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MP vai investigar denúncias sobre pressão de sindicato contra médicos

Mensagens de médicos coagidos por Sinmed-RN para não trabalharem em terceirizadas da PMN, ligados à Coopmed-RN - Diário do RNDo Diário do RN

A Justiça potiguar decidiu pela manutenção dos contratos firmados pela Prefeitura de Natal com as empresas Justiz Terceirização de Mão de Obra Ltda e Proseg Consultoria e Serviços Especializados Ltda. A decisão foi proferida pelo juiz Francisco Seráphico da Nóbrega, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal, e garante a execução dos serviços médicos até julgamento definitivo do mérito. Na prática, a medida assegura a continuidade da prestação de serviços médicos na rede municipal, que vinha sendo alvo de impasses desde a publicação dos contratos.

As duas empresas encaminharam ofícios à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que por sua vez remeteu o caso ao Conselho Regional de Medicina (CREMERN) e ao Ministério Público do RN (MPRN).

Nos documentos, relatam episódios de intimidação contra médicos escalados para atuar pela nova contratação.

Segundo os relatos, houve ameaças de expulsão de quadros associativos da Coopmed/RN e do Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN) caso profissionais assumissem plantões. Também foram registradas denúncias de paralisações articuladas, disseminação de informações falsas e risco de quebra nas escalas de urgência e emergência.

Em manifestação oficial, a Proseg apontou que nos dias 1º, 2 e 3 de setembro ocorreram sucessivos episódios de coação e intimidação, colocando em risco a assistência à população: “A quebra de escalas e a rescisão em massa por temor criam vácuos assistenciais em regime de urgência e emergência, com potencial de desassistência de pacientes, aumento de filas, atrasos em atendimentos críticos e sobrecarga de equipes remanescentes”.

A SMS destacou ainda que as condutas denunciadas podem configurar violação ao Código de Ética Médica, especialmente pela exposição da população a riscos e pela falta de respeito entre colegas de profissão.

A Justiz foi declarada vencedora de cinco lotes, totalizando R$ 166,4 milhões, enquanto a Proseg ficou responsável por dois lotes, somando R$ 41,6 milhões. Os contratos foram formalizados em julho e passaram a vigorar em 1º de agosto, com execução plena a partir de setembro.

Com a decisão judicial, os contratos seguem em vigor até a análise definitiva do mérito do agravo.

Enquanto isso, o Ministério Público do Rio Grande do Norte abrirá procedimento para investigar as denúncias de coação, ameaças e pressão relatadas pelas empresas e encaminhadas pela Prefeitura.

Posição do Sinmed/RN

O Sindicato dos Médicos do RN nega as acusações e afirma que sua atuação é voltada à defesa da categoria e da saúde pública. Em nota, a entidade repudiou o que considera tentativas de distorção.

“Não defendemos empresas, defendemos médicos e população. O que combatemos é a legalidade da Prefeitura de Natal, que insiste em manter contratos precários, desrespeitando decisões judiciais e regras da nova Lei de Licitações. Essa prática fragiliza a saúde pública e submete médicos a vínculos instáveis e indignos”.

Prefeitura vê desserviço

O secretário municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, criticou a postura do Sindicato durante coletiva: “É um desserviço o que o presidente do Sindicato dos Médicos – Geraldo Ferreira – está fazendo com a população, não é com a Secretaria de Saúde”.

Segundo o secretário, “basicamente, todos os equipamentos de saúde estão funcionando. Não houve desassistência plena em nenhum local da rede”, garantiu.

Pinho também apontou falhas na prestação de serviços pela Coopmed-RN, incluindo: falta de médicos simultaneamente nas maternidades Leide Moraes e Araken; ausência de psiquiatra no Caps Oeste desde fevereiro; reajustes feitos sem amparo contratual.

“Não se trata de preferência por empresa A ou B, mas da necessidade de previsibilidade. Não posso renovar um contrato que não existe”, concluiu.

Nota do Blog – Nesse duelo existe de tudo, menos o zelo pela população mais vulnerável. É um jogo de perde-perde, onde todos saem chamuscados, sobretudo a massa gente. Ao ir para linha de frente em defesa de uma cooperativa e não da saúde pública e dos próprios médicos, o Sinmed/RN se expõe num papel estranho. Existem mais mistérios entre o céu e a terra, nesse caso, do que nossa vã filosofia possa imaginar. Está em jogo, principalmente, uma bolada de mais de R$ 200 milhões e aspirações inconfessáveis. Siga o dinheiro.

