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Guerrilha cibernética e imobilismo

“A guerrilha cibernética vai permitir que minorias barulhentas derrubem governos eleitos por maiorias que ficam em casa.”

A frase acima foi postada pelo senador e professor Cristovam Buarque (PDT-DF) em seu endereço próprio no Twitter.

Pode parecer exagero, mas sua observação merece nossa análise.

Oportunidade para debatermos qual nosso papel na sociedade lá fora e nesta infovia.

Por que alguns têm tanta coragem na Web e não se mobilizam lá fora.

Dois mundos no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte carece de um portal de notícias, sobretudo que tenha uma visão ampliada para todo o estado e não apenas para Natal. Até aqui, há uma lacuna.

TV aberta não tamponou fosso-hiato entre capital e interior. Jornais impressos nunca conseguiram. Rádio, ídem.

A Internet, também não – até o momento.

Somos dois mundos, num mesmo território, mesma língua: separados.

A iniciativa mais próxima de alcançar o feito de encurtar essa distância foi do Nominuto.com, comandado pelo jornalista Diógenes Dantas. Porém o projeto foi encerrado há poucos meses.

O que temos em funcionamento não atende a esse propósito.

O interior continua órfão, com coberturas pífias ou inexistentes.

Somos dois mundos.

Talvez esse quadro seja reflexo de uma mentalidade majoritária que perdura há séculos, de governantes a segmentos produtivos privados. Virou herança cultural, quase dicotomia entre Casa Grande e Senzala.

Lamentável.

 

Razoabilidade e cobertura jornalística em campanha

Alguns candidatos e grupos adoram choramingar que não têm espaços no noticiário, em formato isonômico, numa campanha eleitoral.

Há distorção na queixa e ninguém assume o mea culpa.

Primeiro, é preciso entender que o foco jornalístico segue – ou deve seguir – princípio hierárquico da notícia, o que é puxado pelo próprio interesse do leitor, ouvinte, telespectador, webleitor.

Também é fundamental se entender, que esses candidatos e partidos/grupos que se sentem discriminados, praticamente não geram o mínimo de fatos.

E ainda existe o agravante de sequer se comunicarem, atenderem a apelo para que apareçam, apresentem a própria produção oficial de informação.

O que a Justiça Eleitoral pode fazer diante desse imbróglio? Ter o bom senso, levar em conta o princípio da razoabilidade, para não cometer injustiças e pecar pelo excesso.

Nota do Blog – Faz 12 dias que a campanha começou e em Mossoró, por exemplo, base da cobertura deste Blog, tem candidato majoritário que sequer saiu de casa, nunca mandou um simples “release” (notícia oficial) e quase ninguém o conhece. Fazer o quê? Montar um comando de busca para tentar pelo menos uma notinha sobre sua candidatura?

Há quem até se manifeste, mas não responde com agilidade a um email, que pede informação, deseja notícia. Fazer o quê? Obrigá-lo a reagir?

Fácil perceber que é impossível ser equânime na oferta de espaços jornalísticos em campanha. Isso funciona como a cobertura do futebol: Flamengo e Vasco sempre vão despertar maior interesse no Rio de Janeiro – num jogo amistoso – do que Madureira e São Critovão decidindo a terceira divisão.

A revolução digital na campanha política

Pesquisa para consumo interno na política mossoroense diz que a rede social mais pujante na cidade é o Facebook. O Twitter vem bem atrás.

Aponta também um meteórico crescimento do universo de internautas, ao mesmo tempo em que a navegação cibernética se espalha por estamentos sociais menos favorecidos. Chegou à periferia e não para de crescer.

A revolução digital não pode ser ignorada pelos políticos. Até aqui é sub-utilizada, distorcida ou desdenhada. Poucos agentes públicos conseguem tirar bom proveito dessas ferramentas.

O próprio marketing anda patinhando, sem muita sintonia com os novos tempos.

O mais comum é testemunharmos a conversão da claque real numa claque virtual, espalhando palavras de ordem, rosnando e vomitando intolerância. Sem acrescentar nada ao candidato ou pré-candidato.

Bem usada…ô!!

Governo perde a “guerra da comunicação”

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) está perdendo a primeira e mais delicadas das guerras: a “guerra da comunicação”.

Tem levado um baile.

Sua propaganda colide com o próprio discurso de porta-vozes do governo e seu conjunto de informações e canais não conseguem empinar a imagem da governadora e sua gestão.

É visível, ainda, que não estimou ou mesmo ignorou até aqui um fenômeno crescente em todo o mundo: a força do ciberespaço, as redes sociais, a voz das multidões nesse ambiente virtual.

A informação procedente da tensa atmosfera da Residência Oficial do Governo, no bairro de Morro Branco, é de que o líder Carlos Augusto Rosado (DEM) pretende dar uma chacoalhada no setor.

