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Lula vê ‘matança’; oposição cita frase dele de que traficante é “vítima”

Para Lula, é preciso investigação da PL para apurar a verdade (Foto: Pablo Porciuncula/AFP)
Para Lula, é preciso investigação da PL para apurar a verdade (Foto: Pablo Porciuncula/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma investigação independente sobre a atuação policial na megaoperação que deixou 121 mortos no Rio, com a participação de legistas da Polícia Federal (PF) para apurar as circunstâncias das mortes. “É importante a gente verificar em que condições ela [a operação] se deu, porque até agora nós temos uma versão contada pela polícia, contada pelo governo do estado e tem gente que quer saber se tudo aquilo aconteceu do jeito que eles falam ou se teve alguma coisa mais delicada na operação”, disse o presidente. Lula está em Belém (PA) para cumprir agendas da COP30, e, em entrevista à Associated Press e à Reuters, se referiu à operação como uma “matança”.

“O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas, do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa.” As falas marcam a primeira crítica direta do presidente ao episódio. Na semana passada, ele havia se limitado a defender o combate ao crime organizado, sem confrontar a atuação do governo fluminense ou das forças de segurança estaduais. (g1)

Não demorou para a oposição reagir. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, criticou o presidente por não citar os policiais mortos. Já o senador Ciro Nogueira (PP) retomou uma fala recente do petista — de que traficantes seriam “vítimas de usuários” — para atacá-lo nas redes. “Lula prova de novo que acha que os traficantes são vítimas. Presidente, houve matança sim: os bandidos mataram 4 policiais e atiraram em vários outros”, escreveu. (Folha)

Horas depois da entrevista, a conta oficial de Lula no X reafirmou que o governo atua para “quebrar a espinha dorsal” do tráfico e do crime organizado, com foco nas “cabeças do crime”. A mensagem manteve o tom do Planalto, ao reiterar a aposta em inteligência e integração das forças de segurança, e alinhou esse discurso às propostas já enviadas ao Congresso, como a PEC da Segurança e o projeto de Lei Antifacção. Em Brasília, aliados disseram não ver mudança no discurso do presidente. (Valor)

Mas o Planalto teve uma vitória importante no debate sobre segurança pública. Por seis votos a cinco, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito presidente da CPI do Crime Organizado, derrotando o nome da oposição, o senador Hamilton Mourão (Republicanos), que ficou com a vice-presidência, após acordo. Contarato, que já divergiu do PT em temas de segurança, prometeu independência. A CPI vai investigar a estrutura e a expansão de milícias e facções como o Comando Vermelho e o PCC por 120 dias, prorrogáveis por mais 60. O relator será Alessandro Vieira (MDB), autor do requerimento e nome de consenso entre governo e oposição. (UOL)

Já aprovado, o plano de trabalho da CPI prevê convites a ministros e 11 governadores, entre eles Tarcísio de Freitas (SP) e Cláudio Castro (RJ). Vieira dividiu a apuração em nove eixos e quer priorizar a convocação de autoridades com “conhecimento profundo” sobre o avanço das facções e milícias. Confira os principais pontos. (Veja)

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Planalto teme desgaste com CPI do Crime Organizado

Operação contra o CV no RJ teve saldo de 117 suspeitos/procurados mortos e quatro policiais (Foto: Mauro Pimentel/AFP)
Operação contra o CV no RJ teve saldo de 117 suspeitos/procurados mortos e quatro policiais (Foto: Mauro Pimentel/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

Como quase sempre ocorre com eventos de grande impacto na opinião pública, o Congresso tenta assumir um papel de protagonismo diante dos grandes problemas nacionais. Na esteira da operação policial que deixou mais de 120 mortos no Rio na última semana, o Senado instala na manhã de hoje a CPI do Crime Organizado. Oficialmente, a missão é mapear a estrutura e a expansão de facções e milícias no país — incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), mas a expectativa é de que a CPI seja mais um palco de disputas acirradas entre governo e oposição.

