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Rosalba governadora 2022

Rosa vermelhaOposição bolsonarista tem nome boiando aí e não se deu conta.

Poderia convidar a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) à disputa ao Governo do RN.

Prefeita de Mossoró por quatro vezes, ex-senadora, ex-governadora, ela apoiou Jair Bolsonaro em 2018 e tem um deputado federal em sua base: Beto Rosado (PP).

Quer mais o quê?

É a Rosa!

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CPI da Arena das Dunas revela sua inutilidade ao poupar ex-governadora

Rosalba Ciarlini é preservada e segue sem ser ouvida pelos membros da CPI camarada (Foto: arquivo)
Rosalba Ciarlini é preservada e segue sem ser ouvida pelos membros da CPI camarada (Foto: arquivo)

A CPI da Arena das Dunas vai chegando ao seu final com um grande ‘feito’, paradoxal, que consagra a sua inutilidade.

Não quis ouvir o principal nome envolvido no emaranhado de personagens e situações escabrosas, que marca a construção e gestão desse estádio multiuso, verdadeiro monumento à corrupção no RN.

A ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) está preservada.

Pelo visto, é verdadeira a versão que corre nos intramuros da Assembleia Legislativa do RN, de que foi fechado acordo para poupá-la de depor na CPI. E caso ocorresse, seria apenas de forma protocolar, meia-boca, digamos.

No dia 10 de dezembro de 2019 (veja AQUI), a então prefeita Rosalba Ciarlini foi um dos alvos da Polícia Federal, que desencadeou a Operação Mão na Bola àquela data. Agentes da autarquia policial de estado cumpriram mandados de busca e apreensão em seu apartamento em Mossoró e Natal, apurando justamente supostos desvios milionários relacionados à Arena das Dunas.

Eu já vi de tudo na política paroquial potiguar, mas ainda não vi tudo.

Leia também: Delatores dizem que Rosalba recebeu R$ 16 milhões da OAS.

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Justiça tenta localizar e notificar a ‘incondenável’ Rosalba Ciarlini

A Justiça do RN não está localizando a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) para lhe entregar notificação relativa a mais uma Ação Civil de Improbidade Administrativa em que é ré. O endereço assinalado como de sua moradia é o do Sítio Cantópolis, onde há cerca de duas décadas não reside mais, à rua Almir de Almeida Castro, número 5, centro de Mossoró, CEP 59610-010.

Porém, é difícil acreditar que uma pessoa pública, que reside em Mossoró, e que nas últimas semanas começou trabalho nas ruas e em redes sociais para nova campanha eleitoral, não seja encontrada.

Rosalba Ciarlini é um fenômeno de invisibilidade, mesmo sendo figura pública de fácil localização (Foto: José Aldenir/Arquivo)
Rosalba Ciarlini é um fenômeno de invisibilidade, mesmo sendo figura pública de fácil localização (Foto: José Aldenir/Arquivo)

Vamos dar uma força aos oficiais de Justiça: atualmente, a jurisdicionada Rosalba Ciarlini Rosado está albergada no Condomínio Varandas do Nascente, apartamento 801 B, Rua Dalton Cunha, número 1003, CEP 59.611-270, bairro Abolição I. É seu terceiro endereço em Mossoró, nos últimos quatro anos.

O processo sob o número 0860384-32.2019.8.20.5001 foi desencadeado a partir de denúncia da 60ª Promotoria de Natal do Ministério Público do RN (MPRN), onde são descritas decisões dela à época como governadora do RN (2011-2014), caracterizando “Improbidade Administrativa, Dano ao Erário e Violação aos Princípios Administrativos”. Além da ‘Rosa’, é réu o ex-secretário do Planejamento e Finanças Obery Rodrigues Júnior.

A demanda corre na 4ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, com o valor da causa sendo estabelecido em R$ 100 mil.

Irregularidades e atraso salarial

Nos autos, o MPRN afirma: “O que se observou foi uma grande irresponsabilidade fiscal, por meio de atos comissivos e omissivos dolosos, no gerenciamento dos restos a pagar, notadamente diante da ausência de saldo positivo na disponibilidade de caixa líquida na sua respectiva fonte de recurso para inscrição em restos a pagar não processados; disponibilidade de caixa bruta menor do que o valor das obrigações financeiras referentes aos empenhos de despesas já liquidadas; pagamento de despesas indicando a utilização de fonte de recursos com disponibilidade de caixa líquida inferior ou negativa.

