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Porto do pó

Do Blog Regy Carte

A Receita Federal apreendeu hoje (quarta-feira, 18) 11,4 kg de cocaína, no Porto de Natal, dentro de bolsa a bordo de navio, que teria como destino a Holanda.

O RN continua na rota internacional.

Nota do Canal BCS – E ainda tem quem diga que o RN não tem um porto…

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A alternativa da produção e exportação do limão

Por Josivan Barbosa

Durante muito tempo temos defendido a diversificação da produção de frutas no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE como forma de ampliar a nossa participação nos mercados americano, europeu e agora o asiático. Uma dessas alternativas é, sem dúvida, o limão Tahiti.

Há algumas experiências de cultivo do limão Tahiti no Semiarido, como no Estado do Piauí, na região de Petrolina – PE e na região de Baraúna.limao_tahiti_adulto_em_vaso_com_180cm_167_1_20201203181849

O produto fresco é muito aceito na Europa e nos Estados Unidos. Um exemplo disso é a sua comercialização durante o ano todo na Espanha.

O Brasil é um dos principais fornecedores do produto para a Europa, mas a sua produção concentra-se no Estado de São Paulo. Normalmente, o Brasil reduz os volumes exportados no verão, quando se importa do México que é outro grande exportador do limão Tahiti para a Europa. O México exporta de maio a janeiro.

Em função da proximidade do México com os Estados Unidos, em algumas épocas do ano o mercado americano pode ser mais atrativo do que o Europeu. O fruto é mais consumido na Europa no verão e, portanto, com a reabertura do canal horeca (hotéis,  restaurantes e bares) as perspectivas são muito boas para o  pós-pandemia.

Atualmente, os preços na Europa têm aumentado para 8 a 10 euros por caixa de 4,5 kg, sendo que o Brasil está aproveitando bem a demanda e enviando quantidades significativas nesse momento.

Outro grande importador europeu do limão brasileiro é o Reino Unido que nesse período aumentou em mais de 50% a importação do fruto a partir do Brasil.

Há, também, a expectativa de que alguns importadores passem a adquirir o produto transportado por via aérea como forma de manter o fornecimento sem qualquer interrupção na Europa.

Outro mercado potencial para o limão Tahiti é a Itália que trabalha com o prognóstico de ampliação da demanda nesse verão com o aumento do fluxo de turistas estrangeiros para as praias, montanhas e, consequentemente, o aumento da demanda por bares e restaurantes.

O mercado no atacado do Norte da Itália está trabalhando com o preço do limão Tahiti na faixa de 2 euros por quilo, o que representa 9 a 10 euros por caixa de 4,5 kg.

Aproximadamente, 90% do limão Tahiti importado pela Itália desembarca no Porto de Roterdã. Na semana passada, num supermercado do Norte da Itália, o limão proveniente do Brasil de alta qualidade estava sendo vendido a 5,30 euros/kg, ao passo que o de segunda categoria era comercializado a 2,89 euros/kg.

A lima ácida (como é conhecido o limão Tahiti) na Europa é cultivado na Itália para o mercado doméstico, mas os frutos são muito susceptíveis ao aparecimento de fungos, bactérias e outras doenças dos citrus, o que torna o produto pouco atrativo.

Na África do Sul que é outro importante importador do produto do Brasil, a temporada do limão Tahiti vai de janeiro a março, quando cai no outono. O preço no mercado oscila de 20 rands (1,2 euros/kg) a 25 rands (1,5 euros) por kilo.

Outro grande mercado internacional do limão Tahiti é o americano que importa o produto principalmente do México. Alguns países da América Central como Guatemala e República Dominicana fornecem o produto para o mercado americano. A Colômbia também exporta. Geralmente o limão proveniente desses países atinge o Leste do Estados Unidos e o Canadá.

O tamanho mais comum é o limão pequeno, com o calibre 6230 predominando, sendo que a faixa de 200 a 250 é aceita. O mercado tende a refratar os calibres maiores.

Os frutos exportados via marítima não conseguem competir com o produto que é importado a partir do México. Os frutos ultramar só conseguem competir quando a fruta mexicana atinge valores de 20 a 30 dólares ou acima disso.

Um bom projeto para a agricultura familiar

Durante muito tempo temos feito uma verdadeira peregrinação para recomendarmos algum projeto para a agricultura familiar do Alto Oeste do RN, uma região que tem sérios problemas de água para o consumo humano, o que torna muito difícil viabilizar qualquer recomendação nesse sentido.

