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Livro tem novos fatos que enriquecem invasão de Lampião e seu bando

Alendes aprofunda pesquisa com base científica, como fontes primárias à sua obra (Foto: divulgação)
Alendes aprofunda pesquisa com base científica, como fontes primárias à sua obra (Foto: divulgação)

Após o sucesso de vendas da primeira edição, lançada em 2021, o historiador, professor e servidor público estadual, Luan Alendes Ferreira Batista, acrescentou novas informações e lançou a 2ª Edição do livro “Lampião em Boa Esperança.” O topônimo é o atual município de Antônio Martins, no Oeste do RN.

O livro é um trabalho de pesquisa historiográfica que traz à tona mais uma vez os acontecimentos da ocupação de Boa Esperança por Lampião e seu bando sanguinário.

“Na marcha de Lampião para chegar em Mossoró (alvo principal), nenhum lugarejo sofreu mais do que Boa Esperança, literalmente saqueado, com cangaceiros se apossando de tudo e de todos, fatos que essa obra imortaliza em letras garrafais e transmite agora de geração para geração”, destaca o advogado César Carlos de Amorim, que escreveu apresentação na contracapa da 2ª edição da obra.

Lampião em Boa Esperança trata-se de pesquisa séria, que vem contribuir significativamente com a história local e regional, trazendo novas e ricas informações. Detalha a sequência dos fatos ocorridos em 11 de junho de 1927, dois dias antes dos cangaceiros invadirem Mossoró.

A obra desnuda fatos extremamente interessantes de personagens de Boa Esperança no trato com os bandidos, dentre eles, a coragem da Dona Rosina Novaes, que em determinado momento fez parar o ataque à vila; a astúcia de seu esposo, Augusto Nunes, a capacidade de diálogo de Justino Ferreira e a facada de Jararaca em pessoa por nome de Vicente Lira, personagens reais que sentiram na pele o terrível ataque do bando.

Reservas da obra podem ser feitas pelo telefone / WhatsApp (84) 99942-7195

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Livro mostra nova configuração da luta pelo voto

Reprodução de convite
Reprodução de convite

O livro “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, do escritor e historiador Sérgio Trindade, sócio do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN), será lançado na próxima edição da Quinta Cultural. Acontecerá na quinta-feira (29), no Salão Nobre da instituição, em Natal. A partir das 17h, o autor ministra uma palestra sobre o tema abordado no livro e às 18h inicia uma sessão de autógrafos para os leitores e espectadores presentes.

O livro é um documento elucidativo sobre o cenário político e eleitoral recente no Rio Grande do Norte.  

A obra foi editada sob o selo da Escribas Editora, que tem 20 anos de atuação no mercado. É o segundo livro do autor Sérgio Trindade. Segundo Carlos Fialho, editor à frente da Escribas, foi dado ao trabalho um tratamento estético à altura da excelência do seu conteúdo.

Trabalho minucioso

Sérgio Trindade fez um minucioso estudo no qual expõe como os tempos vividos em décadas recentes mudou a configuração do tradicional “coronelismo”, termo popularmente usado para designar influências externas, muitas vezes com ênfase e força, sobre a decisão de voto dos eleitores, sobretudo das camadas mais populares. A pesquisa traz dados obtidos a partir de comunicadores que souberam usar os meios de massa nos quais estavam inseridos para obter vitórias eleitorais expressivas. 

Na orelha do livro, o jornalista Rubens Lemos Filho declara “No Brasil, a democracia da mídia pertence aos interesses dos donos de veículos de comunicação social e Sérgio Trindade atira na mira.” 

O autor

O autor é um escritor e historiador natalense, graduado em História e mestre em Ciências Sociais, ambos pela Univer­sidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Também possui doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Mi­nho (UMinho-Portugal).

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Cangaço no RN – A fantasiosa “estória do gato vermelho”

Por Marcos PintoCangaço - ilustação do Brasil paralelo

A envolvente história do cangaço lampionesco encontra-se repleta de fatos referenciais que não resistem ao mínimo cotejo com a realidade existente à época do protagonismo. A análise sucinta capta o cenário redimido, mesmo permanecendo no imaginário popular as falácias, o engodo, a débil transfiguração das elites egoístas e predatórias.

Antes de consolidar-se como historiador, o admirável caraubense Raimundo Soares de Brito cerrara fileira política seguindo fervorosamente as hostes partidárias comandadas pelos truculentos irmãos Benedito e Quinca Saldanha, proprietários da Fazenda “Setúbal” no município de Caraúbas. Antes, residiram no município de Brejo do Cruz, onde Quinca era dono da Fazenda “Amazonas”.

