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Gilmar suspende ‘penduricalhos’ do Judiciário e Ministério Público

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Com a imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) tisnada pelo caso do Banco Master, o decano da Corte, Gilmar Mendes, aderiu à campanha do colega Flávio Dino em um tema de apelo popular: o combate aos superssalários.

Em decisão publicada nessa segunda-feira, Gilmar mandou suspender em até 60 dias o pagamento no Judiciário e no Ministério Público de verbas indenizatórias, os chamados “penduricalhos”, que não estejam previstas em lei aprovada pelo Congresso. Na prática, isso barra gratificações criadas pelas Assembleias Legislativas ou por regulamentações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Hoje, o STF começa a discutir a liminar de Flávio Dino que suspendeu os penduricalhos nos Três Poderes e proibiu a criação de benefícios por novas leis. (g1)

“Pelo menos duas pesquisas de opinião ouviram o seguinte nas últimas semanas: mais de metade dos eleitores escolherão seus candidatos ao Senado com um único critério. O compromisso com o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal”. (Meio)

A imagem do Judiciário brasileiro atinge um patamar antes só reservado à própria classe política.

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CNJ fará inspeção nas dependências do Judiciário do RN

Trabalho do CNJ faz parte de rotina (Foto: Arquivo)
Trabalho do CNJ faz parte de rotina (Foto: Arquivo)

A Presidência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) publicou, no Diário de Justiça Eletrônico (DJe), edição de 17 de março de 2025, a Portaria CNJ nº 3/2025, que estabelece a realização de inspeção de rotina do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nas dependências do Judiciário Potiguar.

O trabalho acontecerá no período de 24 a 26 de março e será realizado nas unidades administrativas e judiciárias, além das serventias extrajudiciais da capital e do interior.

Durante as atividades das equipes, compostas por magistrados e servidores, os trabalhos forenses e prazos processuais não serão suspensos.

Os trabalhos de inspeção deverão acontecer entre às 9 e às 18 horas, sendo obrigatório a presença nos setores de, pelo menos, um juiz e um servidor com conhecimento para prestar informações à equipe da Corregedoria Nacional.

As inspeções de rotina têm como objetivo a elaboração de relatório com apontamentos que destacam boas práticas pelas cortes de todo o Brasil, assim como também podem indicar a necessidade de aperfeiçoamento de rotinas. É possível ainda que esse documento inclua recomendações para o melhor desempenho das unidades judiciais.

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“Ninguém será julgado por robô”, avisa o CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) debateu, nesta terça-feira (11), a atualização da Resolução CNJ n.º 332/2020, que define diretrizes para o uso da inteligência artificial (IA) nos tribunais. O conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello apresentou a minuta da nova norma e destacou que a supervisão humana será obrigatória em todas as etapas de desenvolvimento e utilização das ferramentas tecnológicas.

“Ninguém quer ser julgado por um robô, e a normativa proposta não permitirá isso. Será, em verdade, uma ferramenta para auxiliar o magistrado na sua tomada de decisão”, afirmou Bandeira de Mello.

Segundo ele, a IA poderá apoiar juízes na formulação de perguntas em audiências, na detecção de contradições em depoimentos e na verificação da compatibilidade das decisões com precedentes relevantes.

A minuta resulta de um ano de trabalho do grupo técnico do CNJ, incluindo uma audiência pública de três dias para debater o tema. Após a apresentação do voto do relator, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, suspendeu o julgamento, que será retomado na 1.ª Sessão Extraordinária de 2025, na próxima terça-feira (18).

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Afastado por assédio sexual, juiz acha decisão “indevida e injusta”

Orlan Donato Rocha saiu de Mossoró para Ceará-mirim (Foto: Atquivo)
Orlan Donato Rocha saiu de Mossoró para Ceará-mirim (Foto: Atquivo)

Afastado das funções de juiz federal na 15ª Vara Federal em Ceará-mirim, por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – veja AQUI, sob acusação de assédio ou importunação sexual, Orlan Donato Rocha diz-se inocente. Através de três advogados, ele emite nota oficial considerando “indevida e injusta” a medida cautelar.

