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Maioria da oposição não se sente bem no próprio ‘corpo’

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Mossoró, formada por seis vereadores, começa legislatura de quatro anos com profunda crise de identidade política. Não se entende, não se encontra, não se junta.

A maioria não se sente bem no próprio ‘corpo’.

Dois terços dela têm alma governista e necessidades de governo.

Não é questão de gênero ou ideologia.

Esqueça essa bobagem de esquerda x direita que sustenta discursos carregados de clichês e alimenta uma polarização ignorada pela maioria da população.

Esqueça.

Alguns já estiveram no Palácio da Resistência, sede do governismo. Espiaram os contornos arquitetônicos do prédio e sentiram a atmosfera da governança. Gostaram.

Eles simplesmente querem ser governo. Desejam estar do outro lado com o prefeito Allyson Bezerra (UB).

E pronto.

Ah, mas que fique claro: a maior afinidade não é com o governante, mas com a casa em que ele é inquilino!

Está ouvindo, prefeito?

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Segue a crise de identidade na política mossoroense

Crise de identidade segue séria na política de Mossoró.

Betinho Segundo (PP), eleito com esse nome a deputado federal em 2014, depois denominado de “Beto Rosado”, agora aparece na propaganda eleitoral da candidata Rosalba Ciarlini (PP) como “Betinho Rosado”, que é o nome político do seu pai, candidato a vereador sub judice pelo mesmo partido.

Começo a achar normal Francisco José Júnior (PSD), atual prefeito que desistiu de candidatura à reeleição, sem ter desistido oficialmente, ter-se transformado em “Francisco” à campanha.

Mas com ele esse atordoamento não deu certo.

Francamente!

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Prefeito tenta provar que ele é ele mesmo

Nova campanha personalista, com aparente foco institucional, foi disparada nas redes sociais avisando que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) “não mudou”. E apela: “acreditem”.

Começaram a perceber que mudou, sim. Se não tivesse dado uma guinada de 180 graus (para pior), nem precisaria avisar que não mudara.

“Vocês verão que ele não mudou, ‘mais’ (sic) Mossoró está mudando para melhor”, diz a mesma peça.

“Vamos deixar nosso prefeito trabalhar”, propõe o viral pulverizado na Net.

Vamos, sim. Pode começar, prefeito. Basta ser o de antes.

A tese popularizada de que temos dois prefeitos, em um, está consolidada a cada dia no inconsciente popular. Um antes e outro depois das eleições suplementares.

O interino era conciliador e democrático; o ‘substituto’ se basta. É o tal. E ponto final.

Estou com Frei Betto: “O poder não muda as pessoas, mas as revela”.

O prefeito interino não é o mesmo que assumiu a Prefeitura de Mossoró, a partir de pleito suplementar em maio de 2014.

Entretanto essa “crise de identidade” é um problema de marketing, não do cidadão que está na Prefeitura.

Prefeito efetivo, “Júnior” pode finalmente ser ele mesmo.