Arquivo da tag: Estupidez

Mãe de candidata a vice prega luta de católicos contra evangélicos

Ex-presidente da CMM vomita preconceito e ódio em página da Diocese de Mossoró (Reprodução do BCS)
Ex-presidente da CMM vomita preconceito e ódio em página da Diocese de Mossoró (Reprodução do BCS)

Mãe da vereadora Carmem Júlia (MDB), candidata à vice-prefeita na chapa encabeçada pelo também vereador Lawrence Amorim (PSDB), a ex-presidente da Câmara Municipal de Mossoró Izabel Montenegro (MDB) prega luta de católicos para banimento de evangélicos no município. Num comentário seu em rede social no Instagram da Diocese de Mossoró, ela rosnou:

O crescimento dos evangélicos em Mossoró é um fato preocupante para nós católicos. Hoje, a Prefeitura investi (sic) muito mais no Mossoró Sal & Luz do que na festa de Santa Luzia. Querem tornar Mossoró uma cidade evangélica. Não permitiremos! Viva Santa Luzia!

A manifestação de preconceito religioso, ódio e provocação verbal teve reação silenciosa e vigorosa da própria Diocese de Mossoró, que apagou seu comentário. Na matéria que encima a virulência de Montenegro, é destacada a visita da chapa Lawrence-Carmem à Cúria Diocesana, na segunda-feira (2), como agenda de campanha.

Estupidez

Alheia à boa convivência entre a Igreja Católica local e a vertente cristã que tem várias denominações protestantes, Izabel Montenegro vomitou sua forma reducionista e estúpida de enxergar o mundo. Repetiu o que é rotina diária de sua vida há anos, em redes sociais: insultar, disparar catilinárias e julgar a tudo e a todos a seu modo.

Sua régua para medir hombridade só não consegue estabelecer a própria estatura moral, haja vista que na “Operação Sal Grosso”, rumoroso caso de corrupção na Câmara Municipal de Mossoró, ela acumula condenações judiciais que beiram os 40 anos de xilindró (veja AQUI). Por enquanto. Outros processos em que a ex-vereadora é ré estão em andamento.

Ainda bem que a Igreja Católica mossoroense, simbolizada pelo báculo do bispo dom Francisco de Sales – no pastoreio de milhares de pessoas -, não escuta, não se guia nem leva a sério Izabel Montenegro. Está ‘cancelada’, numa linguagem do mundo virtual. Amém!

Acompanhe o novo Instagram do Blog Carlos Santos clicando @blogcarlossantos1

O fracasso da bola

Bola-murchaFutebol com torcida única é o fracasso desse esporte, o ocaso da civilidade.

A sociedade e o Estado admitem sua incapacidade de preservar os verdadeiros torcedores e sua paixão.

E nós vamos nos conformando com isso, achando natural que ódio e estupidez prevaleçam.

Chega.

Basta.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Quanto pior, melhor

barco-afundando-quanto-pior-melhorVejo incontáveis comentários em redes sociais com internautas questionando freio em ataques criminosos, à cada prisão feita pela segurança.

“Então não parou”, comenta um deles.

Quer dizer então que polícias precisam esperar o ataque para agir?

Francamente.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Monark nazista

Eu pensava que Monark era apenas marca de bicicleta da minha infância.

Mas, descubro hoje terça-feira (8), a nova versão: um influencer com milhões de seguidores e a favor da legalização de Partido Nazista (veja AQUI).

Deve ganhar outros milhões de admiradores.

A estupidez é contagiosa.

Vai piorar.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.

Perdidos do Brasil

Após cerca de um ano e 4 meses de pandemia no país, com medidas universais de prevenção consagradas (uso de máscara, distanciamento social e álcool gel), ainda tem quem seja insubordinado a essas orientações e normas.

Do zé-ninguém ao dotô!

Um, por ignorância;

O outro por estupidez.

Ambos, vítimas em potencial e fortes vetores do vírus.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI e Youtube AQUI.

Meu grande feito

Nesse confinamento alcancei o feito, até agora, de não ter visto um único filme. Minha terapia é me divertir trabalhando.