Veja abaixo a íntegra da nota:

A defesa de Orlan Donato Rocha esclarece que na manhã de hoje, o Conselho Nacional de Justiça/CNJ decidiu instaurar Revisão Disciplinar e entendeu pelo seu afastamento cautelar, muito embora o TRF5 já tivesse analisado o caso e decidido por ausência de qualquer tipo de assédio.

Consideramos a extensão dessa imputação ao juiz federal Orlan Donato Rocha, indevida e injusta pela absoluta improcedência dos fatos apontados e pela total ausência de provas que possam comprometer a sua conhecida e meritória postura na vida pública.

O magistrado reafirma sua inocência no caso em questão e que as ilações são infundadas.

Tudo será evidentemente esclarecido no decorrer do processo.

Por fim, reiteramos sua seriedade e correção, como integrante da magistratura federal há mais de doze anos.

Advogados

Olavo Hamilton, Paulo Leão e Paulo Leão Júnior

Nota do Blog Carlos Santos – Até o segundo semestre do ano passado, Donato era titular da 8ª Vara Federal em Mossoró e os depoimentos de seis mulheres que o incriminam tem essa cidade como ambiente, segundo o relator do  processo no CNJ, ministro Luis Felipe Salomão. Ele pediu a correta apuração dos fatos, até que se defina o melhor encaminhamento para a situação. 

CNJ suspende perfis de magistrados envolvidos em política eleitoral

CNJ revela preocupação com manifestações de magistrados (Foto ilustrativa)
CNJ revela preocupação com manifestações de magistrados (Foto ilustrativa)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu vários perfis em redes sociais que têm como titulares pessoas da magistratura. São juízes e até desembargadores nessa lista.

Tudo motivado por manifestações político-eleitorais, muitas exasperadas.

O agravante é o compartilhamento de notícias falsas, campanha aberta por esse ou aquele candidato e multiplicação de ataques à própria Justiça Eleitoral, como questionamento às urnas eletrônicas.

Nos grupos de WhatsApp e outros aplicativos de bate-papo existem postagens ainda mais surpreendentes. Porém, o CNJ não chegou neles. Se chega…

Pelo visto, nenhum dos judicantes chegou a ler o próprio Código de Ética da Magistratura, o elementar para nortear comportamento on-line e off-line.

Ó tempos, ó costumes!

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TJ não é obrigado a repassar recursos a Estado, diz Judiciário

Através de sua Assessoria de Comunicação Social, o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) se pronuncia sobre liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) – veja AQUI – que autorizaria esse poder a passar recursos ao Governo do Estado, para uso em Saúde e Segurança.

A interpretação do TJ, é de que “A liminar concedida ontem pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal – STF, em atendimento à ação movida pelo governo do estado, não impede que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte continue a investir os seus recursos em melhoria e agilização dos serviços judiciários prestados à população”.

Afirma, que “a correta interpretação da liminar do ministro Marco Aurélio mostra que ele autoriza o TJRN a discutir o assunto, se desejar. Na verdade, a decisão do ministro suspende a liminar concedida ao CNJ, em 24 de novembro de 2016, negando a hipótese de repasse dos recursos do Tribunal para o governo. Já a destinação definida pelo Presidente Expedito Ferreira para os recursos do judiciário é melhorar e agilizar os serviços judiciários prestados à população pelo Tribunal e pelas 65 comarcas do estado”.

E mais: “Outro aspecto decisivo da questão é que a Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte – AMARN, o ex-presidente do Tribunal, desembargador Cláudio Santos, e o presidente Expedito Ferreira já tinham pedido ao Conselho Nacional de Justiça – CNJ a extinção do processo da possível doação que, agora, o governo busca com ação no STF.”

Por fim, destaca: “Um dado importante na liminar do ministro Marco Aurélio é que ele exclui o presidente do TJRN como réu no processo, com destaque de que não há lei que determine a devolução dos recursos.”

Com informações do TJRN.

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A cidadania vai prevalecer sobre a crise, diz Ayres Britto

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto, sergipano de Propriá, é entrevistado da edição deste domingo (27) do jornal paulistano Folha de São Paulo.

Em determinado trecho, ele faz diagnóstico da crise política brasileira, falando com muita propriedade sobre esse cenário e o comportamento da sociedade em relação a tamanho lamaçal moral.