Mas, vem da América Central um projeto que pode ser avaliado pela nossa Secretaria de Agricultura Pecuária e Abastecimento. Trata-se de um projeto com o cultivo da pitaya. Em Honduras o Plan Nacional de Pitahaya está transformando a vida de 2000 produtores do Corredor Seco.

Depois de muitos anos de sofrimento das famílias daquela região com perdas dos cultivos pela falta d`água, elas passaram a colher com êxito volumes consideráveis de pitaya com o apoio do Governo de Honduras no fornecimento de raquetes de pitaya e acompanhamento técnico.

O Governo daquele país apostou no cultivo de pitaya e a aceitação do produtor em aderir ao cultivo dessa fruta é justificado pelo valor nutricional, o seu valor de mercado, sua aceitação por parte do consumidor e a facilidade de adaptação da pitaya a condições climáticas extremas.

O Plan Nacional de Pitahaya de Honduras prevê uniformização das práticas de preparação dos solos, manejo de cultivo e práticas de pós-colheita capazes de assegurar alto padrão de qualidade do fruto para o consumo doméstico e internacional. O projeto busca, também, potencializar a capacidade técnica dos produtores através de equipes técnicas de extensão rural.

Naquela região de difícil convívio com as condições hídricas em Honduras, a exemplo do nosso Médio e Alto Oeste, já há cerca de 180 novos produtores depitaya distribuídos em 10 municípios do Corredor Seco que servirão de modelo para novos produtores. O projeto acima mostra claramente que não precisa inventar a roda para que possamos implementar novos projetos para a agricultura familiar do Médio e Alto Oeste do RN.

Mas, precisa de vontade política dos diferentes níveis de governo (Federal, Estadual e Municipal) e de trabalho em sintonia. Um projeto dessa natureza no nosso RN poderia aproveitar toda a logística de exportação do melão, melancia, mamão e outras frutas e avançar na colocação da pitaya produzida por pequenos produtores nos mercados americano e Europeu.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Para enfrentar coronavírus, população faz fila por maconha

O governo holandês anunciou o fechamento de escolas, cafés e restaurantes, além dos famosos coffee shops e bordéis, como providência para conter avanço do coronavírus no país.

Grupo faz fila em um coffeeshop de Amsterdã para estoque de maconha (Foto: Jan Van Dasler-via Reuters)

Porém, por lá, a estratégia do confinamento não é adotada na plenitude. O raciocínio do primeiro-ministro Mark Rutte, é de estímulo à aquisição da “imunidade coletiva”, rejeitando o princípio do confinamento, como decretado em países como Itália e França. Segundo ele, é preciso que um número máximo de pessoas desenvolva naturalmente anticorpos.

Disciplinados, sem correrias, os holandeses fizeram fila nesses dias, principalmente para compra de maconha, que é liberada no país. As farmácias ficaram em segundo plano.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Energias limpas abrem mercado para mão de obra qualificada

Apresentamos nesta postagem, a sexta reportagem da série RN com toda energia, produzida e exibida pela TV Tropical de Natal, afiliada da Rede Record de Televisão.

A jornalista Mara Godeiro conduz o telespectador a melhor conhecimento sobre a energia solar e como o RN tem formado e exportado mão de obra qualificada.

Entrevista, por exemplo, o engenheiro Fabian Cavalcanti. Ele atua na Holanda.

Revela que a Universidade Federal do RN (UFRN) é um dos celeiros de pesquisa e formação de profissionais preparados.

Veja as reportagens anteriores clicando AQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI.

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“O supremo, hoje, é um arquipélago de 11 monocracias”

“O supremo, hoje, é um arquipélago de 11 monocracias”.

A frase é do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Corte de Haia (Tribunal Internacional de Justiça com sede na Holanda) Francisco Rezek.

Ex-ministro vê Supremo como um poder bastante fracionado na atualidade (Foto: Pedro Oliveira)

Quem a reproduz é o jornalista Walter Gomes em sua coluna Fatos e Bastidores, resgatando trechos de entrevista de Rezek nesse último dia 21, ao jornal Correio Braziliense.

Faz sentido.

O STF transformou-se no pior dos poderes institucionais, sobretudo porque às suas idiossincrasias e excessos quase nada pode ser feito de forma republicana.

Freio e contrapesos por lá não existem.