Benedito era dono da Fazenda “Várzea Grande”, encravada no município de Limoeiro do Norte-CE, isto já no ano de 1923. Observe-se que o ainda pouco conhecido cangaceiro Massilon Leite/Massilon Benevides cometeu crime de homicídio na feira de Belém do Brejo do Cruz -PB, no ano de 1923, matando um fiscal de feira. Daí, passou a protegido dos irmãos Quinca e Benedito. Acabou sendo acolhido na casa da Fazenda de Benedito, no Vale do Jaguaribe.

Em 1926, Massilon ataca a cidade de Brejo do Cruz na Paraíba, onde mata Manuel Paulino de Morais, Dr. Augusto Resende (juiz municipal) e fere Dr.Minervino de Almeida, o “Joca Dutra (juiz municipal) e Severino Elias (telegrafista). O Quinca Saldanha aparece como um dos autores intelectuais.

No início de Maio de 1927, Lampião encontrava-se “acoitado “ na , Fazenda “Bálsamo”, pertencente ao Décio Holanda, genro de Tilon, quando deu-se o encontro com o cangaceiro Massilon, protegido dos Saldanhas, Quinca e Benedito, ocasião em que Décio entregou duas mil balas de fuzil para serem usadas no ataque a Mossoró.

Ainda na fazenda de Décio Holanda, este informou ao Lampião que o Massilon era cabra de confiança e protegido dos Saldanhas. Acrescentou que o Massilon vivia homiziado vezes em Caraúbas com o seu padrinho Quinca, e ainda no Ceará, na fazenda de Benedito Saldanha.

Reportando a estória

Valendo-se da sua consagrada fama de historiador, Raimundo Soares de Brito (Raibrito) forjou a esdrúxula “estória do gato vermelho”, disseminando-a no imaginário popular como um fato histórico verossímil concreto. Observe-se que durante o mês de maio de 1927 o convívio diário de Lampião com o Massilon o fez usufruir da estreita amizade dos Saldanhas com o Décio Holanda e o Massilon, descartando-se desde logo qualquer investida a Caraúbas, onde predominava a liderança política dos irmãos Saldanhas.

Certa vez, indaguei ao historiador Raibrito, se ele sabia informar o nome do informante que, supostamente presenciara e ouvira o Lampião afirmar, quando se encontrava no sítio “Santana Várzea do Apodi”, que “não atacaria Caraúbas porque lá tinha o gato vermelho”. O historiador esboçou um sorriso e disse desconhecer qualquer informação sobre essa versão.

Confrontando com a realidade histórica, esta estória morre à míngua de veracidade. Não passa de “resto”, sobrevivência anacrônica e ridícula no imaginário popular, “silêncio” cuidadosamente mantido ou simples ruído ocultado no silêncio.

Em verdade, individualmente os irmãos Quinca e Benedito nunca foram valentes. Quando Benedito exercia o cargo de prefeito nomeado do Apodi, no ano de 1933, teve uma conversa áspera com o famoso temido apodiense Joaquim Ferreira Lima (Quinca Amarelo). Esse puxou de sua faca e chamou Benedito para o embate físico, que preferiu se esquivar, resmungando estridentemente.

Todas as análises acuradas conduzem à certeza irredutível de que os Saldanhas só tinham coragem quando se faziam acompanhar da sua jagunçada, espécie de milícia particular. Ressalte-se que esses jagunços eram acoitados em Caraúbas (na Fazenda Setúbal) e na zona rural de Limoeiro do Norte-CE (Fazenda Várzea Grande).

À luz dos jornais das décadas de 20 e 30 (1920-1939) constata-se a existência de três grupos de jagunços/cangaceiros. Era a milícia particular dos Saldanhas, a de Décio Holanda (genro de Tilon Gurgel) acoitada no “Brejo do Apodi” até maio de 1925 quando foi expulsa por um contingente policial do Estado comandado pelo Tenente Napoleão Agra. O episódio é conhecido como “O fogo de Pedra de Abelhas”, objeto de publicação de plaquete pela coleção mossoroense, de nossa autoria.

O terceiro grupo de jagunços pertencia ao virulento Balthazar Meireles, acoitado em sua fazenda situada no município de Luis Gomes. Existiam dois subgrupos esporádicos, pertencentes a Juvêncio Barreto, que os acoitava em sua Fazenda “Unha de gato” à época município de Apodi, e depois ao município de Itaú-RN.

Vez por outra este subgrupo  atrelava-se aos grupos dos Saldanhas e do Décio Holanda. O outro subgrupo pertencia ao sr. Joaquim Cirilo de Andrade, com várias incursões criminosas nos sertões do Vale Jaguaribano, conforme consta nos jornais do RN e do Ceará.