O senador Otto Alencar (PSD-BA), o mais antigo entre os indicados para o colegiado, conduzirá a abertura dos trabalhos. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento que deu origem à CPI, deve assumir a relatoria — consenso informal já construído entre líderes. Ao todo, serão 11 senadores titulares e 11 suplentes, com prazo inicial de 120 dias para investigar o modus operandi das organizações criminosas, suas fontes de financiamento e seu avanço territorial. (g1)

O Palácio do Planalto avalia que a CPI do Crime Organizado pode representar um desgaste maior para o governo Lula do que a CPMI que investiga irregularidades em descontos de aposentados e pensionistas do INSS. O temor no governo é de que a oposição use o tema da segurança pública como principal bandeira política até as eleições de 2026. Nos bastidores, petistas admitem preocupação: a avaliação é que, se o debate público ficar restrito à segurança, o governo tende a perder terreno na narrativa, já que historicamente o tema favorece a direita. (CNN Brasil)

Enquanto a oposição
 e o Planalto se preparam para uma batalha no Senado, o governo do Rio de Janeiro enviou sua resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a megaoperação realizada na capital fluminense há uma semana. No documento, a gestão de Cláudio Castro (PL) afirma que o “nível de força” empregado pelas forças de segurança foi “compatível” com as ameaças enfrentadas durante a ação. O relator da ADPF das Favelas, ministro Alexandre de Moraes, esteve no Rio nesta segunda-feira e se encontrou pessoalmente com o governador. (Metrópoles)

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Operação Nordeste Integrado combate crime em oito estados

Logomarca da operação
Logomarca da operação

Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (7), a Operação Nordeste Integrado mobiliza forças de segurança de oito estados para combater o avanço de organizações criminosas. A ação, considerada inédita, mira facções envolvidas com tráfico de drogas, homicídios e roubos, especialmente nas áreas de divisa entre os estados.

Em Pernambuco, por exemplo, 162 ordens judiciais são cumpridas.

Somente no Ceará, mais de mil agentes foram empregados na operação, sendo 960 policiais da Polícia Militar (PMCE), 157 da Polícia Civil (PCCE) e 55 da Perícia Forense (Pefoce).

Participam da operação os estados de Pernambuco, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ao todo, foram executados mais de 510 mandados de prisão e de busca e apreensão.

Em Pernambuco, a operação teve uso de diversos veículos automotores e aéreos (Foto: divulgação)
Em Pernambuco, a operação teve uso de diversos veículos automotores e aéreos (Foto: divulgação)

Segundo informações oficiais, 5.903 agentes de segurança pública — entre policiais militares, civis, bombeiros e equipes de inteligência — estão mobilizados em dois dias de diligências nas divisas dos estados. A operação busca reduzir a criminalidade nas áreas de divisas, especialmente crimes como homicídios, tráfico de entorpecentes e armas, roubos e furtos de veículos e cargas, além de assaltos — tudo no âmbito do Programa Juntos pela Segurança.

O trabalho integrado tendo atuação interestadual, com reforço de patrulhamento, cumprimento de mandados judiciais, prisões em flagrante e apreensão de armas de fogo, drogas e outros materiais ilícitos, alcançam áreas com maiores índices de violência. A missão decorre de muitos meses de planejamento e inteligência, para ser deflagrada agora.

Somente no Ceará, 1.172 de segurança entraram em ação (Foto: divulgação)
Somente no Ceará, 1.172 de segurança entraram em ação (Foto: divulgação)

Nota do Blog – Nas primeiras décadas do século passado, o cangaço foi um movimento criminoso organizado que infestou boa parte do Nordeste, com uma rede de apoios de “coiteiros”, financiadores e outros tipos de parceiros. No momento em que o Governo Getúlio Vargas decidiu acabar com esses facínoras, alguns tratados erroneamente como heróis, o banditismo desse gênero foi dizimado. Um dos fatores para o êxito foi a quebra das divisas às incursões das forças oficiais de combate ao crime, uso de armamento pesado, planejamento e meios operacionais. Quem não morreu, fugiu ou se entregou.

As facções no Brasil estão cada dia mais fortes porque servem não apenas ao submundo, mas também atendem a interesses que estão na superfície da sociedade e do Estado oficial.

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Socorro a famílias vítimas de enchente tem um componente delicado

Foto ilustrativa
Apesar da urgência de remoções, o temor paralelo no crime é forte (Foto ilustrativa)

As páginas policiais não divulgam, talvez por desconhecimento mesmo, notas oficiais da municipalidade também não. Contudo, a remoção de famílias ribeirinhas do rio Mossoró em determinados bairros para alojamentos do município, é acompanhada de perto por facções criminosas. E com restrições.

Em muitos casos, famílias chegam ao endereço público provisório sob o temor de ficarem distantes dos seus locais de origem, mas muito próximas de áreas dominadas por facção rival.

Outras famílias sequer aceitam a mudança, preferindo o desconforto causado pelo forte inverno.

Essa guerra não acabou e está longe do fim.

Anote, por favor.

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O aparente silêncio não é sinônimo de calmaria

Cuidado - nome de uma banda e alertaO caso não é de alarmismo, mas de boa dose de prudência, regada à informação de fontes credenciadas.

