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Eu, comunista?

Por Jânio Vidal

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

“Eu, comunista? Onde o senhor arranjou isso?”

Foi minha reação, quando papai me chamou pra conversar na sala da casa onde morávamos, abrindo repentinamente a porta do meu quarto, onde eu estava com o colega Dermi Azevedo e alguns amigos, com os estatutos do Coojornal, fazendo adaptações para fundar uma cooperativa de jornalistas aqui em Natal  e lançar o Coojornat.

Essa frase tenho repetido ao longo da vida, como nas diversas vezes que compartilhei com o amigo Eugênio Neto a bancada do programa Momento Político, na Rádio Tropical. Nos momentos mais exacerbados de debates, ele, um legítimo direitista histórico, no limite dos argumentos me acusava de comunista. E eu rebatia, como já estava acostumado a fazer: “eu, comunista?”

Lembro que anos antes, repórter do Diário de Natal, recebi de um amigo mossoroense,  que também estudava no CCHLA da UFRN, um convite para, como ele, fazer parte de um diretório do clandestino Partido Comunista. Agradeci o convite, e disse pra ele que, como repórter, eu exercia e continuaria exercendo uma função social sem qualquer atrelamento partidário.

Amigo de Sérgio Dieb, atuamos num movimento ecológico e em pautas do meio ambiente, ele como arquiteto e político, eu como repórter. Não faltavam acusações contra mim, pelas matérias que eu fazia, ao superintendente do Diário de Natal, Luiz Maria Alves, anticomunista ferrenho.

Algumas vezes conversamos sobre isso. E eu dizia indagativo pra ele: “eu, comunista?” E ele respondia pra mim: “deixa pra lá, são intrigas da oposição.”

Anos mais tarde, quando assumi a direção da Rádio Tropical, das ondas da Rádio Poti ecoavam gritos acusatórios  numa cantilena repetitiva de um jornalista da direita enfurecida – com quem durante anos tive uma relação profissional incomum – denunciando ao dono da emissora: “Dr. Tarcísio, cuidado, Jânio Vidal é comunista!”, carregando no ISTA feito bala de canhão.

Pouco depois, quando a emissora lançou um programa com o deputado comunista Hermano Paiva, Pretextato e outros camaradas, no qual se enfatizava que era produzido e apresentado por comunistas, ‘no problem’, pois ele já apresentava um programa politico na Tropical, em outro horário. Pura dialética jerimum no dial.

Na época não tinha mais a proibição da censura do regime militar, nem as restrições que vieram com a legislação eleitoral. O tempo passou, a queda do muro de Berlim teve desdobramentos que foram eliminando os partidos comunistas em todos os países e o comunismo virou piada de salão. Aqui  no Brasil não foi diferente, onde dois partidos, o PCB e o PC do B, por absoluta falta de votos, mudaram de sigla ou ruíram por inanição.

Mas o fim da história não se confirmou, como queria Francis Fukuyama. Nesses últimos tempos, há temores de que um espectro ronda o Brasil. Desde as eleições de 2018, com uma trégua na pandemia, quando me vejo encurralado num “ou nós ou eles”, próximo ao paroxismo, paro, olho com os olhos da tolerância e falo interrogativo, com voz de papa, encerrando a conversa:

– eu, comunista?

Jânio Vidal é professor e jornalista

Morre o jornalista e escritor Luiz Gonzaga Cortez

Gonzaga: câncer (Foto: reprodução)

O jornal Tribuna do Norte informa que morreu nesta segunda-feira (19), em Natal, o jornalista e escritor Luiz Gonzaga Cortez, 70. Estava internado no Hospital do Coração, enfrentando câncer.

Seu velório acontece no Centro de Velório da São José, no bairro de Lagoa Seca.

Sepultamento acontecerá às 17 horas no Cemitério Morada da Paz.

Cortez atuou no Diário de Natal e Dois Pontos (ambos já extintos), além do jornal Tribuna do Norte.

Escreveu livros importantes para o resgate da história do RN, como “A revolta comunista de 1935 em Natal”, “Câmara Cascudo, jornalista integralista”.

Nota do Blog – Li muitas reportagens e entrevistas feitas por Cortez. Mais uma perda significativa que sofremos na imprensa potiguar. Que descanse em paz.