Veja no boxe abaixo:

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Mutirão fiscal pode ajudar arrecadação do Estado do RN

O Governador Robinson Faria (PSD) recebeu em audiência nesta terça-feira (13) a corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Nancy Andrigui. Na audiência foi tratado sobre a realização no Rio Grande do Norte do Programa Nacional de Governança Diferenciada das Execuções Fiscais, no qual, através de mutirão, cidadãos e empresários poderão negociar e quitar débitos tributários.

O Rio Grande do Norte tem hoje cerca de R$ 7 bilhões em débitos tributários judicializados. Através do mutirão, que já aconteceu em oito Estados, o Executivo e o Poder Judiciário oferecem condições para os contribuintes regularizarem sua situação fiscal.

Nancy explicou para governador a importância da iniciativa (Foto: Demis Roussos)

A ministra Nancy Andrigui explica que o mutirão é formatado para atender com agilidade o contribuinte, que em poucos minutos tem acesso ao seu débito e à negociação. “Em Brasília, por exemplo, o tempo médio de atendimento foi de 8 minutos”, informou, acrescentando que o contribuinte já sai do mutirão com a certidão de quitação com o Fisco estadual em mãos.

Equipes

Ela acrescenta que hoje, em todo o país, há 100 milhões de ações no Judiciário e 51% delas são referentes a execuções fiscais federais, estaduais e municipais, de acordo com o Relatório Justiça em Números, do CNJ, elaborado em 2014.

O mutirão, que ainda não tem data confirmada, mas deverá ser realizado nos próximos 40 dias, vai reunir num local amplo equipes da Secretaria da Tributação, da Procuradoria Geral do Estado, Detran, Idema, do Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e outros órgãos prestadores de serviços à população.

Em Brasília, no mutirão realizado durante nove dias, foram reduzidos 73 mil processos e recuperados R$ 1,2 bilhão em tributos. No Rio de Janeiro, em cinco dias de mutirão, foram reduzidos 87 mil processos e recuperados R$ 2 bilhões em tributos e impostos sonegados.

Com informações do Governo do Estado.

Lewandoski instala audiência de custódia e recebe cidadania

Em coletiva à imprensa na manhã de hoje (9), na sede do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), o ministro Ricardo Lewandoski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afirmou que com o projeto Audiência de Custódia cerca de 120 mil pessoas deixarão de ser presas em até um ano. O ministro veio a Natal para a solenidade de instalação do projeto no Rio Grande do Norte, 26º estado a aderir ao projeto do CNJ.

Ministro (inclinado) em evento no TJRN à manhã de hoje (Foto: Rayane Mainara)

Ele também recebeu título de cidadania potiguar, em sessão realizada posteriormente, na Assembleia Legislativa do Estado, também na Praça 7 de Setembro, em frente à sede do TJRN. Foi prestigiado em parte da programação por diversas autoridades locais, como o governador Robinson Faria (PSD) e representantes do Ministério Público.

A audiência de custódia visa garantir os direitos do preso em flagrante, apresentando-o a um juiz no prazo de até 24 horas para que este faça uma análise inicial sobre a legalidade do procedimento e a necessidade ou não de sua permanência na prisão.

Economia

“Pretendemos dentro de um ano deixar de prender 120 mil presos, que cometeram pequenos delitos. Trata-se de réus primários, que tem residência fixa, um trabalho lícito e que podem perfeitamente responder ao seu processo em liberdade. Claro que mediante condições, como a fiança, o uso de uma tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico perante um juiz ou até uma prisão domiciliar”, afirmou Lewandowski.

O presidente do CNJ estima que o projeto vá proporcionar ainda a economia “da espantosa cifra de R$ 4,8 bilhões, que podem ser empregados em saúde, educação e outros serviços públicos”. Isto porque o custo mensal estimado de um preso no Brasil é de R$ 3 mil. “Não há sistema carcerário que suporte esse aumento de presos indevidamente. Isso implica em um custo muito grande”.

Segurança

Lewandowski lembrou que existem no país cerca de 240 mil presos provisórios.

Na praça, em pleno evento, servidores da Justiça faziam protesto utilizando foguetório, palavras de ordem, cartazes e faixas, além de utilizarem a cor preta como vestimenta.

