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Walter Alves assume Governo do RN até o dia 16 próximo

Viagem internacional da governadora leva Walter novamente substitui-la Foto: Divulgação)
Viagem internacional da governadora leva Walter novamente substitui-la Foto: Divulgação)

O vice-governador Walter Alves (MDB) assumiu nesta quarta-feira (10) a chefia do Executivo estadual. Ele fica no cargo de governador do Rio Grande do Norte até a próxima terça-feira (16).

Como governador do Rio Grande do Norte, pelos próximos dias, Walter Alves participará de todos os compromissos e reuniões de interesse do Estado, dando seguimento aos entendimentos já iniciados visando a continuidade da administração do Rio Grande do Norte.

Para o governador interino, o novo período na chefia do Executivo do RN é mais uma oportunidade na qual ele atuará no sentido de defender os interesses e o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

Walter Alves assume interinamente o Governo do RN em razão da viagem internacional da governadora. Fátima Bezerra (PT) está na França, onde participa do 1º Festival Internacional de Forró Raiz, que tem a participação de três artistas potiguares e servirá de palco para a formalização da candidatura do Forró como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em uma articulação do Consórcio Nordeste.

A delegação do RN é composta pelos músicos Jarbas do Acordeon, Deusa do Forró, e Cláudio Araújo. Os três artistas são ativos na defesa do forró de raiz no estado e atuarão para fortalecer a candidatura global.

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Dupla tem repertório especial para esse sábado

Nesse sábado (15), às 21h30, o “Forró Dobrado” de Natal vai se apresentar no Mossoró Cidade Junina (MCJ). A dupla Dani Cruz e Daniela Fernandes estará na Cidadela – Palco 2 (em frente à sede do Sebrae, Centro).

Forró raiz, o xote e o baião vão ser a trilha sonora de um show preparado com esmero por Dani Cruz e Daniela Fernandes.

O público vai se divertir com repertório que resgata clássicos da riqueza rítmica nordestina.

Elas terão no palco o reforço qualificado de Mônica Michelly no contrabaixo; Jubileu Filho na guitarra e direção musical; José Hilton Filho na sanfona; Ramon Gabriel na bateria e percussões, e Jadson Ricardo nas percussões. Simbora!

Dorgival Dantas e Flávio José vão abrir “Cidade do Forró” pro mundo

Dorgival Dantas e Flávio José farão show na Cidade do Forró (Foto: divulgação)
Dorgival Dantas e Flávio José farão show na Cidade do Forró (Foto: divulgação)

Um local construído para valorizar a cultura e a música do Nordeste, que surgiu da ideia de um dos principais artistas da música nordestina: Dorgival Dantas, cantor/compositor e instrumentista. É a Cidade do Forró, que será inaugurada nesse sábado (27), às 22h, em Olho D’Água do Borges, sua terra natal, Oeste do RN, distante 330 Km de Natal.

O evento denominado de “Derradeiro de Maio” vai reunir Dorgival e Flávio José, duas marcas vitoriosas da música nordestina, que se encontrarão no palco para um show que promete ser inesquecível. “O nome surgiu por causa de uma tradicional festa que ocorre no interior sempre no mês de maio e que tem esse nome. É uma coisa de antigamente que eu vivi e penso que é algo muito bonito,” justificou Dorgival Dantas.

Ainda há ingressos à venda para o show de inauguração da Cidade do Forró e eles podem ser adquiridos no site OutGo. Mais informações, detalhes da festa e também de opções de hospedagem podem ser encontradas no perfil @fazendatomexote no instagram.

Perfil

A Cidade foi erguida também para valorizar e incrementar a economia e o turismo nessa região do RN. Prova disso é que muitos hotéis e pousadas em Olho D’Água do Borges e municípios vizinhos estão com grande procura à hospedagem.

Dorgival em sua terra natal, acrescida agora da Cidade do Forró (Foto: Redes sociais)
Dorgival em sua terra natal, acrescida agora da Cidade do Forró (Foto: Redes sociais)

“O meu pensamento é de a gente movimentar a economia não só aqui de Olho D’Água como de outras cidades perto. Isso é muito importante”, declarou o artista que mora em sua terra natal, apesar do grande sucesso alcançado.

