Sobral faz um passeio em que texto e traço se fundem (Foto: Divulgação)
Inspirado por pequenas peças sobre a vida cotidiana como o The Talk of the Town, da revista The New Yorker, que completou cem anos em 2025, e pelas Esquinas da revista Piauí, que chega aos vinte agora em 2026, Gustavo Sobral imagina um The Talk of the Beach, ou quem sabe Enseadas, trazendo esse espírito para o ambiente do verão e da praia.
Conversas à beira-mar é um livreto digital do jornalista e escritor, resultado de anotações durante um verão vivido na praia. Em textos breves e desenhos, o autor registra impressões sobre o tempo e o espaço à beira-mar, observando o cotidiano do litoral, paisagens, personagens e gestos que costumam passar despercebidos.
O trabalho combina escrita e ilustração em um experimento de jornalismo visual que acompanha o movimento das ondas, dos vendedores, das jangadas, dos surfistas e da vida comum das praias. O resultado, que poderia ocupar as páginas de uma revista, transforma cenas corriqueiras em narrativa sensível, onde texto e traço se complementam.
O livreto está disponível em formato digital para baixar e ler, enquanto a versão impressa está prevista para ser lançada em breve, conforme anunciado pelo autor.
O projeto integra o conjunto de obras que Gustavo Sobral disponibiliza em seu site, onde também estão títulos como Cenas Natalenses e O Guia do Verão.
Juliana Bulhões, Gustavo Sobral e Octávio Santiago têm conteúdo especial em revista (Fotomontagem: divulgação)
A 12ª edição da Revista Galo (Ano 6, n. 12) já está disponível para leitura e download gratuito em www.revistagalo.com.br. Publicada pela Editora Biblioteca Ocidente, de Francisco Issac Dantas, a revista é um periódico científico semestral dedicado a divulgar pesquisas e reflexões sobre arte, cultura e sociedade.
Com o dossiê temático “Olhares, abordagens e estudos sobre o Sertão”, esta edição apresenta um conjunto de artigos que exploram o sertão como território, imaginário e ideia, reunindo estudos sobre história, literatura, iconografia e identidade.
O editorial ressalta a pluralidade do sertão como “lugar-ideia” e destaca o esforço dos articulistas em “vaquejar temas e conceitos, tirando-os do lugar, reunindo informações e problematizando caminhos e veredas”.
O dossiê é organizado por Juliana Bulhões, Gustavo Sobral e Octávio Santiago, pesquisadores reconhecidos por sua atuação nas áreas de cultura e humanidades. Nessa edição, Bulhões e Sobral publicam mais um artigo da sua série sobre história do jornalismo no Rio Grande do Norte.
A edição também traz desenhos de Gustavo Sobral, resultado de sua participação na viagem da Comitiva IHGRN, realizada em 2023. Expedição que contou com a presença de Sobral, Honório de Medeiros e André Felipe Pignataro, e percorreu diversos municípios do RN. Os registros visuais produzidos por Sobral são agora apresentados pela primeira vez na Revista Galo (Veja AQUI).
Quinta Cultural teve a “Comitiva do IHGRN” em grande momento da histórica e cultura do RN (Foto: Bruno Ernesto)
Por Bruno Ernesto (Especial para o BCS)
No último dia 23 de outubro de 2025, às 17h, no auditório do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), em Natal, realizou-se mais uma edição da prestigiada e concorrida Quinta Cultural. É um evento consolidado no calendário cultural e científico da capital do estado.
Teve início com uma homenagem ao poeta Paulo de Tarso Correia de Melo, falecido no dia 21 de outubro (Veja AQUI). O jornalista e escritor Gustavo Sobral leu um poema do autor, seguido de um minuto de silêncio em sua memória.
Em seguida, o escritor Honório de Medeiros, sócio do Instituto, apresentou o palestrante e escritor André Felipe Pignataro, destacando o caráter inovador e a importância histórica do projeto denominado “A Comitiva do IHGRN: Nos passos de Leão Veloso.”
Pignataro apresentou o resultado de cinco anos dessa expedição pelo RN (@comitiva1861, na plataforma Instagram). O objetivo deles foi refazer o mesmo trajeto da famosa Comitiva de Leão Veloso, o então Presidente da Província do Rio Grande do Norte, no ano de 1861.
Esclareceu, que o projeto foi gestado desde 2019, a partir de nove crônicas de Othílio Alvares da Silva, publicadas no jornal “O Recreio” entre 08 de setembro de 1862 a 17 de novembro de 1862 e a Acta Diurna “A Jornada presidencial de 1861”, de autoria do historiador Câmara Cascudo. Foram esses textos as fontes primárias primárias da pesquisa, a qual foi postergada em razão da pandemia do Covid-19 (2020-2021). A viagem inaugural somente ocorreu em 27 de julho de 2023, e a final em 19 de abril de 2025.