Veja a íntegra da entrevista clicando AQUI.

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Mais cocaína é apreendida no Porto de Natal

Terceira apreensão no mesmo local (Foto: cedida)

Polícia Federal e Receita Federal fizeram outra apreensão de drogas no Porto de Natal.

Foi nessa segunda-feira, 13/05. Mais uma vez, cocaína em meio à carga de frutas. Cerca de 1.038 quilos foram encontrados camuflados  entre mangas que iriam para Holanda.

Cerca de 3,2 toneladas de cocaína já foram apreendidas recentemente, em duas operações seguidas da PF e RF.

O modus operandi do tráfico tem sido o mesmo.

Nota do Blog – Interessante é que a PF ainda não chegou na origem dos envios.

Estamos aguardando.

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Codern não providencia equipamento para combate a tráficos

O Ministério Público Federal (MPF) reforçou o pedido à Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) para que preste informações quanto às providências que estão sendo tomadas com vistas à aquisição e entrada em operação de um escâner de contêineres no Porto de Natal.

Duas apreensões alertaram Receita Federal e Polícia Federal em Natal (Foto: G1)

O objetivo do equipamento é impedir, sobretudo, o tráfico de drogas, já que em fevereiro (veja AQUI) houve duas apreensões de 3,2 toneladas de cocaína no porto, em meio a cargas de frutas que iriam para Roterdã (Holanda).

O assunto é alvo de um inquérito civil em andamento no MPF, aberto após representação da Receita Federal, que denunciou a falta do equipamento.

Devido à inexistência do escâner, o desembaraço aduaneiro (liberação de mercadorias para entrada ou saída do País) se encontra suspenso.

A Codern tem um prazo de 20 dias para se pronunciar, caso contrário outras medidas deverão ser adotadas pelo Ministério Público Federal.

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Duas toneladas de cocaína são encontradas em Porto de Natal

Cocaína agora com melões (Foto: cedida)

Do G1RN e Blog Carlos Santos

Pelo visto, o Porto de Natal é mesmo uma porta aberta à exportação de cocaína.

Depois da localização e apreensão de 998 tabletes com essa droga, totalizando 1.275 quilos, à madrugada de terça-feira (12), esta quarta-feira (13) reservou descoberta ainda maior.

A Receita Federal e a Polícia Federal localizaram duas toneladas de cocaína em contêineres, onde a princípio deveriam existir apenas melões procedentes de Pernambuco.

Ontem, eram mangas que camuflavam a droga.

As frutas (com as drogas) iriam para a Holanda.

Assim, em dois dias a apreensão de cocaína passa de 3,2 toneladas no Porto de Natal.

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Frutas com cocaína são originárias de Pernambuco

Apreensão recorde (Foto: PF/RN)

É originária de pernambuco a carga de frutas em contêineres, que tinha como destino o porto de Roterdã, na Holanda, apreendida pela Polícia Federal no Porto de Natal na madrugada dessa terça-feira (12).

A inspeção constatou a existência de 998 tabletes com cocaína, totalizando 1.275 quilos da droga em estado puro.

A Polícia Federal agora avançará em investigações para tentar decifrar a rota dessa cocaína até os contêineres: em que ponto a carga legal e a ilegal encontraram-se.

O Porto de Natal é normalmente uma porta de saída da fruticultura irrigada da região. É conhecido como “Porto das Frutas”.

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Prefeitura e Câmara Municipal têm mudança de comando

Nina: presidência (Foto: CMN)

Natal começa a semana com mudanças na Prefeitura e Câmara Municipal. São alterações provisórias.

O prefeito Álvaro Dias (MDB) viaja para Amsterdã na Holanda, para participar de evento relacionado ao turismo.

Em seu lugar ficará o presidente recém-empossado da Câmara Municipal do Natal, Paulinho Freire (PSDB).

Já na presidência da Câmara Municipal, a vice-presidente Nina Souza (PDT) ocupa interinamente o cargo.

Essas modificações vão acontecer por 15 dias, até retorno do prefeito Álvaro Dias.

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Depois de tudo, pra frente – Brasil!

Por Carlos Santos

A Seleção do Felipão levou outra sova. Parece mulher de malandro. Apanha um dia, outro também.

Foi 3 x 0 para a Holanda, que nem precisou jogar tudo o que sabe e suar a camisa. Ficou com o terceiro lugar. Poderia ter ido à final. Tem futebol para isso.