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Raí, do Saia Rodada, fará turnê nos Estados Unidos

Raí postou banner fazendo alusão à turnê (Reprodução Canal BCS)
Raí postou banner fazendo alusão à turnê (Reprodução Canal BCS)

Vocalista da banda Saia Rodada, originária de Caraúbas na região Oeste do Rio Grande do Norte, o vocalista Raí anuncia em seu Instagram que vai fazer turnê nos Estados Unidos.

O artista se apresentará no período de 10 a 12 e 17 a 19 de setembro de 2021.

Não acrescentou maiores detalhes, o que certamente o fará adiante.

“Alô, turma dos Estados Unidos: o negão passando aqui pra avisar que estamos chegando, hein!? Uma mega turnê que vai ficar pra história!”, proclamou o artista que só nessa plataforma virtual na Internet possui mais de 3,6 milhões de seguidores.

Nota do Blog – Confesso que não acompanho a carreira do Raí e não tenho no gênero musical que ele é destaque, minha predileção, mas sou sempre entusiasta de quem vence pelo trabalho, por quem é um sucesso pelo talento e inspira tanta gente.

Bom demais, cara!

Bravo!

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Cyro Robson estará no “1º Forró Brega do Papinha”

O apresentador de televisão (TV Ponta Negra) e cantor Cyro Robson vai se apresentar em Mossoró no próximo sábado (17) em Mossoró.

Será no Clube Carcará (Centro), às 20 horas.

Ele participará do evento denominado de “1º Forró Brega do Papinha em Mossoró”.

A noitada terá também as participações de Horlando Perez, Francys Dias e Maxsom & Forró ComElla”.

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Livro resgatará história das bancas musicais de Mossoró

Será no próximo dia 22, às 19h, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, o lançamento do livro “Uma breve história dos grupos musicais de Mossoró”. O autor é o músico, de tradicional família de músicos, Marcos Batista.

The Pop Som, um dos grupos enfocados (Foto: arquivo do autor)

A publicação com 286 páginas vai uma viagem quase centenária pela musicalidade, cultura e mundo artístico de Mossoró de 1900 a 1979, com denso acervo fotográfico, verdadeiras raridades.

Batista, filho do “Maestro Batista”, há anos resolveu fazer esse trabalho de exumação histórica para contar uma saga de profissionais e amadores que se dedicaram à música, marcando momentos importantes da vida cultural e social de Mossoró e região.

Outro livro

O autor descreve a vida, perfil e atuação de 58 grupos musicais formados em Mossoró nesse longo período.

Segundo ele, o livro é a primeira parte desse trabalho. “Ele vai avançar”, garante.

Bárbaros: história (Foto: arquivo do autor)

Marcos Batista garante que há muito mais material e história a ser contada, por isso o livro não se encerra em si.

Nota do Blog – Esse trabalho de Marcos Batista é de enorme valor histórico-documental. Propõe-se a resgatar uma faceta da sociedade mossoroense muitas vezes tratada com maior valor e marginalizada.

Músicos, músicas, festas e bandas fazem parte da vida de praticamente cada um de nós, num tempo distante e longe do marketing e da força do show business de hoje.

Um tempo em que se exigia muito mais do músico do que acontece hoje, com a massificação de gêneros como forró, sertanejo etc. Num passado mais remoto, as bandas-baile precisavam tocar de tudo, de música romântica ao forró etc.

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Mistérios insondáveis da humanidade forrozeira…

Eu não entendo o porquê de todo cantor de banda de forró cantar com o polegar no bolso da frente da calça. Parece uma xícara.

Também não compreendo por que toda banda de forró precisa dizer seu nome durante cada música. É para não se perder ou para não ser confundida com as demais?

Ainda não vislumbrei por que em quase todas as músicas de bandas de forró, homem tem que ser cachaceiro e mulher, puta.

E por que toda vocalista de banda de forró solta trinado da mesma forma, como se tivesse querendo ser uma cantora lírica ‘paraguaia’, em pleno semi-árido? Todas sonham em ser Maria Callas, mesmo que não saibam quem foi Maria Callas?