A madrugada e dia que se aproximam são cruciais à segurança pública do RN. Faça sua parte. O problema não passou. O aparente silêncio não é sinônimo de calmaria.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

*Veja série de matérias sobre o assunto que já postamos nas últimas horas: AQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI).

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UFRN, Ufersa, Unp e rede estadual ficam sem aulas

Pausa nas aulas presenciais, é a ordem (Foto ilustrativa)
Pausa nas aulas presenciais, é a ordem (Foto ilustrativa)

Universidade Federal do RN (UFRN), Universidade Potiguar (UnP) e Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) também suspenderam suas aulas, como rede estadual de ensino.

Seguem decisão tomada também pela Universidade do Estado do RN (UERN) bem mais cedo, além de várias prefeituras potiguares, como a de Mossoró.

Todos preocupadas com a violência que se espalhou desde a madrugada pelo estado, provocada por facção criminosa.

*Veja série de matérias sobre o assunto que já postamos nas últimas horas: AQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUI, AQUI e AQUI).

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Fátima toma providências contra ataques com Governo Federal

Em vídeo veiculado há poucos minutos em suas redes sociais, a governadora Fátima Bezerra (PT) informa que está tomando providências com o Governo Federal, para o combate à violência orquestrada pelo crime organizado no RN.

Ela já tinha agenda em Brasília nesta terça-feira (14), mas cancelou tudo. Agora à tarde, pronuncia-se sobre esses acontecimentos, garantindo que forças integradas da segurança do Governo do RN e do Governo Federal darão resposta à altura aos responsáveis pelos ataques iniciados no início da madrugada de hoje.

*Veja série de matérias sobre o assunto que já postamos nas últimas horas: AQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI).

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Comandante da Polícia Militar garante plena segurança ao cidadão

Em entrevista nesta manhã de terça-feira (14) à imprensa, da capital, o comandante-geral da Polícia Militar do RN, coronel Alarico Azevedo, garantiu que as forças integradas de segurança pública estão combatendo o crime organizado.

Assegurou que o cidadão de bem pode ter certeza: os ataques promovidos por facção criminosa à madrugada de hoje e durante o dia, por todo o RN, estão tendo enfrentamento à altura.

Já aconteceram confronto, houve prisões e morte de pelo menos um suspeito de participação nos ataques.

O secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESED), o coronel Francisco Araújo informou que o serviço de inteligência apurou que existia o ataque em série. Houve preparação para ação preventiva e repressiva das forças de segurança.

*As ações criminosas se espalham por todo o estado, incluindo Mossoró  (veja AQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI).

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Prefeitura reforça segurança e protege comunidade escolar

Em duas notas oficiais, a Prefeitura de Mossoró diz que estar adotando providências para reforço da segurança nesta terça-feira (14), no município, à defesa do patrimônio público municipal.Nota Oficial III

Por questão estratégica de segurança as medidas não serão divulgadas neste momento.

Também agilizou providências à segurança dos alunos/professores e demais componentes de escolas, suspendendo aulas na Rede Municipal de Ensino nesta terça-feira.

As ações criminosas espalham por todo o estado, incluindo Mossoró  (veja AQUIAQUI e AQUI).

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Penitenciária em Mossoró já tem 39 líderes de facções do CE

Do jornal O Povo e Blog Carlos Santos

Até ontem (sexta-feira, 11), foram removidos, ao todo, 39 para a Penitenciária Federal de Mossoró: 21 do Comando Vermelho (CV) e 18 da Guardiões do Estado (GDE).

Governo do Ceará e União se mobilizam (Foto: O Povo)

Pelo menos, por enquanto, segundo uma fonte do governo, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) teria desistido de transferir 20 criminosos já relacionados do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A justificativa seria que o sistema aqui daria conta de isolá-los e monitorá-los.

O PCC, por ser mais “nacionalizado” que o CV, poderia decidir aprofundar ainda mais a crise no território cearense. Além, também, de desencadear um efeito dominó pelo resto do País. A análise foi posta na mesa por alguns integrantes do Centro de Inteligência do Nordeste que é sediado em Fortaleza.

Bolsonaro vê luta como “guerra”

Em seu endereço na rede social Twitter, neste sábado (12), o presidente Jair Bolsonaro deixou claro que o Governo Federal topa o confronto.

Vai enfrentar essa modalidade de organização como terrorista, endurecendo legislação e ação.

– Marginais, por explosão, derrubaram torre de transmissão sobre a BR 020 no Ceará. Em 24hs nosso Ministro das Minas e Energia providenciou o restabelecimento da rede e desobstrução da rodovia. Com garantia jurídica e tipificação desses atos em terrorismo venceremos essa guerra – disse.

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