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Manifestantes farão protesto até à Assembleia Legislativa

Docentes, estudantes e técnicos administrativos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) participam amanhã (quarta-feira, 15) de um grande ato unificado de trabalhadores e trabalhadoras, em Natal.  O encontro reúne uma série de entidades, das esferas municipal, estadual e federal, e tem como objetivo unir as lutas das categorias em greve e fortalecer a mobilização contra “o descaso dos governantes”.

Um dos focos principais do movimento será o governador Robinson Faria (PSD), que estará na Assembleia Legislativa (veja AQUI), apresentando relatório de seus seis primeiros meses de Governo.

Cerca de dez categorias estão em greve nessas três esferas de poder.

Segundo os organizadores do evento, a concentração para o ato será realizada a partir das 9h, em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Rua Apodi, bairro Tirol.

De lá, os manifestantes devem partir em caminhada para a sede da Assembleia Legislativa do RN (AL/RR). Em outras oportunidades, esse foi o principal foco de mobilizações grevistas.

Prefeitos enfrentam os mesmos problemas com Justiça

Os prefeitos das maiores cidades do RN armam-se com o mesmo canhoneio para enfrentamento à greve de servidores.

Em Mossoró, a judicialização é o caminho já definido pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Em Natal, também.

O prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) emitiu convocação dos grevistas ao trabalho a partir de segunda-feira (13).

A partir daí, o caminho será a Justiça, pedindo decretação de ilegalidade.

Nos dois municípios, os prefeitos alegam que não possuem meios para pagamento de aspirações salariais dos grevistas.

Retrato de um governo que faz o elementar

O Governo do Estado convive com duas greves funcionais no momento: Saúde e Universidade do Estado do RN (UERN).

Outras paralisações estão sendo ensaiadas.

Também trabalha com estado de calamidade no sistema prisional e na maioria dos municípios, devido a estiagem.

Pela Fundação Estadual da Criança e do Adolescentes (FUNDAC) há intervenção judicial desde a gestão Rosalba Ciarlini.

Um mal menor: os salários dos servidores estão sendo pagos em dia.

É o grande feito até aqui da gestão Robinson: o elementar.

Governo Dilma toma do próprio veneno dado a adversários

O PT está tomando do próprio veneno que durante anos e décadas inoculou nos adversários governistas.  No poder, o telhado é sempre de vidro.

A onda de greves do serviço público federal abala a República e deixa o Governo Dilma Rousseff (PT) acuado.

Não há muita escolha: será refém dos revoltosos ou não.

Na era Lula da Silva (PT) agrados aqui e acolá e o lero-lero do presidente mantiveram esses movimentos adormecidos. Agora rugem, saem da hibernação de forma irascível e fúria.

Vamos às cenas dos próximos capítulos.

Advogado-geral da União defende corte de ponto

Da Agência Brasil

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, defendeu nesta quarta-feira (25/7) o corte de ponto de grevistas e disse que a medida é uma obrigação do governo.

“O corte de ponto é obrigatório, já é jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). É um dever fazer o desconto. O que acontece na greve é que, por conta da negociação, você pode compensar as faltas, mas isso é uma faculdade do processo de negociação. No decurso da greve, o corte de ponto é uma obrigação”, disse.

Adams fez a declaração ao tecer comentários sobre o decreto editado pelo governo para assegurar o funcionamento de serviços essenciais durante a greve de servidores federais. Ele disse que a norma tem foco no funcionamento dos portos e é uma resposta do governo à paralisação.

“O governo está atento às greves, mas ao mesmo tempo não pode ficar paralisado, precisa tomar medidas que garantam o funcionamento pleno das atividades essenciais”, justificou.

O decreto prevê, por exemplo, que ministros que comandam áreas em greve possam reduzir a burocracia para dar agilidade a alguns processos e fechem parcerias com estados e municípios para substituir servidores parados. A compensação a estados e municípios por essa cessão será negociada em convênios assinados com cada área.

Segundo o advogado-geral, o decreto não enfraquece o processo de negociação com os servidores em greve, que continua sendo conduzido pelo Ministério do Planejamento. No entanto, segundo ele, o governo não descarta a possibilidade de medidas judiciais para garantir a prestação de serviços públicos prejudicados pela paralisação. Com informações da Agência Brasil.

As saídas para a crise com o servidor estadual

O Governo do Estado tem dois caminhos como opção, na relação litigiosa com pelo menos seis categorias funcionais, que continuam em greve. São excludentes.

Uma é continuar apostando no confronto, para cansar os grevistas, utilizando táticas de terrorismo psicológico como ameaça de corte de ponto e retenção salarial.

Outra é a saída pela via negociada.

O erário capitaliza-se. Ganha tempo, mesmo que a um alto preço em termos de imagem e para o cidadão, que tem serviços importantes sob comprometimento, como segurança e educação.

O “cabo-de-guerra” também precisa ser visto sob outro ângulo: o “day-after” (dia seguinte).

Como milhares de trabalhadores vão retornar ao trabalho, após essa desgastante convivência inicial com o governo empossado no dia 1º de janeiro deste ano?

Conviver com ressentidos é garantia de fracasso.

 

Três tarefas difíceis e um destino para o Governo Rosalba

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) sabe que o tempo urge e ruge. Corre para atingir pelo menos três objetivos de curto, médio e longo prazos.

Primeiro, vai pro “abafa” para estancar a metástase das greves. Num primeiro momento, tentou ser indiferente; depois admitiu a via da negociação e agora procura a tutela do Judiciário para fazer o servidor voltar ao trabalho.

Noutra frente, a governadora faz um esforço sobre-humano para se aproximar do Palácio do Planalto. Passa o “chapéu” à frente da presidente Dilma Roussef (PT), na esperança de ver pingar algo.

Paralelamente, aposta na megalomania do Estádio das Dunas e seus desdobramentos, para carrear para si os supostos efeitos positivos da Copa do Mundo de 2014, em associação de imagem.

Todos, sem exceção, são planos políticos. Nenhum de governo. Igualmente difíceis.

Num “check-list” dessas metas, para alcançar a estabilidade administrativa, não se sabe qual a missão mais complicada.

Esse é o ponto nevrálgico que  até o momento a gestão Rosalba revela, como uma fratura exposta: parece que nunca teve um programa de governo mas tão somente um projeto de poder.

O governo ainda não levantou voo.

Lembra os aviões de Pearl Harbor. Corre o perigo de ser abatido em terra.