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MP quer audiência para tratar falta de remédios e insumos em hospitais

Posição do MPRN é por identificar quadro de colapso na saúde, com investimentos baixos e falta de credibilidade para compras (Foto ilustrativa)
Posição do MPRN é por identificar quadro de colapso na saúde, com investimentos baixos e falta de credibilidade para compras (Foto ilustrativa)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 47ª Promotoria de Justiça de Natal, protocolou na data de hoje uma manifestação na Justiça requerendo a designação de audiência judicial urgente com o Estado do RN. A medida busca, através do Poder Judiciário, soluções imediatas e urgentes para mitigar a crise de desabastecimento de insumos e medicamentos na rede de hospitais mantida pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP).

A Promotoria de Saúde registrou em sua manifestação que o Estado do RN, de acordo com os dados de maio de 2025 do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) do Ministério da Saúde, atualmente ocupa a penúltima colocação no ranking nacional de gastos próprios com saúde e a última colocação, considerando-se apenas o ranking dos Estados que integram a região Nordeste.

Na petição judicial, o MPRN detalha o cenário de desabastecimento em diversas unidades hospitalares de saúde, como o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), o Hospital Maria Alice Fernandes (HIMAF), o Hospital Dr. José Pedro Bezerra (HJPB/Hospital Santa Catarina), o Hospital Giselda Trigueiro, o Hospital Geral Dr. João Machado e o Hemonorte. Em alguns casos, a crise de abastecimento tem impactado não apenas as rotinas assistenciais dos pacientes, como também tem atingido e piorado os índices de infecção hospitalar.

Faltam luvas, álcool, lençóis, remédios…

No Walfredo Gurgel, por exemplo, denúncias de agosto de 2025 apontam a falta de itens como luvas, álcool, lençóis e medicamentos, levando familiares a terem que adquirir esses materiais. No Hospital Santa Catarina, em janeiro de 2025, o índice de falta de estoque chegou a 41,33%, já tendo sido neste mesmo processo requerido bloqueio de verbas públicas em defesa de um melhor abastecimento para o hospital José Pedro Bezerra, o segundo maior da rede SESAP e essencial para a população residente na Zona Norte de Natal.

A situação no Hospital Geral Dr. João Machado, conforme relatório de agosto de 2025, levou a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar a recomendar o bloqueio de leitos em caso de falta de condições mínimas de segurança.

A manifestação faz parte de processo judicial que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal para assegurar o fornecimento contínuo e regular de medicamentos, insumos e material médico-hospitalar para os hospitais estaduais da rede assistencial Sesap. Para a audiência, o MPRN pede a intimação dos secretários de Estado da Saúde Pública e da Fazenda, o diretor da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT), e os diretores dos principais hospitais e do Hemonorte, unidade também atingida com o desabastecimento.

Falta de credibilidade para compras

No requerimento protocolado foi reforçado pelo Parquet que os motivos para o desabastecimento estão relacionados como a existência de dívidas de anos anteriores e a falta de credibilidade financeira junto a fornecedores da Sesap, além de excessiva burocracia nos processos de compras.

A manifestação apresenta dados da análise orçamentária do ano de 2025 da Sesap, que indicam uma redução significativa nos gastos com saúde no Estado no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período no ano de 2024. Foi feito um comparativo entre os orçamentos de 2024 e 2025 e constatou-se um decréscimo de 67,90% nas despesas liquidadas e de 68,14% nas despesas pagas em comparação com o primeiro semestre de 2024.

Segundo o Ministério Público, a queda expressiva de recursos financeiros é causada em razão da Secretaria de Fazenda contingenciar recursos do Tesouro Estadual para o Fundo Estadual de Saúde, o que resultou em um déficit de recursos acumulado de mais de R$ 141 milhões entre janeiro e até maio de 2025, considerando os valores efetivamente repassados pela SEFAZ e o montante que deveria ser repassado de acordo com o previsto na LOA Saúde para o ano de 2025.

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Rompimento de tubulação de oxigênio deixa hospital em pânico

Oxigênio extra foi providenciado em meio à tensão (Foto: divulgação)
Oxigênio extra foi providenciado em meio à tensão (Foto: divulgação)

Nesta quarta-feira (29), rompimento da tubulação de oxigênio no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, causou pânico nessa unidade de saúde do Governo do RN. Pacientes, funcionários e gestores viveram situação aflitiva, com possibilidade de remoção de pacientes para outros hospitais.

A Secretaria de Estado da Saúde (SESAP) emitiu nota esclarecendo o caso e mostrando providências:

NOTA

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte e a Secretaria de Estado de Saúde Pública esclarecem que na manhã desta quarta-feira (29) houve um rompimento da tubulação de oxigênio da unidade, ocorrido devido à obra do novo Centro Cirúrgico do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.

