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Polícia localiza outros bens com investigado por desvio milionário

Quatro carros foram localizados e abrem perspectiva de mais envolvidos (Foto: cedida)
Quatro carros foram localizados e abrem perspectiva de mais envolvidos (Foto: cedida)

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) de Mossoró e do 2º Núcleo de Investigação Qualificada (2º NIQ), apreendeu, na quarta-feira (27), quatro veículos avaliados em aproximadamente R$ 350 mil, além de R$ 150 mil em espécie.

A ação é um desdobramento da Operação Judas, deflagrada na última sexta-feira (22), que resultou na prisão de Raffael Luan Mendonça da Silva, 26. Investigações apontam que ele seria responsável por um desvio milionário do grupo controlador da Clínica Oitava Rosado, em Mossoró, onde trabalhava desde a adolescência. Cifras passariam de 4,5 milhões.

Quando foi preso, Raffael Luan estava com uma sacola recheada com R$ 100 mil em espécie, além de arma de fogo de uso restrito.

De acordo com as investigações, os bens apreendidos agora pertencem ao suspeito preso, embora estivessem na posse de um comerciante local que, até o momento, não possui ligação comprovada com os crimes. Mas, passa a ser investigado de forma mais amiúde, além de ser possível o surgimento de outros que possam estar implicados, entre amigos e familiares.

Somente nessa etapa da operação, a Polícia Civil contabiliza a recuperação de cerca de R$ 500 mil. O material apreendido será encaminhado para análise patrimonial e permanecerá à disposição da Justiça.

Muito mais a ser apurado

Já existe informação, por exemplo, de que o suspeito estaria com alguns negócios em andamento, como aquisição de franquia de restaurante no Partage Shopping. Também colecionaria terrenos e outros imóveis em Mossoró, Tibau e Natal.

Ele pode responder por crimes de furto qualificado, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Operação Judas segue em andamento, com novas diligências em curso para identificar possíveis cúmplices, mapear o caminho do dinheiro desviado e garantir a responsabilização de todos os envolvidos.

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Pivô da Canastra Real está preso mas pode mudar de endereço

A ex-chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho está presa no Quartel da Polícia Militar do RN em Natal.

Ana: nova prisão (Foto: arquivo)

O mandado de prisão determinado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) em sessão na última terça-feira (21) – veja AQUI -foi cumprida na quarta-feira (22).

Mas há possibilidade dela ser transferida para outro local.

Ana, que também é primeira-dama do município de Espírito Santo/RN, foi o principal alvo da Operação Canastra Real, deflagrada pelo Ministério Público do RN (MPRN) no dia 17 de setembro de 2016 (veja AQUI). É denunciada por estar no epicentro de um esquema de desvio de mais de R$ 2,4 milhões da Assembleia Legislativa, com uso de servidores fantasmas.

Ano passado, ela foi presa dia 17 de setembro no Complexo Penal Doutor João Chaves – veja AQUI. Depois foi transferida para a Companhia Feminina da Polícia Militar, também em Natal – veja AQUI.

Ela só ganhou liberdade no dia 27 de setembro – veja AQUI.

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Audiência pode ter desdobramento político de peso

Sem alardes, mas com grande importância processual, está em andamento agora pela manhã em Natal, mais uma audiência delicada relativa à investigação sobre desvios milionários na construção da Arena das Dunas.

A contratação da empresa Stadia para elaboração de projeto executivo é o “x” da questão.

Apurações avançadas apontam que ela não tinha um ano de constituição legal, quando entrou em cena e empalmou alguns milhões.

O rastro desse dinheiro pode levar Ministério Público e Polícia Federal a baterem em portas conhecidas e glamourosas de nosso RN, com vínculo direto e indireto com o Grupo OAS da Bahia.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

Ouvido ao chão como bom índio Comanche, Sioux, Apache, Navajo, Cherokee ou Cheyenne.

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Pivô de desvio milionário aponta deputado como envolvido

Do portal Noar

O ex-diretor administrativo do Idema, Gutson Johnson Reinaldo, pivô do escândalo da Operação Candeeiro, afirmou em depoimento nesta segunda-feira (22) que 60% dos recursos desviados do Idema foram destinados ao deputado estadual Ricardo Motta. O Ministério Público, contudo, indica que não há participação do parlamentar, razão pela qual tem resistido em aceitar a delação premiada de Gutson. Em nota, Ricardo Motta negou as acusações e afirmou que tomará “as medidas cabíveis para que este absurdo não fique impune”.