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Médicos de UTI recuam de paralisação, mas aguardam pagamento

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Do Blog Carol Ribeiro

Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (11), os médicos plantonistas da UTI do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, decidiram recuar da paralisação das atividades prevista para iniciar nesta terça-feira (12), devido ao pagamento recebido referente ao mês de junho/24. Nova avaliação de paralisação acontece no dia 25 de novembro.

A categoria aguarda pelo pagamento referente ao mês de julho/24 até o dia 22 de novembro. Caso não seja efetuado o compromisso pelo Governo do Estado, nova paralisação acontecerá dia 26 de novembro.

“Os médicos estão demonstrando um gesto de boa fé e boa vontade ao definir aguardar até o dia 22 pelo pagamento. Caso não seja efetuado, no dia 25, em assembleia, homologamos a paralisação na UTI do HRTM”, explicou Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN).

Os médicos são integrantes societários da empresa de Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA).

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Sindicato dos Médicos prepara greve por recomposição salarial

Geraldo Ferreira ainda terá assembleia na terça-feira (Foto: Agora RN/Arquivo)
Geraldo Ferreira ainda terá assembleia na terça-feira (Foto: Agora RN/Arquivo)

Médicos que atuam nos ambulatórios do município de Mossoró decidiram, em assembleia realizada de forma online com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (SINMED/RN), entrar em greve a partir da próxima quarta-feira (25), devido a insatisfações relacionadas às condições trabalhistas e salariais.

A categoria reivindica uma recomposição salarial através da alterar o plano de cargos e carreira da saúde, para que o piso salarial para 20h seja de 3 salários mínimos (R$ 4.200), mais a gratificação de atendimento ambulatorial.

O Sinmed RN enviou novo ofício ao município solicitando uma audiência em caráter de emergência. Na terça-feira (24), às 19h, os médicos realizam nova assembleia virtual para debater os últimos ajustes do movimento.

O outro lado

Presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira sabe que no período eleitoral é vedado expressamente qualquer tipo de aumento ou reajuste nos salários ou remunerações, por parte do Executivo ou Legislativo. Faz parte das “condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais.”

A própria greve dificilmente terá amparo legal. Ferreira tem consciência disso, como líder de classe e como homem político de atividade no universo partidário.

Contudo, a negociação entre as partes, para andamento posterior às eleições, é um caminho imprescindível ao entendimento. Fora disso, em reta final de campanha eleitoral, ganha outra conotação.

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Governo não paga médicos e muda empresa terceirizada em hospital

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) vive nesta quarta-feira (21) paralisação de médicos clínicos terceirizados. Eles prestam serviço ao Governo do Estado através da empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda. (SAMA) e aguardam pagamento de quatro meses de remuneração em atraso.

Os profissionais realizaram nova assembleia na segunda-feira (19) com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (SINMED/RN), deliberando sobre a suspensão de atividades. O sindicato notificou a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) e a direção do Tarcísio Maia sobre o início do movimento. Segue sequência específica de descontinuidade de serviços por cada setor do hospital – Porta de Entrada, Núcleo Interno de Regulação, Enfermaria e Repouso – com os procedimentos sofrendo restrições. Somente os serviços de urgência e emergência estão garantidos.

“Semi-intensiva funciona nesse momento sem médico,” informou uma fonte médica do hospital, às 17h34, em conversa com o Blog Carlos Santos.

Nova empresa

Até o fim da tarde de hoje, o movimento tornava o HRTM um ambiente extremamente aflitivo. Compareceram  seis de nove profissionais que deveriam estar no plantão.

Paralelamente, a outra empresa contratada pelo governo, a Coopsaúde, começou a atuar sem que houvesse pagamento do atrasado com médicos da Sama. E também há questionamento quanto à capacidade técnica de seus profissionais substituírem os médicos que já atuavam no HRTM.

