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MP entra com ação contra ex-governador por “dano ao erário”

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) ingressou com uma Ação Civil contra o ex-governador do Estado Robinson Faria (PL) e o ex-secretário de Planejamento do Estado Gustavo Nogueira por atos de improbidade administrativa. Os ex-gestores são acusados de causar um dano ao erário público potiguar de R$ 1.050.805,74, em valores atualizados. O processo foi distribuído para a 2ª Vara da Fazenda Pública.

No gestual com a mão direita, Robinson Faria - ainda no governo - parecia antecipar o que deixaria de herança de atraso salarial (Foto: arquivo)
Robinson Faria deixou sérios problemas em aberto ao sair do governo (Foto: arquivo)

O MPRN está pedindo que a Justiça potiguar condene os réus ao ressarcimento do montante mencionado, que correspondente ao prejuízo de R$ 829.342, causado ao cofre estadual e atualizado pela taxa Selic de 5 de dezembro de 2019 (data efetiva do dano ao erário) até 16 de maio de 2023. Com a atualização, o dano material alcança o montante de R$ 1.050.805,74.

Na ação, o MPRN aponta que Robinson Faria e Gustavo Nogueira deixaram de repassar às instituições financeiras valores descontados relativos a empréstimos consignados na folha de pagamento de servidores públicos e pensionistas do RN.

Ruína

Na peça, o MPRN frisa que os recursos privados foram então desviados para cobrir despesas ordinárias do Estado que não haviam sido quitadas com os recursos próprios alocados em orçamento, em virtude da ruína decorrente da má administração financeira do então Governo do RN.

Na ação civil, o MPRN citou que o Banco Olé deixou de receber os repasses a partir da folha de pagamento de março de 2017 com vencimento da obrigação para o Estado em abril do mesmo ano. Essa situação permaneceu inalterada até o fim do mandato de Robinson Faria.

De modo semelhante, os repasses ao Banco do Brasil deixaram de ser efetivados a partir de julho de 2018, tendo os repasses permanecidos erráticos até o final da gestão dos demandados. Os problemas com os repasses ao Banco Bradesco S/A começaram ainda em 2016.

Ainda na petição, o MPRN reforçou que os gestores tinham ciência da inadimplência do Estado para com os bancos, pois foram notificados extrajudicialmente pelos credores.

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Grevistas da Uern saem decepcionados de reunião em Natal

A reunião de hoje (quinta-feira, 15) com o procurador geral de Justiça, Eudo Leite, não foi nada animadora para quem quer manter a greve na Universidade do Estado do RN (UERN). Aconteceu em Natal, na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ).

Eudo Leite fez intermediação de contato (Foto: arquivo)

O procurador recebeu o reitor Pedro Fernandes Neto, a presidente da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN), Rivânia Moura; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Uern (SINTAUERN), Elineudo Melo, entre outras pessoas. Eudo Leite chegou a ligar para o secretário de Estado do Planejamento, Gustavo Nogueira.

A busca de um alento, com sinalizador do governo estadual, feneceu nas palavras do próprio Nogueira sobre atualização de folha salarial e definição de calendário até final do ano. “A situação continua a mesma”. O governo não pode se comprometer com servidores da Uern ou qualquer outra categoria funcional.

“Reunião péssima” e perigo de desconto de dias parados

Os professores do curso de Direito da Uern em Natal, Carlos Sérgio e José Hinbemburgo de Castro Nogueira Filho, intermediaram a reunião dos segmentos da instituição com a procuradoria. “Porém o desfecho da reunião não foi satisfatório. Aliás, foi péssimo”, desabafou Rivânia Moura, em áudio distribuído com professores em redes sociais.

“A reunião foi péssima”, fez coro Elineudo Melo. “E há possibilidade do governo judicializar a greve e pedir desconto dos dias sem trabalho”, adiantou, ofegante, também em áudio em redes sociais. “Mas uma batalha que a gente não avançou em nada”, entregou os pontos.

Amanhã (sexta-feira, 16, às 8h3), a Aduern fará assembleia geral extraordinária (veja AQUI) para decidir os rumos de sua greve. Ela chega hoje a 126 dias.

A anterior, em 2015, também na administração Robinson Faria (PSD), durou 147 dias. Soma: 273 dias. Por enquanto.

As outras paralisações na gestão Rosalba Ciarlini (PP) foram de 102 dias e 66 dias. Total: 172 dias.

Leia também: Estudantes retiram apoio a greve e esperam volta às aulas.

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Governo segue sem proposta para por fim à greve

Mais uma vez foi infrutífera reunião entre segmentos da Universidade do Estado do RN (UERN), representantes do Governo Robinson Faria (PSD), deputados estaduais e outras pessoas, na busca de um entendimento que colocasse fim em greve nessa instituição. Ocorreu hoje (segunda-feira, 26) pela manhã em Natal, na Governadoria.

Governo não fez promessa alguma (Foto: cedida)

Em alguns momentos, a reunião teve ânimos exaltados.  Mas nenhuma fórmula surgiu para entendimento que pudesse levar servidores técnicos e professores da Uern a colocarem um fim em greve iniciada dia 10 de novembro.

Os secretários Tatiana Mendes Cunha (Gabinete Civil), Cristiano Feitosa (Administração) e Gustavo Nogueira (Planejamento) expuseram que o estado não tem meios para fazer um acordo garantindo salário em dia, calendário de pagamento e rápida cobertura de atrasados.

Em contraponto, representantes dos grevistas ratificaram a continuidade da greve. “Não se pode trabalhar sem receber”, vociferou Rivânia Moura, presidente da Associação dos Docentes (ADUERN).