São cerca de 14/16 horas ou mais por dia fazendo o que gosto: pesquisas, entrevistas, checagens de informações, textos, gravações, edições.Feliz!

Em tempos normais, sempre reservo parte do dia para “não fazer um monte de coisas”, pois é minha válvula de escape. É a prosa leve e às vezes carregada na confraria do Café Artesanato, a conversa descolada no Twitter, caminhadas etc.

Sem esses canais, trabalho mais.

Compreendo quem usa redes sociais para descarregar estresse, rotular pessoas, julgar o certo e o errado, vomitar grosserias e analisar com profundidade todo e qualquer assunto que não domina, apenas lendo títulos.

Cabe a mim, “tratá-las”, mesmo que me ofendam.

Mas meu grande feito, sublinho, não é seguir sem ter visto um filme. É ser tolerante; ter paciência de psicopata siberiano.

Não bato-boca, não devolvo insultos nem falo com quem rosna. Aprendi a ouvir para ter direito à fala.

Converso com estranhos, nunca com estúpidos.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

A distância entre a ciência e a estupidez

A estupidez politiqueira, da direita à esquerda e vice-versa, não permite diálogo sério sobre a pandemia no Brasil. Poucos se propõem a conversar com equilíbrio sobre problema planetário que chegou a nós. Por isso tanta desinformação intencional ou não.

Para mim, sempre foi óbvio que a grande ameaça não é a letalidade da Covid-19, se comparada à Gripe Espanhola e outras pandemias. Está em questão a falta de estrutura de saúde para suportar levas de infectados. Isso ocorre aqui, nos EUA, Itália, Inglaterra.

Está claro que se houver contaminação em massa, o já esgotado SUS e rede privada implodem. Exemplo: o Tarcísio Maia em Mossoró está montando 20 leitos (10 entraram em utilização ontem). Se mantiver demanda normal, como dividir esse leitos com motociclistas quebrados e pacientes infectados?

Se um imbecil tem tanta certeza que a estupidez é mais sólida do que a ciência, por que defende fim do confinamento social e ao sair às ruas usa máscaras? Se não há temor, por que esconde os pais num quarto e não deixa seus filhos saírem de casa?

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

A estupidez tem método; se colar, colou

O jornalista José Roberto de Toledo tem um raciocínio, que considera o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaaro (veja AQUI) uma estratégia política de risco, e não apenas uma postura estúpida.

Ao defender e conclamar o povo ao fim de confinamento e volta às atividades normais do país, o presidente aposta que algumas centenas de cadáveres valerão a pena.

Não seria apenas um discurso estúpido. Segue uma lógica, lógica muito dele, de Bolsonaro, por mais perversa que possa ser.

E não é necessariamente embasada em conceitos científicos, do campo sanitário, mas na crença de que fazer o contraponto à maioria é uma chance de vencer o duelo político – sua prioridade.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Estupidez e lucidez

Tenho visto muitas fotos de pessoas com máscara, gente que até domingo (15) seguia seu “fuhrer” (líder), desafiando orientações científicas e se amontoando em protesto pelo fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso, além de defesa de um regime militar.

Acordaram.

Espero que a tempo de não prejudicarem milhares de inocentes.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

A era da insensatez e o caso do neto de Lula

Por Lenio Luiz Streck

Duas frases marcaram a semana: a blogueira Alessandra Strutzel (sim, temos de dar nome aos bois e bois aos nomes!) disse, ao saber da trágica morte do neto de Lula, de 7 anos: “Pelo menos, uma notícia boa”. E a do deputado Eduardo Bolsonaro (Deus acima de todos – eis o slogan da moda): A ida de Lula ao enterro “só deixa o larápio em voga posando de coitado”!

Houve ainda muitos outros “pronunciamentos” de ódio e regozijo pela morte do menino de 7 anos.Até onde chegamos? É o fundo do poço? O que Deus diria disso, ele que, conforme o slogan, “está acima de todos?”