O Sinmed/RN pronunciou-se sobre o atraso e quanto à mudança feita pelo governo Fátima Bezerra (PT):  “Há uma grande preocupação da entidade e da categoria com o formato de substituição desses profissionais que já possuem anos de serviços prestados ao hospital, com a qualificação e competência exigidas pela complexidade dos serviços que serão subitamente substituídos por uma nova empresa, que não tem experiência nem profissionais suficientes que possam completar a escala de forma adequada a garantir a segurança da população que recorre aos serviços.”

O Conselho Regional de Medicina (CRM) também foi provocado para realizar fiscalização no HRTM. Em questão, justamente esses aspectos da “qualificação e competência exigidas.”

Veja também nesta postagem, vídeo acima com trecho de entrevista do presidente da Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, ao programa 12 em Ponto, da 98 FM de Natal.

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Sindicato dos Médicos faz Ciclo de Palestras em Mossoró

Geraldo Ferreira falou sobre carreira médica (Foto: Sinmed/RN)
Geraldo Ferreira falou sobre carreira médica (Foto: Sinmed/RN)

O Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN) realizou à noite desta quinta-feira (27) em Mossoró, o Ciclo de Palestras em comemoração ao Dia do Trabalhador. Em pauta, temas como piso salarial e futuro econômico dos médicos na cidade de Mossoró.

O presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, conduziu o evento na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM), Rua Julita G. Sena, 20 – Nova Betânia.

A iniciativa contou com participação de médicos e estudantes de medicina com atuação em Mossoró e região, sendo concluída com um coquetel.

Temas

A primeira palestra foi sobre “Carreira Médica, Piso Salarial e o Futuro Econômico dos Médicos”, proferida pelo próprio Geraldo Ferreira.

Em seguida, a segunda teve a abordagem sobre “Realidade Econômico-trabalhista da Categoria Médica em Mossoró”, com Ronaldo Fixina (Representante do Sinmed-RN em Mossoró).

Fixina palestrou sobre Realidade Econômico-trabalhista da Categoria Médica (Foto: Sinmed/RN)
Fixina palestrou sobre Realidade Econômico-trabalhista da Categoria Médica (Foto: Sinmed/RN)

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Hospital está há três semanas sem pacientes com Covid-19

Ferreira esteve no HRF (Foto: redes sociais)
Ferreira esteve no HRF (Foto: redes sociais)

Presidente do Sindicato dos Médicos do RN (SINDMED/RN), o médico Geraldo Ferreira visitou à manhã dessa segunda-feira (23) o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró.

Especializado no tratamento de pacientes com doenças infectocontagiosas, o HRF não tem paciente com Covid-19 há pelo menos três semanas, relata Ferreira. Chegou a receber mais de 800 pessoas com esse dignóstico ao longo da crise dessa pandemia.

Com 26 leitos clínicos e 10 de UTI, na fase crítica esteve lotado pela doença. Com a queda nos casos, apesar de ser referência para o Oeste, o hospital não tem no momento nenhum internado.

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“Tarcísio Maia parece praça de guerra”, diz presidente do Sinmed

Presidente do Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN), o médico anestesiologista Geraldo Ferreira Filho fez visita nesse fim de semana ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Em suas redes sociais, ele postou comentário sobre o que viu, além de uma foto expondo essa realidade.

Geraldo expôs foto e passou detalhes dos problemas que constatou no HRTM (Foto: redes sociais)
Geraldo expôs foto e passou detalhes dos problemas que constatou no HRTM (Foto: redes sociais)

“Não é uma praça de guerra, é um dos hospitais de emergências do nosso Estado, o Hospital Regional Tarcísio Maia, onde sem divisórias que os resguardem, os pacientes ficam expostos, sem um mínimo de privacidade e respeito à sua dignidade humana. É um retrato de hoje (sábado, 16 de outubro), que reflete as dificuldades da saúde pública do nosso Estado”, relatou.

“Como representante de Entidade Médica, a cada visita de fiscalização que fazemos, recebemos das pessoas o pedido de que continuemos cobrando melhorias”, comentou.

Tomógrafo quebrado

“Hoje, no Tarcísio Maia, o tomógrafo continuava quebrado, pacientes nos apresentaram exames que tiveram que pagar fora do hospital. Um cirurgião nos denunciou que uma cirurgia abdominal abriu por usar fio inadequado, em razão da falta dos que precisava, havia problema de abastecimento, os terceirizados da limpeza, maqueiros e nutrição estavam com salários atrasados”, continuou.