Ainda participaram da audiência o reitor Pedro Fernandes Neto, Elineudo Melo que preside o Sindicato dos Trabalhadores Técnicos da Uern (SINTAUERN), Glisiany de Oliveira como dirigente do Diretório Centro dos Estudantes (DCE), Josevaldo Cunha do Sindicato Nacional dos Docentes das Instiuições de Ensino Superior (ANDES) e os deputados estaduais Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, e Larissa Rosado (PSB).

Leia também: A tragédia da omissão que se repete na terra do já-teve.

Nota do Blog – Paralelamente, o professorado prometeu um grande protesto presencial no Centro Administrativo (endereço da Governadoria) e um “Twittaço” (mobilização na rede social Twitter). Não ocorreu uma coisa nem outra.

A anemia toma conta de uma greve que cada dia mais se isola em si mesma. Vai morrendo por inanição. É a única paralisação no serviço público do estado.

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Secretários esclarecem dúvidas sobre pacote do ajuste fiscal

Reunião começou agora pela manhã na sala da presidência, com auxiliares do governo (Foto: Eduardo Maia)

Neste momento, os titulares da Tributação, André Horta; Planejamento, Gustavo Nogueira; Relações Institucionais, Estela Dantas; Administração, Cristiano Feitosa,  e o Procurador do Estado, Francisco Wilkie, estão na Assembleia Legislativa do RN.

Conversam com deputados sobre o pacote de ajuste fiscal do estado, denominado de RN Urgente, com 18 projetos.

Prestam esclarecimentos sobre as matérias, antes que elas sejam levadas à votação em plenário.

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Receitas em queda e crescimento de inativos pressionam folha

O secretário de Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, apresentou números das Finanças do Estado. Foi durante reunião do governador Robinson Faria (PSD) e a bancada federal do estado, na Governadoria (em Natal).

O secretário expôs à bancada que as receitas de 2017 foram 1,57% menores do que em 2016, com números atualizados pelo IPCA. Em relação a 2014, as receitas diminuíram 5,25%. Menor nas receitas próprias, em -1,87%; e menor nas transferências da união em 10,45%.

Gustavo Nogueira explicou a difícil situação com números que revelam grande déficit (Foto: Demis Roussos)

Já a folha de pessoal do Estado cresceu 23,45% de janeiro de 2015 para cá. Sendo que, no mesmo período, a folha de inativos cresceu 78,6%, enquanto que a folha de ativos diminuiu – 6,75%. Hoje, o valor da folha de inativos e pensionistas é maior do que a de ativos, o que causa um desequilíbrio na previdência.

O Estado do RN tem 1,05 servidor ativo para cada inativo. Entre os inativos e pensionistas, 17,14% contribuem para a previdência.

Economias já foram feitas

Com essa situação, é necessário o aporte mensal de cerca de R$ 132 milhões por mês para cobrir o déficit da previdência, para se completar o pagamento de aposentados.

O secretário de Administração, Cristiano Feitosa, apresentou o que já foi feito pelo Estado para redução de despesas e custeio. Apresentou a redução de 30% em telefonia, de 12% no valor de combustíveis, 80% de custo com estagiários e 25% de redução de servidores terceirizados.

Foram reduzidas também as despesas com pessoal, por meio do censo, que retirou 1.500 servidores da folha por irregularidades. Foi criado um setor de auditoria permanente da folha, para prevenção de possíveis erros e realizada uma auditoria com empresa contratada que já resultou em economia de R$ 90 milhões por ano, entre outras iniciativas.

Leia também: Governo quer vender imóveis, aumentar previdência e demitir;

Leia tambémBancada promete apoio em Brasília e com deputados;

Leia tambémAssembleia Legislativa deverá ter convocação extraordinária;

Leia também: Poderes não vão devolver recursos ao governo estadual.

No que se refere a ações em curso para o incremento de receita, está em curso um processo de compensação previdenciária com expectativa de aportar ao Fundo Financeiro do Ipern. Outras iniciativas são a negociação da folha de servidores com os bancos por licitação e o Fundo de Compensações de Variações Salariais (FCVS).

O secretário Vagner Araújo fez a última exposição da reunião, apresentando à bancada algumas ações que o governo vem efetivando na área de gestão e obras que o vem sendo realizadas pelo Governo do Estado com recursos que não podem ser utilizados para pagamento de salários.

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Vagner Araújo assume papel mais importante em governo

Empossado à tarde passada como secretário de Estado do Trabalho, Habitação e Ação Social (SETHAS) em lugar da primeira-dama “exonerada a pedido”, Julianne Faria (PSD), Vagner Araújo discursou como se fora titular de outra pasta.

Vagner: papel ampliado (Foto: Governo do RN)

Suas palavras foram de um secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPLAN), que hoje é ocupada por Gustavo Nogueira.

Foi bem além da essência da pasta que passou a ocupar, cumulativamente com o cargo de secretário Extraordinário para Gestão de Projetos.

Avisou que é preciso entendimento com outros poderes e instituições para uma ampla reforma de estado, inclusive com venda de ativos do governo estadual.

Vagner Araújo está no governo desde 5 de janeiro deste ano. Agora, é protagonista.

Leia também: Robinson puxa para governo ex-auxiliar de quatro governos AQUI;

Leia também: Governador empossa secretários de sua “reforma administrativa”AQUI.

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“Meu sentimento não é de ira, mas de compreensão”

“Meu sentimento não é de ira, mas de compreensão”. A frase foi emitida há poucos minutos em contato telefônico com o Blog Carlos Santos, pela secretária-chefe do Gabinete Civil do RN, Tatiana Mendes Cunha.

Ela reagiu assim à postagem sob o título “Ocupação de secretaria complica situação de greve“.

“Sinceramente, fiquei surpresa com esse tipo de mobilização. Não tenho problema de dialogar, mas agi para tentar preservar patrimônio, as pessoas e equipamentos importantes à gestão”, comentou.