Confesso a vocês – e Rosane, minha esposa e Gilberto, um de meus assistentes, são testemunhas – que esse episódio me abalou profundamente. Embarguei a voz. Triste pela morte da criança e estupefacto e magoado com a raça humana e com a reação das pessoas nas neocarvernas que são as redes sociais. Ah, blogueiros e influenciadores, coachings e quejandos, ah, quantos justos haverá em Sodoma? Abraão será um advogado que lhes conseguirá um HC?

Peço paciência para me seguirem no que vou dizer. No auge do macartismo, em audiência no Senado, o advogado Joseph Welch teve a coragem de perguntar ao senador McCarthy, o homem que deu nome à prática de ver comunismo em tudo:

Senhor, você perdeu, afinal, todo senso de decência?” Pergunto aos odiadores que comemoraram ou trataram com raiva de Lula o episódio fatídico:Senhores e senhoras, parlamentares, blogueiros, twuiteiros, whatsapianos e faceboqueanos: vocês perderam, afinal, todo senso de decência?”

Em tempos de hinos nas escolas, na era das acusações de marxismo cultural (sic), eu poderia muito bem falar aqui sobre o macartismo à brasileira. Não vou. Falo, hoje, sobre nosso senso de decência. Ou melhor, tento falar sobre o senso de decência que perdemos.

Também não vou falar — não diretamente — sobre aquilo que, agora, todos já sabem ter acontecido. Lamentavelmente, morreu o neto, de sete anos, do ex-Presidente Lula. Sobre isso, não há o que falar. É o zero total. É Timon de Atenas, de Shakespeare, propondo o fim da linguagem. Shakespeare, logo ele, que bem sabia que a linguagem é a casa do Ser (Heidegger).

Sou um hermeneuta. Bem sei que a linguagem é, como dizia Ortega y Gasset, um sacramento que exige administração muito delicada. Da palavra não se abusa; não se pode colocá-la em risco de desprestígio. É precisamente por isso que sei que sobre a morte de uma criança não se fala; lamenta-se. Chora-se.

Vou (tentar) falar, portanto, repito, sobre o senso de decência que perdemos. Confesso, é difícil: às vezes, a degradação e a desumanidade são tão grandes que também parecem impor o silêncio. Mas como Auberon Waugh dizia sabiamente, se é verdade que o mundo é um lugar horrível com pessoas horríveis, temos o dever sagrado de incomodá-los sempre que possível.

Eis a minha tarefa: incomodar as pessoas horríveis. O que dizer em tempos nos quais uma legião de imbecis, para usar as palavras de Eco, aproveita-se da morte de uma criança e utiliza as redes sociais para destilar ódio e externar a própria baixeza? É hora do grito de Schönberg: Palavra, oh Palavra, que falta me faz!!!!

O que dizer quando se torna normal que um deputado — o mais votado da história do país — vai às redes sociais, sempre as redes sociais, para dizer que “cogitar” a saída de Lula para o enterro do neto (saída que está prevista na lei, diga-se) “só deixa o larápio [sicem voga posando de coitado“?

Perdemos, afinal, todo senso de decência? Não, não tenho raiva. Sinto é…pena.

O que Deus, que está “acima de todos”, diria? Ou dirá? Deus, que disse que nunca mais inundaria a terra:

nunca mais será ceifada nenhuma forma de vida pelas águas de um dilúvio; nunca mais haverá dilúvio para destruir a terra”.

Deus disse também que sempre que houvesse nuvens sobre a terra, e o arco aparecesse nas nuvens, lembrar-se-ia “da eterna aliança entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécies sobre a terra”.

E se o Altíssimo mudasse de ideia? E se Deus dissesse que, afinal, a humanidade deu tão errado que é hora de um novo dilúvio?

E se o critério de seleção para o dilúvio fosse aquilo que se diz, espalha, compartilha, no WhatsApp? Já pensaram? Como falei na coluna passada (ler aqui), que tal se Deus fizer uma PEC e alterar o estatuto do purgatório? Então, a partir de agora, o juízo final será feito por Ele a partir do exame do WhatsApp de cada um (e também do twitter e face). Uma olhadinha e Deus manda para o inferno.

Platão foi o primeiro a denunciar as fake news. Platão mostrou que dizer aos néscios que as sombras são sombras é uma coisa perigosa. Pode ser apedrejado. Como o sujeito que saiu da caverna o foi.