A comitiva do IHGRN condensou em três viagens, os mais de quarenta e quatro dias gastos pelo grupo original de Leão Veloso, e refez todo o trajeto percorrido por ele a cavalo no ano de 1861, também partindo de Natal, passando pelo Sertão Central e Seridó, Alto Oeste, Oeste e o Litoral Norte, tendo percorrido todo o estado, passando por diversas cidades e localidades, dentre as quais Macau, Acari, Jardim do Seridó, Florânia, Caicó, Jardim de Piranhas, Belém do Brejo do Cruz/PB, Patu, Martins, Pau dos Ferros, Portalegre, Apodi, Governador Dix-Sept Rosado, Mossoró, Areia Branca (Ponta do Mel), Porto do Mangue e Rio do Fogo.
Durante a exposição do relatório final, apresentado aos demais sócios, pesquisadores, escritores e convidados, os pesquisadores apresentaram inúmeros registros fotográficos, documentos e mapas comprovando um trabalho minucioso e fiel aos registros e relatos históricos.
Revista
Concomitantemente, também houve o lançamento da edição nº 103 da Revista do Instituto Histórico do Rio Grande do Norte, cujo texto final dos diários do projeto-expedição foi apresentado como um denso registro histórico, cuja leitura é altamente recomendada para quem se interessa pelo assunto.
A revista também apresentou material inédito de autoria do pesquisador e escritor, o sertanólogo, Oswaldo Lamartine de Faria (1919-2007), “A Geografia de Maria Moura”, além de um ensaio de Gustavo Sobral, um profundo conhecedor sobre sua vida e obra, além de contar com outros textos trazidos nesta última edição da revista.
Nota do BCS – Muito obrigado ao nosso “repórter ad hoc” Bruno Ernesto pela cobertura completa. Infelizmente, não pude comparecer, mas fui muito bem representado.
Gustavo Sobral, Honório de Medeiros e André Felipe Pignataro na Comitiva do IHGRN: trilha histórica (Foto: IHGRN/Arquivo do BCS)
É nesta quinta-feira (23), às 17 horas, em Natal, o lançamento da nova edição da Revista IHGRN (Instituto Histórico e Geográfico do RN), número 103. Acontecerá na sede do IHGRN (rua da Conceição, 622, Cidade Alta), com palestra do escritor André Felipe Pignataro, autor do “Diários da Comitiva” e integrante da expedição de estudos que reproduziu roteiro histórico e pouco conhecido dos potiguares. O evento integra a Quinta Cultural do Instituto e é aberto ao público.
A revista traz um conjunto inédito de textos e desenhos do escritor Oswaldo Lamartine de Faria, em documento elaborado para a escritora Rachel de Queiroz, e destaca um lado pouco conhecido de sua vasta produção intelectual: os desenhos.
Gustavo Sobral, editor da revista, escreve sobre a obra e a colaboração de Oswaldo Lamartine com Rachel de Queiroz; a pesquisadora Angela Almeida apresenta um estudo original sobre os desenhos; e a historiadora Mara Macedo estuda a relação de Oswaldo Lamartine com o cordel.
Você também pode acompanhar na edição, o resultado da viagem da Comitiva IHGRN, a partir dos diários de viagem escritos por André Felipe Pignataro. A comitiva formada por Honório de Medeiros, André Felipe Pignataro e Gustavo Sobral refez a viagem do presidente da Província, Pedro Leão Veloso realizada em 1861. Mais de um século depois, em 2023, foi a hora e a vez dessa nova comitiva (veja AQUI, AQUI e AQUI).
A revista também apresenta textos de Rogério Bivar sobre o cavalo; Kamisson Azevedo e Thiago Freire sobre as ruínas do litoral potiguar; Ormuz Barbalho Simonetti sobre a jangada; e Octávio Santiago sobre o Memorial da Assembleia Legislativa. Consta também uma entrevista inédita com Joventina Simões, presidente do IHGRN, realizada pelo jornalista Ciro Pedroza.
E mais: textos de Julia Chaves sobre Jeane Nesi; Elza Bezerra sobre Eulália Barros; Fernando Bezerra sobre Paulo Balá; e João Felipe da Trindade sobre a descendência do capitão-mor Manoel de Abreu Soares.
A editora Biblioteca Ocidente acaba de publicar o livro Historiadores do Rio Grande do Norte, organizado por Gustavo Sobral, Honório de Medeiros e André Felipe Pignataro.
O livro reúne perfis biográficos de historiadores potiguares dos séculos XIX e XX. A obra é a primeira do gênero publicada no Rio Grande do Norte, um marco para a preservação e valorização da memória histórica e intelectual do estado.
Cada capítulo foi escrito por convidados, entre pesquisadores, professores, escritores, estudantes e historiadores, que adotaram diferentes estilos, do acadêmico ao literário, do ensaístico ao tom de homenagem. O resultado é um mosaico de abordagens que reflete também a diversidade dos próprios historiadores retratados.