Pacientes levados para pequenas cidades

Geraldo Ferreira apontou situação igualmente preocupante quanto às cirurgias eletivas prometidas pelo Governo do RN.

“O programa de cirurgias eletivas do Estado estava encaminhando os pacientes de Mossoró para operar em pequenos municípios da região, numa inversão do que seria natural. Onde vamos parar?”, denunciou.

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Médicos farão protesto contra possíveis perdas

Ferreira: dificuldades para médicos (Foto: Potiguar Notícias)

O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (SINMED/RN) convoca categoria vinculada ao Estado do RN para protesto público nessa terça-feira (2) em Natal. A manifestação será à partir das 9 horas, em frente à Governadoria.

O movimento é contra a nova recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), que visa a não incorporação do adicional de insalubridade, noturno e a gratificação de localização geográfica, esta última somente do nível superior, na aposentadoria dos servidores.

“Há ainda uma ameaça mais grave: a de devolução dos recursos para pessoas que se aposentaram após o ano de 2014”, alerta o presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira.

Negociação com Governo

O Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (IPERN) informou que os adicionais de insalubridade e noturno, além da gratificação de localização geográfica, não serão mais incorporados na aposentadoria do servidor.

Para discutir o assunto o presidente do IPERN, Nereu Linhares, a convite do Sinmed, estará na sede do sindicato nesta terça-feira (2), às 18h30. Também participam do evento, representantes de outras entidades sindicais da área de saúde. A ideia é abrir um canal de diálogo com o Estado no intuito de buscar uma solução para o problema.

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Sindicato dos Médicos vê problemas com terceirização

O Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed RN) intensificou visitas as unidades de saúde do Rio Grande do Norte em 2015, para averiguar condições de trabalho dos médicos, e deu prosseguimento este ano, com visitas já realizadas nos hospitais de Natal, Goianinha, Tibau do Sul e Mossoró.

Geraldo observa situação muito delicada em Mossoró (Foto: arquivo)

Em Mossoró, o relatório feito pelo Sinmed é incisivo, abrangendo o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e o Hospital Maternidade Almeida Castro, do complexo da Casa de Saúde Dix-sept Rosado.

Em Mossoró, o Sinmed esteve no último dia 20. Além da precariedade de estrutura, serviços e falta até de material básico para atendimento aos pacientes, há preocupação com terceirização.

Terceirização

“O que observamos em Mossoró é um aglomerado de empresas sem unidade de comando. O estado praticamente não tem mais funcionários”, observa Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed RN. Ferreira demonstrou preocupação com as terceirizações em Mossoró, feitas por empresas que não se tem a certeza do seu compromisso com a saúde da população, além de precarizar o trabalho com contratos que não garantem os direitos dos trabalhadores.

No HRTM são apenas quatro anestesistas concursados e os outros são contratados por uma empresa terceirizada. Já os neurocirurgiões chegam a ficar quarenta dias seguidos no plantão, cobrindo brechas da escala. A maioria dos profissionais é contratada pela empresa SAMA (Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda), terceirizada pelo município de Mossoró.

A demora do repasse de verba da Prefeitura às empresas tem sido um problema recorrente e ocasiona prejuízo a população. Os profissionais da ortopedia, que não recebem os salários há cinco meses, resolveram paralisar as cirurgias eletivas há dois meses e deixam hoje 500 pacientes aguardando o procedimento.

Na maternidade, ginecologistas, obstetras e pediatras só receberam pagamentos até outubro de 2015. O contrato com a empresa NGO (Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia) é feito pelo estado.

Justiça determina suspensão de greve durante Copa do Mundo

A Procuradoria Geral do Município do Natal entrou com ação no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), para impedir a continuidade da greve dos médicos do município de Natal durante a Copa do Mundo.

O desembargador Francisco Saraiva Dantas Sobrinho emitiu despacho favorável a ação e estipulou, caso haja descumprimento da decisão, a penalidade de uma multa diária de R$ 20 mil, além de cobrança de R$ 2 mil aos presidentes dos sindicatos, individualmente.

Por este motivo, o Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN), informa à população que, a princípio, suspende a greve a partir do dia 12 de junho e retorna a partir do dia 31 de julho, como determinado na ação.