Na 6ª Vara Criminal de Natal, Gutson afirmou que os desvios começaram em 2012. Segundo seu depoimento, a ideia partiu do próprio deputado Ricardo Motta, que teria lhe indicado para o cargo e lhe pressionava para honrar despesas de campanha de 2010 e 2012.

Gutson apresentou declarações que não são confirmadas pelo MP até o momento (Foto: Noar)

Segundo o Ministério Público, através de esquema simulado de pagamentos fraudados, foram desviados do Idema R$ 19 milhões em janeiro de 2013 e novembro de 2014. Um dos réus da ação penal, Clebson Bezerril, ex-diretor financeiro, declarou, todavia, que os desvios começaram antes do período delimitado e alcançam R$ 30 milhões.

Ao depor nesta segunda, Gutson confirmou que os desvios teriam começado antes do período investigado pelo Ministério Público. Segundo ele explicou, já em 2012, ele foi pressionado a ampliar os desvios fazer frente despesas da campanha eleitoral daquele ano.

De acordo com réu confesso, o resto do dinheiro era rateado entre os demais participantes do esquema criminoso. Ele afirmou que ficava com 20%, e outros 20% eram divididos entre os outros integrantes do esquema.

MP contesta

Para o promotor Paulo Batista Lopes, a versão de Gutson é frágil. Segundo ele declarou em entrevista, durante toda a investigação, o nome do deputado Ricardo Motta não apareceu em nenhum momento, não havendo indicativo de que ele tenha se beneficiado dos desvios.

“Na verdade, isso tem que ser avaliado à luz do que se tem para provar. A pessoa pode falar o que quiser, mas precisa provar. O fato é que em toda a investigação, o nome do deputado Ricardo Motta não aparece em nenhum momento, tampouco nas quebras de sigilo telemático e bancário”, declarou o promotor.

Segundo o membro do Ministério Público, é preciso que haja uma triagem das informações para que seja checado se o que está sendo dito procede. “Isso que está no processo, até o momento, não dá suporte à tese de Gutson. Ele diz que tem coisas a entregar. Quando o MP receber isso, se ele tiver interesse, teremos que fazer um cotejo dessas provas para saber se há possibilidade de êxito em uma ação penal contra o deputado que ele diz ter participado”, reforçou o promotor.

Lopes contestou ainda frontalmente a versão de Gutston segundo a qual o deputado Ricardo Motta foi quem idealizou o esquema de desvios. “O que tem que ficar claro é que, para os promotores do Patrimônio Público, o mentor do esquema é o senhor Gutson, que precisava da participação de pessoas com conhecimentos técnicos”.

Veja também AQUI.

* Ricardo Motta emite nota contestando declarações de Gutson. Veja na próxima postagem.

Delação aponta para desvio milionário antecipado por Blog

Formalizando delação premiada na investigação/processo denominado de “Operação Candeeiro”, o ex-diretor financeiro do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Clebson José Bezerril, pode botar mais “lenha” nesse caso.

A estimativa inicial de que haveria desvio de cerca de R$ 19,3 milhões no esquema comandado por Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, então diretor administrativo do Idema, está subdimensionada. O Blog Carlos Santos antecipou essa informação ainda ano passado, em primeira mão (veja links: “Desvio no Idema pode ser bem maior do que o divulgado” clicando AQUI, postada no dia 28 de setembro do ano passado; “MP levanta maior caso de corrupção no RN” clicando AQUI, postada no dia 26 de novembro de 2015).

Números podem passar dos R$ 30 milhões e envolver mais diversas empresas que não apareceram nas investigações do Ministério Público do RN (MPRN). O próprio Bezerril admitiu isso ao MP.

Começou hoje pela manhã (veja AQUI) e ainda não terminou, audiência no ”plenarinho” do Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal, sob a presidência do juiz da 6ª Vara Criminal de Natal, Guilherme Newton do Monte Pinto, em que são ouvidas pessoas denunciadas na Operação Candeeiro.

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