O livro está disponível para download gratuito no site da editora Biblioteca Ocidente, //revistagalo.com.br/selo-bo/, e também em gustavosobral.com.br. Para quem deseja adquirir a versão impressa, o título pode ser encontrado na lojaUICLAP.
Juliana e Gustavo dão sequência a trabalho de fôlego (Fotomontagem do BCS)
A história do jornalismo potiguar é o tema do mais novo livro dos jornalistas e pesquisadores Gustavo Sobral e Juliana Bulhões, História do jornalismo no Rio Grande do Norte (1832-1889).
Os jornalistas e pesquisadores começaram a investigar as origens e os principais episódios da história do jornalismo local em 2022. O resultado é uma série de artigos já publicados e este livro inédito, em uma publicação da Biblioteca Ocidente, 2025, com prefácio e edição do historiador Francisco Issac Dantas, design de Gabriel Araújo, revisão de Matheus Pereira e revisão crítica de Maurício Barros do Amaral.
Sobral e Bulhões abordam no livro, entre outros temas, o que era notícia e como as informações eram selecionadas; a produção dos jornais, a tecnologia e os processos tipográficos; as relações entre jornalismo e política; a presença da crônica e da reportagem; jornalismo e escravidão; jornalismo e indianismo; e o jornalismo feminino.
O livro é parte de uma série de pesquisas da dupla que já resultou também em outros livros publicados como Manual de Assessoria de Imprensa, Jornalismo, biografia e crônica, Memórias do jornalismo no Rio Grande do Norte, as jornalistas e Memórias do jornalismo no Rio Grande do Norte. Todos disponíveis para download gratuito no site gustavosobral.com.br
Livro é um trabalho denso sobre acervo do IHRGN (Reprodução do BCS)
Gustavo Sobral e André Felipe Pignataro reuniram suas pesquisas e escritos sobre as peças do acervo do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN) em mais um novo livro sobre a história do Rio Grande do Norte. Trata-se de “Potiguariana IHGRN: peças e histórias da coleção do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte”.
Uma história contada pelos objetos, documentos e obras do acervo do Instituto. Tem o retrato de Felipe Camarão, doado por Alberto Maranhão em 1902 ao Instituto, o Pelourinho da cidade do Natal, o bilhete enviado por Lampião às vésperas da invasão a Mossoró, e a primeira edição do jornal O Natalense, entre tantas e tantas outras relíquias no museu da instituição.
“Fundado em 1902, o Instituto é mais antiga instituição cultural do Rio Grande do Norte em atividade, é biblioteca, arquivo e museu e o seu acervo merece ser conhecido, propagado e estudado. Este livro procura ser uma contribuição”, explicam os autores.
O trabalho conta ainda com a colaboração de Honório de Medeiros que escreve sobre o bilhete de Lampião; Pedro Simões sobre o Barléu; Igor Oliveira sobre numismática; além de um cuidadoso registro fotográfico assinado por Maria Simões que apresenta o Instituto por imagens.
O livro é uma edição da Biblioteca Ocidente (2025, 75p) de Francisco Issac Dantas com designer de Gabriel Araújo e está disponível em edição digital aqui no site www.gustavosobral.com.br , basta fazer o download gratuito. A versão impressa pode ser adquirida diretamente no site da editora: //revistagalo.com.br/selo-bo/
Honório de Medeiros descobre o ensaio como forma de expressão e o usa como exercício para expor como a ciência, a história, a filosofia e a literatura trataram a figura do fora do comum, o outsider. Numa forma toda sua, apresenta em livro um ensaio erudito para um tema rebelde.
Um passo de alguém que, ao estudar casos concretos de figuras fora da curva como Massilon e Jesuíno Brilhante, agora sai dos casos em particular para pensar o arquétipo. Também é, observando a obra do autor e o seu último livro, o De uma longa e áspera caminhada (2022), mais um abraço ao exercício de pensar polifônico.
Ler Honório de Medeiros é também ler todos aqueles que foram eleitos para acompanha-lo. Uma bibliodiversidade impressionante e instigante. Talvez, você termine a leitura como uma listinha de autores e livros para ler, porque é um livro que também nos leva para fora.
A leitura corre como um thriller, os assuntos vão se sucedendo, se completando, ou abrindo janelas paralelas (e não). O outsider está lá, como também o seu contrário, o homem comum, e não faltam eles, os cangaceiros, tema caro ao autor, e, nesta parte em especial, o autor é narrador, e temos mais uma camada deste livro.
O livro de Honório de Medeiros é curioso, interessante, novidadeiro, tanto na opção da forma, o ensaio; quanto na eleição do tema, o outsider, sendo ele mesmo, o autor, um outsider ao produzir uma obra incomum. Singular e inclassificável. É o livro do ano.
