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Falta de apoio “liquida” iniciativa de reforço à economia

A promoção denominada de “Liquida Mossoró” não vai acontecer este ano no comércio mossoroense. Ponto final.

Promotora da iniciativa que objetiva fomentar o setor mercantil, em vendas, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) não encontrou suporte de apoio como em anos anteriores, de Prefeitura de Mossoró e Governo do Estado. O Liquida foi amputado este ano porque faltou também acerto com o “passado”.

Débitos ainda decorrentes da promoção de 2013, que Prefeitura e Estado não sanearam, não estimularam outro entendimento “no escuro”.

O aumento no meio circulante do município, que gera desdobramento tributário e outros efeitos positivos, compromete mais ainda a economia de Mossoró.

Nota do Blog – Com muitos méritos, Mossoró insiste em assumir epíteto de terra do “Já teve”.

Comércio de Mossoró tem horário especial para Dia da Criança

O comércio de Mossoró terá horário especial na véspera do Dia da Criança, definido para o próximo domingo (12).

Segundo informação do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO), Michelson Frota, “o comércio de rua no sábado (11) funcionará até às 16h”.

Ele acrescenta, que supermercados e shopping terá funcionamento normal.

“A data é uma das melhores para o setor mercantil. Com promoções, além de maior aposta em atendimento e conforto à clientela, acredito que teremos resultado muito satisfatórios”, prevê.

Com informações do Sindivarejo (Sistema Fecomércio).

Ficro, em sua 27ª edição, tem início hoje em Mossoró

Tem início hoje a Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO) no Centro de Exposições e Eventos Enéas Negreiros (EXPOCENTER). É sua 27ª edição. Ocorrerá até o próximo dia 23, das 18 às 23h.

A abertura  será às 18h. Mas a solenidade oficial de abertura acontecerá às 20h dessa quinta-feira (21).

A feira vai acontecer numa área de 2,5 mil metros quadrados, ambiente totalmente climatizado.

Todos os 10 estandes postos à comercialização foram ocupados por setores diversos da economia, mantendo a característica multifacetada da Ficro, que anualmente tem aumentado a presença de público.

Ano passado, por exemplo, segundo dados da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), foram mais de 60 mil visitantes.

Além da exposição em si, diversos outros eventos paralelos vão ocorrer  no período da feira.

Exposição de artesanato, espetáculo teatral e salas para rodadas de negócios estão na programação.

A Ficro é uma realização da Acim, mas contando com parceiros como Banco do Brasil, TCM, Sebrae, Petrobras, Governo do Estado, Prefeitura de Mossoró, Cosern, Sistema Fiern (Sesi, IEL, Senai), Sistema Fecomércio (Sesc, Senac, Sindivarejo) e Facern.

Saiba mais detalhes acessando AQUI a página do evento.

“Mais RN” tem apresentação hoje à noite em Mossoró

Será hoje às 18h, no auditório do Sebrae, em Mossoró, a apresentação do programa “Mais RN”, serviço contratado pelo setor produtivo do estado. É a primeira reunião de um ciclo que percorrerá as principais cidades do estado.

O Mais RN é um diagnóstico de oportunidades e potencialidades de investimentos no Estado nos próximos 20 anos. O evento de hoje é voltado para as entidades de classe, formadores de opinião e empresários.

Tem o patrocínio da Federação das Indústrias do RN (FIERN), Federação das CDL´s (FCDL´s), Sebrae e Federação do Comércio (FECOMÉRCIO/RN).

Investimento

Iniciado em 2013, os estudos foram realizados pela empresa Macroplan, com parceria das Secretarias de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças, e reúne informações com um diagnóstico das principais áreas do estado como economia e educação.

Do relatório, saíram as principais potencialidades de investimentos em negócios.

Foi lançado no último dia 18 (sexta-feira), em Natal (veja AQUI).

Indústria de bebidas fará grande investimento em Mossoró

Uma grande indústria de bebidas estuda implantação de unidade de distribuição em Mossoró. Negócios de muitos milhões de reais.

O investimento deverá ensejar a contratação de numeroso elenco de trabalhadores.

Com posição estratégica de logística entre duas capitais (Natal e Fortaleza), a expectativa é de que cerca de 100 a 120 caminhões saiam diariamente de suas instalações.

