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Mossoró Oil & Gas 2024 gera R$ 43 milhões em negócios

Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)
Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)

A nona edição do Mossoró Oil & Gas Energy (MOGE), encerrada no último dia 28, no Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, superou as expectativas. Alcançou números recordes de participantes e de geração de negócios.

Com um total de 9.941 visitantes, a feira movimentou em torno de R$ 43 milhões em negócios.

Segundo a Redepetro RN, entidade realizadora do Mossoró OIl & Gas Energy, o montante é resultado de negócios diretos e indiretos realizados durante o evento, entre 26 e 28 de novembro. Nesse contexto estão inclusos serviços de montagem da feira e de estandes, fardamentos, hotelaria, restaurantes, negociações diretas entre expositores, assim como no Petrosuplly Meeting, as conhecidas rodadas de negócios.

Somente nessas rodadas, as estimativas de negócios giram em torno de R$ 34 milhões. Nos três dias de evento, foram realizados 240 encontros, que reuniram em mesas de negociações empresas fornecedoras de bens e serviços e 11 grandes operadoras do setor (Brava Energia, Halliburton, SLB, Mandacaru Energia, Origem, Perbras, Petroreconcavo, Tecnogera, Pecom, Subsea Drilling e Alvopetro). A iniciativa é realizada pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, apoiador do evento, e faz parte das estratégias do Polo Sebrae Onshore.

De acordo com o presidente da Redepetro RN, José Nilo dos Santos, o desempenho reforça a condição do Moge como maior evento de petróleo e gás onshore da América Latina e o consolida como vetor de oportunidades do segmento.

José Nilo acrescenta que, além dos impactos econômicos, os resultados exitosos do evento têm papel decisivo no fortalecimento de todo o onshore, especialmente de Mossoró e do Rio Grande do Norte.

“Todos os números obtidos nos deixam muito felizes e convictos da importância da Mossoró Oil & Gas Energy para o fortalecimento do onshore nacional. Realizar o evento é um grande desafio, mas vimos na edição deste mais um grande êxito, coroado pelo número de participantes e de negócios, que impactam a economia, estimulam a atração de novos investimentos e reforçam o papel importante de Mossoró e do RN para o setor”, avalia José Nilo.

O incremento nos números soma-se ao crescimento estrutural do evento que, na edição deste ano, ampliou para três o número de pavilhões (eram dois no ano anterior), onde foram instaladas as três arenas temáticas (Petróleo e Gás, Inovação e ESG) e área de exposição. Também aumentou o número de estandes, que saltou de 130 em 2023 para 208 em 2024.

Internacionalização

Além de toda a representatividade e protagonismo no Brasil, o Mossoró Oil & Gas Energy se consolida também, em âmbito internacional, diante da crescente participação de empresas e representantes estrangeiros no evento.

Somente na edição deste ano, a feira reuniu participantes de países como Argentina, Belize, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Equador, Honduras, México, Portugal, Espanha, Estados Unidos, Emirados Árabes, Reino Unido e Venezuela. Oito estandes foram destinados a empresas internacionais, que enxergaram no Moge oportunidades de negócios e ampliação de mercado.

No que se refere a Brasil, o evento alcança praticamente todos os estados da federação, com participação de empresas e/ou empresários de 19 dos 26 estados brasileiros.

Parceria

Ainda conforme o presidente da Redepetro RN, os números positivos do Mosoró Oil & Gas são reflexos diretos da soma de esforços em torno do trabalho em prol do fortalecimento do onshore. Ele lembrou a importância de parceiros, a exemplo do Sebrae RN, Ufersa, patrocinadores e expositores, para o crescimento do evento.

“Um evento grandioso como o Mossoró Oil & Gas Energy se faz com a força de grandes parceiros, que ao lado da Redepetro defendem o fortalecimento do onshore e que, desde o início, acreditaram no protagonismo de Mossoró e do RN no setor”, pontua.

