Arquivo da tag: Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM)

Terceirizados estão com direitos trabalhistas atrasados

Do Blog Carol Ribeiro

Hospital convive com falta de compromisso com terceirizados (Foto: divulgação)
Hospital convive com falta de compromisso com terceirizados (Foto: divulgação)

Os funcionários terceirizados do Hospital Regional Hélio Morais Marinho  (HRHMM), em Apodi, ainda não receberam os salários de outubro. Além disso, estão com mais de três férias e o vale alimentação, referente a outubro, em atraso.

Os 48 servidores que estão nessa situação são maqueiros, eletricistas, e atuam na cozinha, limpeza, lavanderia e manutenção.

Os trabalhadores entraram em contato com a empresa JMT, que alega que a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) não fez todo o repasse e, por isso, só efetuaram pagamento de algumas unidades.

Irregularidades

O delegado sindical do Sintraphan, Adjackson Carvalho, confirma que o repasse referente a outubro foi feito somente a alguns e que os servidores que prestam serviços a JMT em várias regiões do estado como Assu, Pau Dos Ferros e Apodi ainda não receberam pagamento.

Acrescenta, ainda, que o cartão alimentação, utilizado para compra de quem está nos plantões, ainda não foi liberado. Além disso, existem férias vencidas desde 2019, o reajuste salarial com data base de maio ainda não foi realizado e o FGTS não vem sendo depositado na conta dos funcionários há alguns meses.

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Prefeito não engole ocupação de espaço por adversário

O prefeito de Apodi, Alan Silveira (MDB), está tiririca com a nomeação da enfermeira Raquel Gurgel para direção geral do Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM), no município (veja AQUI).

Na campanha municipal, todos no mesmo palanque; agora, Alan e Neilson são adversários, mas ligados à Fátima (Banner de campanha)
Na campanha municipal, todos no mesmo palanque; agora, Alan e Neilson são adversários, mas ligados à Fátima (Banner de campanha)

A indicação foi do seu adversário e ex-vice-prefeito dissidente Neilton Diógenes (PL).

Deputado estadual em início de mandato, Diógenes foi atraído para perto do governismo estadual. Começou a ocupar espaço e deve avançar mais, logicamente.

Tem voto na Assembleia Legislativa, onde a governadora Fátima Bezerra (PT) precisa de maioria segura. Lá, Alan não tem um voto sequer.

Pragmatismo que o prefeito não engole, mas que a governadora não abre mão. Ele apoiou-a à reeleição ano passado; Neilton Diógenes foi adversário.

E para evitar problemas para si, o vice-governador Walter Alves (MDB), líder político de Alan, já lavou as mãos.

Prioridade é ter força na Assembleia Legislativa.

Leia também: Sem “gesto” de governadora, ex-deputado observa aliança ‘impossível’.

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Hospital Regional muda de direção e sinaliza reforço político para Fátima

Raquel Gurgel substitui Girlene Ferreira (Foto: Reprodução do Blog Fatos de Apodi)
Raquel Gurgel substitui Girlene Ferreira (Foto: Reprodução do Blog Fatos de Apodi)

O Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM), em Apodi, tem nova direção.

A enfermeira Raquel Gurgel entra em lugar da nutricionista Girlene Ferreira de Morais. Mulher do ex-prefeito Haroldo Ferreira, de Felipe Guerra, ela tinha sido nomeada em janeiro de 2021.

A portaria teve publicação nesse sábado (11), com divulgação em várias páginas de notícias originárias da região, como Fatos de Apodi e Apodi Agora.

Sob a ótica política, a nomeação da enfermeira sacramenta o ingresso do deputado estadual Neilton Diógenes (PL) no Governo Fátima Bezerra (PT).

Ele a indicou.

Na Assembleia Legislativa, Diógenes chegou como oposicionista e formou bloco ao lado de Adjuto Dias (MDB), Teresinha Maia (PL) e Coronel André Azevedo (PL).

Na política apodiense, Neilton Diógenes foi eleito vice-prefeito de Allan Silveira (MDB), mas logo houve racha entre ambos.

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Ex-prefeito e seu vice têm relações políticas esgarçadas

Zé Maria e Flaviano: fosso (Foto: Web)

Andam esgarçadas as relações entre o ex-prefeito apodiense Flaviano Monteiro (PCdoB) e José Maria da Silva (PSD), o “Zé Maria”, que foi seu vice.

Eles não se reelegeram no ano passado.