A insistência em se colocar nomes de artistas e bandas, com escrita incorreta, é para ficar mais “bacana” ou por analfabetismo?

Circo está garantido, apesar de seca

Com toda seca do mundo no Rio Grande do Norte em pelo menos 139 dos 167 municípios, ainda não ouvi notícia de qualquer prefeitura cancelando festa junina.

Circo é fundamental.

No período, o preço de artistas e bandas ligadas ao gênero “forró” e derivados tem aumento considerável. Mesmo assim, há uma briga no escuro à contratação, de modo a não deixar a massa ignara sem seu deleite, sua fumaça ilusória.

Enquanto isso, no sertão…

O osso e o filé mignon

Por vezes falo sobre gosto musical, de forma crítica. Até pareço irascível quanto à ditadura do forró elétrico, suas letras de apelo lascivo, machismo exacerbado e apologia a humilhações contra as mulheres. É fato!

Mas ninguém me entenda como intolerante; sei ouvir.

Questiono sobretudo o excesso, a imposição da vontade musical pessoal como norma à maioria.

Tenho minhas preferências, gosto do forró, mas não obrigo ninguém a aceitar minhas predileções e aguentar altos decibéis.

Minha geração ouvia Fagner. Também curtíamos Led Zeppelin. Extremos, muitos diriam. Isso mesmo. Passadas algumas décadas, eles continuam aí: são sucessos atemporais.

Quantas bandas de forró de hoje resistirão ao tempo?

Éramos e crescemos assim, para não sermos extremados. Cultivávamos as diferenças. Misto quente que tomamos até nossos dias.

Há quem tenha uma explicação banal para justificar a ditadura do forró eletrizado: “O povo gosta!”

Realmente, “o povo gosta”.

Dizem, também, que “cachorro gosta de osso.”

Já experimentou dar filé mignon diariamente pro seu cãozinho?

A alegria do insulto e da barbárie ao som do forró

Impressiona a quantidade de brigas em festas populares em que a essência musical é o forró eletrizado.

No final de semana testemunhei isso; conversei com amigos que costumam ir a essas festas, empresários do setor: opinião comum é de que existe uma atmosfera de barbárie.

Será que letras que exaltam machões e tratam mulheres como simples cadelas no cio, prontas para serem curradas, concorrem para tamanha estupidez? Heim?

A poucos metros de shows de forró eletrizado, em Mossoró, na Praça de Eventos, tivemos Vanessa da Matta e Nando Reis em apresentações diametralmente opostas em termos de comportamento do público. Não se registrou uma única briga; a polícia não interveio sequer uma vez.

Músicas falam de amor, desamor; alegria. A vida pra cima.

Nenhuma faz apologia a machismo nem ridiculariza o papel da mulher. “Sorte a nossa heim?!” copio Vanessa em uma de suas músicas.

Cantores das bandas de forró, gente trabalhadora e vencedora, são obrigados a constantes paralisações em seus shows, para apelo à ordem. Isso é tão comum que parece regra.

Aviões do Forró e Calcinha Preta, em seus shows na Estação das Artes, repetiram esse ritual de apelo ao bom senso. Lá embaixo, a turba entrava em erupção, gente correndo, pontapés, socos, pancadaria, urros de guerra.

Em todo show, lá estão os cantores pedindo paz aos baderneiros; que evitem briga e curtam tão somente a festa. Até os ridicularizam, assinalando que existem milhares de mulheres à solta, à espera de carinho.

Sociólogos, psicólogos, gente da música, psicólogos sociais e outros estudiosos precisam interpretar esse fenômeno da violência gratuita em shows de bandas de forró. Há algo de errado!

No Brasil e Europa, por várias vezes a música de gêneros como o funk, punk e o hap foi acusada de incitamento à violência, à xenofobia e ao tratamento discriminatório contra mulheres e gays, por exemplo. Isso é fato.

Algumas de suas letras são verdadeiras apologias ao crime, hinos à barbárie, ao enxovalhamento da honra da própria espécie humana.

Reflitamos sobre isso.