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“A melhora da morte” para o estado do Rio Grande do Norte

Por Carlos Santos

A cena do Cabo PM Gonçalves do BPChoque em prantos, ajoelhado e, debruçado sobre um sofá, com mãos amparando o próprio rosto, revelou um pouco o tamanho da humilhação sofrida pelo servidor estadual do RN.

Cabo PM Gonçalves chora de joelhos, debruçado sobre um sofá, com mãos amparando o próprio rosto (Foto: TN Online)

Na ampla antessala da Governadoria no Centro Administrativo do Governo do Estado, em Natal, Gonçalves plasmou a imagem do desespero que toma conta de boa parcela do funcionalismo.

Mesmo assim, seu descontrole e seu desabafo na sexta-feira (5) – veja AQUI – estão longe de sensibilizar a turma do “andar de cima”.

O pacotão de medidas para ajuste fiscal do estado, que em parte será votado na Assembleia Legislativa (veja AQUI) nos próximos dias, escolhe mais uma vez o contribuinte e o “barnabé” como culpados. A conta, de novo, recai sobre quem é vítima em vez de culpado.

O agravante, é que os resultados desse arrocho, novamente, não devem resolver a crise. Adiará o pior. No máximo, teremos “a melhora da morte”. O último suspiro antes do fim. Aproveite. Tudo vai piorar.

PRIMEIRA PÁGINA

Pré-candidato ao governo do RN, o prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) levará para a campanha 2018 a cobrança de uma fórmula para equilibrar as contas do estado. Deve ser algo mais eficiente do que o empregado na Prefeitura do Natal, onde está há mais de cinco anos e já não cabe mais olhar pro retrovisor e o espectro da ex-prefeita Micarla de Sousa. Esse discurso está vencido há tempos.

Eliéser e Jair (divulgação)

O secretário de Segurança do município de Mossoró, general reformado Eliéser Girão, tem-se notabilizado paralelamente ao seu trabalho administrativo, por ações no estado de organização e defesa da postulação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) à Presidência da República.

O movimento “Segurança com Segurança” de policiais militares e bombeiros militares conseguiu alguns feitos surpreendentes, em curto espaço de tempo: aniquilou o último suspiro de candidatura à reeleição de Robinson Faria (PSD), desmoralizou uma decisão judicial e sensibilizou a sociedade em torno de sua causa, além de ganhar repercussão positiva nacionalmente. A polícia tinha as armas. Agora, também tem a força.

Servidores municipais de Mossoró têm recebido avisos de cobrança por inadimplência com banco, pelo não-pagamento de empréstimo consignado. A explicação é simples, mas não é nova: municipalidade desconta na folha, mas não repassa à instituição credora. Na época do ex-prefeito Francisco José Júnior isso também ocorreu e virou um grande escândalo na imprensa e redes sociais. Agora, não. Vá entender.

Desinformado, o senador paranaense Roberto Requião (MDB) disparou em suas redes sociais, que o Governo do RN vai vender o Departamento de Estradas e Rodagens (DER). O interesse do governo é vender ativos ligados a esse órgão executivo rodoviário, como valioso imóvel em área nobre da capital. O DER não pode ser negociado, mas no máximo extinto. Incrível o deslize.

A Câmara Municipal de Mossoró deverá ter mais de um nome à Câmara Federal este ano. Trabalho silencioso está adiantado, com conexões para alcance de todo o estado à empreitada, em relação a um deles.

O deputado de longo curso Raimundo Fernandes deverá ser o nome do grupo da prefeita areia-branquense Iraneide Rebouças (PSD), para ser apoiado em 2018 à Assembleia Legislativa. Raimundo “Bigodão” está no oitavo mandato e foi reeleito em 2014 com 37.158 votos.

A bancada federal do Rio Grande do Norte poderá ter mudança da ordem de 50% (quatro) ou mais este ano. Um nome é certo para não se reeleger: Zenaide Maia (PR). Concorrerá ao Senado. Pelo menos mais três podem ser substituídos pelo voto. Faça suas apostas.

É pouco provável que a campanha eleitoral deste ano desague no pleito de outubro, com campeões de voto à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, tendo votações superiores às obtidas em 2014. Há sinalizadores de queda nos números. Àquele ano, o mais votado à Câmara Federal foi Walter Alves (MDB), com 191.064 votos. Já Ricardo Motta (PSB, à época no PROS) empalmou 80.249 votos à AL.

O juiz das Execuções Penais do Natal, Henrique Baltazar, divulga em redes sociais que “no Fisco estadual do RN, em novembro, quase 400 servidores ganharam igual a ministro do Supremo Tribunal Federal (e como eles ganham mais que isso, é aplicado um redutor, ficando os rendimentos iguais aos dos ministros). No Tribunal de Justiça do RN (TJRN), que tem mais servidores que o Fisco, foram apenas 16 (e quase todos com redutor menor que um mil reais). Então, mesmo com os tais auxílios que se canta por aí (moradia, saúde e alimentação, e não outros que a imprensa fala) nossa remuneração é menor que a do Fisco.

TÚLIO RATTO – JANELA INDISCRETA

EM PAUTA

Nicole – A jornalista Nicole Abreu pediu desligamento do cargo de Diretor de Imprensa (DIMP) da Câmara Municipal de Mossoró. Afivelou malas para temporada na terra da Rainha-mãe, Inglaterra, onde cumprirá ciclo de estudos. Good trip!

AFCEF – Arregimentação de forças é trabalhada, com objetivo de dar uma chacoalhada na sede da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF) – Alto de São Manoel – em Mossoró. Sua ótima estrutura tem sido sub-aproveitada nos últimos tempos, num espaço aprazível.

Sorriso – Outro edição da “Operação Sorriso” chegará a Mossoró este ano, para realização de cirurgias gratuitas de lábio leporino e fendas palatinas. A seleção ocorrerá no dia 15 de janeiro do próximo ano, com 50 vagas para atendimento. Os contatos para mais informações poderão ser feitos pelo fone (84) 3318-9026. 

Caboclos – A Prefeitura Municipal de Major Sales (Alto Oeste do RN) trabalha planejamento do “Festival de Caboclos 2018”. O evento tradicional ocorre na Semana Santa e este ano será no período de 27 a 31 de março. Expressão cultural tem-se mantido viva no município.

Empreendedor – O Escritório do Empreendedor em Mossoró, coordenado pela Junta Comercial do RN (JUCERN), iniciará suas atividades na terça-feira (9). Cumprirá expedientes entre 10 e 19h, no Partage Shopping. Órgãos do município, estado e federal que tratam processos de abertura, alteração e baixa de empresas vão compor sua estrutura.

