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Intervenção federal na segurança pública do RN deve ser cogitada

Se o Governo do RN fosse de um gestor adversário, será que já não teríamos intervenção federal na Segurança? A governadora Fátima Bezerra (PT) não consegue fazer frente à violência generalizada. Em Brasília, essa medida foi adotada pelo presidente Lula (PT) logo nos primeiros dias de gestão, em janeiro último, com os distúrbios dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro, tirando o comando do governador Ibaneis Rocha (MDB) – um bolsonarista.

Tropas fazem patrulhamento (Foto: Governo do RN)
Tropas federais em 2017 botaram ordem em Natal e no RN sem estardalhaço ou violência (Foto: 30/12/2017Arquivo)

A intervenção não seria por incompetência da governadora, o que pode até ser o caso. Mas, por falta de meios humanos e materiais no combate à facção que toca terror no RN. O mal se alastra e o lero-lero de que está tudo voltando à normalidade coloca o povo em perigo maior.

O Senador Styvenson Valentim (Podemos) pediu ao presidente o envio de tropas das Forças Armadas, acionando a operação Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Corretíssimo. Legislação permite que o presidente Lula disponha delas em caso em caso de esgotamento das tropas regulares de segurança pública.

Já tivemos acionamento da GLO, como na gestão do então governador Robinson Faria (PSD, hoje no PL). Foi eficiente e pacificou o RN no período em que aconteceu motim policial. Agora, podemos ter de novo essa iniciativa em nome de vidas, patrimônios públicos e privados. Claro, se a prioridade for essa. Polícias do RN estão no limite. O crime, não.

Terror se espalha no RN desde terça-feira (14) e até agora, quinta-feira (16), a Força Nacional tem – dizem, não se sabe – cerca de 105 homens no RN. A maioria ou sua totalidade, não passou da Reta Tabajara. Mossoró aguarda-os. Caicó e outros municípios também.

Vamos!

*Veja série de matérias sobre ataques criminosos recentes no RN: AQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI).

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Bolsonarismo, em fúria, ataca as três torres do Estado de Direito

Do Canal Meio, CNN, Folha, G1, Canal BCS e outras fontes

Palácio do Planalto depredado (Foto de Gabriela Biló-Folhapress)
Palácio do Planalto depredado (Foto de Gabriela Biló-Folhapress)

Acumulada desde as eleições, a retórica bolsonarista de violência golpista explodiu nesse domingo (8) numa série de ataques às sedes dos Três Poderes da Repúblicas, instituições do Estado Democrático de Direito, sob o olhar complacente da Polícia Militar do Distrito Federal. A violência provocou a decretação de intervenção federal na área de segurança do DF e ao afastamento por 90 dias do governador Ibaneis Rocha (MDB), por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. (UOL)

Grupos criminosos saíram da frente do QG do Exército, incluindo os que chegaram a Brasília em uma centena de ônibus no fim de semana, tomaram a Praça dos Três Poderes e, por volta das 15h, invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

Alguns dos terroristas usavam máscaras de gás e capacetes. Enquanto a invasão acontecia, PMs filmavam e conversavam com os criminosos sem intervir. No Planalto, os golpistas roubaram as armas do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O estrago já estava feito quando, após a decretação da intervenção, a polícia começou de fato a agir.

Segundo as autoridades do DF, 300 pessoas foram presas, e o controle dos prédios públicos foi retomado por volta das 20h. Ibaneis Rocha chegou a gravar um pedido de desculpas a Lula e aos presidentes dos Poderes. (UOL)

À tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava em Araraquara (SP), decretou a intervenção, afirmando que as autoridades do DF tiveram “incompetência, má vontade ou má-fé”, especialmente após os atos de vandalismo no dia de sua diplomação. Ele responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem se referiu repetidamente como “genocida”.