Depois trago maiores detalhes.

Governo Rosalba assinará contrato para ZPE-Macaíba

O Governo do Estado assina na próxima sexta-feira (21), às 11 horas, na Escola de Governo, o contrato para construção da Zona de Processamento e Exportação (ZPE) de Macaíba. Vencedora da licitação, a empresa Unihope Imobiliária, Administração e Construção Civil Ltda. terá a concessão por 25 anos e será responsável pela implantação da infraestrutura, administração e captação de indústrias para se instalar na área.

Com o funcionamento da ZPE, o RN garante a atração de novos investimentos nacionais e estrangeiros, aumento da geração de empregos, além do aumento das exportações do estado e uma infraestrutura logística privilegiada e desenvolvida com a localização próxima ao Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante.

A ZPE de Macaíba será uma área industrial, onde as empresas nela instaladas operarão com um sistema diferenciado de redução ou isenção de impostos, desde que a maior parte de sua produção seja voltada para o mercado externo.

A Prefeitura de Macaíba e a Administradora da Zona de Processamento e Exportação de Macaíba (Azmac), empresa constituída pela Prefeitura de Macaíba, Governo do Estado e Fiern, também assinam o contrato com a empresa Unihope.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.

Feira de fruticultura de Mossoró é cancelada

O Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX) comunica a fruticultores, empresas e instituições inseridas nacadeia produtiva da fruticultura potiguar que a próxima Expofruit – Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada somente serárealizada em 2014. A edição 2013, prevista para acontecer no período de 10 a 12 de julho, na UFERSA, em Mossoró, precisou ser cancelada pelos seguintes motivos:

-Dificuldades financeiras vividas pelos produtores, em especial os quetrabalham em pequenas unidades produtivas, devido à prolongada estiagem;

-Situação de calamidade provocada pela escassez de chuvas, em todo o Nordeste, restringindo a disponibilidade de recursos, inclusive do setor público, para a realização do evento;

-Decisão de alterar a periodicidade da feira, tornando-a bienal, garantindo a formatação de um evento de maior porte, mais direcionado às necessidades do produtor local, para o qual haveria maior facilidade de captação de recursos e garantia da presença de grandes empresas, público interessado e palestrantes qualificados.

O Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX) emite agradecimento e compreensão dos parceiros Sebrae e Ufersa, e reforça seu compromisso com a cadeia produtiva da fruticultura potiguar, com expositores, patrocinadores, apoiadores e o público visitante, garantindo que desde já está confirmada a realizaçãoda Expofruit em 2014.

Para maiores esclarecimentos, será realizada uma coletiva de imprensa hoje, 15 de maio, às 17h, na sede da COEX, localizada no Campus da UFERSA.

Nota do Blog – A decisão é extremamente nociva ao próprio evento. É um fracasso não apenas da entidade organizadora, mas do poder público e nossa economia. Parece que ignoram a dimensão econômica da Expofruit.

Mossoró, de volta ao passado.

Triste. Lamentável.

Economia local sofre recuo e o que estamos fazendo?

Tenho conversado com lojistas, empresários e pequenos empreendedores dos mais diversos segmentos produtivos de Mossoró. A opinião é comum; mudam relatos em face do perfil de cada negócio.

Há nítida retração no consumo. Temos óbvia desaceleração econômica.

Porém tudo é objeto de experiência, do levantamento empírico, pois nossas entidades de classe (empresarial) e poder público não tomam essa questão como prioridade. Coqueteis, cafés, almoços, entrega de comendas e outros rapapés são mais importantes do que o trabalho técnico em favor da economia do município.

O consumidor sumiu; os que circulam estão mais seguros na hora da compra. Do setor de alimentos a butiques, a queixa é uma só.

Seca, desemprego e recuo em investimentos da Petrobras, instabilidade da indústria salineira, freio em contratações de terceirizados e comissionados de prefeituras, inflação (dando o ar de sua graça) etc. podem estar determinando esse cenário.

O quadro pode perdurar por meses ou se agravar em anos. Mas não tenho bola de cristal para antecipar nada.

Mexam-se, façam alguma coisa senhores e senhoras do poder público, entidades de classe, universidades e faculdades.