Caby – O radialista e publicitário Caby da Costa Lima está com saúde delicada. Preocupa familiares e também aos seus amigos. Situação até o afastou do que tanto gosta, ou seja, o próprio trabalho no rádio, site Azougue.com e trabalhos editoriais.

Faustão – Uma equipe do programa global “Domingão do Faustão” vai aportar na terça-feira (9) em Mossoró. Será feita uma seletiva entre 10 e 18h na sede da InterTV Costa Branca, na Rua Jorge Coelho de Andrade, 336, Costa e Silva. É a operação “Caça talentos”, que procura descobrir artistas das mais diversas especialidades à apresentação no programa.

Prévia – Bell Marques e Léo Santana vão fazer a prévia de carnaval no Arena Circo da Folia em Pirangi (Parnamirim). Será no dia 27 de janeiro.

SÓ PRA CONTRARIAR

O novo diretor do Detran de Minas Gerais, César Augusto Monteiro Júnior, tem 120 pontos na carteira de motorista, por diversas infrações de trânsito. Pronto. Pode rir.

GERAIS… GERAIS… GERAIS

O Brasil perdeu nessa sexta-feira (5) um de seus melhores cronistas: Carlos Heitor Cony, 91. Ficamos sem o seu texto enxuto e aquela fina ironia.

Obrigado à leitura de Nosso Blog a José Nilton “Baresi” (Natal), Pedro Fernandes Neto (Mossoró) e Antônio Almeida (Currais Novos).

O sambista Jorge Aragão estará no próximo sábado (13), às 14h30, na Casa do Samba, evento “Samba na Praia”, em Gado Bravo (Tibau). Everaldo Rodrigues e André da Mata também serão atrações.

Veja a Coluna do Herzog do domingo passado (31 de Dezembro) clicando AQUI.

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Deputados e vereadores presidiários exercem seus mandatos

Do Congresso em Foco

Ao exercer seu mandato na Câmara durante o dia e retornar ao sistema prisional à noite, o deputado Celso Jacob (PMDB-RJ) parece ser um caso sui generis, especial. No entanto, ao menos outros nove representantes do Poder Legislativo têm situação semelhante – sete vereadores e dois deputados estaduais. Para chegar à informação, a reportagem do Congresso em Foco entrou em contato com assembleias legislativas e assessores parlamentares de diversos partidos e em todas as regiões do país.

Vereador Ronilson Alves toma posse algemado e com uniforme de presidiário em Caratinga (MG)

Os casos confirmados são recentes, mas nem todas as Casas legislativas responderam à demanda deste site. Além disso, câmaras municipais Brasil afora podem ter ainda mais exemplos de parlamentares nessa condição.

“Em outros países, essa situação é inaceitável para titulares de mandatos eletivos. Existe uma incompatibilidade de decoro. De bom senso, até”, comenta o advogado e pesquisador da área de Direito Administrativo Público, Walter Moura.

Posse com algemas

Em Caratinga (MG), por exemplo, Ronilson Alves (PTB) tomou posse em janeiro deste ano algemado e com o uniforme do sistema prisional. Reeleito, ele foi preso em dezembro acusado de extorsão contra um padre da cidade. Foi tomar posse na sede do Legislativo local sob escola policial, em 3 de janeiro, resguardado pelo artigo 9º do Regimento Interno da Câmara Municipal – assegura ao vereador que não tomar posse no primeiro dia do ano um prazo de até 10 dias para fazê-lo, na presença do presidente da Casa. Logo após a cerimônia de posse, Ronilson Alves foi novamente conduzido para a penitenciária da cidade.

Jacob ficou cerca de 20 dias preso no Complexo da Papuda, em Brasília, depois de ser detido ao desembarcar no Aeroporto de Brasília, em 6 de junho. O parlamentar foi condenado a mais de sete anos de reclusão por falsificação de documentos e dispensa de licitação, em 2002, para a construção de uma creche na cidade de Três Rios (RJ), quando era prefeito da cidade.

No Rio Grande do Norte

Outro deputado com tornozeleira eletrônica é Dison Lisboa (PSD), que exerce mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte pelo PSD. Ao autorizar o uso do artefato, o juiz de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar, baseou-se em portaria do estado que permitiu a Dison escolher entre dormir na prisão ou usar tornozeleira eletrônica.

Dison: tornozeleira (Foto: Eduardo Maia)

O parlamentar optou pelo equipamento de monitoração.

O deputado do PSD tem condenação de cinco anos e oito meses por apropriação de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio, quando exerceu o cargo de prefeito de Goianinha.

A decisão é 2013 e ele estava recorrendo em liberdade.

Na sessão ordinária de quarta-feira (5) na AL, que ele deveria comparecer em plenário, Dison não apareceu. A informação era de que cumpria agenda externa.

Cinco presos tomam posse

Cinco vereadores de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, tomaram posse dos respectivos cargos sob escolta da Polícia Federal (PF), em janeiro deste ano.

Já em Quedas do Iguaçu, no Sudoeste paranaense, o vereador reeleito Claudelei Torrente Lima (PT) tomou posse dentro da Penitenciária Industrial de Cascavel, onde estava preso.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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Governo diz que pagou débito; presos voltam a ser monitorados

O Governo do Estado do RN, em Nota à Imprensa emitida agora pela manhã, confirma parcialmente o que fora denunciado no dia passado pelo juiz das Execuções Penais em Natal, Henrique Baltazar, perante a Comissão Especial do Sistema Prisional na Assembleia Legislativa: centenas de condenados que usam tornozeleira eletrônica, estariam circulando sem rastreamento (veja AQUI).

Baltazar disse que o Governo do Estado não pagou à empresa que faz o monitoramento dos equipamentos e o serviço estaria suspenso, deixando os mais de 500 apenados sem monitoramento. ““A secretaria de Segurança não sabe o paradeiro dessas pessoas”, afirmou.

Mas hoje, após mais uma desgastante repercussão sobre o sistema prisional potiguar, o governo emite nota garantindo que tudo está sanado. Pagou à empresa terceirizada que faz esse serviço, mas nesse vácuo, o monitoramento continuou.