Dizer hoje, a quem está mergulhado nas redes e pensa que o mundo são as redes, que esse mundo é imundo, em que o joio fez fagocitose ruim no trigo, pode também ser perigoso. Denunciar isso pode dar apedrejamento. Por isso, Deus acertou em fazer essa PEC alterando o regulamento do purgatório. O critério é simples: uma olhadinha no whatts e face. E, bingo. Vai para o fogo do inferno!

George Steiner bem dizia: tornamo-nos a civilização pós-verbo. A banalização da linguagem, por meio das redes sociais, corrompe a ideia da verdade. O limite do que é socialmente aceito é colocado cada vez mais longe. O que é verdadeiro? Não há mais critérios. O que se pode dizer? Tudo, porque limites já não há.

A era da técnica e das redes sociais, que prometiam a democratização da informação, desenvolveram um vocabulário próprio; estabeleceu-se um novo jogo de linguagem. No lugar do paraíso da horizontalidade, o inferno da barbárie interior que se exterioriza. (“Hipocrisia, que falta você faz”, diz Hélio Schwartsman.)

Será que a blogueira que comemorou a morte do neto de Lula externaria o pensamento na fila do banco?

No princípio era o Verbo. E no fim, o que será? No final era o whattsapp? O facebook?

Nenhum homem é uma ilha. A morte de todo ser humano diminui a nós, que somos parte da humanidade. Talvez as palavras, sempre as palavras, de John Donne nunca tenham sido tão urgentes.

Mas um alerta: não pergunte, afinal, por quem os sinos dobram. A resposta pode vir pelo WhatsApp.

(Pergunto mais uma vez aos macartistas que recusam as regras do jogo de linguagem da decência e aderem ao jogo das redes, e já têm – sempre – comentários prontos: senhoras e senhores, perdemos todo senso de decência?)

Post scriptum: gesto humano foi, dentre outros, o demonstrado por Gilmar Mendes, conforme noticiou Mônica Bergamo (aqui). Também me emocionei quando li a matéria de Mônica. E entendi melhor ainda a minha emoção anterior.

Lenio Luiz Streck é jurista, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Direito

* Artigo publicado originalmente no site Conjur.

Um bem de sobra

Por François Silvestre

Se há um bem que todo mundo se acha possuidor e generosamente esbanja é a razão. Já foi dito que ninguém pede reforma da razão porque todos se acham possuidores dela em excesso.

Não há pobres de razão. Todos são milionários.

Assim ocorre com esse embate estúpido de ideologias. Cada ideólogo espuma de raiva contra as ideologias, como se não fosse ele mesmo um ideólogo intolerante. Não há antônimo de ideologia, só sinônimos.

O apolítico é um ideólogo.

A omissão é uma ideologia.

Todos cobertos de razão.

Cada um mais “sensato” do que o oponente.

E cada um vendo a ideologia do outro como trituradora de cérebro. Enquanto esse liquidificador vai triturando os cérebros sem distinguir os lados. Mas, todos cobertos de razão. É por isso que todos querem reforma tributária, pois se sentem carentes de compensação.

Querem reforma agrária, pois se sentem desapropriados. Querem reforma urbana, pois se sentem desabitados.

Porém, ninguém reivindica reforma da razão. Posto que todos se acham bastante abastecidos desse bem.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Estupidez, ignorância e incultura saúdam agressão à jornalista

Triste de ver e ler estudantes de Comunicação Social e jornalistas atuantes, Brasil afora, vibrando com agressões físicas e ameças sofridas ontem no Rio de Janeiro, pelo repórter Caco Barcellos da Rede Globo de Televisão.

É muita ignorância, incultura e estupidez reunidas.

Patético como essa gente consegue chegar a tal nível de miopia.

Caco foi agredido por manifestantes próximo à Assembleia Legislativa do RJ (Foto: Jornal Extra)

Ajudo-os, mesmo sabendo que não tem valor algum pensar diferente, com depoimento do escritor Marcelo Rubens Paiva, que teve pai deputado morto durante o Regime Militar:

– Chamar o Caco Barcellos de golpista… Não sabem que foi dos repórteres que mais incomodou a ditadura militar e a PM assassina. Erram o alvo!

