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RN se inspira no Canadá para impulsionar campos maduros

Um dos desafios da indústria de óleo e gás em terra, o aumento da produção e da vida útil dos campos maduros foi tema no segundo dia do Mossoró Oil & Gas (MOGE), nesta quarta-feira (6). Empresários, técnicos, estudantes e outros presentes conheceram técnicas do Canadá, referência mundial na produção de petróleo onshore e na recuperação de campos maduros.

Steven Golko, do Canadá, apresentou técnicas de recuperação de campos maduros Foto: Luciano Lellys/Redepetro RN
Steven Golko, do Canadá, apresentou técnicas de recuperação de campos maduros (Foto: Luciano Lellys/Redepetro RN)

Conforme definição da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), campos maduros estão em atividade há 25 anos ou mais e/ou com produção igual ou superior a 70% das reservas provadas.

O chamado fator de recuperação é medido pelo percentual de volume óleo da reserva de cada campo que foi produzido. No mundo, o fator de recuperação médio é de 35%. No Brasil, entretanto, o fator médio é de aproximadamente 13%, segundo a Associação Redepetro RN.

O desafio da retomada do setor no Estado, portanto, é melhorar esse rendimento, a partir da chegada de novas empresas no vácuo da Petrobras, que vendeu seus ativos no Rio Grande do Norte à iniciativa privada. Para isso, o mercado estreita os laços com a indústria de petróleo canadense.

Os números de lá chamam atenção.

O Canadá detém a terceira maior reserva em terra do mundo, atrás da Arábia Saudita e Venezuela, é o quarto maior produtor mundial; 80% da produção é em terra (onshore), com cerca de mil operadores e mais de 550 mil poços perfurados.

Alternativas

No Mossoró Oil & Gas, Steven Golko, vice-presidente da Reservoir Services at Sproule, foi uma das atrações do painel “Tecnologias aplicadas à recuperação em campos maduros”. Ele apresentou quatro técnicas usadas com êxito, no Canadá, para aumento da produção de campos maduros: injeção de água, injeção de polímetros, tecnologia térmica e injeção de vapor.

Segundo ele, algumas dessas técnicas, como a injeção de polímetro, elevou para até 47% o fator de recuperação de poços na região de Alberta, no Canadá. “Recomendo avaliar a opção mais viável de acordo com cada realidade para incremento econômico”, sugeriu.

Outro participante do painel, Petro Nakutnny, diretor de operações Saskatchewan Research, acrescentou no rol de técnicas injeção de químicos (polímeros + sufctantes). Segundo ele, é uma alternativa a ser considerada no Brasil. Os dois participaram em inglês, com tradução simultânea.

Intercâmbio

Na mesma linha, Jéssica Canuto, gerente da Petrorecôncavo, apresentou casos de sucesso da empresa na Bahia. É o caso do campo de Cassarogongo, onde o fator de recuperação beira 30%, por meio de injeção de água, segundo ela. Também participaram do painel Nadine Lopes (mediadora), do consulado do Canadá no Brasil, e Carlos Padilha, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex Brasil).

Para o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, o intercâmbio com o Canadá é importante para troca de experiência e, também, aproximação de possíveis futuros parceiros comerciais. “Está sendo uma experiência muito rica em conhecimentos”, avalia. Realizado pela Redepetro e Sebrae RN, o Mossoró Oil & Gas começou ontem e segue até esta quinta-feira (7), no Expocenter.

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Secretário do RN diz que indústria produz, mesmo sem gás do estado

Gás adquirido por empresa vem de outro estado, em caminhões Foto: cedida)
Gás adquirido por empresa vem de outro estado, em caminhões Foto: cedida)

Do Blog Tio Colorau

O secretário de estado do Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado (Pros), esteve em Mossoró para visitar as instalações da TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A, atual nome da Porcellanati.

Saiu de lá dizendo que a fábrica está funcionando com 80% de sua capacidade e que gera 158 empregos diretos.

Apesar da visita do secretário, o Governo do Estado não está fornecendo gás natural, via Potigás, para a TB Nordeste, como foi solicitado, isso porque não acordaram em relação às dívidas pretéritas da fábrica.

