Garibaldi (pai) e o filho e ex-senador Garibaldi Filho (Foto: Web)
Do Tribuna do Norte
Faleceu na madrugada desta quinta-feira (07/03), aos 98 anos, o ex-senador e ex-vice-governador Garibaldi Alves, pai do ex-governador Garibaldi Filho.
A morte ocorreu por volta das 4h30, por causas naturais devido à idade do político potiguar, que estava em casa, em Natal.
Natural de Angicos, Garibaldi Alves foi deputado estadual por três mandatos, entre 1957 e 1969. Entre 1987 e 1991, ele foi vice-governador durante a gestão de Geraldo Melo e, em 2011, assumiu uma cadeira no Senado Federal como suplente da então senadora Rosalba Ciarlini, que havia sido eleita para o Governo do Estado.
Permaneceu por quatro anos no cargo.
Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Meus pêsames à toda família e amigos. Que o velho Garibaldi descanse em paz. Amém!
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Um dos últimos grandes grupos oligárquicos sobreviventes na política do RN, o clã Alves está fracionado em três pedaços. Num passado bem remoto era monolítico e sólido; virou possessão de três ramos da família nesse período de pré-campanha.
Garibaldi, Carlos e Henrique já formaram sistema monolítico no passado remoto (Foto: jornal Agora/arquivo)
Ninguém se entende.
O sistema que nasceu da liderança e “costela” do ex-governador Aluízio Alves, o maior fenômeno popular do estado em todos os tempos, não fala a mesma língua. O que antes poderia ser tratado como estremecimento pontual e sanável, já é nitidamente um racha acentuado.
Com a proximidade das eleições de 2022, essa crise babélica só se aprofunda, a ponto de ter projetos paralelos e distintos, que não se conjugam. As ramificações excluem-se.
O ex-senador Garibaldi Filho (MDB) e seu filho. deputado federal Walter Alves (MDB), tratam de negociar aliança com o PT do ex-presidente Lula, no RN. Nessa mesa de acertos, não entra o ex-deputado federal Henrique Alves (MDB).
Henrique pode ser novamente candidato à Câmara Federal, casa onde esteve por 11 mandatos. Porém, não tem o controle partidário nem é estimulado por Garibaldi. A legenda está nas mãos do ressentido primo-segundo Walter Alves.
Noutra frente, o ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) pavimenta seu próprio caminho alheio à desafinação dos primos Henrique e Garibaldi (com Walter). Na verdade, de dissidência familiar Carlos entende, pois se chocou com eles outras vezes.
Garibaldi, filho de Garibaldi Alves; Henrique, filho de Aluízio Alves; Carlos Eduardo, filho de Agnelo Alves. A política e os Alves não são mais os mesmos.
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Morreu o ex-deputado federal Wanderley Mariz, 79. Estava internado na Casa de Saúde São Lucas, em Natal, com Covid-19. Nessa quinta-feira (2), já ocorrera constatação de morte cerebral pela manhã (veja AQUI). À tarde, veio o desfecho de seu óbito.
O jornalista Cassiano Arruda, no blog Território Independente, escreve sobre sua trajetória. Reproduzimos abaixo:
Por Cassiano Arruda (Território Independente)
Nos anos 60′ e 70′, em pleno “Milagre Brasileiro”, nosso Rio Grande do Norte era unânime com os governos militares, mas mantinha uma arenga interna, cada lado com uma bandeira própria.
Mariz: ontem e hoje (Fotomontagem Território Livre)
A bandeira verde de Aluízio Alves e a bandeira vermelha de Dinarte Mariz.
As duas bandeiras cabiam na legenda da Arena (Aliança Renovadora Nacional), o partido governista, quando a Arena-verde, perdeu a expressão, com a cassação de Aluízio Alves, Garibaldi Alves e Agnelo Alves, único caso de uma mesma família ter sido toda cassada.
A Arena-verde virou MDB, e o partido que cabia num fusca recebeu os estudantes Henrique Eduardo e Garibaldi Filho, que se elegeram com grande votação e levaram a mensagem da oposição ao povão, já em 1970, quando a Arena teve seu melhor desempenho.
Outra disputa
Faltava um nome novo para enfrentar o MDB.
E a Arena vermelha atraiu o filho mais novo de Dinarte, que estudava no Rio de Janeiro, Titi, que tinha 34 anos. Vigolvino Walderley Mariz, o filho mais novo de Dinarte que fez dobradinha com Moacyr Duarte, um dos parlamentares mais experientes, genro de Dinarte Mariz.
Wandeley elegeu-se Deputado Federal em 74 e 78, pela Arena, e, em 1982 pelo PDS. Em 1986 foi candidato a Senador, mas não se elegeu.
Wanderley não voltou mais para o Rio, ficou em Natal e ganhou a missão de preservar “Solidão“, a fazenda do pai, em Serra Negra palco de muitos acontecimentos da política potiguar.
O menino do Rio virou um seridoense de Natal.
Do Rio, manteve uma única paixão, o Fluminense, o seu time. E daqui acompanhou de longe, o êxito dos filhos, Wanderley, que elegeu-se Vereador, Vitor, Procurador da República e o advogado Rubem Mariz.
Ainda foi Secretário da Justiça no Governo Geraldo Melo, e depois mesmo sem ocupar nenhum cargo não perdeu a ligação com a política.
Em 2008 disputou – também sem êxito – a Prefeitura de Caicó. Na última campanha, apoiou Bolsonaro, falando aos dinartistas…
Hoje à tarde, depois de ter comprovada a morte cerebral, o coração de Titi parou de bater. Foi mais um derrotado pelo terrível Covid-19.
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