A convivência política entre os dois é apenas protocolar, agravada com a crise relativa à nomeação à direção geral do Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM).

Houve ruído, desentendimento, falta de afinação entre ambos e outros setores da oposição no episódio.

O oposicionismo local está nitidamente rachada.

Leia também: Hospital Regional muda de diretor pela segunda vez AQUI;

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Hospital Regional muda de diretor pela segunda vez

A direção geral do Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM), do Apodi, muda mais uma vez.

É a segunda alteração em dez dias.

Movimento popular pró-hospital continua causando estragos políticos (Foto: arquivo)

Portaria hoje (sábado, 5) no Diário Oficial do Estado (DOE) apresenta a nomeação do bioquímico José Wilker Almeida Câmara, ligado ao PP, para o cargo.

Ele substituirá Aloma Tereza Cavalcante Nogueira (veja AQUI) que tinha sido nomeada no último dia 26, por indicação do grupo do ex-prefeito Flaviano Monteiro (PCdoB).

Ou seja, ela ficou apenas nove dias no cargo.

O bioquímico Leandro Maia tinha sido exonerado do cargo dias antes, em 21 de julho, como forma de retaliação do governo Robinson Faria (PSD), por ter apoiado movimento contra eventual fechamento (ou readequação) do HRHMM, ocorrido no dia 19 de julho.

Depois traremos os bastidores que explicam essa nova e repentina mudança.

Leia também: Ex-diretor de hospital regional diz que foi vítima de “retaliação” AQUI;

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Hospital Regional do Apodi tem nomeação de nova diretora

Aloma: direção (Foto: web)

Aloma Tereza Cavalcante Nogueira é a nova diretora geral do Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM), do Apodi.

A portaria está publicada hoje no Diário Oficial do Estado (DOE).

A nova diretora foi secretária do Desenvolvimento e Assistência Social do município, na administração do prefeito Flaviano Monteiro (PCdoB). Ele não se reelegeu no pleito do ano passado.

Ela substituirá Leandro Maia, exonerado à semana passada, após participar de movimento popular contra eventual fechamento do hospital.

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Direção de hospitais regionais é alvo de forças políticas

Jarbas e Leandro: política (Foto: arquivo)

Os cargos de direção geral dos hospitais regionais do Apodi e Mossoró são objetos de luta renhida nos intramuros do Governo do RN.

A indicação de nomes confronta aliados e potenciais aliados do governador Robinson Faria (PSD), nas duas regiões.

O que ensejou essa situação foi a saída do bioquímico Leandro Maia do Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM), no Apodi, e a do odontólogo Jarbas Mariano do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró.

Leia também: Ex-diretor de hospital regional diz que foi vítima de “retaliação” AQUI;

Leia também: Diretor geral do Tarcísio Maia confirma sua saída do cargo AQUI.

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Ex-diretor de hospital regional diz que foi vítima de “retaliação”

“Foi uma retaliação, sem duvidas”. Essa a interpretação do bioquímico Leandro Maia, para sua exoneração publicada hoje (veja AQUI) no Diário Oficial do Estado (DOE), da Direção Geral do Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM), do Apodi.

Leandro Maia integra partido do vice-governador Fábio Dantas e do ex-prefeito Flaviano Monteiro (Foto: Web)

“Naturalmente, eu já esperava, já tinha manifestado em reuniões internas com o governador (Robinson Faria-PSD) e o secretário da Saúde (George Antunes) o descontentamento com algumas ações com relação ao hospital, como a transferência repentina de quatro médicos”, desabafou o ex-diretor.

Ele fez esses comentários ao ser ouvido pelo jornalista Vonúvio Praxedes da TV Cabo Mossoró (TCM).

Movimento popular

No entendimento de Leandro Mais, “meu posicionamento pela não desativação do hospital foi entendido como afronta ao governo”.

Ontem (quinta-feira, 20), Leandro Maia participou ativamente de movimento popular em Apodi contra Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo governo estadual, que definiu o HRHMM como um dos setes hospitais a serem desativados ou transformados em equipamentos de atenção básica.

A saída de Leandro Maia deve ter desdobramento político. “Sou presidente municipal do PCdoB, nosso grupo político vai se posicionar ainda a respeito da aliança com Robinson”, avisou o ex-diretor.

O PCdoB é a sigla do vice-governador Fábio Dantas e do ex-prefeito apodiense Flaviano Monteiro.