Servidores do Estado do RN ocupam Secretaria do Planejamento (Foto: Gilton Sampaio de Souza)

“A radicalização é desnecessária”, afirmou a secretária, mas sem saber quando e em que circunstância o diálogo poderá ser retomado.

“Parei a reunião para tomar algumas iniciativas e a polícia não agiu para promover repressão”, justificou Tatiana, em referência à suspensão da reunião em andamento à tarde passada no Centro Administrativo, entre representantes do Governo do Estado e comando de greve da Saúde e do professorado da Universidade do Estado do RN (UERN).

“A reunião ocorria na maior tranquilidade, na hora que Gustavo Nogueira (Secretário de Estado do Planejamento e Finanças-SEPLAN) estava fazendo exposição da situação e teríamos sequência com intervenção dos demais participantes”, acrescentou.

“Sinceramente não entendi por que invadiram a Seplan naquele momento, no meio da negociação”, reiterou.

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Ela disse que não tem problema de conversar com os grevistas. Na reunião de ontem estavam os secretários da Administração, Controladoria, Planejamento, Procuradoria Geral e outros representantes do governo.

Membros da Frente Parlamentar em Defesa da Uern também estiveram com ela à tarde passada.

A ocupação da Seplan continua no dia de hoje.

Leia também: Greve de servidores tem confronto e decisão de acampamento AQUI.

Em papel cabe tudo!

Num passado recente, certa frase dava a dimensão do exagero ou inverdade de um texto ou manchete aos olhos de alguém contrariado com o que estava escrito: “Em papel cabe tudo!”

Esse era o tempo do jornal impresso.

Hoje, com a Internet então, que é uma espécie de latifúndio cibernético sem tamanho e infinito, imagine como é fácil colocar bem mais do que “tudo”.

Mesmo assim, o jornalismo impresso continua estrebuchando, dando mostras de que ainda consegue se superar em textos e manchetes.

Veja o exemplo do Agora RN Jornal, do Natal.

Pode rir

Estampa a seguinte manchete nesta terça-feira, 3: “RN avançou muito com Robinson”, diz titular das Finanças.

No caso, o secretário é Gustavo Nogueira, um dos principais auxiliares do governador Robinson Faria.

O disparate não é do jornal, que se diga. Ele apenas estampa o que o secretário manifesta orgulhosamente, como notória figura pública.

Pronto. Agora você já pode rir.

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O RN não paga em dia por causa do déficit previdenciário?

Por Honório de Medeiros

Li atentamente o que a mídia publicou das declarações do Secretário de Estado de Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, em entrevista coletiva (veja AQUI) nessa sexta-feira (29), quando afirmou que o principal motivo da dificuldade em fechar a folha de pagamento dos servidores do poder Executivo é o “déficit da previdência”.

Esse discurso de culpar a previdência é relativamente novo: basta acompanhar o histórico de declarações do Secretário desde que começou o atraso no pagamento dos servidores do executivo potiguar.

Logo que dados reiteradamente publicados por entidades de classe, dentre elas o Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado, começaram a apontar um crescimento na Receita do Estado, o discurso do Secretário mudou para culpar o aquilo que ele nominou de “déficit da previdência”.

O que nos leva a supor que a estratégia governamental é encontrar meios de tentar inibir a pressão por aumentos salariais ou pagamentos de atrasados. Funciona assim: antes o culpado era a queda na arrecadação; agora é “como posso atender sua reivindicação, se os salários estão atrasados, e estão atrasados em decorrência do déficit da previdência”?

Vamos aos fatos, pois.

Para questionar esse discurso do Secretário, basta comparar alguns dados do vizinho Estado da Paraíba com outros nossos. Saliente-se que a Paraíba está absolutamente em dia com o pagamento dos seus servidores do Poder Executivo.

A Paraíba tem 118.230 servidores no Poder Executivo; o Rio Grande do Norte, 102.000; a PB tem 72.267 ativos; o RN, 54.000; a PB, 33.954 inativos; o RN, 38.000; a PB, 12.009 pensionistas; o RN, 10.000.

Os dados da Paraíba foram coletados no //portal.tce.pb.gov.br/aplicativos/sagres/. Os do Rio Grande do Norte foram fornecidos pelo próprio Secretário de Planejamento do Estado do Rn. Embora a PB tenha menos inativos que o RN, tem mais pensionistas. E a PB tem muito mais servidores na ativa que o RN.

Podemos ver que, no geral, é semelhante a situação da Paraíba e Rio Grande do Norte quanto ao número de servidores do Poder Executivo e relação entre ativos/inativos nos dois Estados.

Entretanto o “déficit da previdência” de lá não impede o pagamento em dia dos seus servidores.

Observo que está sendo analisada a causa apontada pelo Secretário do Rio Grande do Norte para o não pagamento em dia dos salários (remuneração) dos nossos servidores públicos.

Como a causa anterior por ele apontada, que era a queda na arrecadação, não se sustenta mais, fico esperando discursos novos.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN?

Leia também: Governo volta a choramingar após chantagem por empréstimo AQUI.

Secretário dará informações sobre situação financeira e folha

O secretário de Estado do Planejamento e das Finanças, Gustavo Nogueira, vai conceder entrevista coletiva nessa sexta-feira (29).

Pretende esclarecimentos a respeito do pagamento dos servidores estaduais e sobre a situação financeira do Estado.

A entrevista será concedida às 10h30, na Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan).

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Comissão aprova empréstimo que pode atualizar salários

CCJ se reuniu hoje (Foto: AL)

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou hoje, por unanimidade, o Projeto de Lei em que o Governo do Estado solicita do Legislativo a autorização para contratar junto à Caixa Econômica Federal (CEF) uma operação de crédito no valor de R$ 698 milhões, no âmbito do programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA).