Mossoró, hora de repensar seu futuro

Por Carlos Escóssia

Não carece o uso de qualquer recurso mais elaborado de retórica para explicar o papel integrador que a renda – o acesso a ela – desempenha dentro da sociedade moderna. A abordagem que adotamos para aproximar os interesses mais significativos do povo de Mossoró, de um lado, das tendências da sociedade global, do outro, foi estabelecer como prioridade a promoção do acesso popular à renda como instrumento de integração dos mossoroenses à sociedade globalizada, posto que o sistema capitalista tem esse falha: é excludente!

Todas as ações da administração municipal devem estzr voltadas à geração de emprego e renda com o objetivo de anular esta falha e aproveitar de forma racional todas as nossas potencialidades e riquezas econômicas. Para Mossoró entrar na rota do desenvolvimento, o ponto de partida é crescer e distribuir renda, criando oportunidade para que todos possam desenvolver o seu potencial e viver uma Mossoró mais justa e coesa do ponto de vista social.

O grande desafio que se apresenta hoje, é colocar o Poder Público Municipal como instrumento indutor, para transformar as potencialidades do município em desenvolvimento econômico e este em desenvolvimento social. Porque, se Mossoró produz riqueza, grande parte da população é pobre, e não dispõe dos meios para usufruir da riqueza e das oportunidades que a cidade cria.

Em síntese: o desafio é transformar os cidadãos em atores econômicos e integrá-los a esse desenvolvimento que numa economia globalizada se propaga a partir de fontes e movimentos freqüentemente exógenos. Em outros termos, trata-se de garantir ao nosso povo a possibilidade de participar desse desenvolvimento, de competir por um posto de trabalho em condições de igualdade ou de poder criar o seu próprio emprego, harmonizando o crescimento econômico com equidade social e com a preservação ambiental.

É urgente a necessidade de se colocar em pauta a retomada do crescimento de Mossoró, sobretudo nos setores primário e secundário.

A cristalização do nosso desenvolvimento dependerá da sensibilidade e vontade política do poder público e da classe empresarial e – obviamente – do papel das instituições de ensino superior existentes na cidade, nos labores da formação de técnicos, mão-de-obra especializada, investigações científicas e transferências tecnológicas.

Só com a junção dessas forças será possível projetar Mossoró, não só na esfera estadual e regional, como também em nível nacional e internacional, pela sua destacada participação na produção nacional de frutos tropicais e na extração de recursos minerais, como: petróleo, calcário, sal, gesso e gás natural.

A exploração desses recursos demonstra o potencial existente e justifica todo o esforço do seu caminhar para o desenvolvimento. Como perspectiva para o futuro próximo, aponta-se a zona mossoroense como propícia ao desenvolvimento da indústria química, com a integração da cadeia produtiva dos setores salineiro e petrolífero; a exploração mineral (calcário, gipsita e argila); a fruticultura irrigada; a pecuária; a pisicultura e a carcinicultura; o agronegócio e a agroindústria integrada.

Na perspectiva de um salto qualitativo sem precedente na história de Mossoró – se faz necessário e urgente – que as forças vivas da comunidade se congreguem em termos de objetivos maiores: “aproveitar potencialidades e atenuar carências, que ainda são muitas”.

Carlos Escóssia é professor, economista e blogueiro

* Texto originalmente publicado no Blog de Carlos Escóssia

Empresariado tem “ambiente hostil” no RN, diz Flávio Rocha

A Riachuelo, uma das maiores redes de varejo de moda do Brasil, vai muito bem, obrigado. A empresa pretende inaugurar 30 lojas este ano. Média que deverá se manter nos anos seguintes.

A empresa, que é dona de quase 150 lojas e emprega mais de 40 mil trabalhadores no país, vive a maior expansão de sua história, afirma Flávio Rocha, presidente da Riachuelo e vice-presidente do grupo Guararapes.

Entretanto, a indústria potiguar, observa Flávio, não tem conseguido acompanhar o crescimento do restante do grupo. Enquanto as vendas sobem, a produção própria cai. A fábrica do RN, onde tudo começou, chegou a dispensar sete mil empregados em menos de dois anos e deflagrar um processo de desaceleração difícil de ser revertido.