Nota do Blog – Pai, perdoa…!!!

Essa gente não sabe o que faz nem o que diz. São os democratas da opinião única, que têm pavor do contraditório e detestam tudo aquilo que não seja exatamente o que repetem por orientação alheia.

Apoiar e defender agressão a um colega de profissão é realmente demais!

Meu sentimento é de compaixão de quem pensa e age assim, mesmas pessoas que aplaudem fechamento de rádios, jornais, TV´s etc.! Analfabetos políticos.

Saiba mais sobre o episódio clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Um tempo propício para idiotas

Imaginei que a campanha 2016 em Mossoró pudesse ser menos imbecilizada do que a de 2012. Mas o ser humano é o mesmo.

Vi que alguns radicais da época baixaram o fogo, mas foram substituídos por outros igualmente idiotas.

Talvez aprendam algo no próximo ano, nas primeiras frustrações, para se acalmarem em 2018 ou quem sabe em 2020.

Aí, serão substituídos por outros… igualmente idiotas.

Deus nos proteja deles.

Amém!

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Um não, lá atrás, contra a intolerância de hoje

Há exatamente quatro anos este Blog teve postagem com o seguinte título: “Um não, lá atrás, contra a intolerância de hoje“. Era dirigida ao webleitor Rui Nascimento, mas que servia para que analisássemos o extremismo entre pessoas durante a campanha municipal de Mossoró àquele ano.

Passado esse tempo, estamos em nova campanha e o cenário parece se repetir. Intolerância e estupidez permeiam o comportamento de muita gente esclarecida e teoricamente de bem.

Veja o que foi postado no dia 27 de Setembro de 2012:

Rui Nascimento e tantos outros webleitores deste Blog:

Meu caro Rui, sei de casos de amizades de infância-adolescência desfeitas após décadas, devido baixarias, ressentimentos e o besteirol de provocações na atual campanha eleitoral.

Quanta intolerância. Quanta insensatez.

Sei de casal que trocou tapas num shopping, com plateia à vista, também devido a radicalização dessa campanha em Mossoró. A família em xeque, por nada.

Meu Blog é um termômetro disso.

Diariamente chegam postagens – boa parte com nomes falsos – promovendo agressões etc. Muitas são feitas contra mim e até familiares meus. Lamentável.

Gente incapaz de ouvir, geralmente não fala: rosna e late. Pode morder também.

Quem não tem argumentos costuma atacar o argumentador. Como o leão, não para de rugir para intimidar, na crença de que tem razão sempre, por parecer que tem a força para sempre.

Pobres diabos!

A sabedoria que vem da África, atravessa o Atlântico, para nos auxiliar na compreensão ou no entendimento de tanta estupidez.

– Meu pai sempre dizia: não levante a sua voz, melhore seus argumentos (Bispo Desmond Tutu, Nobel da Paz, uma voz em defesa da igualdade, contra o apartheid na África do Sul).

Recordo que há vários anos eu circulava entre gôndolas de um supermercado, em Mossoró, e vi uma criança de no máximo dois a três anos dando um espetáculo de choro, espichada ao chão. Contorcia-se, avermelhada, à cata de atenção da mãe. Ela ignorava-a.

De repente, vendo que não teria o iogurte pedido em tom de pressão emocional, pura chantagem, a criança emudeceu. Beicinho desfeito, pegou novamente a mão de sua mãe e continuou o périplo de compras.

Pensei comigo: essa menininha crescerá entendendo o que é “limite”; saberá bem o significado do “não”; será tolerante.

A mãe, orgulhosa, vai afirmar: “Essa é minha filha!”

Boa parte de tanta virulência tem explicações no passado. Os intolerantes – quase sem exceção – cresceram acreditando que podem tudo, que merecem tudo, que nada pode lhes barrar. Não aceitam ser contrariados.

Um “não”, lá atrás, poderia nos poupar de muita agressividade que testemunhamos hoje. Preservaria amizades, por exemplo.

Ah, por favor, não me venha com aquele raciocínio: “Fulano faz isso porque tem um cargo; tem o que perder…!”