A matéria foi relatada pela deputada Larissa Rosado (PSB) que se ateve à constitucionalidade da matéria. As dúvidas que existiam na Comissão foram esclarecidas na semana passada, quando o secretário de Planejamento e Finanças do Estado, Gustavo Nogueira, compareceu à reunião conjunta da CCJ, Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) e Comissão de Administração, Serviços Públicos e Trabalho (CASPT).

“Recursos vão para Saúde, Segurança, pavimentação de rodovias e indiretamente para colocar a folha de pagamento de pessoal em dia, já que vai desafogar a fonte 100”, disse a deputada Márcia Maia (PSDB), presidente da CCJ.

A CFF e Comissão de Administração, Serviços Públicos e Trabalho CASPT farão reunião conjunta nessa quarta-feira 20), para análise da matéria nos seus aspectos financeiros, para depois seguir ao plenário para votação final.

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Secretário promete atualização salarial dos servidores

Nogueira: números (Foto: AL)

Com os esclarecimentos do secretário de Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira em audiência pública nesta manhã, a Comissão de Justiça e Redação (CCJ), Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) e Comissão de Administração, Serviços Públicos e Trabalho discutiram os dois empréstimos, requeridos pelo Governo, em pauta na Assembleia. Na mesma ocasião, o secretário assegurou que há meios de atualização salarial do funcionalismo.

Explanou sobre novo pedido de empréstimo pelo Governo do Estado, que está tramitando em regime de urgência e que deve ser votado no plenário da Assembleia Legislativa num prazo máximo de 45 dias.

O novo é empréstimo é no valor de R$ 698 milhões e vai permitir um desafogo na fonte orçamentária 100, o que possibilitará a colocação em dia do pagamento da folha de pessoal, segundo o secretário.

Alteração

O outro empréstimo, aprovado em 2013, pretende mudar a aplicação dos recursos, no valor de R$146 milhões, saldo dos R$ 234 milhões garantidos pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Depois das explicações, os deputados da CCJ e CFF decidiram aprovar a alteração no objeto de financiamento para obras de mobilidade urbana do PAC, ampliando a finalidade, que antes beneficiava apenas a avenida Roberto Freire, para a aplicação dos recursos também em saneamento básico, acesso ao aeroporto internacional Aluizio Alves e Centro de Convenções de Natal.

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Secretário aponta grande desequilíbrio em contas do RN

Gustavo fez exposição hoje (Foto: Eduardo Maia)

O titular da Secretaria de Planejamento do Estado, Gustavo Nogueira, foi enfático ao detalhar o “exponencial” déficit da previdência, que na sua avaliação é um dos grandes fatores de desequilíbrio das contas públicas, pois as receitas de contribuição dos servidores e patronais tem sido insuficientes. Foi hoje pela manhã (veja AQUI) que ele fez essa exposição, atendendo a obrigações legais, mas paralelamente para defender apoio a empréstimo para governo tentar equilibrar contas.

Enquanto de janeiro a agosto de 2016 o valor era em torno de R$ 740 milhões, de janeiro a abril deste ano o déficit está em mais de R$ 1 bilhão (1.010.128.805,34).

A Assembleia Legislativa aprovou ontem projeto de lei que autoriza o governo a sacar mais R$ 25 milhões do Fundo Financeiro do Estado (FUNFIR), para cobrir encargos previdenciários.

As reservas do Funfir ficariam em torno de R$ 348 milhões. Os saques começaram no final da gestão Rosalba Ciarlini (PP) e seguiram no governo Robinson Faria (PSD).

Detalhamento

Ao fazer o detalhamento da Receita Ordinária Líquida do Tesouro (ROLT) relativo às fontes 100 – e da 121 a 124 – demonstrou que a receita arrecadada no 1º semestre de 2017 teve uma queda de -3,6% quando comparada a 2014; queda de -2,3% comparada a 2015 mas cresceu 5,3% se comparada a 2016, um dos anos mais críticos. Considerando os valores atualizados, o ICMS alcançou em 2017 a maior arrecadação para o período, mas os valores oriundos das receitas de transferências, apesar de melhores que em 2016, continuam abaixo do valor arrecadado no período em 2014 e 2015.

Membro da Comissão de Finanças, o deputado Getúlio Rêgo (DEM) afirmou que o empréstimo já deveria ter sido autorizado desde a gestão da então governadora Rosalba Ciarlini, mas foi obstruído pela oposição da época. O parlamentar se colocou à disposição para auxiliar o Governo no que for preciso e enfatizou, no entanto, que a aplicação dos recursos deve fazer justiça a todas as regiões.

Também presente à audiência, o deputado Carlos Augusto Maia (PSD) fez um alerta sobre o déficit previdenciário, que segundo suas projeções, pode chegar a mais de R$ 2 bilhões em 2023.

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Secretário fala a servidores e deputados sobre empréstimo

A Assembleia Legislativa promove à manhã de hoje (quarta-feira, 30), reunião da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) com o Fórum Permanente dos Servidores Públicos do RN. Ocorre no “Plenarinho” da Casa.

Gustavo Nogueira (em pé) fez exposição para deputados e representantes dos servidores (Foto: AL)

A participação especial é do secretário de planejamento do estado, Gustavo Nogueira.

Ele faz exposição sobre quadro financeiro do estado, como forma de justificar pedido de empréstimo em regime de urgência, para ser autorizado pela Assembleia Legislativa, no valor de R$ 690 milhões.

Depois traremos detalhes.

Leia também: Deputados freiam Robinson na pressa de aprovar empréstimo AQUI.

