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O verdadeiro pai

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Pergunte aos filhos que perderam os seus pais o que eles gostariam de receber no dia de hoje? Certamente, diriam que gostaria de ter a presença do seu pai. Não só hoje, mas ontem, anteontem, sempre. Por quê? Porque o verdadeiro pai faz falta. Muita.

Para o verdadeiro pai não há necessidade de ganhar presentes, somente a presença dos filhos para alegrar os seus dias já é suficiente. O verdadeiro pai vibra com a vitória dos filhos, torce por eles, chora por eles. Não precisa de determinação judicial para pagar a pensão aos seus filhos, pois sabe das suas obrigações. E o faz com amor.

O verdadeiro pai está sempre presente na vida de seus filhos, mesmo que já não conviva com a mãe deles. O verdadeiro pai, apesar de imperfeito, procura preencher a lacuna da sua ausência com atenção e carinho. Triste é observar o distanciamento entre pais e filhos.

O verdadeiro pai está sempre ali, firme e forte para dar a mão aos seus filhos para o que der e vier.

Um dia desses, eu vi o meu primogênito tocando violão para o meu neto, brincando num tapetinho no chão, cheirando o rosto e a cabeça de seu filho. Aí, apercebi-me, mais ainda, que aquele momento era especial. Singular. Era isso que importava, que importa, que vale.

Não é preciso grande coisas para se fazer presente na vida dos filhos. Um redobrado carinho, uma preocupação, uma ligação, um abraço são suficientes para ocupar o coração dos filhos. Não há nada melhor do que ter à mesa nossos filhos e netos, comendo, bebendo, sorrindo. Não tem preço.

É pena que na maioria das vezes somente percebemos o valor das pequenas coisas quando já estamos no entardecer da vida. Quando somos jovens, a vida nos impõe uma correria medonha, a imperiosa necessidade de ganhar dinheiro para pagar as contas. E deixamos de lado a atenção que devemos dar aos nossos filhos.

O “pai herói” da letra da música cantada por de Fábio Júnior não é perfeito, nem invencível. Ele chora, ganha e perde, como qualquer pai. Inclusive, eu.

Quando eu vi o meu filho cantando para o meu neto, eu lembrei da canção de Fábio Júnior:

– “Eu cresci e não houve outro jeito. Quero só recostar no teu peito, pra pedir pra você ir lá em casa, e brincar de vovô com meu filho, no tapete da sala de estar”.

Sim, é isso que importa.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

Oi, meu amor!

Por Alice Lira Lima

Fotos da autora da crônica e seu pai, Caby da Costa Lima, publicadas em seu Instagram pessoal
Fotos da autora da crônica e seu pai, Caby da Costa Lima, publicadas em seu Instagram pessoal

Oi, meu amor, meu maior afeto, meu tudo.

Amanhã (hoje, domingo, 10) é aquele dia que eu entro no casulo pra que ele passe logo. A gente já sabe que não adianta dormir que a dor não passa, mas ainda não achei o melhor dos métodos pra passar sem danos por essa data [comercial, dizem] tão ‘dificultosa’, “não pelos anos que se já passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas – de fazer balancê, de se remexerem dos lugares”.

Se eu contar ainda mais sobre você, ajuda? Se eu disser e rir e sentir como a maior dor da vida pode ser porque eu tive a maior das graças — e não trocaria. É graça, é tão grande, é tão incrível que nesse emaranhado todo de mundo, calhou de eu existir como “Alicinha de Caby”.

Tenho falado tanto em você. Na verdade, não lembro se houve algum período na minha vida que não tenha você como meu assunto preferido, meu protagonista de um jeito ou de outro. Não acredito que isso mude.

Sinto saudade de te dar satisfação, acredita? O que entre a gente nunca foi uma questão de idade. Quantas vezes eu reclamei do quanto você ficava atrás de mim pra saber se “tá tudo lindo, filha?” e tinha o telefone de todas as pessoas que conviviam comigo, né? Ligava pra elas, aprendia os aniversários, queria saber a história da família toda, renovava (ou não) as piadas, demonstrava esse amor imenso-desmedido por mim que eu acho que te caracteriza mais até do que os próprios tamancos.

O resultado disso é que adoro como meus amigos te amam tanto também, sabem os silêncios todos, entendem que não sou a mesma e nem poderia, e dão um jeito de fazer o que você faria/gostaria (não sei como acertam tanto).

Achei umas formas de te dar satisfação que você adoraria e, por enquanto, elas ficam entre nós. A ridícula ideia de não passar o Dia dos Pais com você eu não assino, eu não topo. Este ano, por exemplo, eu sei que estou te dando um ótimo presente e a gente tá tão junto, juntinho, estou tão certa disso, meu painho.

Mas, como o seguro do luto morreu de velho ou nem viveu, amanhã é um bom dia pra fazer pipoca e guaraná e ficar quietinha assistindo a algo entre cochilos saudáveis.

Feliz Dia dos Pais, gente.

Que seja um dia bem bonito!