Publicação caprichada da editora Biblioteca Ocidente, comandada por Francisco Issac Dantas, pode e deve ser adquirido, digital ou impresso, no site da editora: //revistagalo.com.br/selo-bo/os-que-dizem-nao/
Capa do livro de Gustavo Sobral e Juliana Bulhões (Reprodução do BCS)
Natal-RN. Fevereiro de 2025. Nem passou o verão e ainda não chegou o Carnaval e a novidade é que finalmente aparece o tão esperado livro de memórias das jornalistas do Rio Grande do Norte organizado por Gustavo Sobral e Juliana Bulhões.
São sete mulheres jornalistas que contam em depoimento pessoal as suas trajetórias profissionais da escolha aos desafios da profissão: Rejane Cardoso, Josimey Costa, Marize Castro, Anelly Medeiros, Anna Ruth Dantas, Rosilene Pereira e Cledivânia Pereira Alves, jornalistas, privilegiando a escrita pessoal em primeira pessoa e o estilo de cada uma para contar a sua história que é a do jornalismo potiguar.
A capa do livro é uma obra da artista Angela Almeida e o livro sai pela Biblioteca Ocidente com edição de Francisco Isaac Dantas de Oliveira, capa e editoração por Gabriel Araújo e revisão de Matheus Pereira. A versão digital está disponível para download gratuito nos sites: //gustavosobral.com.br/ e //revistagalo.com.br/selo-bo/.
Pesquisa
Gustavo Sobral e Juliana Bulhões vêm se dedicando à construção de uma memória do jornalismo do Rio Grande do Norte e a pesquisar a história e, neste ano de 2025, celebram uma década de publicações de livros e artigos em conjunto. Entre eles, Manual de Assessoria de Imprensa (2024), Jornalismo, biografia e crônica (2023), e Memórias do jornalismo no Rio Grande do Norte (2018), além de diversos artigos nestas temáticas. Todos disponíveis para download gratuito em www.gustavosobral.com.br.
Nota do BCS – Maravilha, Gustavo e Juliana. Vamos à leitura, pois. Essa moças talentosas têm muito a nos contar.
Oswaldo Lamartine teve acervo documental entregue por sobrinho (Foto: reprodução)
O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) começou trabalho de grande importância à cultura potiguar. Levanta e organiza documentos diversos deixados pelo escritor Oswaldo Lamartine de Faria (1919-2007), autor de uma obra singular sobre o sertão do Seridó.
Uma comissão de integrantes do IHGRN recebeu de Murilo Paiva, sobrinho de Lamartine, material diversificado, como correspondência, manuscritos do autor e até fotografias.
O grupo é formado pelo escritor Gustavo Sobral, estudioso da obra de Lamartine e coordenador da comissão; pelo Diretor de Biblioteca, Arquivo e Museu (BAM), Pedro Simões; pelo Diretor do Departamento de Pesquisa, André Felipe Pignataro; e os sócios Honório de Medeiros e Mara Macedo.
Ainda há o reforço da colaboração consultiva da pesquisadora Ângela Almeida.
O escritor Gustavo Sobral apresenta o Dicionário Oswaldo Lamartine de Faria sobre o autor e a obra do escritor dos sertões do Seridó. Os verbetes compreendem livros, artigos, temas, assuntos e pessoas relacionados ao universo oswaldiano.
O Dicionário Oswaldo Lamartine é uma publicação do Sertão Comunicação e Editora em tiragem limitada.
Lançamento
Dicionário Oswaldo Lamartine
Quinta-feira, 05 de setembro, a partir das 17h
Temis Clube Balcão Bar
Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol
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Comitiva faz registros importantes para cultura e conhecimento do RN (Foto: Bárbara Michaella)
Continua a viagem da Comitiva do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Formada pelos escritores Honório de Medeiros, André Felipe Pignataro Furtado de Mendonça e Menezes e Gustavo Sobral, além de Bárbara Michaella Ferreira Lima, ela segue os passos da Comitiva de Pedro Leão Veloso, em 1861, pelo sertão. Agora, a Comitiva passou pelo Alto Oeste.
Percorreu caminhos de Patu, Martins, Pau dos Ferros, Portalegre e Apodi entre os dias 07 e 10 de setembro.
Uma breve reunião de imagens que retratam algumas das passagens da Comitiva estão no Instagram @comitiva1861 e no site pessoal de Gustavo Sobral – gustavosobral.com.br. Neles, é possível baixar em arquivo digital, disponível para download gratuito, os cadernos com narrativas da viagem.
Acompanhe, curta, comente e compartilhe.
A comitiva
Em 1861, a Comitiva do presidente da Província Leão Veloso saiu para uma viagem de 44 dias pelo sertão do Rio Grande do Norte. Foram e voltaram de navio e percorreram o sertão a cavalo. Agora, em 2023, os escritores Honório de Medeiros, André Felipe Pignataro e Gustavo Sobral refazem o itinerário em uma Comitiva do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.