Com menos de 20 minutos, o time brasileiro já perdia por 2 x 0 no Mané Garrincha, em Brasília.

“Apagão” 2? Depois dos 7 x 1 da Alemanha, o técnico afirmou que houve um “apagão” em pouco mais de seis minutos, que destroçou a equipe. A Holanda provou o que já sabíamos: não houve apagão algum, mas um blecaute continuado.

Time desarrumado. Sem criação. Perdido.

Time de Felipão parece que se reuniu minutos antes do jogo. Ele próprio não orientava mais.

As câmeras das TV´s mostravam jogadores reservas amontoados à beira do gramado, em alguns momentos do jogo paralisado, ontem, dando pitaco para os colegas que jogavam. Felipão, no meio do “bolo”, atordoado, tentando “colaborar”.

Lembrei-me de jogos estudantis, com toda a turma aglomerada à margem da quadra, dizendo o que os amigos deveriam fazer dentro dela.

Só vi o Brasil jogar bem o primeiro tempo contra a Colômbia. No segundo, desmoronou. Num lance isolado venceu com gol de falta. Pouco.

A culpa é da Alemanha, que começou a produzir “arianos”, a fina flor do futebol como Kroos, Muller e Schweinsteiger. Times como um Audi. Brincadeirinha.

Continuamos produzindo bons e excelentes jogadores, alguns craques. A “fábrica” é permanente.

O que o Brasil mostrou em campo reflete o atraso como conjunto. Maior prova disso é que levamos dez gols nas últimas duas partidas, tendo sem sombra de dúvidas uma das melhores defesas do mundo.

Se adiante repetirmos a fórmula, os resultados tendem a ser daí para pior.

Pra frente, Brasil!

Argentina e Alemanha farão decisão de final imprevisível

Argentina está na final da Copa do Mundo do Brasil, com a Alemanha. Venceu a Holanda nos pênaltis, agora à tarde no Itaquerão, em São Paulo-SP.

Uma decisão de peso para uma Copa do Mundo realmente muito interessante e com resultados incomuns.

Argentina e Alemanha é a final previsível de resultado imprevisível.

Alemanha favorita, pelo estrago que fez no Brasil e pelo desempenho em toda a Copa. A Argentina capaz de surpreender, por crescer dentro da competição e ser sempre dura na queda.

Brasil pega Holanda no sábado (12), na disputa pelo terceiro lugar. Dois times emocionalmente abalados. O Brasil, um caco. A Holanda, teoricamente menos dilacerada.

Veremos.

Num dia em que Messi não jogou bulhufas, valeram as velhas raça e disciplina tática da Argentina. Virou time de Mascherano, mesmo com Messi em campo.

Setor mais criticado da Argentina, sua defesa segurou a Holanda.

Mais uma prova de que a defesa começa no ataque. É tarefa de conjunto e não só de goleiro e zagueiros.

Argentina e Alemanha; Brasil e Holanda.

Vamos aos jogos.

Van Gaal mostra novamente o futebol como “metáfora da vida”

Por Carlos Santos

Zapeando canais de TV, minutos antes das cobranças de pênaltis no jogo Holanda 0 x 0 Costa Rica (sábado, 5), deparo-me com o “comentarista” e ex-jogador de futebol Roberto Carlos em mais uma de suas pérolas. Outro disparate. Sobretudo para quem já jogara futebol, era uma estupidez esférica.

 

Krul pula novamente no canto certo e resolve jogo para sua equipe: ousadia e conhecimento (Foto: reprodução do G1)

Ficou abismado porque o treinador da Holanda, o azedo Van Gaal, colocou o terceiro goleiro do seu time – Tim Krul – no lugar de quem jogara toda a partida e prorrogação, o titular Cillesen. Krul entrara “só” para pegar pênaltis, sem o calor do jogo jogado.

Para o ex-jogador, aquilo era um “desrespeito” ao goleiro que atuara toda a Copa do Mundo, o jogo e a prorrogação que terminava em 0 x 0.

Quanta besteira.

Van Gaal, Krul e a história mostraram que o novo comentarista global soltou outra bomba, parecida com aqueles seus chutões, que raramente acertavam o gol adversário.

O goleiro defendeu dois pênaltis e levou a laranja holandesa para a semifinal. Em todas as cobranças, acertou a direção do arremate adversário.

Robeto Carlos sequer teve a palavra retomada para se despedir do público ou comentar o resultado final do que muitos veem como loteria, de forma errônea. Pênalti não é loteria.