Desde cedo havia forte aparato policial cercando a praça e limitando o tráfego de pessoas e veículos. Até uma sessão de audiência pública na AL foi transferida para outro local, por medida de segurança.

Presidente do STF lançará audiências de custódia em Natal

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ricardo Lewandowski, confirmou a vinda a Natal, no dia 9 de outubro, para o lançamento das audiências de custódia no Rio Grande do Norte. Na ocasião, o presidente do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), desembargador Claudio Santos, assinará termo de adesão ao projeto do CNJ e o ministro Lewandowski deverá participar da primeira audiência de custódia, a ser realizada no prédio do antigo Grande Hotel, na Ribeira.

Nessa quarta-feira (16), o Pleno do TJRN aprovou a Resolução nº 18/2015, que disciplina o procedimento no âmbito do Judiciário potiguar. Com a sua implantação, os presos em flagrante deverão ser apresentados a um magistrado em um prazo de até 24 horas após a lavratura do seu auto de prisão, para que o juiz faça uma análise inicial sobre a legalidade do procedimento e a necessidade de sua permanência na prisão ou a imposição de medidas alternativas ao cárcere.

Atualmente, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo, com mais de 600 mil detentos.

Deste, 41% são presos provisórios, pessoas que estão encarceradas mas ainda aguardam julgamento pela Justiça.

Desembargador pede propina e ganha decisão favorável

Do portal Terra

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) restabeleça o salário do desembargador Arthur Del Guércio Filho, afastado de suas funções desde o dia 3 de abril por suspeita de corrupção. A decisão foi assinada pelo ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Del Guércio é investigado pela Polícia Federal por ter enviado mensagens de celular a advogados solicitando quantias em dinheiro de até R$ 35 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

“Apenas a instauração do processo administrativo disciplinar não legitima a supressão de quaisquer verbas na remuneração dos magistrados”, escreveu Joaquim Barbosa em sua decisão. O STF acolheu a reclamação da defesa do desembargador, que questionava decisões do TJ-SP sobre o caso.

Segundo o presidente do TJ, desembargador Ivan Sartori, as provas contra Del Guércio  sugerem “um verdadeiro padrão de comportamento desbordante da mais comezinha postura expectável de um magistrado”. Há oito meses, o afastamento temporário de Del Guérciofoi decretado por unanimidade no TJ-SP.

 

Nem todos são iguais perante a lei

Quem pousou ontem em Mossoró foi o ex-desembargador Rafael Godeiro.

Só alegria, num restaurante da cidade, entre doses cavalares de uísque, música ao vivo e posando para fotos com amigos, apesar da saída do cargo por corrupção.

Godeiro foi “condenado” pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a perder cargo, mantendo remuneração.

Mas ainda responde aos crimes que lhe são imputados, numa vara criminal de Natal.

Não tem do que se preocupar.

“Embargos de gaveta” e a “lei” vão continuar lhe garantindo uma boa vida.

Nem todos são iguais perante a lei…

Prova para concurso de juiz é remarcada por CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a remarcação da prova de corte (primeira seleção) do concurso para juiz do Estado do Rio Grande do Norte, para que haja um intervalo entre a divulgação do certame e a data efetiva do concurso de, pelo menos 15 dias, como consta da Resolução 75/CNJ, que estabelece diretrizes norteadoras dos concursos para a carreira da magistratura.

O tempo mínimo, computado a partir da publicação de novo edital, tem como objetivo permitir que todos os concorrentes à vaga tenham possibilidade de participar do concurso em condições plenas de isonomia.

No Procedimento de Controle Administrativo Nº 0005587-76.2013.2.00.0000, relatado pelo conselheiro Flavio Sirangelo, a realização da prova deve ser suspensa e remarcada porque a divulgação não observou um lapso de tempo razoável para que os candidatos se organizem para comparecer no dia da prova. Designada para ocorrer no dia 29 de setembro, a divulgação da prova só ocorreu no dia 17 desse mesmo mês, prejudicando a participação de candidatos de outros estados.