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Robinson exonera diretor de hospital regional após protesto

O Diário Oficial do Estado (DOE) em sua edição desta sexta-feira (21) traz a exoneração do diretor geral do Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM), em Apodi, bioquímico Leandro Diógenes Ferreira Maia.

O “bota-fora” ocorre justamente após realização de expressivo movimento popular na cidade, que contou com apoio de Leandro Maia, contra o fechamento/readequação do HRHMM. A mobilização aconteceu quarta-feira (19).

A portaria com a exoneração foi assinada ontem (quinta-feira, 20), pelo governador Robinson Faria (PSD), que ficou possesso com a postura de envolvimento proativo do médico Leandro Maia na luta em defesa do hospital.

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No mesmo DOE não houve publicação de portaria com nome do seu substituto. E o governador insiste em informar: “Meu governo não fechará hospitais”.

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Interesse político asfixia Hospital Regional do Apodi há tempos

O Relatório 661/2012 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em que se baseia o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) 138, que dispõe sobre fechamento/readequação de sete hospitais regionais do Rio Grande do Norte, tecnicamente não aponta para o fechamento do Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM). Mas na prática o governo estadual o incluiu na lista e trabalha há meses para fechá-lo.

O HRHMM, que no dia passado foi “defendido” vivamente pela população do Apodi em manifestação ruidosa e numerosa (veja AQUI), existe há 30 anos. Serve aos municípios de Apodi, Felipe Guerra, Severiano Melo, Rodolfo Fernandes, Itaú e algumas cidades do Ceará.

Sua demanda diária oscila entre 150 e 180 atendimentos. Cerca de 6% desse contingente humano é derivado de outros municípios. Possui 51 leitos que podem ficar em boa parte ociosos.

Movimento popular teve maciça participação popular e deu demonstração de força e revolta da população (Foto: PMA)

Os principais procedimentos oferecidos pelo hospital são os atendimentos aos casos de urgência e emergência, clínica cirúrgica, ambulatório, raios X, entre outros.

Nos últimos quatro meses, o Governo Robinson Faria (PSD) retirou quatro médicos de sua escala de trabalho, os transferindo para Natal e Mossoró. De um total de 17 médicos que chegou a ter, hoje só possui oito. Os insumos básicos também não chegam à medida da demanda.

Matar por “asfixia mecânica” o HRHMM é o que na prática já começou como ocorreu com o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia em Mossoró. Encerrou suas atividades em setembro do ano passado, apesar do governador reiterar – durante meses – que não o faria. Se não quer fechar ou empurrar o Hospital Regional do Apodi à municipalização, se eximindo de sua manutenção com caráter regional, por que o desmanche continuado?

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A conversão do Hospital Regional do Apodi numa Unidade Básica de Saúde (UBS), por exemplo, pode ter como uma de suas mais graves consequências a sobrecarga (mais ainda) do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) em Mossoró. Para onde afluiria boa parte dos atendimentos do HRHMM? Claro que para o HRTM.

O estranho nesse enredo, é que o Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros (HRMAB), em São José do Mipibu – na Grande Natal, é que constava no relatório do TCE, como recomendação para ser extinto ou convertido noutro equipamento de saúde básica. Mas quem acabou içado a essa condição foi o do Apodi.

Talvez o fato de São José do Mipibu ser a principal base eleitoral do vice-governador Fábio Dantas (PCdoB) e de sua mulher e deputada estadual Cristiane Dantas (PCdoB), explique essa substituição. Sem peso político direto, sem ninguém com musculatura para escudá-la nas entranhas do governo, Apodi seria presa fácil à operação governamental.

Em tese, sim.

Mas a demonstração de força popular com gente de todos os matizes sociais e partidários ecoou forte no dia passado em Apodi, não obstante o escasso reforço dos deputados estaduais Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, e Getúlio Rêgo (DEM), que o prestigiaram.

O governo precisará ser muito cínico e extremamente covarde, para empurrar uma população regional em torno de 70 mil pessoas para o deus-dará da saúde pública, ao mesmo tempo em que promete publicamente o contrário. Com o Hospital da Mulher foi assim. Vai repetir?

Medo

O TAC 138 é uma recomendação assinada pelo governo estadual, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do RN (MPRN), a partir de estudo iniciado no Governo Rosalba Ciarlini (PP), que teve medo de levá-lo a termo. Contudo não tem poder de lei, não é impositivo e irrevogável.