Há uma curiosidade reinante nesses grupos armados, concernente ao fato de que alguns donos dessas milícias aproveitavam o gasto no acoitamento desses elementos criminosos utilizando-os na lida do campo, quer seja na agricultura ou na pecuária extensiva. Os mais afoitos e ousados eram eliminados sumariamente como queima de arquivo e sepultados nas caatingas de suas fazendas.

Inté.

Marcos Pinto é advogado e escritor

*Ilustração da postagem do Brasil Paralelo

Caminhada Histórica de Mossoró acontecerá nesse sábado

A história de Mossoró será contada de uma maneira diferente neste sábado, 03 de dezembro, com a realização da Caminhada Histórica de Mossoró.

Praça da Redenção e Biblioteca Ney Pontes Duarte (Foto: divulgação)
Praça da Redenção e Biblioteca Ney Pontes Duarte (Foto: divulgação)

Com os pés no presente, através do passeio por diferentes locais, suas praças, prédios e monumentos, a história e os feitos do passado dos mossoroenses serão contados e destacados de um jeito lúdico, divertido e marcante. O percurso tem paradas em locais como a Praça da Redenção, Biblioteca Ney Pontes Duarte, Museu Lauro da Escóssia, Loja Maçônica 24 de Junho, Catedral de Santa Luzia, Estação das Artes e mais dez pontos históricos.

“Nesse percurso de caminhada os participantes poderão se surpreender com histórias já conhecidas e também por outras bem curiosas, que as pesquisas realizadas na literatura histórica revelaram. A pé os monumentos deixam de ser velhos pois com a História eles são mais presentes do que se imagina. É um passeio imperdível para toda a família”, ressalta Alexandre Rocha, historiador que elaborou o percurso desta caminhada.

Para participar dessa caminhada basta agir com solidariedade e doar 2kg de alimentos  não perecíveis na loja na DCell (centro) em troca do voucher para retirar o kit da caminhada a partir das 14h, no ponto de troca que será instalado no dia 03, nas proximidades da Catedral de Santa Luzia. A organização recomenda ao participante chegar cedo para fazer a retirada do seu kit com tranquilidade.

A realização da Caminhada Histórica de Mossoró é uma iniciativa da Viva Promoções com patrocínio do Governo do Estado do RN através da Lei Câmara Cascudo, apoio da Prefeitura de Mossoró, Tchê Restaurante e incentivado por empresas como SolarBR Coca-Cola, Água Crystal, Sadio Condimentos e Riograndense Distribuidora.

Caminhada Histórica

Quando – Dia 03 de dezembro, sábado à partir das 16h

Ponto de partida: Catedral e Praça Vigário Antônio Joaquim

Participação aberta ao público – Para ter acesso ao kit da caminhada composto de camiseta e guia histórico, é só doar 2kg de alimentos não perecíveis

Percurso 

1 – Catedral de Santa Luzia

2 – Estátua Dix-Sept Rosado

3 – Praça Vigário Antônio Joaquim

4 – Biblioteca Municipal Ney Pontes

5 – Praça da Redenção

6 – Estátua da Liberdade

7 – Loja Maçônica “24 de Junho”

8 – Museu Lauro da Escóssia

9 – Câmara Municipal de Mossoró

10 – Estação das Artes Eliseu Ventania

11 – Igreja de São Vicente

12 – Palácio da Resistência

13 – Residência do Industrial Antonio Floriano de Almeida

14 – Corredor Cultural

15 – Memorial da Resistência

16 – Teatro Municipal Dix-huit Rosado

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Deífilo Gurgel, uma palestra para lembrar alguém muito especial

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) promove a próxima edição da Quinta Cultural no dia 20 de outubro. O evento, que oferece palestras e diálogos sobre temas históricos variados, traz desta vez a palestra “Deífilo, amigo de Deus e de todos”, ministrada por Alexandre Gurgel, jornalista e sócio do IHGRN.

Imagem de Maria Simões
Imagem de Maria Simões

O evento, que é aberto para o público geral, ocorre às quintas-feiras, no Salão Nobre do Instituto. A palestra tem início às 17h e tem capacidade para 50 pessoas, não sendo necessária inscrição prévia.

A edição homenageia a figura de Deífilo Gurgel, folclorista areia-branquense falecido há 10 anos. Também foi advogado, professor universitário, administrador público, antropólogo, poeta e historiador, tendo se tornado um dos principais nomes da cultura local.

Sobre o palestrante

Alexandre Gurgel é jornalista, escritor e poeta. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), organizou o livro “Autorretrato do Poeta”, obra que reúne poemas inéditos do folclorista. A obra conta, inclusive, com 25 poemas de autoria de Alexandre Gurgel, dedicados a Deífilo Gurgel, seu pai.