Além disso, constatou-se que o Governo do Estado do Rio Grande do Norte utilizou-se do artifício de lançamentos de pagamentos de despesas que, na realidade, não eram revestidas de lastros financeiros, com fonte sem disponibilidade de caixa representando, assim, despesas sem empenho e sem autorização legislativa e, sobretudo, comprometendo os recursos do orçamento corrente (…).

“Conforme apontamentos da DDP/TCE que evidenciam a gravidade da questão: ‘ao que tudo conduz a causa da falta de recursos financeiros para pagamento dos servidores públicos estaduais foi a utilização de recursos ordinários e referente à receita orçamentária do exercício de 2013 para pagamento de despesas que não faziam parte do orçamento’”, acrescenta o MPRN. Ou seja, com procedimentos irregulares, a governadora acabou levando Estado a atrasar salários de forma continuada por mais de um ano.

Fenômeno da invisibilidade

Sem mandato eletivo desde 1º de janeiro deste ano, em face de ter sido derrotada em 15 de novembro do ano passado, quando tentava a reeleição como prefeita de Mossoró pela quinta vez, Rosalba de novo consegue a proeza de se tornar invisível, pelo menos aos olhos do judiciário.

Não é a primeira vez que ela incorpora esse fenômeno da física, como se fosse um metamaterial ou figura de filme de ficção científica de Hollywood.

Respondendo a dezenas de processos, a ‘incondenável’ Rosalba (próxima de bater a casa dos 70 anos de idade) chegou a ficar cerca de um ano e dois meses ‘desaparecida’ entre o fim do mandato de governadora e posse como prefeita em janeiro de 2017.

Hospital da Mulher é um caso de corrupção que se arrasta há mais de 9 anos (Foto: arquivo)
Hospital da Mulher é um caso de corrupção que se arrasta há mais de 9 anos (Foto: arquivo)

Foi esse o tempo que um batalhão de oficiais de Justiça levou para intimá-la, em um dos processos que tratam de desvio de algo em torno de R$ 12 milhões do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró. O Inquérito Civil Público (ICP) foi instaurado dia 30 de agosto de 2012, portanto há mais de 9 anos. Segue num encolhe-estica sem fim. Provavelmente, sem fim mesmo.

Seu patrimônio já chegou a ser bloqueado algumas vezes (veja AQUI). Várias, que se diga. Mas, conforme declaração de bens à Justiça Eleitoral, a ex-prefeita ‘pobrezinha’ não tem sequer uma casa para morar ou conta poupança. Constam apenas dois carros velhos na garagem, um deles até encostado em oficina em Natal.

Mão na Bola e Polícia Federal

A dificuldade sobrenatural que a Justiça do RN tem para abordar a ex-prefeita e ex-governadora é diametralmente oposta à competência da Polícia Federal para outro fim.

No dia 10 de dezembro de 2019, por exemplo, em um apartamento no bairro Nova Betânia em Mossoró, alugado em nome de terceiros, Rosalba teve que abrir a porta para agentes dessa autarquia, que tinham mandado de busca e apreensão em mãos (veja AQUIAQUI).

Foi a eclosão pública da Operação Mão na Bola, que investiga corrupção na edificação e gestão da Arena das Dunas em seu governo estadual.

Leia também: Processo de desvio do Hospital da Mulher segue se arrastando.

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Rosalba “esquece” e “apaga” política de sua biografia

Ex-prefeita (quatro mandatos), ex-senadora e ex-governadora do RN, a médica pediatra Rosalba Ciarlini (PP) extirpou de sua identificação em redes sociais o currículo político. Rosalba Ciarlini se identificando apenas como médica

Na “bio” (denominação de perfil) de seus endereços, o foco é na profissional da saúde.

Apresenta-se como “Dra. Rosalba Ciarlini”.

É “médica pediatra”.

Política, em tese, é coisa do passado.

Mas, nas postagens, aqui e ali joga conteúdo com feitos de sua época de política. Nada de medicina.

Entendi.

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Mitomania, ego e ação politiqueira invadem luta anticovid-19

A máquina de moer reputações alheias e reproduzir inverdades da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tem trabalhado em expediente de tempo integral nos últimos dias. Corre contra o tempo, bate de frente com os fatos e propaga o que lhe convém.