Nenhum paciente foi prejudicado e os internados com necessidade de ventilação mecânica ou oxigênio, estão assistidos com cilindros de oxigênio extra, sem necessidade de remoção, e com toda assistência necessária. Toda a rede hospitalar de assistência do Estado está acionada, caso necessite de remoção de algum paciente.

A empresa já está no local e o serviço de reparo já iniciou. Além disso, chegaram dois caminhões com cilindros de oxigênio para garantir eventual necessidade para abastecimento.

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Walfredo vira Centro de Referência em Assistência a Queimados

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) foi habilitado como Centro de Referência em Assistência a Queimados, por meio da Portaria GM/MS Nº 882, de 14 de abril de 2022. A portaria do Ministério da Saúde também estabelece recurso anual na ordem de R$1.972.246,38 para a unidade.

O recurso é referente ao Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde – Grupo de Atenção Especializada, a ser incorporado ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade – MAC – do Estado do Rio Grande do Norte. A finalidade é financiar o custeio de quaisquer ações e serviços de média e alta complexidade prestados pelo HMWG para atenção à saúde da população.

A medida representa um avanço significativo na cobrança de procedimentos realizados junto à população, de modo a garantir a sustentabilidade do serviço, com pagamento adequado conforme a tabela SUS.

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Governo garante funcionamento de UTI Pediátrica

UTI é equipamento de suma importância (Foto: TN)

O Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) e a direção do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), informa que a Cooperativa Médica (COOPMED) aceitou cobrir os plantões dos dias 29 (dia),  30 (dia) e 31 (noite) próximos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica dessa unidade hospitalar localizada em Natal.

A unidade estava com redução no quadro de intensivistas pediátricos e, com a recomposição da escala, o hospital não deixará mais de receber novos internamentos nos próximos dias – como chegou a ser divulgado.

Também não haverá necessidade de transferência das crianças internas para outros serviços de saúde do RN e do próprio Walfredo Gurgel.

As falhas na escala ocorreram devido ao pedido de exoneração de dois intensivistas pediátricos do HWMG. Aliado a isso, também havia profissionais que solicitaram aposentadoria e outros que entraram de férias.

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Vereador é denunciado por agressão à enfermeira em hospital

A direção do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), Sindicato dos dos Enfermeiros do Estado do RN (SINDERN), Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (SINDSAÚDE/RN) e Conselho Regional de Enfermagem do RN (COREN) manifestaram-se com notas de repúdio contra o vereador Genicleide Ferreira da Silva Azevedo (MDB), o “Gean Paraibano”, de Santa Cruz (região Agreste).

Sindsaúde/RN fala em truculência (Foto: reprodução)

Segundo relatos de testemunhas, reiteradas pelas notas, o vereador – que também é policial – agrediu verbalmente uma enfermeira grávida no HMWG na última quinta-feira (21), além de expor arma acomodada à sua cintura.

Revoltou-se porque a enfermeira Cyndi Fernandes de Lima pediu para que ele não filmasse (com uso de um smartphone) no interior do hospital, esclarecendo que o procedimento era inoportuno e proibido sem a autorização de paciente/família/direção.

BO

Foi gerado um Boletim de Ocorrência (BO) com registro do episódio. Já a vítima teve atendimento emergencial no próprio hospital e em seguida foi liberada do restante do expediente.

“O vereador Gean Paraibano possui um vasto currículo marcado por polêmicas e processos criminais como: queixa crime (0100358-87.2019.8.20.0126), processo por ameaça (0100826-42.2018.8.20.0011), processo por prevaricação (TCO 007/2019) e ação por abuso de autoridade, que é pela OAB/RN”, destacou o Sindsaúde/RN.

Ano passado, ele chegou a assumir interinamente a Prefeitura de Santa Cruz, com cassação da prefeita e vice, respectivamente Fernanda Costa (MDB) e Ivanildo Ferreira (PSB).

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Secretário trata de “regionalização da Saúde” no HMWG

O Secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, esteve no início da manhã desta quarta-feira (22), reunido com o Corpo Diretivo do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), para estar a par das atuais demandas da unidade. O encontro aconteceu na sala da direção geral.

Ttambém contou com a presença da coordenadora de Operações de Hospitais e Unidades de Referência (Cohur), Milena Martins, do secretário adjunto da Sesap, Haroldo Vale, do apoiador matricial do Programa SOS Emergência, Ricardo Volpe, além de chefes e gerentes da assistência do HMWG.

Durante a reunião, o secretário abordou a iminente ação de regionalização da rede estadual de saúde. Segundo o secretário, o objetivo é amenizar as dificuldades dos serviços oferecidos em cada um dos 23 hospitais geridos pela Sesap.

Sua proposta é realizar um trabalho unificado entre as equipes assistenciais.

“Nós vamos gerenciar as situações de necessidade de cada hospital e, como os outros, de uma maneira geral, vão suprir”, disse Lagreca.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Estado.