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Sir Karl Raimund Popper

Por Honório de Medeiros

Karl Raimund Popper (Foto: Web)
Karl Raimund Popper (Foto: Web)

Sir Karl Raimund Popper (Viena, 28 de julho de 1902 — Londres, 17 de setembro de 1994) foi, na minha opinião, o maior filósofo do século XX. Levo em consideração, para pensar assim, a importância de sua obra.

Matemático, físico, lógico, filósofo da ciência e filósofo político, historiador, músico, tradutor, um polímata, enfim, provavelmente o último, dado o crescimento avassalador do conhecimento após o epifenômeno da computação, que lhe foi praticamente posterior.

É muito difícil aquilatar o tamanho de sua contribuição intelectual, construído no embate contra a metafísica, o marxismo, positivismo e a psicanálise, mas, também, no estudo da relação entre teoria da evolução e epistemologia.

Suas análises de Platão e Parmênides são, no mínimo, monumentais: para tal, dominou o grego arcaico.

De sua vasta obra, talvez os mais impactantes livros sejam The Logic of Scientific Discovery, A Sociedade Aberta e seus Inimigos, Conhecimento Objetivo: uma abordagem evolucionária, Lógica das Ciências Sociais, Conjecturas e Refutações (o progresso do conhecimento científico) e, post mortem, O Mundo de Parmênides: ensaios sobre o iluminismo pré-socrático.

Creio ter sido Sir Karl Popper o último dos grandes, e o maior de todos.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Exposição Virtual lembra os 100 anos de “Raibrito”

Há 100 anos nascia o primogênito de uma família potiguar: Raimundo Soares de Brito. Na cidade de Caraúbas, cresceu, conheceu o Oeste Potiguar, trabalhou nas capitais alencarina e do RN.

O Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) inscreveu-se como historiador, escritor e colecionador de História.

Na oportunidade do centenário de seu nascimento, organizamos a Exposição Virtual “Raibrito, um observador do cotidiano”, para celebrar o homem, o pesquisador e sua contribuição à cultura norte-rio-grandense.

A exposição, pensada inicialmente nos seus moldes tradicionais, em razão do isolamento social em vigor, adquiriu o formato virtual.

As páginas que antes foram pensadas como painéis, agora podem ser visualizadas pelo celular ou computador, sendo essa ferramenta que permite uma visão mais abrangente das páginas.

Nesta quinta-feira (23 de abril), data do nascimento de Raibrito, a Exposição passa a ser disponibilizada pelo endereço www.raibrito.com.br.

Visite e conheça um pouco da história deste caraubense, cujo legado engrandece a cultura potiguar.

Nota do Blog – Tudo que for feito para manter viva a memória e o trabalho hercúleo que foi realizado por Raimundo, merece aplausos. Conheci-o, visitei sua hemeroteca que era instalada em sua própria casa. Quanto zelo por nossa história.

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Entre a cruz e a espada – Genealogia indígena potiguar

Por Marcos Pinto

A sistemática  e  truculenta  colonização  e  povoamento  dos  ermos  sertões  potiguares  traz  em  seus  anais  históricos  a  detestável   configuração  eivada  de  interesses  escusos, de ordem  econômica  da  Corte  portuguesa. Nesta singularidade, sobeja a  ostensiva  participação  da  religião  católica  entremeando   a  sua  emblemática  e  poderosa  cruz, protagonizando  acentuada  conivência  voluntariosa  diante  as  atrocidades  cometidas  pelas  incursões  exploradoras, geralmente  de cunho  militar  e  exterminador  do  gentio  indígena. Eram comandadas  por  Sargentos-Móres  e  Capitães-Móres, auxiliados  por  pessoas  de  menor  patente e  também  recrutadas  entre  o  próprio  gentio  tornado  cativo.  No  fundo  estava  o  ciúme  do  mando  e  o  interesse pecuniário  em  jogo.

Houve  Padre  catequizador  dos  índios  do  Jaguaribe  que, instado  acerca  dos  crimes  cometidos  contra  a  indiada  hostil, respondia  que  as  Expedições  deveriam  queimar  madeira  seca  e  também a  madeira  verde, ou seja,  os  catequizados  e  os  não  catequizados, mesmo  já  tendo  sido  batizados  por  eles.  Estas  incursões  promoviam    constantes  deslocamentos  de  tribos  indígenas  belicosas, permutando  índios  dos  sertões  do  Apodi  com os  dos  sertões  do  Jaguaribe.

Os historiadores  cearenses  citam  como  exemplo  a  fixação  de  tapuias  paiacus  para  povoar  a atual  região  de  Pacajus-CE, oriundos  da  Lagoa  do  Apodi, de  onde  foram coercitivamente  arrancados do seu  feudo  natural  e  conduzidos por  força  militar  comandada  pelo  Desembargador  Soares   Reymão.