O Instituto – 121 anos
Fundado em 1902, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte completou 121 anos em 2023. É a mais antiga instituição cultural potiguar. Abriga a biblioteca, o arquivo e o museu mais longevos em atividade do Estado. Promove exposições, palestras e atividades voltadas à manutenção e divulgação da cultura, história e geografia norte-rio-grandense, e publica a sua revista desde 1903, sendo a mais antiga em circulação no Rio Grande do Norte.
Saiba mais sobre Leão Veloso, a Comitiva e essa marcha de importante valor cultural lendo – Leão Veloso, por Honório de Medeiros.
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Gustavo, Honório e André: comitiva dia após dia numa viagem que ‘se repete’ (Foto: edição do BCS)
Os escritores Honório de Medeiros, André Felipe Pignataro e Gustavo Sobral, compondo uma delegação oficial do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), pretendem refazer o itinerário da comitiva do presidente da província potiguar, Leão Veloso (veja AQUI). O presidente saiu em 1861 de Natal para uma viagem de 44 dias pelo sertão do Rio Grande do Norte.
O resultado daquela viagem saiu em reportagem no jornal O Recreio, assinada por Francisco Othilio Álvares da Silva. Outra foi realizada por Câmara Cascudo, nos anos 1930, na comitiva do interventor Mário Câmara. O resultado foi documentado em jornais impressos da época, na forma de artigo, que resultou no livro “Viajando o Sertão”.
Em razão da repercussão que a viagem da Comitiva do IHGRN tem causado, e, atendendo a pedidos dos interessados, os seus membros criaram um perfil na rede social Instagram. Vão registrar nele os caminhos percorridos, transformando a plataforma num ‘diário’.
Aos interessados, basta seguir, compartilhar, curtir e comentar no Instagram, no perfil @comitiva1861.
A primeira etapa do percurso está marcada para 27 de julho, com saída de Natal rumo a Macau, seguindo o itinerário. O mais, é aguardar os relatos dos caravaneiros.
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Sobral, um jovem com obra vasta e múltipla (Foto: Web)
Gustavo Sobral é surpreendente.
Enquanto escritor, e ainda bastante jovem, em pouco tempo deixou relevante marca, em áreas distintas, na escrita norte-rio-grandense.
Ensaísta, é o autor de Rodolfo Garcia;Autores Locais; Oswaldo Lamartine, a Biografia de uma Obra; Berilo Wanderley, o Cronista da Cidade.
Historiador, lançou Governo do Rio Grande do Norte (1935-2018), em parceria com Honório de Medeiros e André F. P. Furtado e participação de vários escritores potiguares; História da Cidade do Natal; Memórias do Jornalismo no Rio Grande do Norte; As Memórias Alheias; Augusto Severo Neto, Obras Inéditas; e Arquitetura Moderna Potiguar.
Cronista, legou-nos Cenas Natalenses; Cinco Cronistas da Cidade (publicação, preparação dos originais, seleção, organização e posfácio); e Petrópolis. Na literatura infantil, escreveu e publicou, dentre vários outros, Luísa e a Flor em um Convite para o Chá; Naty e a Natureza; Eva e Bóris.
A par de tudo isso, editou, ilustrou, prefaciou, pesquisou e reuniu acervos históricos e literários quase desaparecidos, muito importantes. Para tanto, viajou, pesquisou e estudou. Recuperou, assim, do limbo, escritores e personagens da história submersos no pó do tempo. E, ainda, organizou revistas, catálogos e textos de ciclos de palestras.
Alguns dos livros exclusivamente seus são obras de referência, sempre consultados, como Oswaldo Lamartine, a Biografia de uma Obra;Rodolfo Garcia; e Memórias do Jornalismo no Rio Grande do Norte. Há diversos, claro.
Um outro, o Governo do Rio Grande do Norte (1935-2018), nele participou, também, com sua apresentação:
Em 1939, o historiador Luís da Câmara Cascudo apareceu com “Governo do Rio Grande do Norte”, reunindo a história e a trajetória dos governantes que andaram por aqui de 1597 até 1935. O tempo foi passando e ficou uma lacuna a ser preenchida com os que vieram depois.
Foi esta a deixa que levou André Felipe Pignataro, Gustavo Sobral e Honório de Medeiros, em 2018, a reunir uma plêiade de pesquisadores e escritores, dentre eles, historiadores, juristas, jornalistas, professores, e continuar até os dias de hoje.
O resultado vem a público em e-book, apresentando a trajetória dos governantes do Rio Grande do Norte de 1935 a 2018. O livro traz, a princípio, uma listagem organizada por ordem cronológica, contemplando cada um dos governos, a que se segue os perfis dos 25 governos que administraram o Estado neste período.
Autores: Adilson Gurgel de Castro; André Felipe Pignataro; Carlos Roberto de Miranda Gomes; David de Medeiros Leite; François Silvestre; Honório de Medeiros; Gustavo Sobral; Isaura Rosado; José Antônio Spinelli; Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira; Maria do Nascimento Bezerra; Ramon Ribeiro; Ricardo Sobral; Roberto Homem de Siqueira; Saul Estevam Fernandes; Sérgio Trindade; Tarcísio Gurgel; Thiago Freire Costa de Melo; Vicente Serejo; Walclei de Araújo Azevedo.