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Morre em Natal o fundador da 96 FM

Do portal Grande Ponto

Faleceu na tarde deste sábado (06) em Natal o fundador da 96 FM, Silvino Sinedino, aos 90 anos. Ele foi diretor comercial do Diário de Natal e da Rádio Poti e também foi um dos fundadores da Dumbo Publicidade

Silvino era tio de Ênio Sinedino, atual diretor da rádio e apresentador do Jornal das Seis, e sofria há anos com alzheimer. Silvino deixa duas netas, filhas de sua única filha, Michelle Sinedino, já falecida.

A 96 FM é a primeira FM do Rio Grande do Norte e foi fundada por Silvino em dezembro de 1981.

Durante muitos anos, Sinedino foi responsável por parte da formação profissional de  muitos profissionais que hoje atuam no mercado de comunicação no RN, como o próprio Ênio Sinedino, Diógenes Dantas, João Maria Medeiros, Bill Boy, Epitácio Faustino, Tim Kawassaki, Guiba Melo, Margô Ferreira, Ró Medeiros, Jean Fernandes, Heraldo Neuza Farache, Stênio Dantas, entre muitos outros.

Nota do Blog – Silvino é um nome marcante na mídia do Rio Grande do Norte, referência para gerações e gerações. QUe descanse em paz.

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Morre em Natal o jornalista Allan Darlyson

Allan: descanse em paz! (Foto: Web)

Faleceu à madrugada deste sábado (15), em Natal, o jornalista Allan Darlyson, 30. Combatia o bom combate contra o câncer há cerca de um ano.

O velório ocorre no Centro de Velório da Rua São José, em Natal.

No final da tarde seu corpo será transladado para São João do Sabugi, de onde era natural e será sepultado, conforme seu desejo.

Allan teve atuação nos extintos jornais impressos Diário de Natal e Correio da Tarde, além do Portal Noar.

Também atuou em assessorias de imprensa.

Que descanse em paz.

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Em busca de Dorian

Por Esdras Marchezan

Há 13 anos, Mossoró despedia-se de um de seus maiores jornalistas. Morria Dorian Jorge Freire.

Maior expoente até hoje da imprensa mossoroense, com passagem pelos jornais O Mossoroense (RN), Última Hora (SP), Diário Carioca, Brasil, Urgente, Revista Escola (SP), Revista Realidade (SP), Diário de Natal (RN), Tribuna do Norte (RN) e Gazeta do Oeste (RN), é considerado um de nossos maiores cronistas.

Mas Dorian é muito maior que suas crônicas, iniciadas em 1948, nas páginas de O Mossoroense, sob a bênção do pai Jorge Freire e de Lauro da Escóssia.

A trajetória de Dorian na imprensa paulista, principalmente no Última Hora, de Samuel Wainer, e no ousado Brasil, Urgente, inserem ele no rol dos grandes nomes da nossa imprensa.

Iniciado como estagiário na redação paulista do jornal de Wainer, em alguns anos, Dorian ganhou espaço na cobertura política, chegando a assinar a principal coluna da editoria “Revista dos Jornais”. Suas opiniões eram repercutidas fortemente na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Na “Última Hora” entrevistou personalidades e fez grandes e ilustres amizades, como Hilda Hist, Alceu Amoroso Lima, e Ignácio de Loyola Brandão, apenas para citar alguns. Foi repórter, chefe de redação e articulista dos melhores.

No Brasil, Urgente, jornal combativo ligado à Igreja Católica, mostrou perseverança e coragem ao enfrentar o sistema político de então, com um periódico mantido praticamente por seus leitores. Não resistiu ao golpe de 64.

No Rio Grande do Norte, foi responsável pela modernização das redações do Diário de Natal e Tribuna do Norte. Regressando a Mossoró, em 1975, após concluir o bacharelado de Direito, em São Paulo, lidera uma das retomadas históricas de “O Mossoroense”, implementando muito do modernismo vivenciado no jornalismo paulista.

Traído pela saúde, como tantos de nós seremos ainda, dedica-se à escrita da crônica diária, prática que manteve até os seus últimos dias, mesmo com um dedo somente a bater nas teclas da máquina de escrever.

No ano passado, junto aos estudantes Marcos Leonel, Leonora Sales e Fernando Nícolas, dei início a um projeto de pesquisa com o objetivo de contar a história deste jornalista tão importante para a história da imprensa potiguar.

Os primeiros resultados serão apresentados em breve, e a pesquisa seguirá durante este ano, com apoio do amigo Clauder Arcando.