Em  1694  o  Capitão  Francisco  Dias  de  Carvalho  comandou  uma  expedição  na  qual  adotava  as  mais  terríveis  e  cruéis  táticas  de  dominação  e  extermínio,  com  fim  específico  de  ocultação  das  tiranias  cometidas. Geralmente  faziam  uma  espécie  de  triagem  na  preagem, preferindo  Columins  e  Cunhãs, além  de  robustos  índios  de  meia  idade, muito  procurados  pelos  senhores  de  Engenho  de  Cana-de-Açúcar,  para utilização  de  mão-de-obra  no  campo  e  na  moagem.

A  Coroa  portuguesa  dava-lhes  cobertura  para  que,  com  a  venda  dos  índios  feito  cativos  na  tal  “Guerra  Justa”,  ser  pago  O  quinto  do  total  da  venda  à  Coroa.  Estes  traslados  indígenas  eram  guiados  por  uma  pessoa  que  tinha  a  função  denominada  de  “Prático  do  Sertão”, personagem  conhecedor  dos  caminhos  e  estratégias  indispensáveis  à  mobilidade  das  Expedições.

Em 1740 o  português  Domingos  João  Campos  foi  enviado  pelo  Capitão-Mór da  então  Capitania  do  Rio Grande,  Francisco  Xavier  de  Miranda  Henriques,  para  efetuar  medições  e  demarcações  nas  terras  que  compreendiam  a  Ribeira  do  Apodi. O  seu  Ofício  de  Agrimensor  era  feito  mediante  escolta  militar, feita  pelo  célebre  Sargento-Mór  Manoel da  Silva  Vieira,  famanaz  preador  de  índios  nos  sertões  do  Apodi  e  do  Jaguaribe.

Dentre as famosas  escaramuças  promovidas  por  este  diabólico  patenteado  Vieira  destaca-se  a  que  se  deu  quando  o  Agrimensor  encontrava-se  demarcando  em fase  final  a famosa  e  fértil  “Data de  Sesmaria  “Boqueirão”,(Apodi-RN), cuja medição  totalizava  três léguas  de  comprimento  por  uma  de  largura, começando  dos  lugares  Brejo  e  Boqueirão,  e  terminando no  lugar  Várzea  da  Salina, vizinho  à  Data  “Santa  Rosa”.

Conta a  tradição  oral  que  o  agrimensor   vira  passar  bonita  Cunhã  em  terreno  descampado  perto  do  lugar  “Lagoa  Redonda”, tendo  de  imediato  determinado  ao  ajudante  militar  que  empreendesse  meios  para  apreender  tão  garbosa  adolescente, no que  o  mesmo  obedeceu  saindo  em  desabalada  carreira  montado  em  seu fogoso  cavalo  alazão, tendo  alcançado  logo, descendo  do  cavalo  e  a  imobilizando  pelas  mãos  e pés  com  cordas  que trazia  à  tiracolo. A  partir  deste  evento  de tormentoso  sequestro  da  indiazinha  tapuia, tal  lugar  ficou  sendo   conhecido  como  a  “Várzea  da  Carreira”.

A  conclusão da  Demarcação  da  Data do  “Boqueirão”  deu-se  a  2.04.1740. Com o passar  dos anos  e  dos  sucessivos  entrelaçamentos  entre ocorridos entre índios  e  elementos  componentes  das  famílias  pioneiras, as  terras  que  ficam  nos  arredores  da  Várzea  da  Carreira   passaram a  receber  a  denominação de  “Tabuleiro  dos  Caboclos”, passando  depois  à  atual  denominação  de  sítio  “Bico  Torto”. Como  já  tinha  uns  índios  feitos  cativos, o  Sargento-Mór  Vieira  incorporou dita  índia  à essa  turma  de  cativos  indígenas.

Ao  chegar  à  cidade  do  Natal  o  Sargento-Mór  Manoel  da  Silva  Vieira  vendeu  a  dita  Cunhã  ao  Capitão  Hilário  de  Castro  Rocha, que  para  ocultar  a  etnia  da  mesma  fez  constar  nos  registros  da  Igreja  como  tendo  sido  exposta  em  sua  residência, dando-lhe  nome  familiar  da  sua esposa Maria  Madalena de  Mendonça,  passando a  índia  a  ter o  nome de   Rosa  Maria  de  Mendonça.