Como se percebe, um conjunto respeitável de escritores potiguares participou do livro.
Dono de um estilo peculiar, Sobral está em sua plenitude no Oswaldo Lamartine, um livro para quem gosta de ler, correr os olhos por um texto muito bem escrito, cuja forma é uma obra de arte e o conteúdo, muito relevante.
Logo no início do livro, dizendo a respeito da opção temática do seu biografado, observa que para a escrita do livro,
Oswaldo Lamartine de Faria tratou de pesquisar, erigir e revelar, série de estudos cujos olhos estão voltados para, dentre os sertões que há, o Seridó, cravado no Rio Grande do Norte por fazendas de gado e algodão, serras e açudes. Oswaldo tratou de construí-lo por mais de cinquenta anos, entalhando-o em suas pesquisas publicadas em jornais, revistas, plaquetes e livros. Proposta que o filia a tradição brasileira dos que se debruçaram sobre o tema1. A opção de Oswaldo se volta para explorar caça, criação de abelhas, construção de açudes, ferros, aspectos do criatório.
Em “Nota de Rodapé”, acrescenta:
Do primeiro romance temático escrito por José Alencar aos sertões de Euclides da Cunha, José Américo de Almeida, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna e tantos outros. Na literatura do Rio Grande do Norte, abarca o contista Afonso Bezerra, o poeta Othoniel Menezes e o romancista José Bezerra Gomes. A opção de Oswaldo filia-se a uma tradição de estudos sertanejos no Rio Grande do Norte aos escritos de Manoel Dantas, Eloy de Souza, Felipe Guerra, Juvenal Lamartine e José Augusto Bezerra de Medeiros, todos eles em que o embate é não ficcional, e sim revelado nas suas riquezas e agruras, denunciado como fez Euclides da Cunha. 12 Oswaldo assim se firma no papel de etnógrafo e pesquisador do que ele chamaria depois de “o sertão de nunca-mais”.
Outro exemplo notável é a qualidade do Memórias do Jornalismo no Rio Grande do Norte, assim como do pequeno ensaio Rodolfo Garcia, sem desdouro dos demais.
Não menos interessante, muito antes pelo contrário, é sua larga contribuição na literatura infantil, que vai além dos títulos citados neste texto.
Tudo isso, sem que se mencionasse, com detalhes, sua contribuição intelectual não somente em jornais, mas também em revistas como a “Galo” assim como as da Academia Norte-rio-grandense de Letras, e a do Instituto Histórico do Rio Grande do Norte, dentre várias.
Não por outra razão, aos poucos, mas com consistência de sua parte e respeito dos que o leem, seja como escritor, jornalista, historiador, ou editor, sem esquecer a qualidade dos desenhos de sua autoria com os quais ilustra seus textos, Gustavo Sobral firma seu nome dentre aqueles cuja produção intelectual, no Rio Grande do Norte, adquire significativa relevância.
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN
O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), em parceria com o Departamento de Administração Pública e Gestão Social e o Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), participará da 7ª Semana Nacional de Arquivos.
Promovido pelo Arquivo Nacional, o evento tem como referência o 9 de junho, Dia Internacional dos Arquivos, assim proclamado na Assembleia Geral do Conselho Internacional de Arquivos (International Council on Archives – ICA), em 2007.
No IHGRN, o evento “Café e História no IHGRN” será realizado no dia 3 de junho (um sábado), às 8h, na sede da entidade em Natal. As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas clicando neste link. A programação detalhada pode ser conferida abaixo.
Programação
8h15 – Abertura do evento
8h30 – Café e “papéis velhos” – Equipe do Arquivo do IHGRN
9h30 – No fio de bigode de Manoel – Manoel Bezerra
9h45 – Olavo de Medeiros Filho – José Maria Fernandes de Lima
10h – Arquivo Vivo – Gustavo Sobral e Saul Fernandes
11h – Abertura da exposição “Retalhos da história: documentos pessoais dos sócios do IHGRN” e fala sobre a importância dos Arquivos Pessoais – Patricia Ladeira Penna Macêdo
12h – Encerramento.
A exposição “Retalhos da História” ficará disponível para visitação do dia 3 ao dia 9 de junho, das 8h às 12h, com entrada gratuita.
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Faltava à vertente escrita de Honório de Medeiros, jurista, filósofo, ensaísta e biógrafo, escritor, o livro pessoal. Aquele em que o escritor reúne fragmentos de sua pensata, impressões, expressões, leituras, ficções e que revela um mundo de uma viagem pelo pensamento.