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Grevistas da Saúde serão recebidos por secretários de governo

Nesta quinta-feira (3), os servidores da Saúde do estado, cuja greve completa 34 dias, farão uma “vigília” em frente à Governadoria, a partir das 09h.

Às 11h, o Sindicato da Saúde (SINDSAÚDE-RN) terá uma audiência com a secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, o secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira, e o secretário de Administração, Cristiano Feitosa.

Representantes dos grevistas vão apresentar uma pauta de reivindicações relacionadas à precariedade no trabalho e atraso salarial.

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Governo tem Plano Estratégico de Desenvolvimento para Estado

O Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças, lançou o Plano Estratégico dos Eixos Integrados de Desenvolvimento do Rio Grande do Norte. O documento é inédito no planejamento do Estado e envolve cinco áreas estratégicas: Micrologística do Transporte de Cargas; Desenvolvimento Industrial; Energia; Telecomunicações e Tecnologia da Informação; e Capacitação do Capital Humano.

Os estudos foram elaborados no âmbito da frente de estratégia do Governança Inovadora, principal projeto de modernização da gestão pública do RN em curso no Estado. Ao todo, 192 entidades e instituições, públicas e privadas, embasaram a elaboração do Plano.

Cada uma das cinco áreas estratégicas que compreende o Plano está detalhada em livros que trazem, além de um diagnóstico por setor, alternativas para transformar o potencial de desenvolvimento em ações e projetos em favor do Rio Grande do Norte. As cinco publicações foram encaminhadas para secretários de Estado, segmento empresarial, classe política, representantes de todos os Poderes, Academia e jornalistas.

A sociedade também tem acesso integral ao Plano Estratégico dos Eixos Integrados de Desenvolvimento do Rio Grande do Norte em meio digital no site www.seplan.rn.gov.br, onde estão publicados os cinco planos por área.

De acordo com o secretário de Estado do Planejamento e das Finanças Gustavo Nogueira, o Plano coloca o Rio Grande do Norte com foco no planejamento. “O Governo tem a satisfação de entregar à sociedade o mais completo Plano estratégico voltado para cinco áreas fundamentais para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

Com informações do Governo do RN.

Secretário da Saúde admite falta de autonomia em pasta

Na audiência promovida hoje (veja AQUI) em Mossoró pelo juiz federal Orlan Donato Rocha, na Justiça Federal, para resolver impasses financeiros em relação ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), o magistrado admitiu determinar bloqueio de contas de Prefeitura de Mossoró e Governo do RN, se necessário.

Quanto ao Governo do Estado, o secretário estadual da Saúde, George Antunes, chegou a desabafar: estava de mãos atadas e sem autonomia para atender prioridades de sua pasta.

Assinalou, que a Secretaria de Estado do Planejamento concentrava todo o poder decisório, através do secretário Gustavo Nogueira. Cabia ao juiz tomar uma decisão.

– Eu não vou esperar mais. Já esperei demais. Está havendo atraso e não estão comunicando ao juízo. Atrasam e não justificam”, vociferou Orlan Donato Rocha.

Saiba mais informações sobre esse assunto na próxima postagem.

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TJ determina correção de salários pagos com atraso

Do portal Agorarn

O governador Robinson Faria (PSD) e secretários do estado do Rio Grande do Norte (Gustavo Nogueira, da Seplan; Cristiano Feitosa, da Searh; e José Marlúcio Diógenes Paiva, presidente do Instituto da Previdência dos Servidores do RN) sofrerão uma multa diária de R$ 3 mil com limite de R$ 30 mil caso não corrijam os salários pagos aos servidores com atraso após o último dia do mês do exercício.

A determinação foi proferida pela desembargadora Maria Zeneide Bezerra, do Tribunal de Justiça do estado (TJRN), após deferir – parcialmente – mandado de segurança impetrado pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Direta do RN (Sinsp-RN).

A magistrada entendeu que a norma constitucional não obriga o pagamento até o último dia, abrindo a possibilidade para uma quitação posterior – contanto que sejam pagos com as devidas correções.

O Governo do Estado tem um prazo de 10 (dez) dias para recorrer à decisão da desembargadora.

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A distância entre a retórica e a realidade no RN

Por Carlos Duarte

O contraponto ao artigo de domingo passado de minha coluna (veja AQUI), inserido no Blog Carlos Santos à semana passada, assinado pelo secretário de Planejamento e das Finanças, Gustavo Nogueira, vem corroborar com o seu objetivo principal: a discussão sobre a profunda desigualdade da distribuição das riquezas e a mediocridade de gestão da massa falida do estado do RN.

A própria Nota de Esclarecimento Oficial do Governo Robinson Faria (PSD) – veja AQUI – ressalta o direcionamento da quase totalidade dos investimentos e projetos para a região metropolitana de Natal, ratificando a nossa afirmação de que não existem estratégias de desenvolvimento para o RN, além da reta Tabajara.

No texto, o secretário acha “desonesto esquecer o colapso da economia para justificar as falhas que acontecem numa gestão, mais injusto ainda ignorar os efeitos devastadores da maior crise hídrica dos últimos 50 anos”. Ressalta, também, que o governador recebeu uma gestão falida e culpa os governos anteriores por terem feito escolhas equivocadas, ao longo do tempo.

Por fim, insinua que a crítica (construtiva) deste articulista está fora do contexto macro da economia e trata-se de uma mera peça político-acusatória, carregada de injustiça em suas entrelinhas.  Ou seja, esse governo não tem culpa de nada.

Discutir a melhoria de distribuição de produção e riquezas de uma economia, seja regional ou mundial, é salutar em qualquer lugar do planeta, até mesmo nas economias mais estáveis e sustentáveis, em que se possa considerar a maximização de bem estar da sociedade. Só fica fora de contexto mesmo, quando interesses escusos de gestores públicos sobrepujam os interesses de seu povo.