Surge fato histórico  emblemático  quando  o  português  Domingos  João  Campos  se  casa  com  a  referida  índia  Rosa  Maria  de  Mendonça  em   24.11.1745, tendo  prole  de  08  filhos..  Outro  fato  histórico  digno  de  menção  refere-se  ao  casamento  de  um  filho  do  Domingos  o  Sr. José  Fernandes  Campos (O  1º) com  uma  filha  do  tal  Sargento-Mór  Manoel  da  Silva  Vieira,  de nome  Ana  Antônia  da  Conceição.  Desse  venturoso  casal  nasceu  José  Fernandes  Campos (o  2º), que nasceu em  Natal  a  15.08.1775, tendo  casado  casou  com Joana  Gomes  de  Jesus, e  passado  a  residir  em  Apodi  no  seu  sítio  “Baixa Grande”, perto  do  feudo  indígena dos  Fernandes  Campos, denominado de  “Lagoa Redonda”, perto do lugar onde  nascera  a  sua  avó  raptada.

Este segundo  José  Fernandes  Campos  faleceu  em seu  sítio  em  Julho  de  1848, deixando  a  viúva  e  nove  filho (Tenho  cópias do inventário, para quem interessar  possa). Esta iniciativa do  neto  de  Domingos  João  Campos  fixar  residência  nas terras  de  origem da  sua  avó  paterna  conduz  à  certeza  de  que  a  tradição  oral  corrente  no  seio  dos  “Fernandes  Campos”  do  Apodi    concretiza  a  veracidade  da  etnia  indígena  desta  tradicional  família  do  rincão  apodiense.

Café Filho: origem indígena (Foto: arquivo)

Uma  irmã  deste  segundo  José  Fernandes  Campos, de  nome  Ana  Clara  de  Jesus, casa-se  em  09.07.1789  com  Francisco  Xavier  da  Câmara, filho  de  Antonio  Câmara da  Silva, que  por  sua  vez  era  irmão  tio paterno  de  João Paulo  da  Silva  Câmara, João Pedro da  Silva  Câmara e  Francisco  Paulo  da  Silva  Câmara, residentes  no  sitio  “Santa  Rosa”, em  Apodi, onde faleceram e foram inventariados.

Esta honrada e tradicional  família  apodiense  Fernandes Campos  é  conhecida  popularmente  como  sendo  a  família dos “FONOM”, apelido que  surgiu  devido  ao  fato  da  maioria  de  seus  membros  apresentar  a  voz  anasalada.

O Ex-Presidente da  República  João  Café  Filho, natural  de  Natal-RN, cujo nome  civil  oficial  era  João  Fernandes  Campos  Café  Filho  fez  retificação  judicial  do  seu  nome, que  passou  a  ser  João  Café  Filho, retirando, assim,  o  referencial  familiar  tradicional  FERNANDES  CAMPOS, quem sabe  com  objetivo  de  dar   continuidade  a    encoberta da  etnicidade.

Café Filho descende  de  um  filho  do  português  Domingos  João  Campos/Rosa  Maria de  Mendonça, de nome   Manuel  Fernandes  Campos,(F.1) que  por sua  vez  foi  pai  de  Lourenço  Fernandes  Campos (N.1),  que  foi  pai  de  Lourenço  Fernandes  Campos  Júnior (BN.1), que  foi  pai   de  João  Fernandes  Campos  Café (TN.1 – * 16.04.1865), que foi  pai  de  João  Fernandes  Campos  Café  Filho (Café  Filho –  Natal *03.02.1899/ Rio de  Janeiro  + 20.02.1970).  E  assim, resta  comprovado  o  parentesco  da  humilde  família  apodiense  Fernandes  Campos (Fonom)  com  o  renomado Ex-Presidente da  República.

Louvo a plenitude da razão, presente na figura do historiador  de  nomeada  Manoel  Rodrigues  de  Melo, Quando  faz  a  exortação  para  a  importância  da pesquisa, sobre o quanto  existe  de  labor, sacrifício, desgosto, alegria, entusiasmo,tudo  ficando  no  bojo  silencioso  da  história, sem  a  compreensão  devida  pelos  que  vivem  a  posteridade.  Inté.

Marcos Pinto é advogado e escritor

Graças à Internet, “facilitamos muito para quem odeia”

Da BBB Brasil (Por Néli Pereira)

Historiador e um dos palestrantes mais requisitados do país atualmente, Leandro Karnal diz que o discurso de ódio sempre existiu nas sociedades mas chama a atenção para a facilidade com que ele se propaga, hoje, graças à internet.

“Hoje é um clique e um site, com muitas imagens. Facilitamos muito para quem odeia. O ódio tem imenso poder retórico. Ele sempre existiu. Agora, existe este ódio prêt-à-porter, pronto, onde você se serve à la carte e pega seu prato preferido”, disse ele à BBC Brasil.

Leandro Karnal afirma que o 'ódio é o mais poderoso opiáceo já criado' (Foto: divulgação)

Mas apesar da maior facilidade, hoje, de propagação do discurso de intolerância, o professor de história da Universidade Estadual de Campinas diz que “os mais sólidos preconceitos e violências humanos são muito anteriores à globalização”.