Não é justo deixarmos a nossa história à mercê das traças. É preciso resgatar e contar aos mais novos quem foi Dorian Jorge Freire, e toda sua grandeza para a imprensa potiguar.

Viva, Dorian!

Esdras Marchezan é jornalista e professor e subchefe de Gabinete da Universidade do Estado do RN (UERN)

Jornalismo sangrento

Por Alex Medeiros

No clássico “Um Amor de Professora”, de 1958, Doris Day apanha um jornal, exibe a capa com a manchete de um estupro para Clark Gable, e arremata: “jornalismo é muito mais do sexo e sangue”. Ele é um editor que tem horror a cursos de comunicação.

No velho filme, a visão fictícia sobre imprensa de 55 anos atrás que perdurou durante as décadas seguintes na vida real. Entre os anos 1960 e 1980, a sociedade rejeitava o noticiário policial, tido como uma subespécie de jornalismo, coisa de rádio AM.

Por anos, o jornalista Luiz Maria Alves provocou com suas capas e manchetes de crimes e tragédias uma ojeriza da classe média, que reagia com piadas e comentários do tipo “se espremer o Diário de Natal, sai sangue”. Alves sofreria uma terrível revanche.

Quando perdeu seu filho, Edu Heavy, o jovem líder da banda Sodoma, num acidente automobilístico na Via Costeira, em 1988, o velho e já cansado editor sofreu uma saraivada de telefonemas irados e irônicos de pessoas inimigas das suas manchetes.

Ligavam para o jornal e indagavam com um ar de ranço se ele iria publicar as fotos do acidente do filho. A alma de Alves estava dilacerada. Ao saberem dos telefonemas, os diretores Albimar Furtado e Vicente Serejo proibiram a telefonista de transferir a linha.

Naqueles anos, notícias de ocorrências policiais eram assuntos específicos de programas como o “Patrulha da Cidade”, que fez história na Rádio Cabugi. E o Diário de Natal explorava o tema porque Luiz Maria Alves sabia que atingiria o grosso da população.

Chegou a fazer uma pesquisa que comprovava que fora da época eleitoral o noticiário de política não vendia jornal. Quando criticado pelas imagens fortes na capa do Diário, rebatia: “Quem gosta do trágico e do grotesco é a humanidade, não sou eu”.

No início da década de 1990, o empresário e apresentador Silvio Santos inventou uma fórmula para consagrar a vice-liderança televisiva, estreando o programa policial Aqui Agora, num formato que gerou críticas de um lado e estudos acadêmicos de outro.

A cobertura exclusiva do chamado mundo cão, com câmeras em movimento e a instantaneidade das ocorrências, alavancou o ibope do SBT e atraiu até estudiosos europeus para analisar aquele estilo de jornalismo nunca praticado por lá até hoje.

O ex-senador Carlos Alberto de Sousa formou gerações de repórteres policiais com a versão local do Aqui Agora, com direito a Jota Gomes de versão nordestina do Gil Gomes. Era a televisão audaciosamente indo onde só o rádio e o jornal estiveram.

Com poucos anos de mercado, na mesma época, a TV Potengi de Geraldo Melo aceitou o ousado projeto do jornalista Rubens Lemos, que se utilizou de técnicas cinematográficas com a ajuda de Augusto Lula para cobrir o submundo do crime.

Os anos foram passando e o grotesco de que falava Seu Alves foi ganhando espaço no Brasil, não apenas no jornalismo, mas também na política e na cultura, gerando o país ridículo que temos hoje, e que dá vontade de ignorar, contrariando Eduardo Campos.

A exploração dos fatos policiais em excesso transformando um roubo de farmácia em Botucatu num assunto nacional ou um crime passional em tragédia histórica faz dos extintos Diário e Aqui Agora uma seção diminuta de uma pauta de boas variedades.

Prefiro conservar o conceito de Érica Stone, a fictícia professora de jornalismo interpretada por Doris Day em 1958 ou sentir saudade das manchetes de Luiz Maria Alves, que exploravam somente os fatos que diziam respeito à realidade do leitor.

Alex Medeiros é jornalista

* Texto originalmente publicado no Portal Noar

Justiça toma decisão para salvar acervo de jornal

A juíza Andréa Régia Leite Holanda Macedo Heronildes, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, atendeu ao pedido feito pelo Ministério Público Estadual em que veda aos Diários Associados Press S/A a realização de qualquer ato de alienação, transferência, deslocamento, modificação ou destruição de qualquer dos itens integrantes do acervo do extinto jornal “O Diário de Natal”.