O relator observou  que, entre os fatores a recomendar a concessão da tutela de urgência, está o fato de que o concurso envolve, nesta prova objetiva, nada menos do que 4.400 candidatos inscritos. Também ponderou que a marcação da prova em tão curto espaço de tempo representaria um ônus injusto aos candidatos de outros estados, diante do  custo elevado de despesas de deslocamento e hospedagem, quando feitas em curto espaço de tempo para uma cidade turística como Natal.

De acordo com a liminar impetrada pela requerente, o concurso para magistrado do TJRN já foi aberto e suspenso diversas vezes por conta de impedimentos da Comissão de Concurso, o que já ocasionou diversos prejuízos aos candidatos, com cancelamento de passagens e hospedagem.

Do CNJ.

 

Desembargador será ouvido sobre Operação Sinal Fechado

Do Portal No Ar

O desembargador Francisco Saraiva Dantas Sobrinho, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), foi convocado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), para prestar depoimento no dia 7 de maio em um inquérito criminal que apura o envolvimento dele com o grupo denunciado na ” Operação Sinal Fechado”.

O motivo é uma denúncia feita pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de que ele teria um relacionamento muito “próximo” com réus da Operação Sinal Fechado – entre eles, o suplente de senador, João Faustino – e por isso poderia ter favorecido alguns deles na instalação do Consórcio Inspar no RN para a realização da Inspeção Veicular no Estado.

Antes, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já vinha apurando uma reclamação contra o desembargador pelo mesmo assunto. Na edição do final de semana, inclusive, O Jornal de Hoje publicou que Saraiva Sobrinho e o Tribunal de Justiça do RN teriam sido convocados para dar esclarecimentos sobre a relação supostamente “próxima” que ele tinha com alguns dos réus denunciados na Sinal Fechado.

Para quem não lembra, a Operação constatou uma suposta fraude no contrato firmado entre o Governo do Estado e o consórcio Inspar para a inspeção veicular no Rio Grande do Norte.

Saraiva Sobrinho teria uma relação muito próxima com o suplente de senador, João Faustino, que foi um dos presos na operação.

Saiba mais AQUI.

Juiz do RN vai compor Escola de Magistrados

O Juiz Federal Walter Nunes, titular da 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, será empossado na próxima segunda-feira (29), como integrante do conselho diretor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM).

A solenidade ocorrerá em Brasília.

O grupo dirigente da instituição tem na sua composição cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça, um Desembargador Federal, um Desembargador Estadual, um Juiz Federal e outro Estadual.

No caso do magistrado potiguar ele foi indicado pela Associação dos Juízes Federais.

A Escola Nacional, que tem como diretora geral a ministra do STJ Eliana Calmon, foi criada junto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e tem como missão desenvolver o programa de formação dos magistrados, incluindo a promoção de cursos de capacitação e qualificação.

CNJ decide que vaga de desembargador é da OAB

Do Portal No Ar

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, na sessão desta terça-feira (16), que a vaga em aberto com a aposentadoria do desembargador Caio Alencar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN)  será destinada a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O impasse pela vaga surgiu após a escolha do advogado Glauber Rego ter sido colocada em xeque pela forma como se deu a votação dos desembargadores no TJ.

Com isso, a Associação do Ministério Público (Ampern) ingressou junto ao CNJ requerendo a vaga para um membro do Parquet.

O Recurso Administrativo no pedido de providências teve como requerente a Ampern e o conselheiro foi Jefferson Luis Kravchychyn.

Durante a sessão, os ministros divergiram em alguns momentos, mas no final ficou determinado que a vaga vai ser de um advogado da OAB.

Novo pleito

Por maioria simples, o pleno decidiu a nulidade da escolha do advogado Glauber Rêgo e realização de nova escolha em caráter público de voto aberto e fundamentado.

Nota do Blog – A eleição que tinha proporcionado a ascensão de Glauber – foi considerada cavilosa, irregular. Muito ruim para a imagem do TJRN.

Juízes ganham ação contra TRT 21 no CNJ

A Associação dos Magistrados Trabalhistas do Rio Grande do Norte (AMATRA 21) ingressou com processo no CNJ sobre a questão das convocações de juízes de 1º grau para substituir na 2ª instância, a fim de que as designações observem a impessoalidade e a isonomia.