Leia abaixo trechos da entrevista:

BBC Brasil – Uma das suas frases que mais viralizou e foi repetida em 2016 diz que “não existe país com governo corrupto e população honesta”. O sr. acha que a população não se enxerga como responsável também pelo processo de corrupção?

Leandro Karnal – Característica nossa e da humanidade: excluir da parte negativa da equação o pronome pessoal reto EU. Em nenhum momento quis dizer que todos nós, brasileiros, somos corruptos, mas que a corrupção é algo forte na política e que a política é uma das camadas constituidoras do todo social, como um mil-folhas.

A política não é descolada da sociedade, mas nasce e volta ao mundo que a gerou. Os políticos são eleitos por nós. Denúncias são feitas e o político é reeleito. Seria coisa de grotões?

De forma alguma, eu me refiro também aos grandes centros urbanos. A expressão rouba mas faz não nasceu no sertão mas na maior e mais rica cidade do país. Meu alunos costumavam assinar lista de presença por colegas e, depois, ir a uma passeata contra corrupção na política.

A mudança não pode ser somente numa etapa do processo. Se você usa – a metáfora é importante – um lava-jato para limpar seu carro e a estrada continua sendo de terra batida, você precisará de uma nova lavagem todos os dias.

BBC Brasil – Mas de certa forma, responsabilizar a população pela corrupção da classe política pode parecer culpar a sociedade pelos erros cometidos pela elite governista, não?

Karnal – O que eu desejo sempre afirmar é que não existe uma elite separada do todo. Um político ladrão deve ser preso e devolver o que roubou. A culpa é dele e só dele. Mas, se queremos um novo país, devemos discutir na base, na educação, na família, na fila do aeroporto e em todos os campos para uma sociedade mais ética.

BBC Brasil – Nesse sentido, é a desigualdade mesmo nosso maior problema?

Karnal – A desigualdade é a base do problema e colabora para a má formação escolar. Uma sociedade que seja desigual já é um problema, mas uma que não educa nega a chance de corrigir a desigualdade. Como sempre, educação escolar básica é a chave da transformação.

Mudar isto muda tudo, como vimos no Japão e na Coreia do Sul após a guerra. Educação é músculo e osso, limpeza ética do Senado é maquiagem, mesmo quando necessária, como toda maquiagem, passageira.

BBC Brasil – Tivemos nesse fim de ano o episódio do ambulante morto a pancadas após defender uma transexual, também tivemos uma chacina em Campinas na qual o autor deixou uma carta criticando o feminismo. O que explica essa intolerância – racial, de gênero, de classe -, e de que forma ela pode ser combatida?

Karnal – Sempre existiu este ódio que flui por todos os lados. Não é fácil existir e acumular fracassos, dores, solidão, questões sexuais, desafetos e uma sensação de que a vida é injusta conosco. O mais fácil é a transposição para terceiros.

Um homem fracassa no seu projeto amoroso. O que é mais fácil? Culpar o feminismo ou a si? A resposta é fácil. Tenho certeza absoluta de que o autor do crime não era um leitor de Simone de Beauvoir ou Betty Friedan. Era um leitor de jargões, de frases feitas, de pensamento plástico e curto que se adaptava a sua dor.

Esses slogans são eficazes: “toda feminista precisa de um macho”, “os gays estão dominando o mundo”, “sem terra é tudo vagabundo”. Curtos, cheios de bílis, carregados de dor, os slogans entram no raso córtex cerebral do que tem medo e serve como muleta eficaz.

No cérebro rarefeito a explicação surge como uma luz e dirige o ódio para fora. Se não houvesse feminismo, o assassino continuaria sendo o fracassado patético que sempre foi, mas agora ele sabe que seu fracasso nasceu das feministas e ele não tem culpa. Isto é o mais poderoso opiáceo já criado: o ódio.

BBC Brasil – De que forma as redes sociais acabaram potencializando essa intolerância e esse discurso de ódio. Eles são reflexo da nossa sociedade ou acabam estimulando os comportamentos mais intolerantes e polarizados?

Karnal – Antes era preciso ler livros para criar estes ódios. Mesmo para um homem médio da década de 1930, ele precisava comprar o Mein Kampf de Hitler e percorrer suas páginas mal redigidas. Ao final, seus vagos temores antissemitas era embasados numa nova literatura com exemplos e que fazia sentido no seu universo. Mesmo assim, havia um custo: um livro.

Hoje é um clique e um site, com muitas imagens. Facilitamos muito para quem odeia. O ódio tem imenso poder retórico. Ele sempre existiu. Agora, existe este ódio prêt-à-porter, pronto, onde você se serve à la carte e pega seu prato preferido.