“Waltinho” percorre 13 municípios no fim de semana eleitoral

Em Areia Branca, Walter esteve em movimentação popular com chapa governista local Bruno Filho(PSDB)-Kinho de Beguinho (PSDB) - Foto: assessoria
Em Areia Branca, Walter esteve em movimentação popular com chapa governista local Bruno Filho(PSDB)-Kinho de Beguinho (PSDB) – Foto: assessoria

No último fim de semana de campanha para as eleições 2024, o vice-governador e presidente do MDB-RN Walter Alves intensificou a agenda pelo Rio Grande do Norte. Visitou treze municípios em três dias.

De sexta a domingo, Walter percorreu municípios de várias regiões do estado, reforçando o apoio a candidatos do MDB e alianças locais.

Serra Caiada, São Vicente, Equador, Jardim do Seridó, Ipueira, São João do Sabugi, Pau dos Ferros, Frutuoso Gomes, Rafael Godeiro, Paraná, Major Sales, Rodolfo Fernandes e Areia Branca.

Ele ainda esteve com lideranças de Luís Gomes e Timbaúba dos Batistas ao circular pelo Oeste e Seridó.

Pré-candidato a governador em 2026, “Waltinho” não perde tempo. Até porque, 2026 está bem ali.

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Governo do Estado realizará concurso público para a Polícia Militar

Várias autoridades participaram de solenidade (Foto: Secom/RN)
Várias autoridades participaram de solenidade (Foto: Secom/RN)

Enquanto entregava 34 veículos às forças de segurança, nesta quarta-feira (8), a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), e o vice-governador Antenor Roberto (PCdoB), anunciaram concurso público para a Polícia Militar.  A expectativa é que um novo certame seja aberto em 2022.

O número de vagas será definido a partir de um estudo que está sendo realizado sobre carência de pessoal na corporação.

Na cerimônia, realizada na Escola de Governo, a Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros e Itep, receberam, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), 24 camionetas L200 Mitsubishi, 5 micro-ônibus e 5 caminhões-guincho, frutos de convênio com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Investimento

A governadora destacou que o investimento é de R$ 8,017 milhões e conta também com emendas parlamentares coletivas. Representando a bancada potiguar, marcaram presença na solenidade o senador Jean Paul Prates, o deputado federal João Maia e dos deputados estaduais Souza Neto e Francisco do PT.

Também participaram autoridades políticas dos municípios contemplados: Triunfo Potiguar, Baía Formosa, São Miguel do Gostoso, Equador, São Vicente, Sítio Novo, Jaçanã, Baraúna, Extremoz/Genipabu e Maxaranguape.

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MPRN anuncia criação do Gaeco da região Seridó

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) vai criar o Gaeco do Seridó nos próximos dias. O anúncio oficial foi feito pelo procurador geral de Justiça do RN, Eudo Rodrigues Leite, nesta segunda-feira (20). O objetivo é ampliar a atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

O procurador geral de Justiça, Eudo Rodrigues Leite, fez o anúncio nesta manhã (Foto: MPRN)

O Gaeco do Seridó será sediado em Caicó. A resolução que institui a unidade do MPRN será publicada no Diário Oficial do Estado nos próximos dias.

“A criação do Gaeco do Seridó é mais um ato dessa gestão com vistas à interiorização das ações da PGJ à frente do MPRN. Estamos consolidando um plano que vem sendo implementado desde junho de 2017: a capilarização do Gaeco. O MPRN mostra que está determinado a reforçar a sua atuação no combate firme à criminalidade e à corrupção, em todos os municípios do nosso Estado”, falou Eudo Leite.

A atuação do Gaeco do Seridó compreenderá a área territorial das Promotorias de Justiça de Acari, Bodó, Cerro Corá, Carnaúba dos Dantas, Caicó, Cruzeta, Currais Novos, Equador, Florânia, Ipueira, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Jucurutu, Lagoa Nova, Ouro Branco, Parelhas, São Fernando, São Vicente, São João do Sabugi, São José do Seridó, Santana do Seridó, Serra Negra do Norte, Timbaúba dos Batistas e Tenente Laurentino Cruz.