Atualmente, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT 21) do RN não segue critérios objetivos para a escolha dos juízes convocados, como ocorre em outros tribunais do País.

Com a decisão do CNJ, proferida pelo Conselheiro Neves Amorim, o TRT 21 terá 30 dias para alterar o seu regimento interno para atender às resoluções e precedentes do Conselho Nacional de Justiça.

Agora, a AMATRA 21, através da sua presidente a juíza Maria Rita Manzarra, ingressou novamente no CNJ com pedido de providência para que a Corte Trabalhista do RN faça a conclusão do processo de promoção de juiz substituto, em aberto há 1 ano e 4 meses.

O conselheiro relator Jefferson Kravchychyn enalteceu, em sua decisão, estar evidenciado a mora do TRT-RN e determinou que a presidência do Tribunal informe ao CNJ, no dia seguinte à sessão já aprazada para o dia 04.04.2013, se concluiu o processo de promoção.

Tribunal emite nota sobre decisão do CNJ

O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) emitiu nota sobre decisão liminar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que suspendeu efeitos de eleições para escolha de lista tríplice do Quinto Constitucional, ocorridas na semana passada.

Eis a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL

A respeito da sessão aberta com escrutínio reservado e proclamação pública do resultado, para fins de escolha da lista tríplice do Quinto Constitucional, realizada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte em 15 de fevereiro de 2013, cujos efeitos foram suspensos liminarmente pelo Conselho Nacional de Justiça, este Tribunal esclarece que:

1 – A escolha da Lista Tríplice por voto reservado, em sessão aberta, é avalizada por entendimentos das duas principais Cortes brasileiras, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça. O artigo 26 do regimento interno do STJ define que a sessão para votação de lista do Quinto Constitucional deve ser pública, mas, no parágrafo 7º, ressalva que o escrutínio será secreto. O STF, ao decidir o Mandado de Segurança nº 28.870, de 08 de junho de 2012, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, manteve esse entendimento;

2 – No que se refere ao posicionamento do Conselho Nacional de Justiça, trata-se de medida liminar, de caráter temporário, sobre a qual o Tribunal prestará as informações necessárias, sustentando as razões jurídicas do seu entendimento;

3 – Ademais, o Artigo 61, parágrafo 2º, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte afirma que as sessões de escolha de lista do Quinto Constitucional devem ser abertas com escrutínio reservado;

4 – Em relação ao questionamento sobre o quórum da sessão, destaque-se que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte conta atualmente, em sua corte, com apenas 12 desembargadores aptos ao voto, e portanto o número de sete votos constitui a maioria absoluta no resultado da votação.

O TJRN prestará informações ao CNJ dentro do prazo estipulado, de 48 horas, e aguarda a apreciação do mérito da questão para tomar as decisões cabíveis, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte

Universo jurídico vive a “Era das Trevas” no RN

O universo judírico do Rio Grande do Norte parece viver a “Era das Trevas”.

No Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), dois desembargadores foram afastados e respondem a procedimentos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por supostos crimes como formação de quadrilha e sumiço de mais de R$ 11 milhões de precatórios.

Pelo menos mais uns três outros desembargadores também convivem com certos embaraços.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do RN, Sérgio Freire, aparece em lista de constratações supostamente irregulares na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte – coisa que perdura há anos.

O recém-escolhido para ser novo desembargador do TJRN, advogado Glauber Rêgo, tem ascensão sustada por limitar do CNJ, que questiona o ritual de votação da lista tríplice da qual ele foi ungido – Veja AQUI.

Há poucos meses a eleição para escolha dos novos membros da OAB/RN foi marcada por acusações e denúncias de irregularidades. A chapa derrotada preferiu recuar, optando por armistício e silêncio, temendo comprometer a própria imagem da entidade.

É o fim?

Não, não creio.

Penso que todo caos é a oportunidade para se construir uma nova ordem saneadora e melhor.

É oportunidade para recomeço. Um novo começo.

Que fique consignado.

CNJ “mela” escolha de novo desembargador do TJRN

A iminente formalização de escolha do advogado pauferrense Glauber Rêgo para ser o 14º desembargador do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) “melou”. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) bota um senão no processo de escolha dele para compor essa corte potiguar.