É oportuno que o secretário leia o artigo do, então, candidato e vice-governador Robinson Faria, publicado no dia 13 de janeiro de 2013, na Tribuna do Norte, sob o título: “PIB no RN é Produto Interno Baixo” (//www.tribunadonorte.com.br/noticia/pib-no-rn-e-produto-interno-baixo/241017).

No seu artigo, com visão de candidato, Robinson ressalta as potencialidades do RN, critica a falta de investimentos dos governos anteriores, faz comparações pertinentes e enfatiza que o RN está condenado a uma situação de inércia em diversos setores produtivos.

“Fica evidente a absoluta falta de prioridade do Governo do Estado em realizar investimentos capazes de proporcionar incremento ao ritmo de crescimento da economia do Estado. Não se sabe ao certo se é por miopia administrativa, incompetência ou descaso. Ou as três coisas de uma vez”, diz o governador.

Por fim, assevera: “E o mais importante é que o Estado tenha um projeto de gestão e nele estejam estabelecidas as prioridades, os objetivos e as metas para seu crescimento econômico. Tudo isso, sem esquecer a imperiosa necessidade de resgatar e ampliar fortemente a capacidade de investimento do Estado para, pelo menos, cinco vezes a que o atual governo investe”.

Embora o seu discurso não contemplasse a distribuição de produção e riquezas do Estado, ele vendeu a imagem de um governante desenvolvimentista.

Durante a campanha eleitoral, levantou a bandeira de que seu governo seria o guardião de todos os norte-rio-grandenses com uma gestão voltada para solução dos graves problemas da Segurança Pública. Pura enganação.

O que se observa, hoje, é o cidadão de bem acuado e com medo do domínio de marginais – que elevam os índices de criminalidade e de violência, a patamares nunca vistos antes, em todos os estamentos da sociedade potiguar.

Essas e outras atitudes é que são desonestas e injustas, senhor secretário.

Iludir o povo (sofrido e carente), mediante promessas falsas, apenas com retórica não vinculada a uma plataforma viável e exequível de governo é, no mínimo, má-fé.

O governador Robinson Faria não é um neófito em política e gestão pública. Foi deputado estadual, presidente da Assembleia, em diversas legislaturas, secretário de Estado (no governo Rosalba) e vice-governador.

Portanto, ele não apenas herdou um Estado falido. É também artífice da calamidade e do colapso econômico e financeiro em que ora se encontra o RN. Colaborou com as escolhas equivocadas de gestões anteriores, ao longo do tempo.

Este articulista não escreve de modo subliminar ou com insinuações em entrelinhas. É direto e objetivo em suas opiniões e acusações (quando requer o caso). Se precisar, fará o desenho.

No entanto, as simples reverberações de políticos de oposição ou os meros arranjos paliativos governistas não colaborarão para uma saída honrosa. Ao contrário, isso irá piorar o caos ora instalado.

Nesse momento, deverão prevalecer o bom senso e a união de todos para se buscar soluções aos inúmeros conflitos adaptativos complexos, que permeiam a administração pública.

No âmago, todos torcem para que essa gestão encontre o caminho pretendido pelo governador Robinson de Faria: quintuplicar o PIB do RN, ainda que sem distribuição.

SECOS E MOLHADOS

Duarte Filho – Surgem alguns comentários nas redes sociais de que o grupo Hapvida vai reabrir o Hospital Duarte Filho (HDF), com autorização do Ministério Público. Será mais uma opção de escolha àqueles que podem pagar por um plano de saúde, em Mossoró e região. Vai gerar emprego, renda e ainda ajuda a desafogar o sofrível sistema público de saúde.

Em tempo – O Hospital Duarte Filho nunca foi um ente público. Tinha um convênio mínimo e precário com o SUS e nunca esteve nas prioridades da Prefeitura de Mossoró e nem do Governo do Estado. Ao contrário, os gestores públicos contribuíram para antecipar o seu fechamento. O HDF era de propriedade da Sociedade de Caridade de Mossoró, entidade sem fins lucrativos, formada, em 1927, com a colaboração de empresários da época. Foi transferido para uma Fundação do grupo Hapvida, que funciona plenamente em Fortaleza.

Auxílio – Enquanto a sociedade sofre com os efeitos colaterais da crise econômica do Brasil, um grupo de privilegiados (promotores de justiça do Estado de PE) articula manobras silenciosas para manterem os seus subsídios de moradia. São valores adicionados aos seus salários, da ordem de R$ 4.500 a R$ 5.000,00, por mês. Há uma grande possibilidade da perda dessa vantagem, por inconstitucionalidade, cujo processo está tramitando no STF. A estratégia, agora, contempla duas alternativas: a) substitui-las pelo VTMP (Valorização por Tempo de Serviço do Ministério Público), que tramita no Congresso Nacional, sem perspectiva e clima para aprovação; e b) transformar o auxílio saúde existente em gatilho para o auxílio moradia, dando poderes ao Procurador Geral do Estado – que o fará por ato administrativo, em consonância com o orçamento aprovado. Simples, assim.

Crise – Com uma arrecadação de R$ 14 milhões, por mês, a Prefeitura de Guamaré (RN) está com atraso na folha de pagamento e fornecedores. Guamaré tem cerca de 12 mil habitantes e, no início do ano passado, havia uma reserva de cerca de R$ 20 milhões em caixa. Guamaré é um fenômeno que teima em resistir a uma Lava Jato própria.