Leia abaixo:

NOTA À IMPRENSA

Sobre o monitoramento das tornozeleiras eletrônicas disponibilizadas aos presos do semi-aberto no Rio Grande do Norte, o Governo do Estado esclarece:

– O serviço já está funcionando normalmente desde as 20h desta quinta-feira (30) e o monitoramento sendo realizado através da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc);

– O pagamento foi regularizado ontem (30) com a empresa Spacecom, responsável pelos equipamentos e monitoramento 24h das tornozeleiras;

– O acesso online das forças de segurança do estado ao sistema foi bloqueado durante algumas horas da quinta-feira, mas a Spacecom permaneceu rastreando os equipamentos e recebendo notificações a partir da sede da empresa em Curitiba, Paraná. Ou seja, em nenhum momento os presos que utilizam os equipamentos ficaram sem monitoramento;

– A Sejuc e a Secretaria de Planejamento e Finanças (Seplan) fizeram um acordo com a empresa e os débitos dos meses de janeiro e fevereiro de 2017 serão regularizados nesta sexta-feira (31). Com relação aos meses pendentes de 2016, os valores serão pagos nos próximos dias.

– Ao todo, o contrato com a Spacecom disponibiliza 625 tornozeleiras eletrônicos para o sistema prisional do Rio Grande do Norte, mas estão ativas 489 unidades.

Nota do Blog – Se a denúncia não tivesse vindo a público, continuaríamos convivendo com essa multidão de condenados sem o pleno monitoramento?

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Governo não sabe paradeiro de mais de 500 bandidos

Diante dos deputados que compõem a Comissão Especial do Sistema Prisional na Assembleia Legislativa, o juiz titular da Vara de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar, fez revelações e comentários polêmicos sobre o setor.

Baltazar esteve em comissão (Foto: Eduardo Maia)

Foi hoje, quinta-feira (30), em mais uma etapa do trabalho de coleta de informações proposta pelo grupo.

Tornozeleiras

Sobre uso das tornozeleiras eletrônicas, o juiz Henrique Baltazar afirmou que o Governo do Estado não estaria pagando a empresa que faz o monitoramento dos equipamentos e o serviço estaria suspenso, deixando os mais de 500 apenados sem monitoramento. “A secretaria de Segurança não sabe o paradeiro dessas pessoas. Esse é mais um indicativo de porque vivemos com problemas na área de segurança”, alertou o deputado e presidente da Comissão, Kelps Lima (Solidariedade).

“Desativar Alcaçuz seria a repetição do erro cometido com a João Chaves, quando não existia um plano para absorver a população carcerária. Por outro lado, o problema das fugas em Alcaçuz está na técnica que foi escolhida para a sua construção. Visto que entre os túneis utilizados para fugas encontrados lá, existem verdadeiras cavernas que nunca desabaram. O problema maior é de gestão”, frisou.

Facções

O magistrado também disse que “Alcaçuz está controlada, mas o Estado não. Diferente do que é dito, o tráfico de drogas não é o motivo da violência. A violência é provocada pelas facções, pela força do crime organizado”. E acrescentou: “Hoje as facções atuam como verdadeiras multinacionais. Temos duas grandes facções em atuação no país e outras 23 menores que atuam como franquias”, explicou.

Saiba mais clicando AQUI.

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“Crise no sistema prisional não acabou, continua crítica”, diz juiz

Juiz das Execuções Penais, o magistrado Henrique Baltazar foi ouvido pela Rádio Cabugi do Seridó (Jardim do Seridó). Na pauta, questionamentos sobre sistema prisional, rebelião no Presídio Estadual de Alcaçuz (Nísia Floresta), segurança pública etc.

Baltazar: preocupação (Foto: Novo Jornal)

Acompanhe uma síntese dessa sabatina:

O senhor considera que Alcaçuz foi construída em terreno impróprio?

Henrique Baltazar – O problema de alcaçuz não é o terreno, quem conhece construção, faz terreno em cima de mangue, o terreno em si. Não é o problema e, sim, o gerenciamento.

Na sua opinião e considerando a sua responsabilidade de juiz de Execuções Penais por que o governo não sabe quantos morreram e quantos fugiram na rebelião de Alcaçuz? Até onde vai a sua responsabilidade neste quadro?

HB – Não foi feito um levantamento adequado para esse tipo de ambiente. Foi entregue uns corpos às famílias. Tem ainda dez cabeças sem saber onde estão os corpos. Que matemática é essa? Eu não entendo, eu creio que já esta na hora de divulgar corretamente os números de mortos. Eles falam é que não dá para identificar os corpos de quem são, como morreu, pelo estado que se encontra o corpo.

O senhor acredita que o problema de insegurança nos presídios do Rio Grande do Norte está superado ou poderão vir outras rebeliões?

HB – Não está superado, nem um pouco. O Governo enfrentou esse momento de crise, que essa crise momentânea foi resolvida, mas não acabou. Uma rebelião pode estar prevista para acontecer em quase todas as unidades prisionais do nosso Estado a qualquer momento. Pra mim, a situação continua critica, nós temos algumas cadeias que são extremamente preocupantes. Se o Governo não entender e intervier, colocar como prioridade a situação delas, vai explodir a qualquer momento uma nova crise.

Quais as suas sugestões para que a população não continue presa em suas casas e os bandidos soltos nas ruas?

HB -A primeira é que o Estado prenda, os presos, e em condições adequadas de segurança, para que eles fiquem presos. Essa é a primeira sugestão, depois disso  todo o sistema pode trabalhar melhor com presídios suficientes, para prender e manter eles presos, desde que o Estado possa controlar e com pessoal treinado, equipamento suficiente. Você veja o Espirito Santo, onde os policiais se recusaram a trabalhar, ficou uma situação terrível de se trabalhar, mas mesmo assim não houve problema nas unidades prisionais, ninguém escutou nada porque tem um bom sistema prisional. O sistema prisional é o primeiro suporte para que  a segurança possa funcionar.

Existem, em sua opinião, divergências entre o secretário da Justiça (SEJUC), o secretário de Segurança (SESED) e o Comando Geral da Polícia Militar na execução de suas tarefas?

HB – Olhe, isso é normal acontecer. Os pensamentos diferentes das autoridades, para resolver alguns problemas, não são anormais. O que precisa ter alguém que tome uma atitude mais correta e que essa prevaleça.

8 – O senhor, se convidado, aceitaria o desafio de comandar o sistema de segurança e prisional do estado, considerando a sua larga experiência na área?