Secretário-executivo do Ministério da Justiça e homem de confiança do ministro Flávio Dino, Ricardo Capelli será o interventor. Lula voltou a Brasília à noite e vistoriou os estragos no Planalto e no STF. O presidente convocou para hoje uma reunião com os 27 governadores para discutir ações contra os movimentos golpistas pelo país. (Poder360)

Ibaneis afrouxou, temendo o pior, mas acabou afastado do poder (Foto: reprodução)
Ibaneis afrouxou, temendo o pior, mas acabou afastado do poder (Foto: reprodução)

Já era início da madrugada quando o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o afastamento do governador Ibaneis Rocha por 90 dias. A decisão, tomada no âmbito do inquéritos dos atos antidemocráticos, atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União e do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Segundo o ministro, os crimes de ontem “somente poderiam ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”. (g1)

De fato, não foi por falta de aviso. Grupos bolsonaristas articulavam a ação em Brasília abertamente em redes sociais desde, pelo menos, terça-feira. Nas mensagens, organizavam-se viagens “com tudo pago” para a capital federal e, prevendo enfrentamentos, convocam-se ex-policiais e outras “pessoas com porte de arma”. O grupos começaram a se deslocar para Brasília na sexta-feira, sem que um esquema reforçado de segurança fosse montado no Distrito Federal. (Estadão)

O presidente dos EUA, Joe Biden, tuitou uma mensagem de apoio a Lula e ao Brasil, condenando o “atentado à democracia”. Na mesma linha seguiram praticamente todos os líderes da América Latina e nomes importantes da política mundial, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e do governo espanhol, Pedro Sánchez. Assumidamente de direita, a premiê italiana Giorgia Meloni criticou os ataques em Brasília. (g1)

Os criminosos deixaram um rastro de destruição nas sedes dos Três Poderes, como mostra um vídeo gravado pelo repórter Marcos Losekann no STF e outro divulgado pela Secretaria de Comunicação da presidência com os estragos no Palácio do Planalto. (g1)

Jair Bolsonaro só se manifestou seis horas após os ataques. Dos EUA, disse que atos violentos “fogem à regra” e os comparou a atos da esquerda em 2013 e 2017, embora em nenhuma dessas ocasiões as sedes dos poderes tenham sido invadidas.

Bolsonaro se posiciona em redes sociais (Reprodução do Canal BCS)
Bolsonaro se posiciona em redes sociais (Reprodução do Canal BCS)

Ele também negou envolvimento nos ataques. “Repudio as acusações, sem provas, a mim atribuídas por parte do atual chefe do Executivo do Brasil”, concluiu, no primeiro reconhecimento público de que Lula é o presidente. (g1)

Além de Lula, os líderes dos demais Poderes reagiram ao ataques terroristas. A presidente do STF, Rosa Weber, disse em nota que a “Suprema Corte não se deixará intimidar por atos criminosos e de delinquentes infensos ao estado democrático de direito”. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de condenar a invasão, cobrou que os senadores “independentemente de posições ideológicas ou políticas”, se manifestassem em defesa do Parlamento. Ele marcou para hoje uma sessão do Congresso para confirmar a intervenção na segurança do DF. Aliado de Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que o Congresso “não dará espaço para vandalismo e baderna”. (Poder360)

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF ontem a prisão do ex-secretário de Segurança do DF Anderson Torres, que havia sido exonerado mais cedo pelo governador Ibaneis Rocha. Torres, que é delegado federal, foi ministro da Justiça e um dos mais próximos auxiliares de Jair Bolsonaro. Ele é acusado de omissão pela falta de um esquema de segurança que impedisse a invasão dos palácios e pela aparente conivência de policiais. (CNN Brasil)

De férias na Flórida, Torres negou que tivesse ido aos EUA se encontrar com Bolsonaro. “Não me encontrei com ele em nenhum momento. Estou de férias com a minha família. Não houve nenhuma trama para que isso [os atos golpistas] ocorresse”, disse o agora ex-secretário. (Folha)

Nos bastidores, os ministros do STF responsabilizam o ministro da Defesa, José Múcio, por conta de sua “ação fraca” diante dos atos antidemocráticos. Ele defendia que as manifestações estavam se esvaziando naturalmente, o que se mostrou falso. (Globo)

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“Bacurau, sempre bacurau!”

No Encontro Estadual do MDB e Encontro Estadual do MDB Mulher nesta quinta-feira (7), no Hotel Praiamar em Natal, o ex-deputado federal Henrique Alves até tentou ser, como disse há poucos dias, um “simples militante”.Não conseguiu.

Entre vários nomes assediados por filiados e militantes, ele foi disparadamente o campeão nos quesitos abraço e selfie.

Eclipsou gente da ativa.

Nem o atual presidente nacional emedebista, deputado federal Baleia Rossi (SP), foi páreo para ele.

A presença do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, também não.

“Bacurau, sempre bacurau! Obrigado a todos! Matei a saudade”, postou Henrique Alves em suas redes sociais.