A advogada mossoroense Germana Gabriella protocolou processo de controle administrativo questionando meandros da votação da lista tríplice.

Outra vez o Judiciário do Rio Grande do Norte ganha notoriedade. De novo, por seu lado “B”.

A decisão do CNJ torna sem efeito escolha da lista tríplice no TJRN, ocorrida na sexta-feira (15), que apontou nomes à escolha da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) para o quinto constitucional, vaga que cabe a um membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Eis a íntegra da decisão do conselheiro Jefferson Kravchychyn no processo de número 0000692-72.2013.2.00.0000:

DECISÃO LIMINAR

VISTOS.

Trata-se de Processo de Controle Administrativo (PCA), instaurado pela advogada Germanna Gabriella Amorim Ferreira, em face do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande Norte (TJRN), requerendo, em sede liminar, a determinação para que o TJRN não dê posse ao advogado escolhido a compor o Tribunal como desembargador, na vaga da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em decorrência de vícios no processo de escolha.

A requerente relata que, no dia 14/2/2013, os desembargadores do Tribunal se reuniram, em sessão a portas fechadas, e decidiram que a votação para formação da lista tríplice para a escolha do novo desembargador oriundo da vaga da OAB se deu por escrutínio secreto, sem a divulgação da motivação dos votos, no dia posterior, o que, de fato, teria assim ocorrido.

Ademais, informa que participaram da citada escolha apenas 7 desembargadores, o que seria uma afronta ao §2º do art. 61 do Regimento Interno do TJRN, que determina a participação da maioria absoluta dos integrantes do Tribunal (DOC13, fls. 29), que são 15 desembargadores.

Por fim, requer a concessão de medida liminar para o impedimento da posse do novo desembargador, caso seja aprovado na sabatina perante a Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Norte, até decisão final do Conselho Nacional de Justiça.

É, em apertada síntese, o relatório.

DECIDO:

Em sede de juízo perfunctório, entendo que os dois requisitos para a concessão da tutela liminar estão preenchidos no presente caso. Com efeito, o perigo na demora da medida pode permitir que um advogado seja nomeado para o exercício do cargo de desembargador sem o devido processo legal. Por outro lado, o pleito narrado pela requerente está de acordo com a orientação pacífica deste Conselho, no que pertine à modalidade de votação para a escolha de lista tríplice para o preenchimento de vaga de desembargador, que deve ser aberta e fundamentada:

PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA. PREENCHIMENTO DE VAGA DE DESEMBARGADOR. QUINTO CONSTITUCIONAL DA ADVOCACIA. DEVOLUÇÃO DA LISTA À ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. NÃO ATINGIMENTO DA MAIORIA ABSOLUTA PARA ESCOLHA DA LISTA TRIPLICE. VOTAÇÃO SECRETA. RECOMENDAÇÃO Nº 13/2007 DO CNJ NÃO OBSERVADA PELO TRIBUNAL.

1. Pretensão formulada pela OAB/RO, no sentido de que seja reconhecida a validade da votação realizada pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, para a formação de lista tríplice para provimento de vaga reservada aos advogados, sem a necessidade de maioria absoluta, devendo ser encaminhada a lista tríplice ao Governador do Estado, ou que seja anulada a votação anterior, procedendo-se à nova votação, aberta, nominal e fundamentada, com observância da Recomendação 13/07 do CNJ.

2. Não houve mudança na orientação jurisprudencial deste Conselho, no sentido de que “a lista tríplice a que se refere o artigo 94, parágrafo único, da Constituição Federal seja formada em sessão pública, mediante votos abertos, nominais e fundamentados” (Recomendação 13).

3. A orientação expressa na Recomendação nº 13 deste Conselho funda-se na decisão adotada no PP-0000497-97.2007.2.00.0000 (julg. 15.8.2007) e foi reafirmada no PP 2009.10.00.000808-2 (julg. em 15.4.2009), também relatado pelo Conselheiro Altino Pedrozo.

4. Pedido julgado parcialmente procedente para desconstituir a deliberação do Tribunal de Justiça de Rondônia.(CNJ – PP – Pedido de Providências – Conselheiro – 0007009-91.2010.2.00.0000 – Rel. JOSÉ ADONIS CALLOU DE ARAÚJO SÁ – 125ª Sessão – j. 26/04/2011 ).