Obedecerá um planejamento integrado e servindo de apoio tanto ao Gaeco, quanto a esse conjunto de Promotorias. O novo órgão terá estrutura de pessoal, veículos, equipamentos e espaço físico para um efetivo incremento da atuação do MPRN nas investigações.

Com informações do MPRN.

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Governo decretará emergência em 147 municípios

Caminhão-pipa é uma realidade ainda (Foto: arquivo)

O Governo do Rio Grande do Norte vai decretar, por mais 180 dias, a situação de emergência pela seca em 147 municípios. Isso representa 88% dos municípios potiguares, que totalizam 167.

A renovação do decreto que vigora até dia 11 de março foi definida na tarde desta quarta-feira (6) em reunião do Comitê Estadual para Ações Emergenciais de Combate aos Efeitos da Seca, entidade coordenada pelo Gabinete Civil.

A situação de emergência pela seca facilita o trâmite dos processos que envolvem obras e serviços que minimizem os impactos causados pela escassez de chuvas.

Municípios em situação de emergência:

Acari, Açu, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto do Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Baraúna, Barcelona, Bento Fernandes, Boa Saúde, Bodó, Bom Jesus, Brejinho, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Grande, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel Ezequiel, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Galinhos, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Itaú, Jaçana, Jandaíra, Janduís, Japi, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Câmara, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa D´Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, Macau, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Montanhas, Monte Alegre, Monte das Gameleiras, Mossoró, Nova Cruz, Olho D´Água dos Borges, Ouro Branco, Paraná, Paraú, Parazinho, Parelhas, Passa e Fica, Passagem, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pendências, Pilões, Poço Branco, Portalegre, Porto do Mangue, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, Santo Antônio, São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José de Campestre, São José do Seridó, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Senador Eloi de Souza, Serra Caiada, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serra Negra do Norte, Serrinha, Serrinha dos Pintos, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboeleiro Grande, Taipu, Tangará, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Tibau, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Várzea, Venha-Ver, Vera Cruz e Viçosa.

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“Terra do mar – Rio Grande do Norte” será lançado dia 8

Com um olhar singular e revelador das belezas do litoral potiguar, o novo livro-álbum do fotógrafo Fernando Chiriboga tem lançamento marcado para o próximo dia 8 de novembro, a partir das 18h, no 3º piso do Midway Mall, na galeria que leva o nome do autor.

Intitulado “Terra do mar – Rio Grande do Norte”, o lançamento é o 15º livro de sua carreira e contempla o litoral potiguar, pertencente a linha de costa do Oceano Atlântico, o que compreende uma faixa de 410 km de extensão, predominantemente de praias arenosas e falésias, guardando uma diversidade ambiental de recifes, corais, mangues, campos de dunas e estuários.

Fernando Chiriboga capta a beleza singular de Tibau do Sul e mostra em seu novo trabalho no livro-álbum

São essas belezas capturadas pelas lentes do equatoriano, radicado em Natal, Fernando Chiriboga, que compõem o seu mais novo livro-álbum.

Sobre o autor

Apaixonado por fotografia, Fernando Chiriboga é fotógrafo profissional com produção autoral e dedica-se a pesquisas fotográficas com ênfase nos temas natureza e aventura.

Nascido em Quito, Equador, veio para o Brasil em 1985, mais precisamente para o Nordeste brasileiro, onde vive até hoje. Ao longo desses anos vem percorrendo as terras nordestinas, retratando sua beleza e diversidade.

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Equador: a bola da vez

Por Paulo Linhares

A América Latina, na senda do realismo mágico,  é uma caixa de estonteantes surpresas. Na política, a região é um caleidoscópio de cenários surpreendentes, sobretudo, porque historicamente tem sido nada mais de que um reles quintal, o backyard, do “grande irmão do Norte”, os Estados Unidos da América que, desde o longínquo 2 de dezembro de 1823, estabeleceu sua hegemonia continental através da Doutrina Monroe.