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Presidente nacional do MDB participa de eventos em Natal

Rossi: eventos em Natal (Foto: MDB)

É nesta quinta-feira (7), o Encontro Estadual do MDB-RN e MDB Mulher em Natal.

O evento está marcado para 17h, no auditório do hotel Praiamar. Será a primeira visita do presidente nacional do MDB ao RN e ao Nordeste, deputado federal paulista Baleia Rossi.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, também confirmou presença.

A presidente do MDB Mulher no RN, advogada Kátia Nunes, e a presidente nacional do MDB Mulher, ex-deputada federal Fátima Pelaes, serão as palestrantes do evento.

Leia também: MDB fará evento com várias filiações de prefeitos.

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Saiba quem são os governadores eleitos no Segundo Turno

Da BBC News Brasil

As eleições para governador foram decididas no segundo turno em 13 Estados e no Distrito Federal – entre eles, os três maiores colégios eleitorais do País: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) libera os resultados da apuração em tempo real. Confira:

Amapá

O governador do Amapá, Waldez Góes, foi reeleito com 52,35% dos votos válidos – 100% das urnas foram apuradas. Seu adversário, João Capiberibe (PSB), teve 47,65% dos votos.

Amazonas

Wilson Lima (PSC) foi eleito com 59,24% dos votos válidos. Amazonino Mendes (PDT) teve 40,76% dos votos – 94,29% das urnas foram apuradas.

Distrito Federal

A partir de 1º de janeiro, o Distrito Federal será governado por Ibaneis Rocha, do MDB.

Ele venceu a disputa no segundo turno com 69,79% dos votos válidos — 100% das urnas já foram apuradas. Rodrigo Rollemberg (PSB) ficou com 30,21%.

Ibaneis Rocha foi eleito em Brasília no pleito desse domingo, com a legenda do MDB (Foto: Web)

Mato Grosso do Sul

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) foi reeleito com 52,35% dos votos válidos.

Juiz Odilon (PDT) teve 47,65% dos votos. Todas as urnas já foram apuradas.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) venceu com 71,75% dos votos válidos – 92,57% das urnas foram apuradas. O tucano Antonio Anastasia ficou em segundo, com 28,25%.

Zema será o primeiro governador do Partido Novo, que participa de sua primeira eleição geral.

Pará

Helder Barbalho (MDB) teve 55,41% dos votos válidos e foi eleito governador do Estado – 99,12% das urnas foram apuradas. Márcio Miranda (DEM) teve 44,59% dos votos.

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro será governado pelo ex-juiz Wilson Witzel, do PSC. Ele teve 59,87% dos votos válidos. O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM) ficou com 40,13% – todas das urnas foram apuradas.

Rio Grande do Norte

A petista Fátima Bezerra venceu no Rio Grande do Norte. Ela teve 57,6% dos votos válidos, contra Carlos Eduardo (PDT), que teve 42,4%. Segundo o TSE, todas as urnas foram apuradas.

Rio Grande do Sul

O tucano Eduardo Leite foi eleito no Estado com 53,62% dos votos válidos. José Ivo Sartori (MDB) teve 46,38% dos votos.

Rondônia

O Coronel Marcos Rocha, do PSL, venceu a eleição em Rondônia. Ele tem 66,34% dos votos válidos. Expedito Junior, do PSDB, teve 33,66%.  Todas as urnas foram apuradas.

Roraima

Antonio Denarium, do PSL, será o novo governador de Roraima. Com 53,50% dos votos válida, ele venceu José de Anchieta (PSDB), que teve 46,57%.

Antonio Denarium obteve êxito em disputa ao governo estadual de Roraima (Foto: Web)

Santa Catarina

Em Santa Catarina, o candidato do PSL, Comandante Moisés, venceu Gelson Merísio (PSD). Moisés teve 71,09% dos votos válidos. Marísio registrou 28,91% – 100% dos votos foram apurados.

São Paulo

O tucano João Doria será o novo governador de São Paulo. Com 51,75% dos votos válidos, o ex-prefeito da capital venceu o atual governador, Marcio França (PSB), que teve 48,25%. Segundo o TSE, 99,9% das urnas foram apuradas.

Sergipe

Belivaldo Chagas (PSD) foi reeleito governador com 64,72 % dos votos válidos. Ele concorria contra Valadares Filho (PSB), que teve 35,28%. Todas as urnas foram apuradas.

Veja AQUI quadro eleitoral completo nos 26 estados e DF, com todos os eleitos.

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