HB – Um juiz de Direito não pode ocupar cargo no poder Executivo. Em alguns momentos e alguns Governos, eu já recebi convite para ocupar essas funções. Mas sempre continuarei disponível para ajudar pra sugerir, pra mostrar os problemas, e buscar soluções. Espero que o Estado escute o que estamos falando, para que depois não venham ocorrer problemas.

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Juiz não sabe fazer contas sobre mortos em Alcaçuz

Juiz das Execuções Penais, loquaz e sem rodeios em entrevistas, Henrique Baltazar polemizou novamente usando seu endereço na rede social Twitter. Hoje, fez as contas, as contas, mas confessou não entender o que é divulgado pelo Governo do RN sobre mortes no Presídio de Alcaçuz.

Irônico, o magistrado comentou que existe uma “matemática moderna” nas informações do Governo.

“Segundo os jornais são 22 identificados, mais 12 cabeças: 26. Estou ruim de aritmética. Ou é matemática moderna?”, comentou Henrique Baltazar.

Nota do Blog – Um mês após a rebelião e chacina no Presídio de Alcaçuz em Nísia Floresta, o Governo não sabe precisar realmente quantas pessoas estavam presas, quantas fugiram, quantas foram mortas. Mas está “tudo sob controle”. Saiu a lista de presos antes e depois da chacina? Não.

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Fraqueza de governantes fortalece facções criminosas

Desabafo do juiz de direito Henrique Baltazar, nas redes sociais, hoje:

– O desafio ao Estado por facções criminosos resulta da incompetência, covardia e escolha político-ideológica dos governantes.

– Nas últimas décadas optou-se por ter os criminosos como “vítimas da sociedade”. Essa foi a escolha político-ideológica no trato com criminosos.

– Opção ideológico, mais incompetência na gestão prisional, mais covardia dos governantes: “soberba” (sensação de superioridade dos criminosos).

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Por temor de suicídio, juiz atenua prisão de Gutson Reinaldo

O juiz da Vara de Execuções, Penais Henrique Baltazar Vilar dos Santos autorizou prisão domiciliar, por 60 dias, ao ex-diretor administrativo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Gutson Johnson Reinaldo Bezerra.

Gutson foi condenado a 17 anos e um mês de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, em decorrência da Operação Candeeiro, a qual apura desvios na ordem de R$ 19 milhões no Idema.

A decisão levou em conta o parecer favorável do Ministério Público para acatar o pedido da defesa que requereu prisão domiciliar em razão de sérios problemas psicológicos, “com risco iminente de suicídio.”

O juiz Henrique Baltazar concedeu a transferência ressaltando que, ao menos enquanto o apenado não se submete a exame pela Central de Perícias do TJRN, será necessário o uso de monitoramento eletrônico.

Enfermidade grave

Em sua decisão, o magistrado cita amparo na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que registra a possibilidade de “Concessão excepcional àqueles em regime não aberto nos casos em que eles mesmos padecem de grave enfermidade que exija cuidados médicos indispensáveis, mas impossíveis de ser ministrados no presídio em que se encontram”.

Na sexta-feira (16), a Câmara Criminal do TJRN havia apreciado e negado um pedido semelhante, apresentado pela defesa de Gutson Reinaldo.

Na ocasião, o desembargador Glauber Rêgo destacou em seu voto, que nas condições da demanda, seria “supressão de instância”, já que cabe ao Juízo de Execução tal decisão.

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Propostas para sistema prisional do estado são discutidas

O Governo do RN se reuniu na manhã desta terça-feira (30), na Procuradoria Geral de Justiça com representantes do Ministério Público, Tribunal de Justiça e outras instituições para debater propostas para o sistema prisional potiguar. Um dos temas foi o empréstimo de R$ 20 milhões do judiciário estadual para o Fundo Penitenciário (Fumpern).

O valor está sendo destinado para a construção de um novo presídio com 600 vagas no município de Afonso Bezerra. A proposta sugerida pelo MPRN ao Governo do Estado foi utilizar esse recurso para a construção de unidades prisionais de menor porte em diversas cidades.

“O governo entende que é necessária a união de forças para melhorar o sistema penitenciário. Recebemos a sugestão do Ministério Público sobre a regionalização das unidades prisionais e entendemos que o método é eficiente para o controle dos apenados. Porém, esses recursos do Tribunal de Justiça tem a previsão legal e destinação para a nova penitenciária. O poder executivo vai tentar viabilizar outros recursos para atender a proposta”, explicou a secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha.

Fundo Penitenciário

Outro ponto debatido entre as instituições foi a aplicação do Fundo Penitenciário. “É importante saber onde as multas estão sendo depositadas e acelerar a execução dos pagamentos das multas aplicadas aos condenados”, completou a secretária-chefe.

De acordo com Tatiana Mendes Cunha, o governo ainda se comprometeu em agilizar a tramitação do projeto de lei que prevê a liberação de recursos existentes em outros Fundos em favor da recuperação do sistema prisional.

Participaram da reunião os secretários estaduais da Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino; da Administração, Cristiano Feitosa; o adjunto da Segurança, Caio Bezerra; o Comandante Geral da Polícia Militar, Dancleiton Leite; o Delegado Geral da Polícia Civil, José Clayton de Souza; além do Procurador Geral de Justiça adjunto, Jovino Pereira Sobrinho; o Juiz de Execuções Penais, Henrique Baltazar; a coordenadora da Pastoral Carcerária, Guiomar Veras  e promotores do Ministério Publico.

Com informações da Assecom do Governo do Estado.

“Sindicato do Crime” desafia Governo do RN e o PCC

Do jornal O Estado de São Paulo

A facção que levou insegurança ao Rio Grande do Norte e fez com que homens do Exército e da Marinha ocupassem a capital, Natal, nasceu há três anos. O Sindicato RN faz parte de um novo fenômeno que autoridades do Norte e Nordeste vêm enfrentando: criminosos que se uniram como uma resistência ao crescimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) de São Paulo em seus Estados.

Em pouco mais de uma semana, o grupo fez 108 ataques, em 38 cidades, contra a instalação de bloqueadores de celular em penitenciárias do Estado. Ônibus deixaram de circular e o turismo foi afetado, em uma região conhecida por suas praias, dunas e outras belezas naturais.

Detentos fizeram motim em penitenciária de Parnamirim contra bloqueadores (Foto: reprodução)

As autoridades estimam em pelo menos mil os integrantes da facção. Ela surgiu na Penitenciária Alcaçuz, a maior do Estado, localizada em Nísia Floresta, e no Presídio Estadual de Parnamirim, na Grande Natal. “Começamos a ter notícia do Sindicato ao mesmo tempo nos dois presídios”, diz o juiz de execuções penais Henrique Baltazar.