Sob o lema America for americans, essa doutrina preconizava, do ponto de vista formal, uma posição de  liderança continental dos  EUA enquanto no objetivo de assegurar a incolumidade da soberania das nações latino-americanas em face às potências europeias, a fim de impedir qualquer processo de recolonização dessas nações, bem assim para lhes garantir autonomia comercial e política no plano das relações internacionais.

A doutrina Monroe funcionou muito bem em favor dos interesses expansionistas dos EUA, todavia, quase nada rendeu às outras nações das Américas, em especial após a adição do Corolário Roosevelt, de 1904,  que consignava o papel do Estado norte-americano como “polícia do mundo” e inaugurou um longo período de intervenções diretas em nações centro-americanas e do Caribe conhecido como Big Stick (Política do Grande Porrete), “diplomacia das canhoneiras”. Diante do velho Theodore Roosevelt,  tangerine man Donald Trump é, no máximo, um reles trombadinha na relação dos EUA com os povos latino-americanos.

Por seu turno, a América Latina não deixa de ser uma caixa de surpresas para os sisudos norte-americanos hegemonicamente brancos, anglo-saxônicos e protestantes (os chamados WASP, que é o acrônimo que em inglês significa “Branco, Anglo-Saxão e Protestante“). Depois do  castrismo  em Cuba, a experiência chilena de Allende, o bolivarianismo de Chavez na Venezuela, o transe do índio Evo Morales na Bolívia, ocorre a estonteante eleição, pasmem, de um Lenín (Moreno) como presidente do Equador, que derrotou um (Guillermo) Lasso e, a exemplo do tucano Aécio Neves, não aceitou o veredito das urnas. Não deixa de ser uma intrigante conjunção:  o Lenín tropical a lembrar o líder da Revolução Russa de  1917 e o Moreno, a representar sua miscigenada origem sul-americana.

O segundo turno das eleições presidenciais naquele país se realizaram no último dia 6, quando o candidato governista Lenín obteve 51,14%  dos votos válidos contra 48,86% dados a Lasso, o candidato que representava as oligarquias locais.

Três vezes eleito presidente da República, Rafael Correa imprimiu um novo estilo de gestão do Equador a partir do Movimento Aliança PAÍS, instrumento político para alcançar a “revolução cidadã”, na verdade, uma versão bem mais light da “revolução bolivariana” de Chávez, da vizinha Venezuela.

O jovem presidente Correa,  economista com sofisticados estudos na Bélgica e nos Estados Unidos, que assumiu o comando de seu país em 2007, iniciou uma gestão cuja ideia-força era a formulação de uma política econômica nova e que acabasse com alguns dos privilégios seculares da elite financeira local.

Iniciou-se, assim, um ciclo virtuoso na economia com visíveis e positivos reflexos da vida da população, principalmente com o resgate daquela considerável parcela de cidadãos que vivia abaixo da linha da pobreza, com drástica redução do pagamento das dívidas interna e externa, numa espécie de moratória branca, tendo como objetivo investir esses recursos para alavancar a economia que se expandiria com investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Essa política funcionou razoavelmente e deu frutos excelentes para Correa e seu partido que, a despeito da atuais dificuldades econômicas decorrentes de uma persistente recessão, conseguiu eleger o seu sucessor.

Em dez anos, a “revolução cidadã” de Correa, aliás, nada mais foi do que uma experiência de social-democracia, se tornou o marco do poder político no Equador, com o envolvimento maciço da sociedade equatoriana, embora, nos dois anos finais do atual governo, tenha apresentado claros sinais de exaustão política, fenômeno bem captado pelas urnas nos dois turnos dessas últimas eleições. Ora, além da crise mundial, a economia equatoriana  passou a ter sérios desarranjos por influências dos problemas econômicos por que passam os seus vizinhos, inclusive o seu principal parceiro que é o Brasil, além da Venezuela.