A proibição surtirá efeito pelo prazo de 90 dias, que é o prazo necessário para a conclusão de um procedimento de inventário. Para o caso de descumprimento da medida, a juíza estipulou a aplicação de uma multa diária de R$ 3 mil.

O acervo encontra-se atualmente abrigado no prédio situado na Avenida Bacharel Tomaz Landim, nº 1.042, Jardim Lola, São Gonçalo do Amarante/RN.

A magistrada determinou a intimação do Presidente da Fundação José Augusto, para no prazo de 40 dias, enviar aquele juízo, um inventário dos itens integrantes do acervo da empresa elaborado por técnicos daquela Fundação. Ela determinou ainda o envio de cópia da decisão e do pedido inicial ao IPHAN, a Procuradoria Geral do Estado e a Procuradoria Geral do Município.

Na Ação Civil Pública, o Ministério Público afirmou que em virtude de representação formulada pelo Instituto Histórico e Geográfico do Estado do Rio Grande do Norte, chegou ao seu conhecimento, a situação de gradual dilapidação do arquivo de fotografias, vídeos e publicações do extinto jornal O Diário de Natal.

De acordo como MP, tal situação foi gerada pela falta de espaço adequado para o material, e com isso, todo o acervo estaria na iminência de ser desconstituído, com provável venda para alguma instituição particular, inclusive de outro Estado, colocando em risco um importante acervo histórico-cultural do Rio Grande do Norte.

Nota do Blog – Medida acertadíssima da Justiça, que toma decisão após provocada pelo vigilante MP. O acervo do Diário de Natal tem uma importância incomensurável para o jornalismo, cultura e a história do Rio Grande do Norte.

Pobre do povo que não tem memória nem luta para preservá-la.

Nos anos 90, por pouco o poder municipal mossoroense não joga no lixo todo o acervo do jornal “O Mossoroense”, ignorando mais de 100 anos de história.

Rogério Marinho não renega apoio de Rosalba

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB), candidato a prefeito do Natal, concedeu entrevista ao jornal Diário de Natal, publicada pelo impresso no dia de hoje. Articulado, Marinho falou sem subterfúgios às perguntas mais incisivas.

Interessante, é que ele trata o ex-prefeito e adversário Carlos Eduardo Alves (PDT) por “Carlos Alves”. Veja abaixo trechos dessa conversa dele com o jornal:

Diário de Natal – O senhor acredita que o fato de ter apoiado a candidatura da prefeita Micarla de Sousa (PV) em 2008, assim como o grupo político que o apoia, pode prejudicar sua campanha no pleito deste ano?

Rogério Marinho – Quem tem esse sentimento são vocês que entendem do processo político e são observadores mais privilegiados. A população não tem esse sentimento. A população está vendo o processo eleitoral à distância. Depois, 51% do eleitorado de Natal votou com Micarla de Sousa. Não estou só. Mais da metade de Natal fez a mesma coisa. Nós tínhamos naquela oportunidade um quadro completamente diverso. As pessoas que estiveram no palanque de Micarla estão apoiando a candidatura de Hermano Morais (PMDB) e a de Carlos Alves também. É importante lembrar isso. Essas pessoas todas repensaram seu apoio em função da performance que ela apresentou no decorrer da administração. Errar é humano. Persistir no erro é burrice.

E acrescentou: “O quadro na época era um quadro que de um lado nós tínhamos uma imposição, que eu diria autoritária, arrogante, ditatorial, feita de cima para baixo, pelo governo federal, o estadual e o próprio prefeito da cidade da época, Carlos Alves, que inclusive foi contra o próprio partido em função de uma carreira solo. Então, tínhamos como opção aceitar a candidata imposta de cima para baixo ou votar em alguém que não tinha passivo, pois não havia exercido cargo público, nem passado. Tinha sim uma boa imagem perante à opinião pública por ter sido durante 15 anos âncora de um telejornal. Nós optamos, na ocasião, politicamente nos contrapor contra essa imposição que ceifou uma série de candidaturas que hoje estão aí: Mineiro (PT), Hermano e Rogério Marinho, que paradoxalmente são candidatos hoje.”

Diário de Natal – A sua candidatura é vinculada ao governo Rosalba Ciarlini (DEM)?