PCC no RN

O magistrado conta que o PCC já tinha operações nos presídios do Estado desde 2010. Por meio de escutas telefônicas o Ministério Público Estadual estimava que a facção paulista tinha entre 200 e 300 integrantes nos presídios — para uma população carcerária de cerca de 8 mil detentos.

“Havia criminosos daqui que não gostavam do PCC, das normas rígidas de seu estatuto, e decidiram se organizar para fazer frente a eles. Mas não era nada levado muito a sério. Era, como se diz, um bando de ‘nóias’, drogados”, continua o juiz.

A coisa mudou em 2015, a medida em que traficantes e ladrões de banco mais organizados foram se juntando ao grupo. Em março, os integrantes do Sindicato organizaram uma rebelião nos dois presídios.

Mossoró

O motim se espalhou por outras cadeias do Estado e só se encerrou após uma negociação que incluiu mais respeito aos familiares dos presos nas visitas. Atrás das grades — que, aliás, já não existem no interior das cadeias, segundo o juiz –, o grupo passou a ser visto como vitorioso, e cresceu.

Na mesma rebelião, os potiguares do PCC se amotinaram no presídio de Mossoró, onde estavam concentrados. “Aconteceu que Mossoró foi o único em que o governo entrou na cadeia e acabou com a rebelião. Rapidamente. Eles ficaram desmoralizados”, diz o juiz.

Henrique vê avanço do "Sindicato" (Foto Ana Amaral)

O crescimento do Sindicato está relacionado, também, com suas associações. A facção precisou buscar outros fornecedores de drogas para alimentar seus negócios. E se associou, em uma espécie de cooperativa do crime, com outras facções regionais que surgiam como resposta ao domínio dos paulistas.

“Eles antes faziam negócios com o PCC no Paraná. Chegamos a interceptar teleconferências, feitas entre presos de três cadeias diferentes”, continua Baltazar. “Aí eles se associaram a outros grupos muito parecidos com eles, de outros Estados. Com os Amigos da Amazônia, com a Al-Qaeda, de Alagoas, e com o Comando Vermelho do Ceará. É assim que eles têm comprado drogas para abastecer o Estado”, afirma.

Mortes

O juiz faz as contas: diz que em 2014 havia 300 integrantes do PCC nas cadeias e 200 do Sindicato. Após a rebelião de 2015, o PCC terminou com 200 membros e o Sindicato, 1 mil. “Nesse crescimento, teve muito ‘suicídio’. Houve uns 30 casos de suicídio nas cadeias, que acompanhamos. Na verdade, o cara ‘era suicidado’ pelos companheiros.”

O secretário da Segurança Pública do Estado, general do Exército Ronaldo Cavalcanti Lundgreen, também afirma que a situação nos presídios foi uma das agravantes para a crise. Ele diz que somente com a abertura de mais vagas nos presídios é que as facções perderão forças. “A instalação dos bloqueadores foi só o fósforo riscado.”

“Governo entregou presídios a facções criminosas”, diz juiz

O juiz das Execuções Penais, Henrique Baltazar, foi entrevistado hoje à noite pelo Jornal das Seis da FM 96 do Natal. De novo, ele foi inquirido sobre o sistema prisional do Rio Grande do Norte:

“Governo lavou as mãos e entregou o controle dos presídios às facções criminosas que atuam no Rio Grande do Norte”, disse Baltazar sem qualquer rodeio.

Nada foi feito

– Os que fogem, voltam a cometer crimes ou vão pra outro estado, acrescentou na mesma entrevista.

Na opinião do magistrado, “tirando as ações do Ministério Público, contra as facções criminosas, o que foi feito? Nada. O Governo não fez nada”.

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Veja também mais informações sobre outra fuga em Alcaçuz (AQUI).

“O governo é o maior problema” do sistema prisional, diz juiz

Juiz das Execuções Penais do Natal, crítico ferrenho do modelo prisional brasileiro, especialista em Direito Processual Civil e Penal, além de MBA em Gestão Judiciária, Henrique Baltazar é nosso entrevistado na Série “Conversando com…“. Ele foi ouvido pelo repórter Magno César e apoio de Paulo Mello, da equipe da Rádio Cabugi do Seridó.

Henrique Baltazar diz que Robinson Faria tem tempo para fazer correções no sistema (Foto: Rodrigo Sena)

O judicante aborda sobretudo o problema da estrutura e gestão prisional no Rio Grande do Norte. Sem rodeios, ele afirma que “o governo é o maior problema” e não os marginais que ficam encarcerados em presídios e delegacias. Veja abaixo a íntegra dessa entrevisga:

1 – O senhor tem muitos problemas no exercício de juiz de execuções penais?

Os problemas são naturais em qualquer trabalho. Não é diferente das outras pessoas com características próprias de execução penal que é lidar com pessoas que são condenadas criminalmente.

2 – Quais as metas que o senhor não conseguiu alcançar nas execuções penais e por quê?

A maior foi realmente ter uma execução penal que funcione como a lei prevê.  Isso foi o maior desgosto de quase todos os juízes de execução penal de quase todo o Brasil. A causa é a inoperância do Estado, do poder executivo. No tocante ao judiciário, eu creio que consegui dar uma gestão diferente na Vara de Processos Penais de forma que nós colocamos a vara para funcionar de uma forma com erros naturais, mas com um número de erros muito pequenos. O problema é que não temos espaço, não temos estrutura. O estado não dá condições. O estado não tem desde prédios suficientes a agentes penitenciários passando por equipe técnicas que pudessem dar condições, como a lei diz: condições de reintegração social do apenado.

3 – Por que na sua opinião, o juiz Henrique Baltazar é considerado polêmico?

A polêmica é porque não fico escondendo as coisas. Eu prefiro dizer o que penso do que ficar em conversas só de bastidores.

4 – Sendo uma área que o senhor entende e conhece bem, quais os principais problemas e dificuldades que o senhor se depara no sistema prisional do estado?

O governo é o maior problema, não só o governo estadual como também o Governo Federal. O governo não consegue entender a necessidade do trabalho que precisa ser feito para execução penal. Os governos se amparam por esses discursos de ressocialização e não oferece condições, então o maior problema que nós enfrentamos é convencer os governos da grande responsabilidade na área da execução penal.

5 – O senhor é favorável a parceria com a iniciativa privada em relação aos maiores presídios do estado como pretende o Governo do Estado?