Alice Lira Lima é jornalista e filha do publicitário, narrador esportivo e radialista Caby da Costa Lima

“Seu Josias”, meu pai

Por Ney Lopespai e filho

Neste domingo – dia dos Pais – solfejarei baixinho o refrão da música em que Sérgio Bittencourt homenageou o seu Pai, Jacob do Bandolim, que falecera (1972).

 “Naquela mesa eles sentavam sempre e me diziam contente o que é viver melhor…; naquela mesa está faltando ELE e a saudade dele está doendo em mim”.

Josias de Oliveira Souza, católico, estatura mediana, humilde por natureza, cabelos lisos bem penteados, voz mansa, simples, solidário “de plantão”.

Tinha o costume de olhar fixo nos olhos de quem apertava a mão. Achava que um aperto de mão fraco e com os olhos desviados era sinal de falta de confiança.

Morreu aos 56 anos, em 1972. Esteve dias internado num navio-escola norte-americano Hope -, ancorado em Natal.

Supersticioso com o número nove ou numeração que desse em “nove fora nada”. Faleceu, por ironia do destino, no dia nove de maio, no apartamento número nove.

Autorizei, em nome da família, a doação da córnea dos seus olhos para transplante no navio Hope.

Exigi nunca saber quem se beneficiou dos olhos dele, nem ser feita qualquer divulgação.

Até hoje, desconheço quem passou a enxergar com os olhos do meu pai.

“Seu Josias” era a simplicidade em pessoa.

Nunca ousou ir além do que cultivar a amizade dos seus clientes, que encomendavam roupa, sob medida na sua Alfaiataria.

Negava-se a pedir empréstimos em bancos, ou favores a governo.

Viveu do trabalho e aposentou-se com um salário mínimo.

Tenho a confiança de que “Seu Josias” está em paz na Eternidade, agora ao lado da esposa, minha mãe, Neuza Lopes e do querido neto, Ney Júnior, já falecidos.

Nas madrugadas continuarei rezando em intenção deles para seguir o princípio bíblico, que diz: “Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão” (Provérbios 8:17).

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Simplesmente pai

Por Odemirton Filho

Pai herói? Não, não sou.

Em minha fragilidade humana procuro desbastar a pedra bruta que sou, em um constante talhar daquilo que pretendo ser.

Imperfeições, sentimentos diversos, risos e lágrimas. Encantos e desencantos. Sonhos e frustrações.

Talvez não tenha despendido a atenção devida aos meus filhos. Tentei e tento, sempre.

Nos meus braços embalei o seu sono. Desajeitado, é certo, mas com um carinho que dediquei a poucos.

Talvez nem seja um bom filho, mas, diuturnamente, procuro ser um bom pai.

Entre os meus inúmeros erros, quiçá, um acerto. A minha paga é a gratidão daquele sorriso sincero.

As ausências cotidianas, as poucas palavras e, às vezes, uma certa rispidez não condizem com a serenidade do amor. Foram, apenas, consequência do humano que sou.

Não me interessam os presentes caros, mas somente a presença daqueles que me fazem bem. Me fazem sorrir. Me fazem ser melhor.

Não me importa se a data foi criada para movimentar o comércio. O que vale é a presença ou, simplesmente, uma ligação. A lembrança.

Quantas vezes neguei um presente ou mesmo um afago. Quem sabe absorto em meus pensamentos para ser melhor ou dar-lhes o melhor.  Ofertar o imaterial, aquilo que não se compra, que não tem preço.

Em um mundo no qual a falta de solidariedade, a disputa e a inveja são recorrentes, um pouco de amor nos faz bem.

Por fim, desculpe-me, errei mais do que acertei.

Sou, simplesmente, pai.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Consumidor deve investir um pouco mais para Dia dos Pais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), realizou sondagem para saber o comportamento do consumidor com vistas ao Dia dos Pais.

O pensamento para a data comemorativa que acontecerá no próximo domingo (11) aponta para leve retração quanto ao percentual de clientes que vai às compras.

Entretanto há aumento na expectativa de elevação no valor de gasto médio nas principais cidades do estado, Natal e Mossoró, num comparativo com 2018. Na  capital, em torno de R$ 112,01 e em Mossoró em 107,93.

Veja os números resumidos dessa pesquisa no boxe constante dessa postagem.

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Banda Retrovisor se apresenta hoje na Praça de Alimentação

Celebrando o Dia dos Pais, o Partage Shopping Mossoró realizará um show com a Banda Retrovisor.

A apresentação acontece nessa sexta-feira (11), às 19h, na Praça de Alimentação, com entrada gratuita.

A banda é composta por membros do Grupo Pilotos Mossoró que, em parceira com o empreendimento, expõe motocicletas clássicas e customizadas até o dia 13 de agosto.

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Shopping prepara exposição de motos

No mês dedicado aos pais, o Partage Shopping Mossoró recebe uma exposição de motocicletas clássicas e customizadas, para os admiradores de emoção em duas rodas.

O evento é uma parceria do empreendimento com a Harley-Davidson e o grupo Pilotos de Mossoró.

A mostra ficará aberta ao público no período de 03 a 13 de agosto, com visitação gratuita.

Na abertura nessa quinta-feira  (3), o Motoclub Mossoró fará o seu encontro semanal no próprio shopping.

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