Para Flávio, o ambiente no estado é hostil ao empresariado. “A Guararapes vai muito bem obrigado, agora o Rio Grande do Norte está jogando fora uma oportunidade”.

Saiba mais AQUI.

Nota do Blog – O pronunciamento de Flávio Rocha é de uma importância sem medidas. É preciso que a questão seja discutida sem politicalha, pois a princípio revela que o Rio Grande do Norte continua fora de prumo e de rumo.

O “cavalo” passa selado e nós continuamos aqui embaixo.

A ilusão de um Rio Grande do Norte que não existe

O grupo Coteminas fechou uma empresa no RN, com 1.500 empregos (unidade da Tomás Landim, Natal). Mas vende o engodo, com apoio público, de que está investindo na economia do Rio Grande do Norte.

Risível.

Aconselho os ufanistas e ludibriados a passearem por Pernambuco. Testemunharão o verdadeiro “espetáculo do crescimento” preconizado pelo presidente Lula. Dêem uma passadinha no Ceará e comecem a postar seus olhos na Paraíba, tudo aqui pertinho de nós.

O Rio Grande do Norte está em processo de queda livre em sua economia, com acanhados investimentos públicos e instabilidade de negócios na iniciativa privada.

As exportações estão encolhendo.

Pobre Rio Grande ‘Sem Sorte”.

Turismo do RN não sai da mesmice; sertão ignorado

O jornal paulistano Folha de São Paulo publicou cinco páginas em sua edição de ontem sobre o turismo no Rio Grande do Norte.

No material, o que tratamos como Costa Branca e belezas sertanejas, de nossas serras a outras plagas, não são citados.

Enquanto isso a “vila” de Canoa Quebrada-CE é o segundo pólo receptor do Ceará. Dados da própria Secretaria do Turismo do Ceará (SETUR).

Canoa Quebrada é distrito do município de Aracati, localizada a cerca de 95 quilômetros de Mossoró.  Com 95% do seu terminal já concluído, o aeroporto de Aracati espera tão somente homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para começar a operar com voos charters. Mas sua pista terá meios técnicos para receber aeronaves de grande porte.

A política de descentralização do desenvolvimento, de formatação de pólos regionais de crescimento econômico-social, que o Ceará enceta como política de Estado há vários anos, permite o advento de situações dessa natureza.

Enquanto isso, no Rio Grande do Norte, governo após governo a ladainha é a mesma: da Reta Tabaraja para o sertão, só sobram migalhas e propaganda que vende a imagem de um estado igualitário, de povo feliz e saudável.

Pobre RN!

Nota do Blog – Dados técnicos da Secretaria da Tributação, ainda no período do Governo Wilma de Faria (PSB), apontavam que de cada R$ 10,00 do meio circulante potiguar, pelo menos R$ 7,64 ficavam em Natal e arrabaldes. Pro interiozão, a sobra.

“Minha pátria” e a busca de uma nova ordem

O fechamento do Aeroporto Governador Dix-sept Rosado deveria servir de alerta para reflexão da sociedade mossoroense como um todo. Mossoró retrocede no tempo em mais de 80 anos, tempo em que tivemos o surgimento do nosso Aero Clube.

Atraso. Culpa de Dilma Roussef (PT)?

A elite política adora empinar a tese da “conspiração” para justificar seus pecados, omissões e incapacidade, além de falta de espírito público etc.

Quando a elite política deste Estado parar de empregar seus filhos em Tribunal de Contas, prefeituras, Assembleia etc., vai ter Rio Grande do Norte para todos.

Malote bancário, aeronaves empresariais, UTI no ar, voos comerciais etc. estão precariamente autorizados à utilização do aeroporto. Correm riscos. Cada um assuma sua responsabilidade, além dos políticos que pressionaram o Governo Federal para liberação, mesmo precária, desse aeródromo.

Em meio a essa situação, parte da mídia produz um abjeto material de transferência de culpa, para isentar os novos coroneis, que não são tão novos assim.

Pobre Rio Grande do Norte. Pobre Mossoró!