Sou. Eu conheço essas parcerias públicas privadas, visitei um presídio desse tipo lá no Paraná, no Espírito Santo e conversei com autoridades dessa área sobre o funcionamento.

6 – Os escalões superiores da justiça no Rio Grande do Norte apoiam as ações do juiz Henrique Baltazar?

Todas as ações que a gente toma como juiz às vezes o Tribunal concorda, às vezes discorda, mas nunca tive um problema mais sério. O Tribunal sabe que estou fazendo o que é possível fazer e lutando para que a coisa funcione. Eu realmente não posso dizer que exista resistência do Tribunal à forma como eu exerço meu trabalho.

7 – Na sua opinião, o que falta por parte do governo do estado, mais especificamente dos órgãos de segurança em relação à segurança pública e dos presídios?

O Governo do Estado precisa entender que o sistema penitenciário apesar de não ser um órgão oficialmente da segurança pública mas é um órgão de extrema importância para a segurança pública. E daí não adianta o governo exercer um trabalho destinado sem recursos para o policiamento ostensivo, para o policiamento repressivo, se ele não tem uma estrutura no sistema prisional que possa segurar os presos.

Não adianta você colocar a polícia na rua, prender centenas de pessoas e depois não saber onde colocar essas pessoas, e não adianta colocar um monte de gente nas prisões se não fizer um trabalho que possa dar condições para que essas pessoas possam voltar à vida social dignamente e se afastarem definitivamente da vida criminal, e até impedir que elas caso queiram retornem a essa vida criminal. Então, esse entendimento é que precisa ser visto.

8 – Por onde o senhor tem exercido a função de juiz é visível seu empenho em aplicar a lei de forma justa e clara. Isso tem lhe trazido alguns dissabores? Quais?

Incompreensão sempre tem. Em todas as comarcas que trabalhei, a maior parte da população tem mostrado apoio ao meu trabalho como juiz. Sempre joguei limpo, sempre joguei claro, tanto que nunca me recusei a receber imprensa, sempre discuti claramente com a imprensa, sempre foi claro meu relacionamento. Sempre coloco como exemplo o que aconteceu quando cheguei em Caicó,  na época o saudoso F. Gomes (repórter assassinado), eu fui ao programa dele na rádio por que havia sido lido uma reportagem que me denegria. Chegando lá ele estava visivelmente nervoso e antes de começar ele perguntou o que é que posso perguntar? O que você quiser.

Sou um servidor público, não faço nada escondido. Pode perguntar o que você quiser sobre o meu trabalho. E aí ele perguntou o que quis e nos tornamos amigos e nunca me recusei a responder coisa alguma. Sempre joguei claro com a sociedade sobre meu trabalho. Quanto ao trabalho de juiz, o mais interessante é que qualquer decisão que eu tome pode ser contestada e a pessoa ter os seus canais na busca e recorrer ao Tribunal de Justiça para tentar modificar a decisão que eu tenha tomado. Então isso me deixa muito tranquilo para exercer o meu trabalho.

9 – O senhor há poucos dias disse à imprensa que é favorável ao cidadão manter armas em casa para defender sua família. Na sua opinião bandido bom é bandido morto, desde que em defesa da família e seu patrimônio?

É o bandido preso cumprindo a pena que ele devia cumprir. A legítima defesa, porém ela está prevista na Constituição. Eu entendo que o cidadão deve ter a casa inviolada do indivíduo, a Constituição já diz isso. O cidadão tem que ter o direito de defender sua casa e sua família. Eu defendo que o estatuto do desarmamento seja flexibilizado, seja diminuída tanta resistência para que a pessoa possa ter uma arma em casa para defender sua casa, ou seu negócio, seu trabalho do ataque de criminosos.

Quanto ao porte de arma que as pessoas às vezes confundem com a possibilidade de ter uma arma em casa com o posse de arma, não quando você defende que o cidadão possa ter uma arma está querendo que seja um filme de faroeste que as pessoas andem com um revólver na cintura. Eu nunca afirmei isso, eu acho até que mais algumas categorias do que hoje devem ter a possibilidade de ter um porte de arma. Então eu defendo regras claras para que se diga o que é necessidade e o que não é necessidade e seja mais flexibilizado esse tipo de regra, e que todo cidadão possa sim, se não tem procedimento criminal, se nunca respondeu uma ação penal, se nunca cometeu nenhum crime antes ou nunca foi levado à justiça por prática de crime, ele possa sim ter sua arma em casa para defender a sua pessoa, seus familiares, seu patrimônio do ataque de indivíduos.

10 – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu recentemente que policias e delegados após aposentadorias ficam proibidos de portar armas. O senhor não considera que um policial após passar anos e anos perseguindo e prendendo bandidos e viciados ficam totalmente desprotegidos sem portar uma arma após aposentadoria?

Essa decisão foi do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Eu acho uma decisão equivocada. O nosso porte, o meu, dos policiais é chamado “porte funcional”. A gente não precisa de todas aquelas exigências da Polícia Federal para poder ter o porte de arma. O que a decisão do STJ fez, foi dizer que no momento que o cidadão se aposentou deixou de ter a prerrogativa do cargo e aí para isso ele pode ter o porte de arma, mais submetido a toda via crucis que os demais cidadãos têm para ter um porte de arma junto a Polícia Federal. É um equívoco nessa decisão, eu penso completamente diferente.

O cidadão policial, juiz, promotor, agente penitenciário, que passou a vida toda enfrentando criminosos, julgando criminosos, acusando criminosos, esse cidadão teria que ter mais respeito do estado brasileiro. O STJ só fez uma interpretação da lei. É um absurdo que a lei brasileira faça isso, retire do cidadão o direito de se defender. É inadmissível o governo brasileiro tem feito nos últimos quinze anos, que é tentar retirar do cidadão o direito de se defender, dificultar a ação das autoridades policiais e colocando mais facilidade para a ação do criminoso e ninguém nota que esse tipo de coisa é um dos fatores que tem aumentado a criminalidade no Brasil.

11 – Qual a avaliação que senhor faz do Governo Robinson Faria em relação ao combate a criminalidade e as fugas de presídios?

Mais discurso do que ação. Ele tem razão quando afirma que pegou uma herança ruim. O Estado estava numa situação ruim nessa área, mas ele era o vice-governador no governo anterior, então ele conhecia a situação do Estado quando assumiu e tinha que ter-se preparado para isso, até porque um dos fortes discursos que o governador usou na sua campanha foi o da segurança. Infelizmente, apesar desse discurso ele não soube principalmente ouvir as pessoas certas. Mas ele só tem um ano de governo e tem muito tempo para corrigir isso aí.