Secretário responde a artigo sobre gestão do Governo Estadual

O secretário de Estado do Planejamento e das Finanças do Governo Robinson Faria (PSD), Gustavo Nogueira, envia-nos uma “Nota de Esclarecimento à postagem “Um gerente medíocre na gestão de uma massa falida“, assinada por um dos nossos articulistas – economista Carlos Duarte – no domingo (13).

Abaixo, o conteúdo desse contraponto do secretário:

Nota de Esclarecimento

Em resposta ao artigo do economista Carlos Duarte, replicado em alguns blogs do RN, o Governo do Estado gostaria de esclarecer que:

Todas as críticas construtivas ao modelo de gestão em curso no Estado são bem-vindas e contribuem sobremaneira para a melhora no trabalho desenvolvido em equipe pela atual administração estadual. Porém, se distantes do contexto macro da economia podem se transformar em meras peças político-acusatórias carregadas de injustiça em suas entrelinhas.

Gustavo Nogueira assina Nota de Esclarecimento em contraponto a artigo do articulista Carlos Duarte (Foto: arquivo)

Como toda a sociedade já sabe e sente no bolso, o país vive hoje uma das piores crises econômicas de sua história e ignorar essa realidade é injusto em qualquer análise que se faça de uma gestão pública, sobretudo aquelas cuja economia são fortemente dependentes das transferências constitucionais da União, como é o caso do nosso Rio Grande do Norte. De janeiro de 2015 a outubro de 2016, o Governo deixou de receber R$ 994 milhões em virtude das frustrações de receitas projetadas pelos orçamentos dos dois anos, valor superior a duas folhas de pessoal brutas.

Não há dúvidas de que a situação a que o Estado chegou é fruto das escolhas equivocadas tomadas ao longo de décadas. Escolhas que optaram por concentrar em vez de distribuir. Não há como sustentar por muito tempo uma economia em que despesas crescem mais do que as receitas, a exemplo do que aconteceu especialmente nos últimos 15 anos no Estado. Chega uma hora que fica impossível governar sem fazer conta. E fazer política sem fazer conta é fazer de conta que se faz política. Não à toa, insistimos no discurso de que o problema do Rio Grande do Norte não é mais de Governo, mas de Estado.

A atual gestão recebeu uma administração falida, com dívidas em torno de R$ 1 bilhão e apenas R$ 4 milhões em caixa. O pagamento da folha de dezembro e do 13º salário dos servidores pela gestão anterior também só foi possível graças ao uso do Fundo Financeiro.

Essa realidade extremamente difícil ganhou contornos dramáticos nos meses seguintes com os efeitos da piora da crise que, ainda assim, não impediram o Estado de cumprir os limites constitucionais para áreas vitais, como a Segurança, a Saúde e a Educação, nem de buscar alternativas para amenizar a situação. As diárias operacionais da Polícia Militar, por exemplo, foram quadruplicadas, passando de R$ 200 mil para R$ 1 milhão ao mês.

Outro bom exemplo foi o turismo, que deu um salto com a redução do imposto sobre o querosene de aviação. Voos internacionais foram conquistados e viagens domésticas ampliadas, trazendo mais turistas e movimentando a economia. Uma análise honesta também não pode ignorar a condução do Governo em retomar duas obras fundamentais para o setor: os acessos norte e sul ao aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante. Duas prioridades transformadas em serviços para a população e também para os nossos visitantes: o acesso norte foi concluído em 2015 e apenas 1 quilômetro separa o acesso sul de sua completa finalização.

Dos programas de investimentos que dormiam nas gavetas de Brasília, a atual gestão lutou e conseguiu a liberação dos recursos do Proinvest e até o final do ano conclui o campus da UERN, na Zona Norte de Natal, uma demanda histórica da nossa universidade estadual. O Proinvest também possibilitou a retomada das obras do Pro-transporte, paralisadas há várias gestões, e vai contribuir para o projeto de integração do acesso norte ao aeroporto.

Com 42% concluída, a construção do viaduto da Redinha, que dará acesso à Ponte Newton Navarro, e às Avenidas João Medeiros Filho, Conselheiro Tristão e Litorânea, vai diminuir os constantes engarrafamentos no local, dando plena funcionalidade à ponte em seus dois sentidos.

Ao lado da Avenida Moema Tinôco está sendo construída ainda uma lagoa de captação das águas de drenagem para evitar alagamentos, principalmente em frente ao cemitério, ponto crítico e recorrente de inundações no local e adjacências.  Já na Avenida Rio Doce, entre a Avenida Itapetinga e o Ginásio Nélio Dias, está sendo executada a implantação da pista projetada ao longo de toda a via, além dos serviços de drenagem.

É importante detalhar essas obras porque estamos falando da principal e maior obra de mobilidade urbana da capital potiguar, possibilitando outro novo acesso ao aeroporto.

Por falar em nossa malha viária, não é justo esquecer que o governador Robinson Faria assinou em junho a ordem de serviço para a recuperação dos 3 mil quilômetros de estradas sob a responsabilidade do Estado, com diversos trechos já em andamento e tocados pelo DER em favor do escoamento da produção, da mobilidade e do turismo. Um investimento que envolve recursos do tesouro estadual, da CIDE e do Banco Mundial.

Com o número recorde de licenças ambientais emitidas para novos empreendimentos, o Governo vem fazendo sua parte para impulsionar a geração de mais empregos no Estado num momento em que o país vive uma retração dos postos de trabalho. Nos municípios do interior, o programa microcrédito empreendedor também injetou oxigênio nos mercados locais como em nenhum outro período do Estado.

Se é desonesto esquecer o colapso na economia para justificar as falhas que acontecem numa gestão, mais injusto ainda é ignorar os efeitos devastadores da maior crise hídrica dos últimos 50 anos. Principalmente quando sabemos que as ações de convivência com o fenômeno natural da seca foram tratadas sem o menor planejamento e de forma eleitoreira ao longo dos anos.