Saúde em Mossoró chegou a um ponto que mesmo com dinheiro, o atendimento às vezes chega a ser impossível. Faltam médicos e estrutura hospitalar. Quem pode vai para Fortaleza ou Natal. Mais abastados e políticos graúdos desembarcam no Sírio Libanês, São Paulo-SP. A escumalha agoniza nos corredores do Walfredo Gurgel (Natal) e do Tarcísio Maia.

A Rodoviária Diran Ramos do Amaral é uma pocilga; serviço de ônibus urbano funciona como quer; aeroporto não existe; bandidos assumiram o comando da cidade. E a educação? Quase parando. Algumas escolas do âmbito municipal até desabaram nos últimos anos e outras fecharam.

Não se discute um projeto de desenvolvimento humano para Mossoró. Só temos a fulanização, o nen-nhe-nhém de nomes.

Pensar dá muito trabalho. Uern, Ufersa, Acim, CDL, UnP, Facene, Mater Christi, sindicatos, conselhos comunitários deveriam se unir na realização de um seminário… Vamos oferecer aos potenciais candidatos a prefeito elementos para debate, confecção de programas de governo, alicerce para o que queremos.

Infelizmente, Mossoró vive um de seus momentos mais pobres. O pior é o índice de analfabetismo político, que assola todas classes sociais.

O cerne da questão é discutirmos o modelo de poder, de política e de prioridade pública que temos. Sobrenome é algo menor, dispensável. Eleger um não-Rosado não é a solução para Mossoró. Precisamos eleger e trabalharmos por uma nova ordem político-econômica e social. Isso sim.

Mossoró tem uma posição geopolítica privilegiada, além de riquezas naturais raras. Essa combinação a torna fadada ao progresso, sem dúvida. Temos sal, petróleo, águas mães, solo fértil e calcáreo abundantes. Somos crescente entreposto mercantil; o setor terciário está em expansão e há ascensão industrial, além de grandes reservatórios de água em nosso subsolo e arrabaldes.

Transformamo-nos num polo acadêmico. São cerca de 20 mil pessoas na academia. É uma célula revolucionária, que precisa ser bem aproveitada. Até aqui, não.

Mossoró tem 263.344 mil habitantes (dados do IBGE), densa população flutuante e influência sobre Vales do Açu e Jaguaribe, bem como Alto Oeste e região salineira.

Bom debate, discussão sadia, sem dogmatismos ou excessos, inclusive que possamos travar nas redes sociais, ajuda a criar uma bolha crítica. Talvez esteja neste ambiente, o grande diferencial para começarmos a plasmar a ideia de maior participação popular na dialética sobre o seu próprio futuro.

A Net não é a panaceia, mas é um caminho. A net não é o único canal, mas é um espaço democrático. Façamos dela nossa “ágora” como os gregos.

Mossoró não é apenas o lugar em que vivo e nasci. Aos meus olhos, telúricos, é uma cidade-estado, republicana, que deve ser patrimônio comum.

Provinciano, não tenho minha visão embaciada pela mitificação de gente ou louvação de mortos. Empenho-me em fazer um pouco mais, porque dela já recebi muito.

Na seca devastadora de 1877 (que durou três anos), Mossoró virou síntese do que é hoje: miscigenada, acolhedora, mãe gentil, um proterorado. Tínhamos população de cerca de 6 mil habitantes e saltamos para algo em torno de 25 mil. Aqui, a maioria conseguiu sobreviver. Aqui ficou.

Somos uma parte do que saiu desse caldeirão antropológico, feito de dor, a partir do flagelo.

É assim, feita de gente nativa e os que a abraçaram como mãe, que Mossoró se espraia entre sertão e mar. Dualidade encantadora.

Minha pátria.

Desabastecimento preocupa economia nacional

A economia brasileira aquecida, com forte demanda no mercado interno, está provocando um perigoso fenômeno econômico. É a “ruptura”.

Na área supermercadista, por exemplo, dezenas de produtos estão minguando nas gôndolas, porque o setor industrial não consegue atender à procura.

A preocupação se alastra por todo o país, incluindo o Rio Grande do Norte.

– Vários produtos estão faltando, mesmo com dinheiro para comprá-los – comenta um atacadista em conversa com o Blog.

Esse desabastecimento tem aumentado nos últimos meses.