Casa de juiz sofre tentativa de assalto; reação é à bala

G1 RN

Criminosos tentaram assaltar a casa do juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos, titular da Vara de Execuções Penais de Natal, na noite desta terça-feira (19).

A família mora na Zona Sul da capital potiguar. O juiz não estava em casa, mas informou que um de seus filhos reagiu e houve troca de tiros.

A tentativa de assalto aconteceu por volta das 19h. Uma veterinária estava saindo da residência quando foi rendida por cinco criminosos. De acordo com o juiz, os assaltantes forçaram a mulher a pedir para entrar novamente na casa. Um dos filhos de Baltazar viu o grupo pelas câmeras de segurança e pegou uma arma.

O filho do juiz percebeu a ação criminosa e reagiu. Houve troca de tiros e a quadrilha fugiu. Estilhaços atingiram um amigo da família que estava no local, mas ele não teve ferimentos graves.

Ex-governador do RN é transferido para cela na Zona Norte

Por Saulo de Castro (Portal Noar)

O ex-governador Fenando Freire foi transferido nesta quarta-feira (9) para uma unidade prisional militar, localizada no mesmo terreno onde funciona a sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), localizado na zona Norte de Natal.

Freire: prisão desde julho (Foto: reprodução)

Fernando Freire estava sob custódia no quartel da Polícia Militar. A transferência foi uma determinação do Juiz Henrique Baltazar, titular da Vara de Execuções Penais.

Local adequado

Na determinação, o magistrado alegou que o comando da PM não era um local adequado para custodiar o ex-governador.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (Sesed), Fernando Freire está em uma cela separada, sem regalarias, seguindo as mesmas condições em que estava, enquanto permaneceu no comando da PM.

O ex-governador está preso desde o fim de julho. Ele foi capturado no Rio de Janeiro. Transferido para o RN em seguida e está à disposição da Justiça.

Juiz diz que Estado perdeu controle do sistema prisional

Baltazar: facções mandam (Foto: Jurinews)

“O Estado não controla mais a parte interna dos presídios”, afirmou hoje ao Bom dia RN, da InterTV Cabugi, o juiz Henrique Baltazar, das Execuções Penais.

Destacou, que “o estado não admitia a existência das facções criminosas,” mas agora reconhece o problema e separa os presos conforme a facção, perdendo o controle dos presídios.

Quem decide

Para o magistrado, agora são os presos que praticamente decidem quem deve ser preso ou não em cada presídio.

Este ano, já houve registro de 20 mortes de presos em presídios do Rio Grande do Norte e incontáveis fugas e tentativas frustradas.

Secretário dá resposta a juiz de Execuções Penais

Do Blog de Túlio Lemos

O secretário estadual de Justiça e Cidadania, Edilson França, respondeu na noite de hoje (21), em entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM, ao juiz de Execuções Penais, Henrique Baltazar. O magistrado afirmou que o Governo resistiu por muitos anos reconhecer que o PCC e o Sindicato do RN estão presentes nos presídios potiguares.

“Henrique Baltazar diz algumas coisas que eu não concordo nos comentários dele. É um bom comentarista penitenciário e os comentários dele eu sempre… Desprezo. Alguns. Mas ele tem razão. Existe, realmente”, afirmou o secretário, dando uma cutucada no magistrado, que tem criticado rotineiramente a gestão prisional do Estado.

“Nunca vou deixar de reconhecer que existe. No Brasil todo o PCC está dentro dos presídios. E aqui no RN houve uma reação de formar o Sindicato do RN”, acrescentou Edilson França.

Juiz desabafa e diz que “nada melhora” no sistema prisional

O juiz de direito com atuação na Vara de Execuções Penais, Henrique Baltazar, fez relato hoje pela manhã de nova inspeção em unidades prisionais do Natal. O cenário descrito contrasta com discursos do governismo estadual, segundo ele.

Baltazar: palavras duras (Foto: Jurinews)

“Terminando inspeção mensal em presídios de Natal: situação piora a cada mês em razão da omissão do Governo do RN”, afirmou.

Segundo relato de Baltazar, utilizando endereço próprio em rede social da Internet, “192 presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Zona Norte, onde cabem 90; 142 no Potengi, mas cabem 80; 404 no Raimundo Nonato, com capacidade para 215.”

Cenário de horror

Ele acrescentou descrição do cenário de horror: “Fossas estouradas, sujeira, superlotação, insuficiência de servidores, ausência de equipe técnica… Nada melhora, apesar dos discursos”.

E teve mais:

– Pior são os serviços de recuperação e melhoria física, em geral incompletos. Começaram várias e quase nada terminado”.

Mesmo em meio a tanta dificuldades e retrocesso, o judicante não tira méritos de quem – em sua ótica – os têm.

“Impõe-se reconhecer os esforços do dr Edilson França, secretário da Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado), em buscar soluções. Mas ele precisa do apoio do governador (Robinson Faria-PSD)”, alertou.

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Deputado alerta para novas fugas em Alcaçuz

O deputado Kelps Lima (SDD) fez um alerta ao Governo do Estado, durante sessão plenária nesta terça-feira (19), sobre a possibilidade de novas fugas no presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta. De acordo com o parlamentar, as informações são do juiz titular da Vara de Execução Penais de Natal, Henrique Baltazar.

“Em diálogo com o juiz, fui informado sobre a existência de um relatório elaborado pelo Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) relatando sobre a quebra dos muros internos dos pavilhões do presídio de Alcaçuz e a possibilidade de novas fugas envolvendo reféns”, disse Kelps.

Sugestão

O parlamentar fez uma sugestão para que o Executivo estadual se reúna com o juiz e com o BPChoque no intuito de adotar as medidas necessárias para conter as possíveis fugas e a quebra dos muros da unidade prisional.

“Faço o alerta na expectativa que, dessa vez, o Governo tome as providências cabíveis, haja vista que os alertas iniciais não surtiram efeito. Uma nova fuga em massa, além de trazer insegurança à população, decreta o absoluto colapso do sistema prisional do Estado”, declarou o deputado.

Com informações da AL.

Curso de Ciências Criminais Integrais será realizado em Natal

A “Bulhões – Centro de Estudos Jurídicos”, com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Norte (OAB/RN), realiza a partir do dia 30 de maio, a segunda edição do Curso de Ciências Criminais Integrais. Com carga horária de 100 horas-aula e duração de seis meses, o curso irá reunir os melhores criminalistas do Estado.