De uma longa e áspera caminhada (Viseu, 2022, 148p), de Honório de Medeiros, é um tanto isso e muito mais. É aquele livro que a gente vai e volta, para, pensa, grifa, relê, anota. É aquele livro que nos faz sair do mesmo e nos faz dialogar com o autor.
Recém-lançado e disponível para compra no site das livrarias e magazines, no Brasil, Portugal e Estados Unidos, em versões impressa e digital, o livro é um navego de um leitor vocacionado pela literatura universal e que revela o escritor cuja vida foi traçada pela leitura e pelos livros, desenhando o seu olhar sobre o mundo.
O leitor há de se aventurar palmo a palmo, a cada página de um pouso no inesperado, o que faz do livro um caminho de surpresas e que faz da leitura um caminho que pode ser próprio além do preposto pelo sumário. É um livro de ir e vir, é um livro para navegar.
O áspero do título pode até ir de encontro a um certa incredulidade e ceticismo que se contrapõe ao leitor do mundo abismado, surpreso, encantado, que toma água de coco na praia e conversa, anda pelo cemitério de Paris e tece uma perfeita crônica em ode ao ipê amarelo, uma beleza à Rubem Braga.
Honório de Medeiros é também aqui filósofo, lógico, matemático, político, cidadão, literato; é também o colecionador de paisagens, sensações, surpresas. É Rousseau acima de Voltaire e Voltaire acima de Rousseau, com Platão, Popper e outros mais caros ao seu pensamento.
Este é o livro que faltava na biblioteca potiguar pela solidez do conteúdo, forma e o jeito de sabor de conversa que nos conduz. Vale ter na cabeceira como companhia.
A pré-venda é no site da editora Viseu e o livro físico está nos sites da Amazon, Americanas, Magazine Luiza, Shoptime, Submarino. E o e-book nestas e Apple, Barnes & Noble, Google, Kobo, Livraria Cultura e Wook.
Em 1939, o historiador Luís da Câmara Cascudo apareceu com “Governo do Rio Grande do Norte”, reunindo a história e a trajetória dos governantes que andaram por aqui de 1597 até 1935. O tempo foi passando e ficou uma lacuna a ser preenchida com os que vieram depois.
Foi esta a deixa que levou André Felipe Pignataro, Gustavo Sobral e Honório de Medeiros, em 2018, a reunir uma plêiade de pesquisadores e escritores, dentre eles, historiadores, juristas, jornalistas, professores e continuar até os dias de hoje. O resultado vem a público em e-book (Biblioteca do Ocidente, 2022, 125p), apresentando a trajetória dos governantes do Rio Grande do Norte de 1935 a 2018.
O livro traz, a princípio, uma listagem organizada por ordem cronológica, contemplando cada um dos governos, a que se segue os perfis dos 25 governos que administraram o Estado neste período.
Governo do Rio Grande do Norte (1935-2018), Biblioteca do Ocidente, 2022, 125p.
Organizadores: André Felipe Pignatro, Gustavo Sobral e Honório de Medeiros. Autores: Adilson Gurgel de Castro; André Felipe Pignataro; Carlos Roberto de Miranda Gomes; David de Medeiros Leite; François Silvestre; Honório de Medeiros; Gustavo Sobral; Isaura Rosado; José Antônio Spinelli; Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira; Maria do Nascimento Bezerra; Ramon Ribeiro; Ricardo Sobral; Roberto Homem de Siqueira; Saul Estevam Fernandes; Sérgio Trindade; Tarcísio Gurgel; Thiago Freire Costa de Melo; Vicente Serejo; Walclei de Araújo Azevedo.
Para adquirir o livro acesse endereço clicando AQUI.
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Nomes que fazem história do RN são retratados (Foto: Maria Simões)
O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) dá sequência a uma série de artigos para o jornal Tribuna do Norte. As publicações fazem parte das comemorações dos 120 anos da instituição.
Desta vez, são as personagens que fizeram e foram parte da história, as nossas “Velhas figuras”. Os retratados têm em comum o fato de povoar o acervo do Instituto em telas, bustos e relíquias.
Organizada por Gustavo Sobral e André Felipe Pignataro, também autores, a nova série registra 25 nomes da história do Rio Grande do Norte e começou a ser veiculada em janeiro.
Os artigos são publicados sempre aos domingos no caderno TN Família, seção Quadrantes e também disponibilizados às segundas no blog do Instituto (ihgdorn.blogspot.com) e no perfil do Instagram da instituição (instagram.com/ihgdorn).
Entre os perfilados, nomes como o da escritora e educadora Isabel Gondim; da poeta Auta de Souza; do ex-governador do Estado e promotor do voto feminino no Brasil, Juvenal Lamartine; do advogado, jornalista e escritor Manoel Dantas; e do historiador Câmara Cascudo.
Colaboram para pesquisa e redação dos artigos, além dos organizadores, Daliana Cascudo, Jurandyr Navarro, Armando Holanda, Pedro Simões, Igor Oliveira, Francisco Galvão, Anderson Tavares e Francisco Martins.
