas proximidades com a Avenida Doutor João Marcelino, e o outro próximo ao Terminal Rodoviário Diran Ramos do Amaral.

Duas faixas também serão disponibilizadas como meio de entrada/saída de cada.

O prazo para liberação do trecho é de cinco meses, contados a partir do início da interdição.

Com informações da Assessoria de Imprensa da empresa construtora.

Nota do Blog – Significa dizer que o fluxo para o Mossoró West Shopping, Alphaville, Sun Ville, Atakadão, Maxxi, Universidade Potiguar (UnP) e o tráfego de carros e caminhões pesados no cruzamento da BR-304 vão tornar essa área algo próximo do inferno. No mínimo, o purgatório.

É o preço que pagaremos por estimada melhoria futura no tráfego.