Há coisa aí…

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Novo mercado de gás agitará Fórum Onshore Potiguar

A abertura do mercado de gás natural anima a cadeia produtiva no Rio Grande do Norte. A partir de 1º de janeiro de 2022, o Estado terá suprimento de gás natural fornecido diretamente pelas empresas produtoras independentes, que recentemente adquiriram campos da Petrobras. Tal cenário será um dos destaques do VI Fórum Onshore Potiguar, quinta-feira (25), das 8h30 às 17h30, no Garbos Recepções, em Mossoró.

Dutos da unidade de processamento de gás natural em Guamaré (Foto ilustrativa)
Dutos da unidade de processamento de gás natural em Guamaré (Foto ilustrativa)

Consolidado no cenário nacional, o evento reunirá especialistas, membros da cadeia produtiva de petróleo e gás, representantes do Governo do Estado e da agência reguladora. É realizado pela Redepetro RN e Sebrae no Rio Grande do Norte, com apoio da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP) e das empresas patrocinadoras 3R Petroleum, Potiguar E&P, Potigas e Wellbore Integrity.

Novo momento

Novidades do mercado de gás natural no Rio Grande do Norte motivam o setor. No último dia 29 de setembro, a PetroReconcavo assinou contrato para fornecer 236 mil m³ por dia de gás natural à Potigás, a partir de 2022. O gás provém das 32 concessões operadas pela Potiguar E&P (subsidiária da PetroReconcavo) no antigo Polo Riacho da Forquilha, compradas da Petrobras há dois anos por cerca de R$ 300 milhões.

Há uma semana, a Petrobras anunciou contrato com a Potiguar E&P para escoamento de gás natural e cessão de uso do sistema de escoamento da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) Guamaré. A venda à Potigás e a concessão do acesso à UPGN são marcos do novo mercado do gás, segundo o presidente da Repedetro RN, Gutemberg Dias.

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Potigás vai adquirir produto com redução de 35%

A Companhia Potiguar de Gás (POTIGÁS) classificou a empresa Potiguar E&P como vencedora da Chamada Pública Coordenada para Aquisição de Gás Natural. A partir de 1º de janeiro de 2022, a Potigás vai adquirir o gás natural canalizado com redução de 35% no valor da molécula. Toda a economia gerada pela nova contratação será integralmente repassada para o consumidor final.

Gás canalizado terá diferenciais a partir de janeiro do próximo ano (Foto: Potigás)
Gás canalizado terá diferenciais a partir de janeiro do próximo ano (Foto: Potigás)

Se o contrato passasse a vigorar de imediato, a redução para o usuário de Gás Natural Veicular (GNV), segmento responsável pelo maior volume de venda da Companhia, seria de aproximadamente R$ 0,65 na bomba, essa também é a expectativa de redução para o início das operações em janeiro.

A proposta apresentada pela Potiguar E&P ofereceu vantagens no preço e também comerciais para a Potigás, pontos fundamentais para o fechamento da negociação.

A Chamada Pública 2020 foi lançada em setembro do ano passado de forma coordenada com as concessionárias dos estados do Nordeste, incluindo, além da Potigás, a Algás (Alagoas), Cegás (Ceará), Copergás (Pernambuco) e Sergás (Sergipe), em um total de 2,406 milhões de m³/dia. No total, quatro empresas enviaram suas propostas.

Para a governadora Fátima Bezerra (PT), o resultado do processo consolida a execução de toda a cadeia de petróleo e gás dentro do território potiguar.

“A Potiguar E&P é uma empresa norte rio-grandense que extrai o gás no RN. A partir de janeiro do próximo ano, a empresa passará a tratar o gás na Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) em Guamaré, encaminhando-o direto para a transportadora e de lá para a rede de distribuição da Potigás. Tudo dentro do Rio Grande do Norte, gerando impostos, empregos e renda para o nosso povo, além de um gás mais competitivo para nossas indústrias, isso confirma o potencial do nosso estado no mercado do gás natural”, afirma.

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