Exemplo? Uma pessoa me disse: “Quem descumpre a lei deveria ser fuzilado! Bandido deveria ser executado”. Eu argumentei: “Pela sua lógica, descumprimento da lei merece pena capital. Como a lei brasileira proíbe a pena capital, você está defendo crime e incitação ao crime, na sua lógica, deveria ser punida com pena de morte.”

Era uma maneira socrática de argumentar a contradição do enunciado. O caro leitor pode supor que a resposta do indivíduo não foi socrática nem platônica.

BBC Brasil – Pensando num contexto geral, a globalização deu errado? Com esse discurso de fechar fronteiras, de medidas protecionistas…Estamos vivendo um retrocesso, um avanço ou uma estagnação?

Karnal – Não havia um mundo harmônico e feliz antes, e não existe agora. O que varia em história é como produzimos a dor. Nosso método atual mudou este método. Os mais sólidos preconceitos e violências humanos são muito anteriores à globalização.

BBC Brasil – Para muitos, 2016 foi um ano marcado pelo avanço de forças conservadoras. Em 2017, haverá eleições na França e na Alemanha, com os partidos de extrema-direita em ascensão. O que vem pela frente?

Karnal – Difícil falar de futuro para um historiador, profissional do passado. A tendência é de uma onda conservadora por alguns anos em quase todos os lugares. Provavelmente, seguindo o que houve antes, depois de experimentar candidatos conservadores que prometem o paraíso e não vão conseguir, os eleitores estarão de novo inclinados a candidatos de outro perfil que oferecerão o paraíso.

As coisas mudam, mas não mudam porque o presidente usa topete ou é conservador. Presidente democratas estavam no poder com Kennedy e Johnson e a violência racial chegou ao ponto máximo. No período Obama, muitos policiais mataram muitos negros, tendo um presidente negro no poder. Então, de novo, não estamos abandonando um paraíso e ingressando no inferno.

BBC Brasil – O dicionário Oxford escolheu “pós-verdade” como palavra do ano de 2016. A definição é “circunstâncias em que os fatos objetivos têm menos influência sobre a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. O conceito é de que a verdade perdeu o valor, e acreditamos não nos fatos, mas no que queremos acreditar que é verdade. Qual sua avaliação sobre essa “nova era” e novo comportamento, que acaba reforçado pelas redes sociais?

Karnal – Sempre fomos estruturalmente mentirosos em todos os campos humanos. A mudança é que antes se mentia e se sabia a diferença entre mentira e verdade, hoje este campo foi esgarçado. O problema talvez seja de critério. Com a ascensão absoluta do indivíduo, o que ele considerar verdade será para ele.

Perdemos um pouco da sociologia da verdade, ou de um critério mais amplo de validação do verdadeiro. No século 18 era o Iluminismo: o método racional que tornava algo aceito como verdade. No 19, foi a ciência e o método empírico para distinguir falso de verdadeiro.

Hoje o critério é a vontade individual. “A água ferve a 100 graus centígrados ao nível do mar”. Verdade? A resposta seria diferente no (século) 19 e hoje.

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Privilégios e deformidades da cultura do poder no Brasil

Carlos Santos, leia abaixo:

“O conservantismo, o irrealismo, o personalismo e a corrupção são defeitos da minoria e deles resultam as insuficiências populares. A arte de furtar é nobre e antiga, praticada pelas minorias e não pelo povo. O povo não rouba é roubado (…) A estrutura social rígida constitui também um sério obstáculo porque não só impede a emergência de novos valores na sociedade, como mantém o sistema de privilégios na distribuição da riqueza e da renda.”

E mais: “Os privilégios enfraquecem os incentivos à atividade econômica e não se refletem no índice de formação liquida de capital, mas nos padrões extravagantes de consumo conspícuo nas altas camadas da sociedade, em face das desumanas condições de vida dos grandes grupos sociais modestos. Estes padrões, por mais contraditórios que pareçam o desenvolvimento e o consumo conspícuo, são aplaudidos pelos cronistas sociais, que possuem largas colunas nos principais orgãos de imprensa, avidamente lidas não só por aqueles grupos sociais, mas pelas classes médias, sempre ambicionado o gozo dos mesmos privilégios e padrões.”

Conciliação e Reforma no Brasil; RODRIGUES, José Honório. págs 119 e 210.

João Bosco Souto (Bosquinho) – Webleitor

Nota do Blog – Sua cultura e inteligência, além de visão social aprofundada, sempre ajudam sobremodo em nosso debate aqui no Blog, meu caro. Escreva mais, fomente mais o debate.

Sobre o autor, um dos nossos maiores intelectuais, acadêmico, sou especialmente afeiçoado por seu trabalho no encalço da verdadeira história do Brasil.