Precisa convencer a opinião pública de que ela está à frente de tudo que possa estar dando certo na luta contra a Covid-19 e imputar à “imprensa vil” (como ela já classificou a mídia que lhe contraria) e à oposição, a responsabilidade por erros.

Divulgação institucional e na imprensa constrói narrativa de protagonismo para a prefeita opaca na crise (Reprodução BCS)

Na terça-feira (28), Rosalba visitou o Hospital São Luiz, que passou a ser administrado temporariamente por Larizza Queiroz (interventora da Associação de Proteção e Apoio à Maternidade e à Infância de Mossoró-APAMIM). “Anunciou” abertura dos leitos dessa unidade hospitalar, que passa a ser Hospital de Campanha na luta contra a Covid-19.

Morte em UPA

No mesmo dia, três pessoas agonizavam na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Santo Antônio, sem leito no sistema de saúde local. Uma delas, um homem de 75 anos, faleceu na manhã seguinte (quarta-feira, 29) nessa UPA – veja AQUI.

Some-se à tentativa de apropriação de comando de algo que não está sob sua gestão, o fato de que ainda não conseguiu abrir o Hospital de Campanha que prometeu, sob alçada municipal. Deveria estar pronto há quase duas semanas.

O realismo contrasta com a inverdade (Reprodução BCS)

Quando o assunto é saúde pública, a expertise de Rosalba não é recomendável. Por isso que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para operação do Hospital de Campanha no São Luiz (veja AQUI e AQUI) foi conduzido pela Justiça Federal, a própria interventoria da Apamim e representantes dos ministérios públicos Federal, do Trabalho e Estadual, com imperiosa distância do controle municipal.

Importante ser assinalada, a contribuição da secretária municipal da Saúde, Saudade Azevedo, quebrando arestas e reduzindo hiatos entre as partes – Estado, Apamim e município.

Escândalo milionário na Saúde do RN

Rosalba como gestora no Governo do RN, por exemplo, protagonizou um dos maiores escândalos da saúde pública, com criação do Hospital da Mulher Parteira Maria Correa, em Mossoró, objeto de apuração investigativa e demanda processual (infindável, claro), apontando desvio milionário de recursos.

O sorvedouro teria sugado mais de R$ 11,827 milhões do erário estadual. Ela e mais de duas dezenas  de pessoas respondem a processo e tiveram bloqueio de bens em decisões judiciais (veja AQUI e AQUI).

Por esse antecedente, em momento algum os principais articuladores do TAC desejavam colocar em suas mãos o São Luiz para essa fase temporária e emergencial. É descabida a campanha deflagrada para projetá-la como posa, ou seja, de ‘mãe’ de algo que caminha para dar certo.

ALGUNS ANTECEDENTES

Está viva na memória de muita gente e outros seletivamente esquecem, episódios como retomada dos voos comerciais no Aeroporto de Mossoró (Veja: Rosalba reforça propaganda enganosa sobre voos da Azul) e ‘os mais de 500 empregos’ prometidos na indústria Porcellanati (Veja: Rosalba volta a assumir ‘obra’ que não existe nem lhe cabe).

Em ano eleitoral, como 2018, a promessa de 500 empregos ludibriou milhares de pessoas (Foto: PMM)

Egolatria, mitomania e foco politiqueiro formam caudaloso conjunto de motivações para mais essa tentativa de protagonismo da prefeita. O lamentável é que, mais uma vez, ocorra em meio à apreensão e necessidade de milhares de pessoas.

Meia-boca e negligência

A prefeitura é parceira da iniciativa, sobretudo porque tem os meios para repasse de recursos que administra do Sistema Único de Saúde (SUS), que fluem da União. Peca e muito no que lhe compete diretamente, pois aposta em vasta transferência de socorro federal e em medidas meia-boca, enquanto a Covid-19 avança.

É dever do Município – por ter saúde plena, cuidar da porta de entrada nas obrigações sanitárias. Ao governo estadual, obrigação de investimento na alta complexidade. Os dois são negligentes em seus papeis.

Mas no caso da municipalidade, ocorre esse fenômeno de ter uma prefeita que insiste em ser o que não é se desviar do que é-lhe imposto legalmente.

Leia também: Cacoete de mitomania marca Rosalba à porta de eleição.

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