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Câmara de Vereadores julgará contas de ex-prefeito

As contas do exercício 2016, último ano da gestão do prefeito Francisco José Júnior, vão ser julgadas nessa terça-feira (18) pela Câmara Municipal de Mossoró, no horário regimental de 9 horas.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) já emitiu seu parecer, com reprovação do conteúdo.

O processo em tramitação na CMM tem na relatoria a vereadora Aline Couto (Avante) e um julgamento desfavorável por torná-lo inelegível.

Francisco José Júnior governou Mossoró de forma interina a partir do fim de 2013, com cassação e afastamento da prefeita Cláudia Regina (DEM) e o vice Wellington Filho (MDB).

Em maio de 2014 foi eleito prefeito efetivo (veja AQUI), em pleito provisório, ficando no cargo até 31 de dezembro de 2016. Tentou a reeleição, mas abandonou campanha faltando poucos dias.

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MP move ação por improbidade contra ex-prefeito

Francisco José Jr.:imóvel (Foto: arquivo))

Francisco Silveira Júnior não deu utilização a um imóvel locado pela Prefeitura de Mossoró por um período de ano, o que gerou despesa e débito do ente público desnecessariamente

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) moveu uma Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa, com pedido cautelar de indisponibilidade de bens e ativos, contra o ex-prefeito de Mossoró Francisco José Lima Silveira Júnior.

Na ação, a 19ª Promotoria de Justiça de Mossoró pede a condenação do demandado por ato de improbidade administrativa em face da conduta omissiva dolosa de não dar uma utilização ao imóvel locado pela municipalidade, gerando despesa e débito do ente público, desnecessariamente, visto que o imóvel permaneceu por, pelo menos, um ano e meio locado, sem fruição.

Mais de R$ 100 mil

O imóvel localizado na rua Camilo Paula, no bairro Aeroporto, foi locado pela Prefeitura de Mossoró em 5 de maio de 2014 para funcionamento da Casa de Passagem. No entanto, o imóvel só passou a ser utilizado a partir de 24 de junho de 2016, quando entrou em funcionamento no local outra unidade de acolhimento, o Núcleo de Apoio Integral à Criança (NIAC). Esse atraso gerou um prejuízo de R$ 100.181,56 aos cofres públicos.

O MPRN requereu, além do reconhecimento de ato de improbidade praticado pelo demandado, a decretação da indisponibilidade dos bens do requerido, no importe de R$ R$ 100.181,56 e a devolução desse valor aos cofres públicos.

A ação ajuizada nesta segunda-feira (4) e foi distribuída para 1ª vara da Fazenda Pública de Mossoró.

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Ex-prefeito aporta na cidade mas de forma discreta

Discretamente, apenas para cumprir compromissos previamente agendados, o ex-prefeito Francisco José Júnior (sem partido) aportou em Mossoró.

Esgueira-se para não chamar atenção.

Discrição é a palavra de ordem do atual acadêmico de medicina em Natal.

Mas claro que ele também fala sobre política com gente muito próxima.

Nada mais.

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Ex-prefeito será ouvido por vereadores sobre contas

Ex-prefeito: dificuldades (Foto: arquivo)

Do Blog Saulo Vale

A Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade da Câmara Municipal de Mossoró vai começar a analisar as contas do ex-prefeito Francisco José Júnior (sem partido), referentes ao ano de 2016. Essa análise deve acontecer em um prazo de até 30 dias.

O grupo deverá convocar o ex-gestor, ainda neste ano, para apresentar a sua defesa, de forma presencial. A decisão vem logo após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) enviar ao Legislativo mossoroense o parecer prévio pela reprovação das contas do ex-gestor. A Corte alega que o ex-prefeito não prestou contas ao órgão, nem apresentou sua defesa, mesmo tendo sido convocado várias vezes.

Plenário

Após todo o trâmite na Comissão, o plenário vai votar se aprova ou não as contas de Francisco José Júnior, o que deve acontecer ainda neste ano. Ele precisa de uma maioria qualificada (14 votos) para aprovação.

Se a Câmara ratificar a desaprovação, o ex-gestor terá complicações, como inelegibilidade e pagamento de multas. As contas da gestão Francisco José Júnior de 2014 e 2015 também foram reprovadas pelo TCE, mas a Corte ainda não enviou o parecer à Câmara. Por isso que agora só serão analisadas as de 2016.

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