Adutora de Carnaúba dos Dantas (Foto: arquivo)

O governador Robinson Faria foi buscar recursos pessoalmente junto ao Governo Federal para concluir as adutoras de Carnaúba dos Dantas e do Alto Oeste, além de retomar a construção da barragem de Oiticica, uma obra extremamente importante que deve levar água para mais de meio milhão de moradores. O trabalho para levar água até as comunidades mais carentes tem sido constante. Em menos de dois anos de gestão mais de mil poços já foram perfurados.

É importante destacar ainda que antes de terminar a atual gestão, a população de Natal vai poder se orgulhar de morar na primeira capital do país 100% saneada, um investimento sério em esgotamento sanitário e, sobretudo, em saúde.

Além dos limites constitucionais obrigatórios, o Governo está investindo R$ 21 milhões dos R$ 64 milhões previstos em Segurança Pública, já empenhou mais R$ 14 milhões dos R$ 186 milhões estimados em Saúde e alocou mais de R$ 15 milhões dos R$ 127 milhões previstos em Educação, o que inclui reformas e construções de novas escolas.

Não há dúvidas de que o Rio Grande do Norte ainda carece de muita atenção, há muitos problemas estruturais a serem corrigidos. E temos nos planejado para vencer os atuais e os próximos desafios.

Depois de realizar o primeiro Plano Plurianual (PPA) Participativo, com a adesão e apoio da sociedade, o Governo iniciou uma ação inédita de modernização da gestão pública, o Governança Inovadora. O projeto atua em quatro frentes: Estratégia, Processos, Estrutura e Contratualização de resultados pensando o Rio Grande do Norte num horizonte de 20 anos. Também em conjunto com a sociedade representada em mais de 65 instituições públicas e privadas, o Governo elaborou o Mapa Estratégico do Estado com áreas de resultados e objetivos. A partir deste Mapa, foi criada uma carteira prioritária de projetos com base nas demandas apontadas pela população e por técnicos do Governo. Os detalhes do projeto podem ser acompanhados no portal //www.governancainovadora.seplan.rn.gov.br/.

Na fase atual, os gestores das secretarias e órgãos envolvidos estão assinando os contratos de gestão. Para cada projeto foram definidas metas e indicadores de desempenho que serão acompanhados por duas salas de monitoramento em fase de instalação: uma na secretaria de Planejamento e Finanças e outra montada no gabinete do próprio governador.

Ainda na área da estratégia, o Governo foi além e iniciou em 2016 o projeto Eixos Integrados de Desenvolvimento, que está elaborando um diagnóstico sobre as potencialidades do Rio Grande do Norte em cinco eixos: Micrologística do Transporte de Cargas; Desenvolvimento Industrial (PDI); Energia; Telecomunicações e de Tecnologia da Informação; e Capacitação do Capital Humano.

As iniciativas de planejamento em curso já começaram a apontar o panorama atual da nossa realidade social e econômica e vão colocar o Rio Grande do Norte no caminho de um novo desenvolvimento quando essa crise passar.

Com responsabilidade, transparência e planejamento, o Governo está ciente de todas as dificuldades enfrentadas, tem concentrado todos os esforços para superar as falhas normais em gestões comprometidas com a sociedade e vai continuar trabalhando para entregar aos potiguares o que sempre prometeu: melhores serviços e mais qualidade de vida a todos.

Gustavo Nogueira – Secretário de Estado do Planejamento e das Finanças

* Veja AQUI a postagem sob título “Um gerente medíocre na gestão de uma massa falida”, que gerou o contraponto do secretário Gustavo Nogueira.

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Secretário adia outra vez apresentação de balanço financeiro

Marcada para as 9h30 de hoje, na Assembleia Legislativa, a reunião do secretário de Planejamento do Estado, Gustavo Nogueira, com a Comissão de Finanças e Fiscalização da Casa, foi adiada.

Ele iria apresentar o balanço financeiro do Executivo.

É mais um adiamento.

Já ocorrera antes.

A justificativa dada é que o secretário precisou fazer viagem de trabalho, urgente.

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Governo e demais poderes monitoram contas conjuntamente

Gustavo: diálogo aberto (Foto: Magnus Nascimento)

O secretário de Estado do Planejamento e das Finanças Gustavo Nogueira se reuniu na tarde desta terça-feira (16) com o primeiro escalão da área financeira do Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público. Apresentou os números para da arrecadação do Estado no mês de janeiro.

Ficou definido que, a partir de agora, os encontros entre representantes do Governo e dos demais Poderes serão mensais.

Queda

A arrecadação de janeiro de 2016 apresentou uma queda de R$ 13 milhões em comparação ao mesmo período do ano passado. Em números absolutos, o Governo arrecadou R$ 762 milhões este ano enquanto, em janeiro de 2015, a arrecadação registrou R$ 775 milhões.

Além do secretário Gustavo Nogueira e da equipe da SEPLAN, participaram do encontro os secretários Luciana Targino e Roselie Paiva (Tribunal de Justiça), Marise Rocha (Tribunal de Contas do Estado), Carlos Augusto Viveiros, Selma Menezes e Eleonora Castim (Assembleia Legislativa) e Edgard Costa (Ministério Público).

Nota do Blog – Acertadíssima a iniciativa.

Do ponto de vista formal, “o Estado é uno”, ou seja, uma peça única, monolítica.

Entretanto se não houver um sincronismo e uma mentalidade e ações comuns, sistêmicas, continuaremos enxugando gelo.

Aplauso para o próprio secretário, que tem sido visto como um técnico competente e com capacidade de diálogo.

O próprio Governo Robinson Faria (PSD) precisa ser elogiado por isso.

Faz toda diferença.