A tentação do verbo e o espírito das teclas

Seu moço, sabe o “Blog do Givva”, aquela página que há alguns meses o seu autor prometeu encerrar? Avisou até que estava se aposentando da profissão de jornalista, lembra? Falo sobre Givanildo Silva, para ser mais claro.

A tentação do verbo e o espírito das teclas induziram-no a mudar de opinião. Digo, de vontade.

Voltou. Está, de novo, ziguezagueando com sua verve, emitindo suas opiniões e rindo de seus próprios limites ou pecados nesse ambiente cibernético.

Parece até que ouço, daqui, sua sonora gargalhada cortando a aparente calmaria, para avisar que está vivo. Num instante é a reencarnação de Gregório de Matos, o “Boca-de-inferno”; em outro, só Givinha paz e amor.

Nem sei se é o caso, mas ai vai um… “seja bem-vindo.”

Veja AQUI e em nossa lista de “Favoritos” (acima, no topo da página), link para a página de Givanildo Silva.

Essência do jornalismo em tempo de convergência ou morte

Depois de muito resistirem à modernidade, observo agora que alguns jornalistas-dirigentes de impressos começam a descobrir o significado da palavra “convergência”. Risível.

Quando comecei a escrever na Web há mais de cinco anos – por necessidade e não por opção -, com um blog (veja AQUI) em página gratuita, engoli em silêncio alguns insultos e piadas, que me desdenhavam. Hoje, dou boas risadas e agradeço o achincalhe, a vilania. Cresço na adversidade.

A Web não fecha jornal, o que fecha jornal é incompetência. Pior do que jornal fechado, é o jornal zumbi, ‘morto-vivo’, que não altera o curso do rio, não forma opinião, não acrescenta nada a nada.

Tenho paixão por jornal impresso. Nasci nele profissionalmente. Desde criança apeguei-me ao manuseio de jornal que chegava todos os dias a mim, como alimento. Contudo não sou imbecil nem míope. Jornal impresso está encolhendo, muitos já morreram e outros são zumbis.

A matéria prima imprescindível continua sendo a mesma em qualquer meio: é o ser humano. Bom profissional, o jornalista por paixão, é eterno. Maior do que impressora em policromia, frota de carros, prédio bonito. Ele é essência.

Twitter, Facebook, blog, site etc. não tiram emprego ou fecham jornal. As novas plataformas se somam, bem aproveitadas pela mídia impressa.

Quem partiu na frente no Brasil, há cerca de 15 anos, foi o Grupo Folha e também JB. O primeiro, continua fortíssimo, via UOL, Folha etc. Acertou. O segundo, por dificuldades de gestão, troca de comando, se arrasta apenas na Web.

A comunicação não pode prescindir da Web nem deve vê-la como inimiga. Jornalista e publisher com medo do moderno, já morreram e não sabem.

Academia de Comunicação precisa avançar na formação sob outra realidade. A visão capital x trabalho é modorrenta. Empregabilidade hoje e no futuro funciona e funcionará sob outro prisma e exigências.

Quando a revolução industrial emergiu no Reino Unido, Ned Ludd levou operários às fábricas (século XIX), quebrando máquinas e satanizando a modernidade, com medo do desemprego.

Hoje tem quem queira repetir Nudd de outra forma. Produzem campanhas abjetas para desacreditar blogueiro e detonam sites-portais, pensando que eles fecham jornais. Nada disso. Atraso é não enxergar o óbvio.

O futuro já chegou, mas muitos ainda estão empastelados no passado. E lá vão ficar.

O “jeito certo” finalmente sendo empregado

Hoje recebi convite para participar de uma entrevista coletiva do Governo Municipal de Mossoró. Estava definida para as 14h, no Centro Administrativo.

Infelizmente, em face do adiantado da hora e compromissos anteriormente agendados, não pude comparecer – o que faria com o maior prazer.

É o primeiro que recebo, desde o início da primeira gestão da prefeita de direito, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, no dia 1º de janeiro de 2005. Ou seja, em quase 7 anos de gestão.

Uma pena que o governismo municipal tenha levado tanto tempo para descobrir o “jeito certo” de se comunicar, de se relacionar com a imprensa e a opinião pública. Simples.

Pelo visto, a fórmula de contratar jagunços da imprensa para atacar e insultar quem não se afina com os donos do poder, realmente só produziu prejuízos à imagem do governo e seus inquilinos.

Antes tarde do que nunca.

Governo muda política marginal por comunicação e acerta

A reprovação ao Governo Municipal de Mossoró, da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, tem recuado paulatinamente. Esse comportamento foi previsto por este próprio Blog em postagem em março deste ano.

Acrescentei à época, inclusive, que chegaria a níveis de razoável aceitação, em plena campanha de 2012, se continuasse com o novo perfil adotado.

Na mais recente pesquisa do Instituto Consult, a rejeição chegou a 45,83%. Já fora de 51,17% em setembro e de 53,838% em fevereiro, também como constatou o Consult.