Van Gaal e Krul ensinaram ao comentarista, ex-jogador e que se arvora em ser treinador fora do país, que um jogo pode ser decidido pela ousadia e conhecimento.

Deve ser lembrado, que a Holanda fora eliminada nos pênaltis nas Eurocopas de 1992, 1996 e 2000. Lembre-se que também parou nas mãos de Cláudio Taffarel na Copa do Mundo de 1998? Sobravam-lhe maus presságios.

A ciência prova que algumas pessoas tem a capacidade quase “paranormal” de responderem a estímulos externos com maior agilidade que outras.

A reação e simbiose neuromuscular de Krul lhe dão, tudo indica, maior capacidade de percepção quanto ao canto escolhido pelo batedor. Responderia com maior agilidade/velocidade/elasticidade ao toque da bola na direção do gol.

Contabilize-se, ainda, uma estatura de 1,93 metro, envergadura que cresce diante do batedor, além de muito, muito treinamento e estudo quanto aos adversários.

Claramente, o treinador holandês provou que conhece bem seu plantel e tem o domínio da equipe, recheada de jogadores famosos e outros nem tanto.

LOUIS VAN GAAL (Treinador da Holanda, sobre Tim Krul): “Cada jogador tem suas habilidades específicas. Todos nós achamos que o Krul era o melhor goleiro para uma decisão. Vocês devem ter percebido que ele sempre mergulhava para o canto certo. Temos grande orgulho que isso tenha funcionado.”

O próprio goleiro substituído, com cara chorosa, foi o primeiro a saltar para dentro do campo após o resultado vitorioso. Abraçou afetuosamente quem o substituiu.  Antes, recusara um aperto de  mão de Gaal, irritado, sentindo-se humilhado.

No próximo jogo, deverá ser novamente titular.

Num gesto de humildade, é provável que tenha pedido desculpas ao chefe.

Talvez o comentarista, ex-jogador e imberbe treinador Roberto Carlos tenha aprendido a lição que lhe servirá muito adiante.

Desrespeito, em futebol, é tratar adversário como inimigo; cuspir no rosto alheio, dar cotoveladas, entrar com “carrinho” por trás, na ânsia de sequelar o contendor ou tentar fazer um gol usando a “mão boba”.

Da mesma forma que um treinador muitas vezes faz substituição no curso do jogo de alguém de linha, para bater pênalti, por considerá-lo mais preparado,  pode e deve mudar o goleiro por outro com maior potencial neuromuscular e psicológico.

Na vida lá fora, também é assim: às vezes precisamos ser mudados de lugar, de função, de papel, para que o time possa vencer – para ganharmos também.

Não é uma regra infalível, mas quem comanda precisa ser Van Gaal, assumindo risco pela ousadia, mas com base no conhecimento que possui da equipe e o foco no resultado.

Enfim, eis o futebol de novo ensinando. Como costumo dizer, “o futebol é a metáfora da vida”.

Uma Copa sem qualquer supertime

Até aqui, não vi nenhum supertime na Copa do Mundo do Brasil.

Nada a encantar e a nos remeter a outros tempos e a legendas do futebol, como Holanda e Alemanha em 74, Brasil de 70, Argentina em 78 etc.

Nem mesmo a Holanda de Robben e Van Persie chega a parecer diferenciada e emblemática.

Seu placar assombroso de 5 x 1 contra a Espanha é algo sui generis. Jogassem dez vezes seguidas, dificilmente algo parecido iria se repetir.

Vendo o jogo em suas minudências e não apenas os gols, observamos que a Espanha esteve a ponto de dilatar o placar de um para dois a zero. A história daquele jogo poderia ser outra.

Argentina é dependente de Messi e tem alguns lampejos de craque de Di Maria, não mais.

Uruguai é uma decepção envelhecida.

A Espanha não está morta.

Alemanha e Portugal veremos hoje.

A França não parece ter aquele “algo mais”.

O Brasil, mesmo dependente de Neymar Júnior, tem futebol e ambiente propício para chegar ao título.

A Itália não deve ser ignorada por sua tradição, conjunto e técnica.

Enfim, mas nenhum super-time até aqui.

Uma copa de muitos gols, alguns lampejos de futebol arte, mas sobretudo sob o império da marcação cerrada e conhecidos atores.

Talvez não tenhamos grandes surpresas na final.