Outrossim, soma-se a alegação sobre o fato da inobservância do quórum da maioria absoluta dos membros do Tribunal, conforme determinação do seu próprio Regimento Interno (art. 61, §2º).

Ante o exposto, verifico que há motivos suficientes para autorizar medida urgente e acauteladora, razão pela qual defiro o pedido liminar para suspender os efeitos da votação realizada no dia 15/2/2013, que culminou na elaboração da lista tríplice encaminhada ao Poder Executivo do estado do Rio Grande do Norte, até decisão deste Conselho em sentido contrário.

Oficiem-se, com urgência, ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, solicitando as informações que entender pertinentes, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, contendo nelas necessariamente a informação dos nomes dos três advogados que foram eleitos para formar a citada lista tríplice.

Notifique a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional local, Assembleia Legislativa e o Governo, todos do estado do Rio Grande do Norte para que tomem ciência desta decisão e, querendo, apresentem as informações pertinentes.

A presente decisão deverá ser incluída na próxima sessão para ratificação do Plenário.

Intimem-se com urgência. Cópia do presente servirá como ofício.

Brasília, 18 de fevereiro de 2013.

Conselheiro JEFFERSON KRAVCHYCHYN Relator

PROCESSO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO N.° 0000692-72.2013.2.00.0000

Rapinagem no Tribunal de Justiça terá nova apuração

Do G1

Por maioria, os integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiram, nesta terça-feira (29), reabrir as investigações que apuram a suposta participação de dois desembargadores em uma fraude milionária no sistema de pagamento de precatórios (dívidas do estado com cidadãos determinadas pela Justiça) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN).

Os conselheiros entenderam que é preciso refazer as perícias do caso para evitar futuros questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os desembargadores Rafael Godeiro Sobrinho e Osvaldo Soares Cruz, suspeitos de terem desviado R$ 11 milhões do setor de precatórios no período em que presidiram a corte potiguar, alegam que houve “cerceamento de defesa” durante o processo.

O relator do caso no CNJ, conselheiro Jorge Hélio, apontou a responsabilidade dos desembargadores potiguares no esquema criminoso. Em seu relatório, Jorge Hélio recomendou a aposentadoria compulsória dos dois magistrados.

Se forem condenados, os desembargadores terão como punição máxima a aposentadoria compulsória.

Nota do Blog – Lembro meu querido ex-professor Odemirton Filho com uma exclamação necessária:

Que maravilha!

Vale ouvir Dom e Ravel, símbolo do “milagre brasileiro” com o refrão seguinte: “Esse é um país que vai pra frente, uou, uou, uou, uou, uou…”

E os mais de 11 milhões de reais que teriam sumido, serão devolvidos ao erário?

Eu respondo: claro que não.

Risível!

Juízes são punidos por venda de sentença e outros crimes

Do G1

Durante o ano de 2012, sete juízes suspeitos de irregularidades como venda de sentenças e favorecimento indevido foram aposentados compulsoriamente após processos abertos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), segundo balanço obtido pelo G1.

A aposentadoria compulsória, quando o juiz perde o cargo e continua recebendo uma parte de seu salário, é a punição máxima permitida para magistrados na esfera administrativa. Caso haja processo judicial, o juiz pode ser exonerado e perder o cargo ou ter a aposentadoria cassada.

Outros dois juízes foram punidos em 2012 pelo plenário do CNJ com remoção compulsória (quando o juiz é transferido para outro local) e dois com censura.

Além desses 11 punidos, outros seis magistrados foram afastados preventivamente de suas funções em 2012 em razão da abertura de investigações após suspeitas de irregularidades – dois do Rio Grande do Norte, dois de Tocantins, um do Piauí e um do Ceará.

Atualmente, há 26 processos administrativos (PADs) abertos na Corregedoria do CNJ para investigar juízes, num universo de pouco mais de 20 mil juízes no país – segundo dados da publicação “Justiça em Números”. Ao todo, entraram no conselho 7.797 processos, relacionados a pedidos de providências, de sindicâncias, representações, entre outros.

Saiba mais AQUI.