Nesta edição, o Curso de Ciências Criminais Integrais se propõe a aprofundar a discussão, no Rio Grande do Norte, das ciências criminais em geral (e dos temas correlatos como Segurança Pública, Sistema Prisional, Polícia, Justiça Criminal etc), por meio de um olhar reflexivo que permita aos participantes acompanhar as evoluções doutrinárias em cada uma das disciplinas, observando os acertos e erros de cada teoria/momento/escola/instituto.

Também irá permitir a formação de um pensamento pessoal e individualizado de uma forma crítica que permita um olhar diferenciado da realidade atual que estamos atravessando, onde se trata claramente de uma grave crise, em vários sentidos.

Os palestrantes serão os juízes de direito do TJ/RN, Dr. Fábio Ataíde (Criminologia) e Dra. Keity de Saboya (Direito Penal); O juíz titular da Vara de Execuções Penais de Natal, Dr. Henrique Baltazar (Execução Penal); O Procurador de Justiça e atual Corregedor do Ministério Público do RN, Dr. Paulo Leão (Processo Penal) e o conceituado advogado criminalista, Dr. Flaviano Gama (Prática em Processo Penal).

As aulas acontecerão aos sábados, quinzenalmente, do dia 30/05 à 07/11, das 9h às 12h e das 13h às 16h, no auditório da sede da OAB/RN, na Ribeira. Os participantes receberão um certificado de 100 horas-aula, ao final do evento.

O investimento é de seis parcelas de R$150 para jovens advogados ou estudantes ou R$800 à vista. Para os demais profissionais, os valores serão dobrados (sendo importante salientar, que em razão de vários pedidos, a organização resolveu conceder o parcelamento em até 12x no cartão para todas as categorias profissionais).

As inscrições podem ser realizadas no PittsBurg (Av. Prudente de Morais) ou nas lojas A Graciosa (Midway, Natal Shopping e Praia Shopping).

Mais informações pelo telefone (84) 8887-0880 ou pelo Facebook “Curso de Ciências Criminais Integrais”, pelo Instagram “Curso de Ciências Criminais”, ou ainda pelo e-mail cienciascriminaisintegrais@gmail.com.

Juiz diz que situação de inseguraça “vai piorar e muito”

Por Daniela Freire (O Jornal de Hoje)

O juiz de Execuções Penais Henrique Baltazar publicou nas redes sociais que havia alertado pessoalmente ao governador Robinson Faria sobre a possibilidade de uma fuga iminente em Alcaçuz.

Em sua página no Facebook, hoje, ele escreveu:

“Mais uma vez acontece o que eu avisei que aconteceria. Neste caso, avisei diretamente ao governador Robinson, além de ter dito nas redes sociais. E se o governo do RN continuar com a mesma política de segurança a situação vai piorar.”

“Vou repetir: o Estado não controla o interior dos presídios. Não basta reconstruir vagarosamente o que foi destruído. Ou o governo age com mais coragem e vontade, ou a situação de insegurança dos potiguares vai piorar e muito. Os problemas do sistema prisional repercutem em muito na segurança pública. Discurso não resolve o problema da insegurança pública. São necessárias ações”.

Joaquim Barbosa faz visita à Penitenciária de Alcaçuz

Do portal G1

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, chegou à penitenciária estadual de Alcaçuz, maior unidade prisional do Rio Grande do Norte, às 14h30 desta sexta-feira (19). O ministro estava acompanhado do juiz de Execuções Penais do RN, Henrique Baltazar, e da diretora do presídio, Dinorá Simas.

A comitiva visitou o pavilhão 2 da unidade.

Barbosa evitou qualquer comentário (Foto Fernanda Zauli)

“A visita durou 15 minutos. Ele não chegou a conversar com os detentos. Eles gritaram pedindo ajuda, mas o ministro não respondeu nada. Apenas olhou tudo. Foram mostradas para ele as infiltrações, os vasos sanitários quebrados, os problemas em geral. Ele apenas observou sem dar uma palavra”, resumiu Dinorá.

Aprovados no concurso de 2008 para agentes penitenciários foram à Alcaçuz para protestar, já que ainda não foram chamados para assumir o cargo.

“A gente já fez exames médicos e físicos. Agora só falta o curso de formação para assumir o cargo. Fizemos as provas em 2008 e o concurso foi homologado em 2010. Deveria ter vencido em 2012, mas foi prorrogado para 2014”, expôs Jarbas Targino, presidente do conselho dos aprovados em concurso público para agentes penitenciários.

Saiba mais AQUI.

Nota do Blog – Conceituada publicação norte-americana considerou Joaquim Barbosa como um dos 100 homens mais influentes do Mundo.

Tudo bem, mas ele não pode tudo.

Tribunal escolherá lista para novo desembargador

O Pleno do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) definiu, na sessão de hoje (27), o dia 17 de abril como a data em que ocorrerá a votação para que sejam escolhidos os nomes dos juízes que formarão a lista tríplice para concorrer a vaga de desembargador, que está em aberto com a aposentadoria compulsória do desembargador Rafael Godeiro, que aconteceu no dia 1º de fevereiro.

A promoção que escolherá o novo integrante da Corte Potiguar de Justiça seguirá o critério de merecimento.

As inscrições dos magistrados foram encerraradas no dia 18 de fevereiro e eram feitas no próprio Tribunal de Justiça, por meio de requerimento dirigido à Presidência.

Para a apuração do merecimento, o juiz precisa ter dois anos de exercício na 3ª Entrância (a mais alta no 1º grau de jurisdição) e integrar a primeira quinta parte da lista de antiguidade entre os concorrentes.

Com informações do TJRN.

Veja abaixo, a lista dos que concorrem ao cargo de desembargador:

• Ada Maria da Cunha Galvão
• Carmen Verônica Calafange
• Cícero Martins de Macedo Filho
• Cornélio Alves de Azevedo Neto
• Eustáquio José Freire de Farias
• Francimar Dias Araújo da Silva
• Francisco Seráphico da Nóbrega Coutinho
• Gustavo Henrique Silveira Silva
• Henrique Baltazar Vilar dos Santos
• Ibanez Monteiro da Silva
• Jarbas Antônio da Silva Bezerra
• João Batista da Silva
• Jorge Carlos Meira Silva
• José Dantas de Paiva
• Maria Neize de Andrade Fernandes