Está contaminado pelo conceito de “estado mínimo”, mas é sobretudo um documento frio, calculista e impiedoso por olhar a saúde pelo o que lhe parece mais fácil: números. Ele carece sobretudo de humanidade.

A propósito, nenhum dos seus autores costuma usar a saúde pública. Não precisam.

CLIQUE AQUI e confira a íntegra do Termo de Ajustamento de Conduta.

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Governo se esforça para convencer que fala a verdade

O governo Robinson Faria (PSD) chegou àquele estágio em que a todo instante emite Nota de Esclarecimento, Nota Oficial e dá entrevista, para explicar que não está mentindo. O benefício da dúvida não o favorece.

Está difícil convencer alguém mais atento ou mesmo algum desavisado, de que não mente nem omite nada.

Passou meses dizendo, reiterando, afirmando e garantindo que não fecharia o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia em Mossoró.

Você lembra?

Em setembro do ano passado o hospital foi fechado, depois de “morto por asfixia mecânica” pelo próprio governo. A Nota Oficial (veja AQUI) transferia responsabilidade para a justiça e garantia que tudo ficaria melhor em Mossoró na saúde materno-infantil.

A realidade não é bem assim.

No dia 26 de janeiro de 2016, o Blog Carlos Santos postou essa matéria: Hospitais não são prioridades para Governo do Estado (veja AQUI). Oito meses depois, o Hospital da Mulher e o Hospital da Polícia Militar em Mossoró estavam fechados, como esta página tinha antecipado com segurança.

Planejamento nesse sentido já existia desde 2015, primeiro ano da gestão Robinson Faria.

Com o Hospital Regional Hélio Morais Marinho (HRHMM), do Apodi, o enredo é muito parecido.

O final caminha para ser o mesmo. Por isso é louvável o esforço da sua população (veja AQUI) para reagir a essa decisão.

Aguardem notas, mais entrevistas e promessas negando tudo.

Tudo encaixado à série “acredite… se quiser”.

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Cidade faz protesto com multidão nas ruas em favor de hospital

Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte, vestiu-se de preto e foi em grande número às ruas à manhã de hoje (quarta-feira, 19). Foi à pé, a cavalo, de carro, carroça, bicicleta, moto etc. A movimentação cumpriu trajeto entre o Hospital Regional Hélio Morais Marinho e o centro da cidade.

Multidão fez protesto e cobrou manutenção de hospital e seus serviços para a região do Apodi (Fotos: Blog Carlos Santos)

A mobilização foi contra a intenção do governo estadual de fechar o hospital, passando sua estrutura ao município para adequação como Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).

A mobilização foi convocada pelo prefeito Alan Silveira (PMDB), mas se transformou num protesto interpartidário e suprapartidário, envolvendo os mais diversos segmentos do município e da região, inclusive aliados do governador Robinson Faria (PSD), alvo preferencial dos manifestantes. “Fora, Robinson”, chegavam a exprimir algumas faixas.

Cobrança de apoio

Com ponto facultativo decretado pelo prefeito, donas-de-casa, estudantes, profissionais liberais, servidores públicos, maçons, políticos, comerciantes, sindicalistas, professores, agricultores etc. saíram da Rua Projetada (endereço do hospital), cruzando a BR-405 até o centro, onde foi encerrada a movimentação.

Entre os participantes, apenas o deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), “Souza”, e o prefeito de Itaú Ciro Bezerra (DEM), reforçaram a iniciativa como políticos fora do universo local. O também deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM) chegou já ao término.

Em cartazes, carros-de-som, camisetas, balões pretos e faixas, a população e segmentos organizados (como sindicatos de servidores da saúde) satanizavam o governador Robinson Faria e escudaram o hospital que tem 30 anos de existência.

População abraçou a causa e revelou conscientização do valor social do hospital (Foto: Sindsaúde)

Também empunhavam cartazes com fotos dos deputados estaduais, federais e senadores, cobrando-lhes apoio à causa.

Segundo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que o estado assinou com Ministério Público do RN (MPRN) e Ministério Público do Trabalho (MPT), o HRHMM e outros seis devem deixar esse status e modalidade de funcionamento, como forma de contenção de despesas.

Leia também: Enxugamento de hospitais regionais é medida corajosa e difícil AQUI;

Leia também: TAC é claro ao definir redução em número de hospitais AQUI;

Leia também: “Meu governo não fechará hospitais”, diz governador AQUI.

Clique aqui e confira a íntegra do Termo de Ajustamento de Conduta.

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