Ironias e trocadilhos à parte, Lasso não perdeu por lassidão, pois, segundo denunciou o presidente Rafael Correa, o padrinho de Lenín e pai da chamada “Revolução Cidadã” no Equador, ao jornal El País, “chegou uma nova direita, troglodita, totalmente entregue ao norte” e, comparando a  disputa eleitoral do segundo turno com a Batalha de Stalingrado, asseverou, dias antes, que “lutaremos contra a direita mundial”, pois, “haverá centenas de milhões de dólares”, “mas já enfrentamos esse tipo de cenário e vencemos.”

Venceu, por pouco, mais venceu com seu Lenín Moreno. O grande apoio internacional jogado na candidatura do banqueiro Guillermo Lasso, em especial, o dos EUA, foi inútil, todavia, ele acena com a possibilidade de travar uma enorme luta jurídica contra a chapa vencedora.

Os partidários de Lasso tentarão vencer a luta política num ‘terceiro turno’ que será no ‘tapetão’, para usar a linguagem do futebol: o modelo de golpe parlamentar-judicial iniciado no Paraguai com a deposição do presidente Lugo, e aperfeiçoado no Brasil com o impeachment de Dilma Rousseff.

Tudo tão assemelhado com o que aqui se fez para tirar o mandato presidencial da vencedora das eleições de 2014, que até engendraram  uma denúncia de que Correa e Lenín teriam recebido dinheiro de uma velha conhecida dos brasileiros, a indefectível Odebrecht de todas as propinas. É a versão internacional da Operação Lava Jato. Espera-se, porém, que o juiz Moro não queira esticar sua poderosa jurisdição até às lonjuras andinas do Equador…

No mais, é seguir o resto do script que tem como fecho a destituição de um presidente eleito pelo povo, porém, observada toda uma ritualística que dará o timbre de legalidade àquilo que, por isso mesmo, não passará de um reles golpe de Estado sem o uso da força, um típico golpe branco.

Um uncle Sam sensibilizado agradece por essa contribuição made in Brazil. Afinal, daqui também sai lixo institucional, além das boas carnes que este país exporta. Esperar para ver nada custa.

Paulo Linhares é professor e advogado

Cadeia de Petróleo e Gás verá oportunidades de negócios

Petróleo e gás: negócios (Foto: arquivo)

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) do Rio Grande do Norte, escritório regional de Mossoró, realizará amanhã (quinta-feira, 26) Reunião do Projeto da Cadeia de Petróleo e Gás do RN. Ocorrerá às 14h30 em sua sede.

A iniciativa objetiva apresentar estudo de oportunidades para empresas de Petróleo e Gás da região.

Países como México, Argentina, Colômbia, Equador e Bolívia estão no foco desse trabalho.

Também haverá apresentação do Encontro Internacional de Negócios do Nordeste, que revelará outras chances de negócios no segmento.

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Primeira prefeita de município assume dia 1º

A prefeita eleita de Equador, Noeide Clémens Ferreira de Oliveira (DEM), o seu vice, Joady Gomes ( DEM), e os vereadores eleitos tomam posse no dia 1º, às 17 horas, no Ginásio Poliesportivo Gilsão.

Na oportunidade, a prefeita deve anunciar parte do secretariado municipal.

A partir das 21 horas, a Orquestra Super Oara realiza grande show em plena praça pública da cidade.

Preocupada com o colapso no abastecimento de água em Equador, a prefeita Noeide Sabino já agendou para o dia 02 a primeira reunião com a sua equipe para discutir a Operação Carro-Pipa, que será iniciada após sua visita  à direção da Caern, em Natal.

Ela lembra que muitos são os desafios, “mas a vontade de trabalhar e o orgulho de ser a primeira prefeita mulher na história política do município só fazem aumentar a disposição de buscar dias melhores para a população.”

Noeide Sabino é pedagoga e professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG),  tem 44 anos e iniciou a carreira política como primeira-dama e secretária de Assistência Social na gestão do seu marido, Zenon Sabino,  entre 2005 e 2008. Foi eleita com 50,92%  dos votos válidos, totalizando 2.086 votos.