Rogério Marinho – A nossa candidatura tem uma vinculação muito clara. Isso é facilmente perceptível. Ela tem vinculação com o sentimento que a cidade tem de que precisa, necessita de profissionalismo, gestão e responsabilidade com o futuro. A governadora Rosalba e o seu partido, o Democratas, nos apóiam. Se é esta a vinculação, sim ela existe. Agora, nossa candidatura foi gestada de maneira muito árdua, diferente das candidaturas tradicionais. Minha candidatura não nasceu de um gabinete, nem por imposição nem por indicação desse ou daquele chefe político. Nós fizemos um trabalho de buscar, desde o início, sentir a realidade de Natal, com um diagnóstico desenvolvido por meio de reuniões, seminários, avaliações. A partir daí, apresentamos um projeto que queremos ver testado pela população da cidade nessas eleições.

Diário de Natal – A governadora e o senador José Agripino participarão do seu programa eleitoral? Estarão presentes no seu palanque?

Rogério Marinho – Eles já estão. Estiveram na minha convenção, inclusive. No momento oportuno, conversaremos a respeito. Não há qualquer constrangimento, pelo contrário.

Diário de Natal – Por qual característica o senhor pretende marcar seu nome nessa campanha, para que o eleitor identifique sua candidatura?

Rogério Marinho – Gostaria de ser identificado como alguém que estudou para ser candidato, se preparou para ser candidato, estudou sobre o tema. Não foi fácil. Subimos uma ladeira. Sinto-me preparado para administrar minha cidade. Agora, é claro que minha linha principal, minha bandeira, o que acho mais importante na educação pública é a educação. Para mim, é um grande constrangimento verificar que Natal ostenta o índice de ser o pior município nessa área. Isso me constrange, me incomoda e vou lutar bastante para mudar essa situação.

Rosalba nega ‘negociação’ para levar Fafá Rosado ao TCE

Por Allan Darlyson do Diário de Natal

Em um tom que denotava irritação, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) negou ontem, em entrevista ao Diário de Natal, que esteja articulando um plano para nomear a prefeita de Mossoró, Fafá Rosado (DEM), para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), na vaga deixada com a aposentadoria do conselheiro Alcimar Torquato.

Com a concretização desse plano, a prefeita Fafá Rosado renunciaria ao mandato para viabilizar a candidatura da irmã da governadora, Ruth Ciarlini, a prefeita de Mossoró. Vice-prefeita, Ruth ganharia o direito de disputar a reeleição.

A princípio, Rosalba se negou a responder ao repórter, mas em seguida, negou a existência do projeto para tornar sua irmã a candidata do sistema governista à vaga do TCE. “Eu nunca falei sobre isso [indicação de Fafá Rosado para o TCE]. A indicação para o TCE não começou sequer a ser discutida. Não existe nenhuma conversa nesse sentido. Em nenhum momento eu cheguei a cogitar essa possibilidade. O assunto não começou a ser debatido”.

A entrevista da chefe do executivo foi dada ontem, durante solenidade promovida pelo Sebrae para a entrega do prêmio Prefeito Empreendedor. Ao negar o projeto, a governadora, de algum forma, desautorizou a entrevista dada pela prefeita Fafá Rosado, revelando ter recebido o convite para ocupar a vaga deixada pelo ex-conselheiro Alcimar Torquato no TCE. A indicação é prerrogativa de Rosalba Ciarlini. Na entrevista, Fafá disse que ainda não havia decidido se renunciaria em troca do cargo vitalício no Tribunal de Contas.

Ruth Ciarlini só poderá disputar a prefeitura de Mossoró se Fafá Rosado renunciar ao mandato. A lei não permite que Ruth se candidate sem ocupar o cargo por ser irmã da governadora. Uma fonte ligada a Fafá Rosado informou que a renúncia da prefeita até o início de abril é dada como certa no sistema governista. No entanto, a polêmica criada em torno da vaga no TCE pode mudar o rumo da campanha mossoroense.

De acordo com informações extraoficiais, adversários políticos do grupo de Rosalba já preparam uma denúncia para apresentar ao Ministério Público (MP) caso Fafá renuncie ao cargo e seja indicada para o TCE. A Justiça poderá cancelar a indicação se detectar manobra política. Questionamentos como esse já ocorreram em outros estados. Há jurisprudências para o cancelamento da indicação de governantes para o Tribunal de Contas, caso a prerrogativa seja usada em benefício particular.

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