Existem dezenas e centenas de pessoas com cargos comissionados, com privilégios, fartas vantagens em jogo, mas nem todas – ou a grande maioria – não desce ao lamaçal, mesmo tendo o que perder.

O problema não é o que se tem a perder, mas o que não se conquistou antes: a capacidade de ouvir.

Um “não”, lá atrás, poderia nos poupar das agressões.

Agressão não se rebate. Revida-se. Ou não.

No meu caso, o silêncio e a indiferença são infalíveis diante dos que espumam de ódio e vassalagem doentia. Como aquela criancinha, o indivíduo hidrófobo deseja chamar a atenção. Quer notoriedade, para que lhe façam os gostos. O gosto de ser visto e paparicado como algo melhor e superior.

Ao me calar, não manifesto consentimento. Digo, sem voz, que não troco juízo com estúpidos.

Continuarão esperneando, espichados no pântano em que vivem há tempos, como vermículos. Esse é seu ambiente. Lá ficarão.

É isso, Rui e demais amigos webleitores.

Abração.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

O Estado age, mesmo com alguns torcedores do ‘contra’

O Estado não venceu o medo até aqui, mas age. A intimidação e o recuo não podem existir no caso. Tem a chance de vencer o terror o sufocando.

Fico perplexo com o que leio em redes sociais, com algumas pessoas “esclarecidas” até torcendo pelo pior, vibrando com o medo.

Lamentável.

Por enquanto, bandidismo seleciona os bens coletivos como alvos de ataque, mas pode chegar em nós, isoladamente. Até em quem vibra com ele, que se diga.

Presidio Federal de Mossoró, onde sequer existe escaramuça de fuga, ‘acolhe’ chefões de Rio e São Paulo. Pode acomodar colegas potiguares.

Decepando as cabeças dessa hidra, ela fenecerá.

Quanto à torcida do “quanto pior, melhor”… é entregar a Deus!

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.

Os ‘príncipes’ que ignoraram o fim do petróleo

Em Dubai (cidade mais populosa dos Emirados Àrabes), seus príncipes enxergaram que o petróleo é um bem finito, não-renovável. Há décadas investem nela como endereço turístico projetado e noutros segmentos econômicos renováveis (construção civil, serviços financeiros etc.).

Dubai tem petróleo para 200, 300 anos ou mais. Sobram-lhe poços que produzem mais do que todo o RN num mês em petróleo e gás, mas mesmo assim, viu o futuro bem antes.

Já o RN, Mossoró e outros municípios contentaram-se com o delírio de praças, festas e calçamento.

O petróleo aqui é também não-renovável.

O que se renova no RN, em escala industrial, é a estupidez.

Analfabetismo político da massa ajuda alguns espertalhões a viverem como príncipes de Dubai em pleno semi-árido potiguar.

Alguns são até aplaudidos e incensados como salvadores, abnegados defensores da causa pública e competentes administradores.

Dubai não é aqui.

Visão do circo e da estupidez

Com boa parte do seu território incluída no que se denomina como “semiárido”, o Rio Grande do Norte convive com outro período de longa estiagem. A seca é uma realidade comum, não uma excepcionalidade, que se diga de antemão.

Essa estiagem, de novo pega o sertanejo e os governantes com as calças curtas. Não  estão preparados para o enfrentamento do problema. Animais de porte, como o gado, pagam com a própria vida. Sofrimento que se repete.

Mesmo diante desse cenário, há pressão popular pela realização de Carnaval. Muitos prefeitos se sentem acuados, temendo revolta popular e desgaste político. Ministério Público cobra lucidez dos governantes, recomendando veto à festa.

Como na velha Roma, o “circo” serve para iludir a massa, distraindo-a em relação a temas importantes, anestesiando-a. Mas se houvesse um pingo de bom senso, o festim seria repensado em nome da vida e da dignidade de seres humanos necessitados.

Diante de tanta insensibilidade, vale lembrar o físico alemão Albert Einstein. Dizia que só conhecia duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas tinha dúvida quanto à primeira. A estupidez lhe parecia realmente sem limites.

Eis uma prova.