No início de 2010 atingiu seu pior nível.

Esse mesmo instituto constatou à época, uma repulsa de 67,5% à administração municipal.

Webleitores perguntam o que aconteceu para esse recúo.

A explicação é simples. Não há nada de genial. Não é que o governo tenha melhorado seu desempenho, mas é fato que passou a tratar melhor sua imagem.

Em vez de agredir, se exibir. Simples assim.

O Governo “Da Gente” (deles) usa uma receita milenar, misturada ao óbvio em termos de comunicação e marketing institucional. Levou quase 7 anos para aprender o básico, em vez de agir com despotismo, arrogância e até falta de escrúpulos.

Primeiro, a fórmula do “circo”. Aumentou sobremodo os investimentos em festas e promoções populares, que sempre criam um clima de satisfação e euforia, inebriando parcela considerável da massa-gente.

Segundo, passou a tratar a divulgação do governo e da prefeita (com personalismo ao arrepio da lei) como uma prioridade, potencializando obras e serviços. Antes, financiava jagunços travestidos de jornalistas na imprensa convencional e Web, que durante anos insultaram, vilipendiaram, agrediram e rosnaram leviandades contra quem não agradava o governo.

Michê

O “trabalho” dessa récua se revelou inócuo ou de efeito contrário. Saíram caros, apesar do michê que recebiam (e recebem).

O nível de baixeza chegou a ponto de gerar uma página apócrifa na Internet, descoberta pela própria intervenção da Justiça, com presença de um secretário do município e dois jornalistas com contratos na prefeitura, além de outros sujeitos “ocultos”. Os principais implicados visíveis? jornalistas Neto Queiroz e Pedro Carlos, além do titular da Comunicação do Município, contabilista Ivanaldo Fernandes.

Emergiram como versão real do “monstro do Lago Ness”, envolvidos na edição de um coquetel de canalhices contra quem não era da simpatia dos donos do poder.

A página – conforme documentos coletados judicialmente – chegava a ser editada no próprio Palácio da Resistência, sede do governo municipal. Ela tinha a tarefa de ridicularizar, humilhar e agredir desafetos governistas, a ponto de publicarem até ameaça à integridade física de filho de um jornalista. Coisa de marginais, protegidos pelo pretenso anonimato.

Posso falar com propriedade sobre o assunto, por ter sido um dos alvos principais dessa horda e ter documentos que tratam fielmente sobre o caso.

Vale ressaltar ainda, que uma enxurrada de processos e interpelações judiciais, também fazia parte dessa “política de governo”, envolvendo altas somas e resultados pífios.

Em quase 7 anos de gestão, desperdiçaram tempo, dinheiro e neurônios (raros) com estupidezes que se voltaram contra si.

Nos últimos meses, um estalo de bom senso passou a nortear mudança na tática. E os números mostram o acerto. Pena que já tenha chegado tarde.

Mossoró não merecia tamanhas agressões, disparates e atitudes de submundo.

Quando essa patota passar, não é a face sorridente de Fafá – uma mulher decente, porém incapaz de governar – que vai ficar. Deixarão o odor da insalubridade moral. Esse é o principal legado dessa gente.

Olha a imagem, por favor!

Algumas empresas e instituições da sociedade civil (e pública) apostam nas redes sociais à divulgação de sua imagem.

Corretíssimo. É o admirável mundo novo.

Mas, por favor, tomem cuidado.

Pelo menos coloquem gente alfabetizada à atualização de seus informes no Facebook, Twitter, Blogs etc.

Comunicação, todos podemos e devemos encetar, mas comunicação profissional é para quem tem pelo menos o domínio da língua.

Atentem para isso. Trata-se de um conselho e não uma reprimenda, o que não me cabe.

Outro detalhe: Twitter, Facebook etc. não substituem a comunicação especializada, feita por jornalistas.

Na Net, a empresa ou entidade pública/privada não pode ter uma postura diferente da vida real. É um ambiente que potencializa sua imagem ou pode concorrer para desfocalizá-la.

Portanto, cuidado. Repito: cuidado!

Twitter e Facebook e a “Faixa de Gaza” na Web

Proximidade de nova campanha eleitoral deve tornar o Twitter e Facebook numa espécie de “Faixa de Gaza”, repletos de brigadas, comandos e “grupos paramilitares” paparicando ou agredindo contendores…

O mal uso dessa ferramenta, pelos políticos, tem-se agravado a cada dia.

Impressiona como oscilam entre omissão e vassalagem cibernética.

Raros os que conseguem tirar proveito dessas maravilhas da alta tecnologia da comunicação, profissionalizando esse mundão de meu webDeus, dando-lhes efeito multiplicador, capitalizando em termos de imagem, galvanizando incontável plateia no cyberespaço.

A maioria acaba gerando um antimarketing!

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