Porém, a assessoria jurídica do sindicato irá recorrer da decisão para que o direito de greve do trabalhador não seja desrespeitado.

“A ação é autoritária e vai contra um direito constitucional dos servidores. Lutamos pelo que é justo e não podemos ser penalizados por isso”, declarou o presidente do Sinmed RN, Geraldo Ferreira.

“Marcha Todos Pela Saúde” sairá no 7 de Setembro

Em protesto contra as precárias condições do setor público de saúde no Rio Grande do Norte, a Marcha Todos pela Saúde será realizada nesta sexta-feira, 07 de setembro.

Iniciativa do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), em parceria com outras entidades, a caminhada será iniciada às 8h30 na praça Sete de Setembro (em frente à Assembleia Legislativa) e seguirá até a Praça Cívica.

Em assembleia realizada na noite desta terça-feira (04), na sede do Sinmed, representantes de outros sindicatos da saúde, de conselhos regionais, e dos estudantes, além de médicos do RN, decidiram os últimos detalhes para a realização da marcha.

O protesto pretende cobrar dos poderes públicos ações voltadas às unidades médicas do estado.

O Sinmed convoca trabalhadores do setor, organizações sociais, centrais sindicais, estudantes e a sociedade para participar da caminhada em defesa de uma saúde pública de qualidade.

“O descaso dos governos com a saúde pública está tornando a população fragilizada, refém dessa situação escandalosa. Essa manifestação é um chamado aos gestores para que se cumpra a letra da constituição, onde a saúde é um dever do estado, um direito dos cidadãos”, disse o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira.

Com informações do Sinmed/RN.

Médicos do Estado começam greve no domingo

Médicos do Estado iniciam greve no próximo domingo (29) a partir das 7h da manhã. O movimento grevista foi definido à noite de ontem, em assembleia no sindicato da categoria, o Sinmed. Foi motivado pela falta de negociação do governo às reivindicações da classe.

Dentro do regime de greve serão paralisadas todas as atividades eletivas, como consultas, exames e cirurgias, além de se reduzir em 30% os atendimentos de urgência de toda a rede de saúde do estado.

“Infelizmente esgotamos todas as possibilidades de negociação com o Governo. Não podemos continuar trabalhando com uma série de direitos sendo negados aos médicos”, justificou o presidente do Sinmed RN, Geraldo Ferreira.

Entre as reivindicações dos médicos do Estado estão: incorporação da gratificação de alta complexidade para todos os médicos, o Piso Fenam; a criação de uma gratificação de plantão para unidades de saúde de 24 horas; condições de trabalho nas unidades da SESAP,  e posição contrária à terceirização proposta nas unidades estaduais.

Outro ponto bastante apontado pelos profissionais é a falta de abastecimento dos hospitais e unidades de saúde e a que tem impossibilitado o atendimento dos pacientes.

Com informações do sindicato médico.

Médicos do Estado podem ter indicativo de greve

Em audiência realizada hoje (19), na Secretaria de Saúde do Estado, médicos apresentaram uma pauta de reivindicações ao secretário da pasta, Domício Arruda.

A pauta exposta apresentava diversos pontos entre eles: proposta de remuneração com referência no piso salarial da FENAM (Federação Nacional dos Médicos); criação de uma gratificação de plantão para unidades de saúde de 24 horas; valor da produtividade paga aos médicos; incorporação da gratificação de alta complexidade para os médicos do ambulatório, municipalizados e aposentados, condições de trabalho nas unidades da SESAP e posicionamento contrário dos médicos à terceirização proposta nas unidades estaduais.

Diante da extensa pauta, o secretário de Saúde comprometeu-se inicialmente em apresentar até quarta resposta a duas revindicações mais emergências da classe médica.

Dessa forma, os médicos aguardam receber até a assembleia geral, a ser realizada nesta quarta, dia 21, às 19h, um posicionamento relacionado à incorporação dos médicos aposentados, de ambulatório e municipalizados assim como uma resposta com relação à produtividade paga aos profissionais médicos.

Segundo Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed (Sindicato dos Médicos), caso os médicos não obtenham uma resposta com relação aos itens inicias da negociação, um indicativo de greve já pode ser lançado na assembleia desta semana.

“Os médicos não aceitarão protelação” afirmou.