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Livro “Institutos Históricos e Geográficos do Brasil”, publicado pelo IHGRN em 2019 (Foto: Maria Simões)
O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) retoma às atividades do seu Grupo de Estudos. O tema da pesquisa atual é a história de mulheres do Rio Grande do Norte. O objetivo final é a produção de estudos biográficos de mulheres norte-rio-grandenses pioneiras e que se destacaram em suas áreas de atuação.
Iniciado em 2019, quando produziu uma pesquisa sobre os institutos históricos do Brasil que resultou em um trabalho pioneiro, Institutos Históricos e Geográficos do Brasil, a proposta do grupo de estudos para 2021-2022, é levantar, escrever e apresentar histórias de mulheres ainda desconhecidas do grande público.
Entre os nomes a serem pesquisados, a considerada a primeira jornalista do Rio Grande do Norte, Úrsula Barros (1864-1905); a poeta, jornalista e musicista, Etelvina Antunes de Lemos (1885-1963); e a empresária Amélia Duarte Machado (1881-1981).
Grupo
Gustavo Sobral é o coordenador do Grupo. Além dele, existe a participação do atual diretor de Biblioteca, Arquivo e Museu (BAM) da instituição, André Felipe Pignataro, e do coordenador da BAM, Pedro Simões; da equipe de comunicação, integradas pela jornalista Marcela Bulhões e pela bacharela em Direito, Maria Simões; e com a participação da sócia efetiva, a pesquisadora e escritora, Elza Bezerra.
O grupo trará para discussão, entre outros textos de apoio, o trabalho da jornalista espanhola Rosa Montero, “Nós, mulheres para pensar a perspectiva da mulher na história e as possíveis formas de estudar e escrever histórias de mulheres”. As atividades começaram em 18 de agosto, data do primeiro encontro.
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O jornalismo do Rio Grande do Norte está de luto, com a morte, na manhã desta quarta-feira, do jornalista João Batista Machado, que ajudou a escrever a história do RN nesses últimos 50 anos.
No tempo que a política estava proibida, o protesto de Machado vinha quando ela definia a sua profissão: “Repórter Político”.
Machado integrava a Acedemia N0rteriograndense de Letras (ANL)
Foi secretário do Governo José Agripino e fez a comunicação do Tribunal de Contas do Estado.
Doença
Machadinho descobriu um câncer agressivo no intestino, que passou a enfrentar e conviver.
Os pulmões também foram atingidos e no último domingo teve diagnóstico de Covid-19, o que agravou seu estado geral da doença.
Ontem, foi para UTI do Hospital do Coração, onde seu organismo não resistiu a batalha final contra essa terrível doença.
Família
Machado tinha 76 anos, deixa a mulher, jornalista Salésia Santas e dois filhos João Ricardo e Ana Flávia.
Nota do Blog Carlos Santos – Outra perda sem reparos. Mais uma baixa na minha coleção de afetos e admirações.
Machadinho tão querido, sempre tão amável. Um lorde nesse meio tão carregado de vilanias e ingratidões. A fidalguia na expressão da palavra.
Visto-me de luto.
Descanse em paz, meu querido.
Veja AQUI perfil de João Batista Machado em texto de Gustavo Sobral.
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Livro completa trilogia do cangaço (Foto: divulgação)
O escritor Honório de Medeiros lança novo livro. Em tempos de pandemia, ele evita frissons e aglomerações próprios dos lançamentos formais, a chamada ‘noite de autógrafos.
Com o título “Jesuíno Brilhante – O primeiro dos grandes cangaceiros“, Honório apresenta o resultado de um mergulho na vida de Jesuíno Alves de Melo Calado (Patu-RN, 1844; Belém do Brejo do Cruz-PB, 1879), visto como um dos precursores do cangaço – fenômeno do banditismo no Nordeste do Brasil.
O autor foge à reprodução continuada de enredo romanceado sobre a vida de Jesuíno Brilhante, o que tem sido muito comum nas narrativas sobre esse personagem, ao longo de quase um século e meio. Também evita o maniqueísmo narrativo de bem x mal, ou mesmo o julgamento sentencial do biografado.
Trilogia
A publicação tem 309 páginas, arte de capa de Etelânio Figueiredo, prefácio de Vicente Serejo, revisão de Bárbara Lima de Medeiros, ilustração de Gustavo Sobral, projeto gráfico e diagramação de Waldelino Duarte, capa de Heverton R., além de possuir selo da 8 Gráfica e impressão na Offset Gráfica de Natal.
Honório de Medeiros já lançou dois livros anteriormente, com foco na mesma temática, que mistura coronéis e cangaceiros, poder político e das armas no sertão nordestino: “Massilon – Nas veredas do cangaço e outros temas afins” e “Histórias de cangaceiros e coronéis”. O mais novo livro fecha uma trilogia.
Contato para aquisição do livro: e-mail – mariasenna1958@gmail.com
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